sexta-feira, 9 de março de 2012

Como usar a inteligência humana para criar uma inteligência artificial que se iguale?


O termo inteligência artificial geralmente desperta a curiosidade das pessoas. Livros e filmes vêm sendo produzidos há décadas e nos fazem pensar como seria viver em uma realidade em que máquinas feitas pelo homem seriam capazes de pensar e agir de maneira autônoma, realizando os trabalhos mais difíceis e até mesmo tendo emoções, como na famosa história de Isaac Asimov, O Homem Bicentenário. A ideia de automatizar tarefas humanas não é novidade. Blaise Pascal foi um dos primeiros a construir uma máquina calculadora, em 1642, para ajudar seu pai em um escritório de coleta de impostos. O americano Herman Hollerith inventou, em 1880, uma máquina capaz de processar dados baseada na separação de cartões perfurados. Os computadores atuais começaram a surgir na década de 1940, em pesquisas militares. A partir daí, com o rápido avanço da área, um novo mundo de possibilidades abriu-se para a humanidade. E com isso as especulações do que seria possível conseguir nas próximas décadas. Nessa mesma época, o escritor russo Isaac Asimov escreveu uma série de contos que deu origem, entre outros, ao livro Eu, Robô, no qual foram estabelecidas as três leis da robótica, como condição de coexistência dos robôs com os seres humanos e como prevenção de qualquer perigo que a inteligência artificial pudesse representar à humanidade.

No entanto, apesar de ter surgido há várias décadas, a área da computação conhecida como inteligência artificial forte, que busca criar seres artificiais inteligentes, contrariando as previsões que acompanharam seus primórdios, não conseguiu criar um sistema artificial dotado da capacidade de inteligência da maneira como ela ocorre nos seres vivos, nem tampouco a capacidade de ser autoconsciente. O pesquisador Marvin Minsky é co-fundador do laboratório de inteligência artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e autor de diversos artigos e livros sobre o tema e suas implicações filosóficas. Minsky defende a ideia de que regras e representações são a natureza da mente, passíveis, portanto, de uma reprodução artificial por um computador. No entanto, após décadas de pesquisas, os estudos não alcançaram o sucesso esperado. Minsky explica que os computadores atuais podem fazer cálculos complexos, no entanto, não conseguem realizar atividades simples que uma criança de quatro anos consegue: “Computadores podem resolver equações diferenciais, mas não conseguem entender uma simples historinha infantil. Podem vencer pessoas no xadrez, mas não são capazes de encher o seu copo”, diz Minsky. Hubert Dreyfus é professor de filosofia na Universidade da California e estuda as implicações da Inteligência Artificial. Em um de seus livros, What Computers Can’t Do (1972), Dreyfus argumenta que a consciência não pode ser adquirida por sistemas baseados em regras ou lógica. O conhecimento das pessoas consiste também naquilo que elas sabem sem saber que sabem e aquilo que nunca foi aprendido, como, por exemplo, “que as pessoas se movem mais facilmente para a frente do que para trás, ou que se se entornar água em cima da toalha ela passará para as pernas de quem está por baixo”.

A questão é: se e como é possível ensinar esse tipo de informação a uma máquina. Como é possível fazer um ser artificial ter bom senso, ser amável, ter iniciativa, senso de humor, distinguir o certo do errado, cometer enganos e criar algo realmente novo? Outro ramo de estudos, conhecido como inteligência artificial fraca, não tem como objetivo direto a criação de seres artificiais, mas utiliza técnicas de inteligência para lidar com problemas complexos. Diversas abordagens são inspiradas em processos químicos e biológicos. Uma dessas técnicas, conhecida como algoritmos genéticos, reproduz artificialmente alguns processos da teoria da evolução proposta por Darwin. Nessa técnica, grosso modo, um problema complexo é escolhido e diversas soluções candidatas ao problema são colocadas num cenário artificial, onde as melhores soluções sobrevivem para a próxima geração. Depois de algumas gerações, a expectativa é de que a melhor de todas as soluções para o problema seja encontrada. Os algoritmos genéticos funcionam bem para diversos problemas matemáticos, no entanto, alguns pesquisadores apontam deficiências na técnica. Os critérios na definição dos parâmetros do programa não são muito claros, como, por exemplo, o percentual de cruzamento e de mutação que vai ocorrer em cada geração. Se ocorre muita mutação, perdem-se bons indivíduos e não se consegue resolver o problema. No entanto, se ocorre pouca mutação, é possível que o programa aponte uma solução ruim como sendo a melhor de todas, pois não conseguiu avaliar todas as possibilidades. De fato, não existe um valor universal para esses parâmetros, que seja aplicável para todos os problemas do mundo. Esse valor tem que ser ajustado, como que por tentativa e erro, de acordo com o problema em questão. Diversos outros parâmetros dos algoritmos genéticos são igualmente complexos de serem implementados. Para alguns problemas, outras técnicas matemáticas são mais fáceis e menos custosas de ser implementadas.

