quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Declarações incorretamente atribuídas a Ellen G. White

Declarações de pessoas bem conhecidas são por vezes distorcidas e, com freqüência, declarações feitas por outras pessoas são atribuídas a elas. Quase que desde o início do trabalho de Ellen G. White, tem havido escritos apócrifos do Espírito de profecia, declarações incorretamente atribuídas a ela, ou materiais deliberada ou inadvertidamente adulterados. Um desses casos foi descrito na página 57 do livro Testemunhos para Ministros. Podemos reconhecer como genuínos somente aqueles materiais de Ellen G. White que podem ser localizados em fontes publicadas ou não-publicadas que conhecemos como autênticas.
Apresentamos aqui uma lista de itens a respeito dos quais os depositários dos escritos de Ellen G. White têm freqüentemente recebido indagações. Estes estão agrupados de acordo com os cinco tipos mais comuns.

Testemunhos que dependem inteiramente da memória

A memória até mesmo das pessoas mais piedosas pode não ser inteiramente confiável, por isso informações sobre as fontes para certas declarações atribuídas a Ellen G. White podem provar-se úteis:
Refeição sabática em outro planeta: O relato, baseado na memória de certo indivíduo, de que Ellen G. White declarou em conversa à mesa de refeições que os habitantes de outros mundos colhiam frutos para entretenimento dos santos transladados na jornada rumo ao céu, não tem apoio, é fantasioso. A afirmação de que essas palavras foram registradas através de taquigrafia não tem fundamento. Ellen G. White faz uma simples declaração na página 16 do livro Primeiros Escritos : “Estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro”. Nenhuma menção é feita por Ellen G. White de que o sábado foi passado em viagem.
Autoria do livro de Daniel e Apocalipse : O relato de um antigo pastor de que Ellen G. White declarara em sua presença que vira um anjo ao lado do Pastor Urias Smith, inspirando-o a escrever o livro Daniel e Apocalipse, é seriamente rebatido pelos fatos históricos. Contraria as autênticas declarações de Ellen G. White nas quais ela remove o livro de Smith da categoria de “inspirados”. Entretanto, a Sra. White tinha alta consideração por esse livro e o recomendava livremente. Ver p. 123 do livro O Colportor Evangelista.
Identificação de Melquisedeque: É dito que Ellen White identificou Melquisedeque como o Espírito Santo. Isso é baseado na memória de um homem. Não há apoio algum para tal ensino nos escritos dela, e a declaração de memória é anulada pelas negações de outros que estiveram presentes quando supostamente Ellen G. White fez essa declaração. Ela não identifica Melquisedeque. Ver a declaração de Ellen G. White no SDA Bible Commentary, vol. 1, p. 1093, onde ela diz que Melquisedeque não era Cristo.
Esconderijo nas montanhas para o tempo de angústia: Afirmações de que Ellen White designou algum local particular nas montanhas como um esconderijo seguro para o tempo de angústia não têm apoio em qualquer de seus escritos, publicados ou não publicados.
Obra deve terminar primeiro no Sul: Foram feitas afirmações de que Ellen G. White declarou que a obra seria terminada primeiramente no Sul dos Estados Unidos. Se a declaração foi feita, provavelmente foi feita durante uma conversa, pois não há apoio conhecido para este relato nos escritos de Ellen White, publicados ou não publicados.