Essas questões, apesar de não se relacionarem diretamente na construção de seres inteligentes artificiais, nos mostram como é complexa a reprodução computacional de processos facilmente explicados por outras áreas da ciência, como física e a biologia. O cérebro humano contém cerca de cem bilhões de neurônios, ligados por mais de dez mil conexões sinápticas cada. Apesar do rápido avanço científico, muito do funcionamento do cérebro continua um mistério. Será que o cérebro humano será capaz um dia de decifrar seus próprios e intrigantes enigmas, e reproduzi-los artificialmente?

O olhar de Luis Fernando Veríssimo sobre o BBB


Para quem assiste esta excrecência televisa e contribui com seu dinheiro, vale conhecer esta crônica do Veríssimo e refletir a respeito, lembrando o registro do Vanucci no Todo Seu do Ronnie Von esta semana..."as instalações do BBB tem um número de camas menor que o de participantes para obriga-los a compartilhar das mesmas, incentivando a promiscuidade entre todos (para não dizer outra coisa) além do incentivo ao consumo de bebidas alcóolicas...


"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.


Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, héteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano e  divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores)  carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais.

 E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumane da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade".
Fonte: recebido por e-mail.

A Evolução diante dos achados que evidenciam a "Involução"!


Deu no site BOL: Cientistas criaram um tipo bizarro de formiga. De acordo com o jornal britânico The Sun, os insetos sofreram uma mutação em um gene antigo e adquiriram uma cabeça gigantesca, além de mandíbulas. Para isso, foi injetado um hormônio especial nas larvas. A comunidade científica britânica acredita que as formigas, apelidadas de “supersoldados”, podem ser um retrocesso genético a um ancestral [e esses ancestrais via de regra sempre são mais fortes e maiores] que viveu milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Na natureza, é possível identificar formigas do tipo, mas elas são raras. Nos desertos mexicanos, por exemplo, a função desse tipo “diferente” de formiga é proteger a colônia, bloqueando a entrada de predadores com a cabeça posicionada na entrada do formigueiro. Falando em insetos gigantes, o BOL também noticiou o seguinte: Os dinossauros gigantes que dominaram a Terra, cerca de 150 milhões de anos atrás [segundo a mesma cronologia evolucionista], sofriam com parasitas que atualmente atormentam os humanos: pulgas sugadoras de sangue que tinham até dois centímetros de comprimento. É o que afirmam paleontólogos chineses e franceses, que estudaram nove fósseis extraordinários, retirados em escavações na Mongólia interior e na província de Liaoning. As fêmeas das pulgas ancestrais mediam mais de 20 milímetros, enquanto os machos tinham quase 15 milímetros, em comparação com um máximo de 5 mm das pulgas atuais. 

As pulgas pré-históricas [visão darwinista] não tinham asas e, ao contrário de suas descendentes, não podiam saltar e tinham bocas comparativamente menores, acrescentou o estudo. Mesmo sem esses atributos, elas eram extremamente adaptadas ao seu nicho ambiental. Tinham patas que as habilitavam a se agarrar em répteis com pelos ou plumas, cujo couro era perfurado com um “sifão” longo e serrilhado para extrair o sangue. Os insetos eram tão bem-sucedidos que quando os dinossauros desapareceram da face da Terra, 65 milhões de anos atrás [idem], uma extinção relacionada à queda de um meteoro [teoria bastante discutida], elas suavemente se adaptaram para sugar o sangue de mamíferos e aves, diminuindo de tamanho no processo [o que se trata de microevolução, apenas]. O estudo, chefiado por Andre Nel, do Museu Nacional francês de História Natural, em Paris, foi publicado na edição desta quarta-feira [29/2/2012] da revista científica britânica Nature.

Fonte: Parceiro Criacionismo.

"European Sunday Alliance" (Aliança Dominical Européia)

No domingo (4), a aliança européia apelou a todos os membros e simpatizantes para tomarem medidas e transformarem o domingo no “dia europeu sem trabalho.”

O movimento European Sunday Alliance está tomando corpo na Europa.

O correspondente Felipe Reis, que está em Vila Nova de Gaia, Portugal, fala mais sobre o assunto.
 
Ouça


"O jovem que leva uma vida saudável é mais feliz do que aqueles que insistem em comer comida industrializada"


O jovem que leva uma vida saudável é mais feliz do que aqueles que insistem em comer comida industrializada e manter hábitos ilegais para a sua idade, como consumir bebidas alcoólicas e fumar cigarros. É o que concluiu um levantamento com adolescentes de dez a 15 anos, realizada pelo Economic and Social Research Council, da Inglaterra. 


A pesquisa tem como base informações de um estudo de longo prazo realizado em 40.000 lares britânicos financiados pelo ESRC, que analisou as respostas de 5.000 jovens a respeito de seus comportamentos relacionados a saúde e níveis de felicidade. Os resultados mostraram que: 

- Os jovens que nunca beberam qualquer bebida alcoólica tinham entre quatro a seis vezes mais chances de ter níveis mais elevados de felicidade do que aqueles que relataram algum consumo de álcool. 

- Jovens que fumavam eram cerca de cinco vezes menos propensos a ter pontuações altas de felicidade em comparação com aqueles que nunca fumaram. 

- Maior consumo de frutas e hortaliças e menor consumo de batatas fritas, doces e refrigerantes foram ambos associados com a alta felicidade. 

- Quanto mais horas os jovens gastavam com esportes por semana, mas felizes eles apareciam. 

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social e Econômica da Universidade de Essex, no Reino Unido, acreditam que os dados mostraram que os comportamentos não saudáveis, como fumar, beber álcool e o sedentarismo estão intimamente ligados com índices de felicidade mais baixos entre os adolescentes, mesmo quando fatores sócio-demográficos, tais como sexo, idade, renda familiar e escolaridade dos pais são levados em conta. Ao menos, 12% dos jovens de 13 a15 anos de idade declararam que fumavam em comparação com 2% entre os de dez a 12 anos. Os números de consumo de álcool foram ainda mais impressionantes: 8% das crianças de dez a 12 anos de idade relataram ter tomado uma dose de bebida alcoólica no último mês, subindo para 41% entre os adolescentes de 13 a 15 anos. A pesquisa mostrou também que entre os de 13 e 15 anos, quando os jovens têm mais autonomia sobre suas escolhas de estilo de vida, o consumo de alimentos torna-se menos saudável e o hábito de fazer exercícios se reduz. Apenas 11% dos que tinham 13 a15 anos relataram o consumo de cinco ou mais porções de frutas e legumes por dia e mesmo entre os de dez a 12 anos de idade menos de um quinto relatou comer frutas e legumes na mesma proporção. Cara Booker, um dos co-autores da pesquisa, disse que a pesquisa mostra “que os jovens de qualquer espectro social não estão comendo alimentos saudáveis, nem tendo dietas equilibradas, e estão começando a consumir álcool na tenra idade”. 

- Ajudar os jovens a reduzir escolhas prejudiciais à saúde, como começar a tomar decisões independentes, são importantes para reduzir o número de adultos em risco de doença crônica e com pouca saúde relacionados com seus comportamentos.


Fonte: R7.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um "observatório" mais confiável que a NASA prevê a queda de uma PEDRA inescapável sobre a Terra!


Sexto século antes de Cristo. O grande império mundial da época, Babilônia, ergue-se altivamente diante das demais civilizações. Chegara o seu momento histórico de glória. Regado pelos rios Tigre e Eufrates, ostenta riqueza, força, conhecimento e o esplendor opaco do orgulho humano que, sonhando ser perene, termina por se desintegrar no esquecimento. Elevada à posição de “rainha da Ásia” e embelezada pela magnificência de seus jardins suspensos (maravilha do mundo antigo), a nação mesopotâmica – “cabeça de ouro” - escraviza seus conquistados, inconsciente de que toda conquista humana é tão efêmera quanto o orvalho que cedo aparece mas logo se dissipa.

Como vítima principal do cativeiro babilônico encontra-se Judá, cidade-emblema da adoração monoteísta ao Deus que adentra no tempo e na História para Se fazer revelar em amor (e em juízo) a todos os povos. Judá, olvidando sua missão de nação representante do Deus vivo, quebra o concerto da graça e aliena-se da fonte de sua segurança. Para quem tinha como destino ser cabeça, e não cauda, a escravidão sob uma nação pagã é a triste sorte do povo escolhido. Do povo escravizado, o Ser divino escolheu o jovem Daniel para revelar uma das profecias mais interessantes e abarcantes da Bíblia: a decifração do significado de uma estranha estátua metálica e de uma pedra meteórica, apresentadas certa noite no sonho perturbador do rei. Daniel, cujo nome significa “Deus é meu Juiz”, tornou-se na corte mesopotâmica o profeta da História e dos tempos distantes, o porta-voz apocalíptico do juízo e do propósito divino para com todos os seres. O cativo de Judá, auxiliado pelo Altíssimo, fez o que nenhum dos magos e astrólogos da corte conseguiu: relatou e explicou a mensagem oculta. O sonho, na verdade, constituía uma visão - “as visões da tua cabeça”, conforme o profeta declarou ao rei.

Nabucodonosor ficou intrigado. E o homem do presente, a quem o sonho igualmente alcança, não deixa também de se espantar. O relato de Daniel 2 é uma profecia, retratada em ricos símbolos, que inicia com Babilônia para se prolongar até o “fim dos dias”. Nesse episódio, as ciências ocultas revelaram-se (como de fato são) um completo fracasso. Elas não puderam nem dizer o sonho nem interpretá-lo. Por serem cegas, não definem o real problema; consequentemente não têm solução a apresentar. Pela ilusão que carregam consigo, incompetência em trazer respostas e alívio e pela frustração que causam, as ciências ocultas só são dignas de uma coisa: a sentença de morte. Se o Deus de Daniel não tivesse interferido na situação, o resultado seria a morte literal para os magos ocultistas e, por extensão, ao profeta hebreu e seus companheiros (Dan. 2:5, 12, 13). A decifração do mistério, no entanto, trouxe salvação aos dois grupos. Daniel e Nabucodonosor bem podem representar, respectivamente, a igreja de Deus e o mundo, para os quais a mensagem divina está endereçada. A lição é clara: escolhidos e gentios são convidados a participar do “mistério que esteve oculto durante séculos e gerações”, mas que “Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Colossenses 1:26, 27). A igreja não é somente portadora de um relato; torna-se também o veículo escolhido da interpretação, ou o “profeta” a iluminar os sonhos misteriosos e indecifráveis da humanidade. Em outras palavras, com o mundo está o anseio irrespondível, as visões perturbadoras; com a igreja, mediante o Altíssimo, a resposta iluminadora. A forma da estátua era provavelmente a de um homem eminente ou de uma divindade feita à semelhança dos homens. No sonho do monarca, ela era grande, de esplendor excelente e de aparência terrível. Representa o lado ameaçador e jactancioso da raça humana, bem como o aspecto “terrível” de cada pessoa em particular. No plano geral, a estátua simboliza o sonho humano de governar, alheio ao governo divino todo-abarcante; no plano particular bem pode indicar o homem que tenta ser grande para estabelecer um reino em si, independente de Deus. Ela permanece fixa e imóvel no solo do mundo, pisando o próprio planeta numa atitude de domínio autodestruidor, recusando a transcendência e olvidando o fato de que o reino não se restringe à Terra, este mero átomo no Universo. Entretanto, embora grande e altiva, a estátua está inconsciente do verdadeiro poder expresso pela Pedra.

A imagem do sonho de Nabucodonosor, aparentemente um corpo único, está dividida. É híbrida na sua essência, bem representativa da humanidade. Os metais constitutivos do ídolo caracterizam sua natureza autoconflitante. Mais: denotam poder civilizatório progressivamente decadente e expressam as separações construídas pelo homem, impeditivas da genuína união universal. Substancialmente separados, os metais, todavia, permanecem ligados para formar a estátua, estabelecendo uma coligação de forças. Inimigos entre si, estão, não obstante, unidos contra o poder da Pedra. Cada metal, na passagem dos séculos, vai dando lugar ao outro, embora não sem resistência. Rendição não faz parte dos planos da estátua. A Pedra, ao contrário, possui natureza una, indivisível e definida, símbolo da pureza de um reinado universal. A Pedra é um Homem (Salmo 118:22; Zacarias 4:7; Mateus 16:18; 21:42; Atos 4:11, 1 Pedro 2:4, 8), o representante legítimo da humanidade, sobre os ombros do qual está o governo do mundo (Isaías 9:6). Diferente da estátua, Ele não possui natureza dividida. NEle o divino e o humano combinam-se perfeitamente (João 1:14), em pacífica aliança. Ouro, prata, bronze e ferro: cada metal da estátua a seguir seu precedente é inferior. O poder humano está se desvanecendo na passagem dos séculos, embora aparente uma ilusória força. Os pés do ídolo já não são metal puro, e sim uma mistura de ferro com barro, denotando a debilidade e o iminente fracasso da civilização atual. O poderio tecnológico, a força pensante expressa na filosofia, o avanço e a arrogância do cientificismo, a suposta espiritualidade – elementos condensados nas grandes conquistas tão proclamadas pela raça – apresentam a aparência de ferro, mas estão fragilizados pela argila. O mundo moderno faz-se de forte e resistente como o duro metal; contudo é evidente a sua fraqueza, especialmente nos campos moral e espiritual. As tentativas de melhora e união, nestes últimos dias, vêm resultando em fracassos contínuos. O homem, pobre barro, procura reafirmar-se sem Deus, esquecendo-se de que “tu és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3:19). O barro nos pés da imperiosa estátua indica a falência do gênero humano, caso opte pela separação do Criador.

O divino surge das alturas e vem ao encontro do humano. Mas nesse encontro a Pedra aparece para destruir a altivez e o poder despótico da estátua. Inesperadamente, ela surge do Céu (Mateus 24:30, João 3:16, 1 Tessalonicenses 4:16), sem o auxílio de mãos humanas. Em constante movimento, viaja por todos os domínios do espaço infinito, passando por mundos inimagináveis e preparando-se para chegar ao planeta azul. Repentinamente, cai sobre os pés da grande imagem, ferindo-a na sua fragilidade, nas suas bases, e destruindo-a completamente. Os pés sofrem ataque sem aviso, sendo esmiuçados. A estabilidade foi-se. Imediatamente o poder do Céu toma o planeta na figura de um grande monte, e o lugar ocupado pela imensa imagem é assumido pela Pedra, o verdadeiro e seguro fundamento do mundo. Daniel conclui a revelação com uma nota de certeza que produziu em Nabucodonosor profunda convicção: “Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Daniel 2:45). A estátua e a Pedra sempre se mantiveram em contraste. São forças em conflito a demandar adoração. A primeira tenta atrair pela beleza, esplendor e pela riqueza de seu material - os atrativos meramente externos da forma. Para existir, depende de mãos humanas. A segunda aparece “sem o auxílio de mãos” (Daniel 2:34) e deseja nos cativar pela segurança, permanência e fortaleza que constituem a adoração verdadeira, eterna e indestrutível. Os cristãos que aprenderam a ver na profecia a concepção bíblica da História contemplam algo mais que o homem secular; vislumbram a representação de uma mensagem celestial, profundamente significativa. 

O sonho transmite alguns recados. Três deles evidenciam-se: (1) a transcendência, imperceptível ao homem cético, sempre esteve presente na imanência: o eterno invade o temporal (presente, passado e futuro) e participa dos negócios das nações. Deus Se preocupa conosco; (2) há forças visíveis e invisíveis travando um conflito contra o estabelecimento do reino divino; (3) a vida, retratada na história da humanidade, não é um “conto narrado por um idiota, cheio de som e fúria, significando nada” (Shakespeare) ou uma “agitação feroz e sem finalidade”, como afirmou ilustre poeta brasileiro; tampouco uma narrativa já traçada fatidicamente pelo destino. É uma epopeia de liberdade em que o triunfo da verdade, da justiça e do amor se torna uma questão de tempo, um tempo longo e sofrido, mas que finalizará quando a vitória da Pedra sobre a estátua for consumada. Somos avisados do encontro futuro, decisivo e drástico entre imanência e transcendência, tal qual a queda de um asteroide sobre o mundo. Cremos nós, os viventes dos “últimos dias”, na visão?

No presente, na Terra “metalicamente” dividida, as nações do mundo, sejam poderosas ou não, lutam em combate para ver qual ficará em ascensão. Entre o ouro da cabeça da estátua e a Pedra que inaugurará o reino do Altíssimo, estamos nós. Nesse intervalo histórico nossas escolhas definem nosso destino. Assim, em face do sonho profético dado a toda a humanidade, resta a cada indivíduo posicionar-se diante da Pedra. Só existem duas opções: ou cairemos sobre ela e nos despedaçaremos em arrependimento ou a Rocha dos Séculos cairá sobre nós e nos esmiuçará. O desejo de Deus é o melhor. Qual será o nosso? Nabucodonosor “caiu com o rosto em terra” (Daniel 2:46) e reconheceu a grandeza e o poder do Altíssimo. O humilde gesto real foi a mais sábia e realista escolha. Expressaremos a mesma atitude ou nos manteremos arrogantemente erguidos?

“Certamente cedo venho” – é o aviso da Pedra.

Fonte: Frank de Souza. 

Animais racionais?


O  deputado José Mentor colocou um debate interessante. Lembrou em artigo publicado ontem na Folha que o Congresso discute um projeto que pode levar à proibição da UFC, essas lutas violentíssimas que se tornaram o mais novo sucesso na TV. O argumento de Mentor é o seguinte: se nós proibimos briga de galo, por que não devemos proibir espetáculos equivalentes entre dois seres humanos? A resposta padrão para essa pergunta é simples. Consiste em dizer que dois homens adultos, em pleno gozo de seus direitos, não podem ser tolhidos em sua liberdade, que inclui o direito de espancar-se até não poder mais. Está no manual liberal. Tenho dúvidas sobre a proposta de Mentor. Mas esse argumento para liberar o massacre humano em nome da liberdade individual é complicado. Ninguém pensa em liberar as brigas de galo. Na Espanha, as touradas, que considero um espetáculo maravilhoso, estão condenadas. E a farra do boi em Santa Catarina? Claro que a veterana Sociedade Protetora dos Animais possui um argumento de peso. Nem um galo nem um touro escolheram arriscar sua vida dessa maneira. Isso nos daria, como bípedes, o dever moral de protegê-los.


Concordo com o argumento. Mas se a discussão se encontra no terreno ético, cabe perguntar: Será que não temos nenhum dever moral com a proteção de vidas humanas?
Imagine a cena, que era obrigatória nas crônicas paulistanas dos anos 50 e 60. Um dia você está andando pelo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, quando encontra um cidadão – adulto, em pleno gozo de seus direitos – pronto para mergulhar para a morte. O que você faz? São duas atitudes básicas:
a) Você diz: “Vai com Deus, meu filho. A vida é sua.”
b) Você faz o possível para impedir o suicídio.
Estou com a segunda hipótese. Gosto de imaginar que, se isso acontecer, alguém vai chamar o Corpo de Bombeiros, enquanto uma alma solidária ficará distraindo a vítima até que seja possível resgatá-la – à força, se for preciso. Acho emocionante quando vejo uma cena dessas, nem que seja num filme.


Acho que o debate sobre a cracolândia envolve essa mesma situação. Um dia, um cidadão que também estava em pleno gozo de seus direitos teve a triste ideia de experimentar uma droga fortíssima, que gera dependência, e não consegue mais sair de seu inferno. E agora? Vamos autorizar de braços cruzados e assistir à autodestruição dos dependentes? Assim, numa boa, com um livrinho de algum economista da escola austríaca embaixo do braço?

Essa é a discussão.

Fonte: Época.

"Có-có-ri-có"! "Mais um omelete dos darwinmaníacos"

No começo do século 20 a genética moderna foi integrada na teoria evolucionária e no resultante neodarwinismo, ou a Nova Síntese, que foi aclamada como um grande avanço. Darwin não conhecia os detalhes de como surgia a variação biológica, mas agora aquela lacuna foi preenchida — de mudança de frequência de alelos a mutações genéticas, a genética moderna forneceu a resposta. A variação biológica surgiu de variações de sequência de genes. Mas esta versão 2.0 da teoria de Darwin iria muito longe sem suas próprias dificuldades, como exemplificada novamente por pesquisa recente sobre a origem da galinha domesticada.

Com o estabelecimento da Nova Síntese, os evolucionistas gastaram pouco tempo explorando o poder de seu novo agente de mudança: as mutações do DNA. Mas suas expectativas foram logo frustradas pois as mutações inevitavelmente foram demonstradas como não sendo a fonte de rica inovação biológica, mas antes de caos e desastre orgânico. Como sempre, os evolucionistas não duvidaram de sua teoria, mas antes ajustaram suas hipóteses dentro do domínio do não falsificável. Mesmo assim, as mutações trouxeram dansos muito raros que se movem em direção dos novos e fantásticos designs de biologia. Espere muito tempo e o sapo se transforma num príncipe. Para aumentar aquela narrativa, os evolucionistas adicionaram mais tarde mais outra estória da carochinha: as mutações que são neutras —nem boas ou más — se acumulariam e serviriam como uma rica fonte de opções de design quando uma mudança ambiental ocorria.

Enquanto isso, os cientistas estavam descobrindo, muito para o dissabor dos evolucionistas, que as populações se adaptam rapidamente através de codificações inteligentes no genoma. Tem pouco a ver com as variações randômicas que os evolucionistas tinham esperado, mas em vez disso envolve incrível maquinaria biológica que responde rapidamente aos desafios ambientais, usando uma impressionante variedade de técnicas. Por exemplo, equipes de proteínas especialmente projetadas adicionam um átomo de carbono rodeado por três átomos de hidrogênio (um grupo metil) ao DNA ou aos aneis de proteínas com os quais o DNA é envolto. Estes grupos metil agem como codificadores que influenciam como que reagem outras proteínas. O resultado é que eles podem induzir mudança fenotípica substancial para uma população que reage direta e rapidamente às mudanças ambientais.

Os evolucionistas resistiram e negaram essas descobertas usando as táticas costumeiras de intimidação, rejeição, impedimentos, e a manipulação da ciência. Não eram esses mecanismos epigenéticos limitados a mudança fisiológica durante uma existência? É claro que isso era falso. Certamente esses mecanismos não poderiam estabelecer mudança definitiva. E é claro que isso também era falso.

Isso nos leva à pesquisa recente que adiciona ainda mais evidência para a história epigenética. A pesquisa descobre que os mecanismos epigenéticos podem ser a causa para a origem rápida das galinhas domesticadas produzidas pelo cruzamento, e que essas mudanças epigenéticas são herdadas confiavel e estavelmente, resultando numa mudança definitiva numa população.

Embora isto ainda seja outro fracasso da teoria evolucionária, há mais para a história. Esta pesquisa também descobriu que as diferenças de metilização herdadas foram, algumas vezes, específica de tecido. Isto indica ainda mais complexidade dos mecanismos epigenéticos, e nos relembra da aleatoriedade que subjaz a teoria evolucionária.

Se a evolução for verdadeira, então todos os tipos de eventos randômicos devem ter ocorrido que muito mais tarde iriam ajudar por acaso a causa da evolução. Neste caso, a capacidade crucial de mudança adaptativa da biologia, surge não de simples, cegas mutações do DNA, mas mecanismos epigenéticos imensamente complicados. Assim, as proteínas complexas surgiram por acaso que, quando plenamente arranjadas como equipes, produziriam mecanismos de respostas incrivelmente adaptativos. A evolução deve ter construídos os mecanismos evolucionários de modo que a evolução pudesse ocorrer. Ainda assim, isto é outro exemplo do por que é, francamente, surpreendentemente que os evolucionistas continuem nas suas afirmações dogmáticas.

Fonte: Desafiando a Nomenklatura

quarta-feira, 7 de março de 2012

Você pode impedir que alguém passe fome hoje!

Oito exemplos de ajuda para combater a fome

Da merenda escolar até os vales-refeição, aqui estão oito exemplos de ajuda que a experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA) tem demonstrado ser eficaz.

1. Alimentação escolar ajuda no aprendizado das crianças
O fornecimento de refeições gratuitas para as crianças na escola significa dar a comida que necessitam para se concentrar em sala de aula. Isso também contribui para que elas permaneçam na escola e obtenham a educação necessária para escapar da pobreza e da fome. Conheça Vera em Cabo Verde, clicando aqui.

2. Cestas de alimentos para uso doméstico mantém as meninas na escola
Doar cestas de arroz ou óleo para meninas que frequentam a escola é um incentivo para que os pais orientem suas filhas para o 
colégio, em vez de mantê-las em casa. Meninas educadas hoje significam famílias mais fortes no futuro. Conheça Ri Srei Net no Camboja, clicando aqui.

3. Treinamento para a autonomia das mulheres
Ao dar cestas alimentares para mulheres pobres em troca de cursos de formação em jardinagem, apicultura ou de outras competências, garante-se um meio para que elas se sustentem e ajudem suas famílias ao longo dos anos. Conheça Famiya na República Democrática do Congo, clicando aqui.

4.  Mães bens alimentadas significam bebês saudáveis
Ao fornecer o tipo certo de nutrientes e alimentos para as mulheres durante a gravidez ou a amamentação de seus filhos são dados os nutrientes necessários para desenvolver mentes e corpos saudáveis. Conheça Sadak na Somália, clicando aqui.

5. Alimentos nutritivos ajudam a combater a AIDS
Pessoas que vivem com HIV precisam de muita energia e nutrientes de modo que seus corpos possam combater o vírus e absorver os medicamentos antirretrovirais. Conheça Dora na Bolívia, clicando aqui.

6. Vales permitem que cidadãos com fome tenham acesso a comida 
Quando há comida nos mercados, mas as pessoas pobres simplesmente não conseguem pagar por ela, então os vales-refeição podem ajudar a garantir às famílias vulneráveis acesso aos alimentos. Essas pessoas també
m ajudam a sustentar a economia local. Conheça Balqisa no Afeganistão, clicando aqui.

7. A ajuda alimentar salva vidas após desastres
O fornecimento de rações alimentares de emergência após um terremoto ou uma inundação pode salvar milhares de vidas. Ele também pode manter as crianças livres da desnutrição, protegendo assim o seu desenvolvimento físico e mental. Veja galeria de fotos, clicando aqui.

8. Apoio aos agricultores fortalece as comunidades
Dar formação e apoio aos pequenos agricultores, ajudando-os a se conectar melhor aos mercados, auxilia as comunidades a desenvolver sistemas de produção de alimentos resilientes e capazes de resistir a choques ocasionais. Assista ao vídeo, clicando aqui.

Fonte: FAO

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