Uma associação de idéias

Relatos são freqüentemente divulgados os quais baseiam-se no que se pode chamar de associações de idéias.
Situação dos estudantes em preparo para o trabalho do Senhor: Muitos crêem que a Sra. White ensinou que se o Senhor voltar enquanto os jovens estão na escola, eles serão considerados como se estivessem trabalhando na seara. Não há nenhum escrito conhecido que possa confirmar isso. Esse conceito, provavelmente correto, pode encontrar apoio numa associação de idéias. Ver emO Desejado de Todas as Nações, p. 74:
“Quando trabalhava ao banco de carpinteiro, fazia tanto a obra de Deus, como quando operava milagres em favor da multidão. E todo jovem que segue o exemplo de Cristo na fidelidade e obediência em Seu humilde lar, pode reclamar aquelas palavras proferidas a respeito dEle, pelo Pai, por intermédio do Espírito Santo: ‘Eis aqui o Meu Servo a quem sustenho, o Meu Eleito, em quem se compraz a Minha alma.’ Isa. 42:1″
Legalizações do álcool e leis dominicais: Relatos diretamente ligando a revogação da Emenda de Proibição da Constituição dos Estados Unidos com a aprovação da lei dominical nacional são sem fundamento. Isso pode estar associado com a declaração geral feita em Profetas e Reis, p. 186, que salienta a “atrevida impiedade” de legisladores em qualquer lugar e em qualquer tempo que promulgariam “leis para a salvaguarda do supostamente santificado primeiro dia da semana” mas que ao mesmo tempo “estão também legislando no sentido de legalizar o comércio do álcool”.
Alvos específicos de iminentes catástrofes: Relatos de que, em predições, Ellen G. White identifica áreas específicas como alvo ou centro de terremotos, incêndios, enchentes, maremotos, submersão pelo mar, ou invasão inimiga são sem fundamento algum, e devem se originar na associação de idéias com declarações mais generalizadas nos livros de Ellen G. White que tratam de catástrofes futuras. Incêndios na cidade de Nova Iorque são mencionados em Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 281-282, e no que se refere à futura destruição de certas cidades, os adventistas do sétimo dia foram aconselhados a não estabelecerem grandes instituições no coração da cidade de Los Angeles. Em Life Sketches of Ellen G. White, p. 411-414, encontram-se declarações de Ellen G. White a cerca da ligação de áreas específicas com predições de catástrofes.
Contrariamente a relatos sem sustentação, Ellen G. White nunca fez predições concernentes à destruição das torres gêmeas de Nova Iorque ou de qualquer outro lugar do mundo. Ela descreveu cenas envolvendo a ruína de “magnificentes” e “altivos edifícios” (ver referências acima), mas em nenhum lugar ela identifica nominalmente os prédios.

Trechos removidos do seu contexto

Não raras vezes indivíduos baseiam sua compreensão dos ensinos de Ellen G. White em fragmentos de uma sentença ou declarações isoladas removida do seu contexto. Escrevendo acerca de certos indivíduos que fizeram mal uso de seus escritos, ela disse que estavam “pegando uma sentença aqui e ali, tirando-a de sua devida ligação, e aplicando-a segundo sua idéia”. – Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 44.
Eventos à meia-noite: Algumas pessoas equivocadamente pensam que a Sra. White indicou que Cristo voltaria à meia noite. Uma leitura cuidadosa de sua declaração nos livros Primeiros Escritos, p. 285, e O Grande Conflito, p. 635-636, revela que o povo de Deus é liberto da sentença de morte “à meia-noite”, e os eventos a partir daquela hora acontecem rapidamente até que, de acordo com O Grande Conflito, p. 640, “Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem.”
Ovos sobre a mesa: Tirando do contexto do parágrafo e do capítulo a sentença de Testimonies, vol. 2, p. 400, onde se diz: “Não coloque ovos sobre a sua mesa”, muitas pessoas têm distorcido o conceito da posição de Ellen G. White expressa claramente nos livros A Ciência do Bom Viver, p. 320,Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 138-139, ou Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 460-461,Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 361-362, onde ela reconhece o correto uso de ovos no regime dietético normal.
Ellen G. White e os 144.000: Em lugar nenhum dos escritos de Ellen G. White encontramos uma declaração que ateste o fato de que ela seria uma [pessoa] dentre os 144.000. Conforme está registrado no livro Primeiros Escritos, p. 40, o anjo disse a ela, quando em visão ela parecia estar visitando outros planetas e manifestou desejo de permanecer ali: “Se fores fiel, juntamente com os 144.000 tereis o privilégio de visitar todos os mundos…” Ver também a declaração de Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 263.

Escritos falsamente atribuídos

No decorrer dos anos, algumas pessoas têm copiado e usado parágrafos escolhidos dos artigos de Ellen G. White publicados na revista Review e outros periódicos. Algumas pessoas copiam também declarações selecionadas escritas por outras pessoas sem notar quem é o autor e erroneamente atribuem estas a Ellen G. White. Provérbios e dizeres freqüentemente citados também têm sido incorretamente atribuídos a ela.
Sinal indicando o fim da graça: Uma declaração publicada no suplemento da Review and Herald, de 21 de junho de 1898, quanto ao fato de que trevas literais cobrirão a Terra como um sinal para o povo de Deus de que o tempo da graça terminou, tem sido erroneamente atribuído a Ellen G. White. Foi na verdade escrita por um pastor adventista de sétimo dia. Tal ensino é contrário a declaração dela em O Grande Conflito, p. 615, onde diz: “Quando a decisão irrevogável do santuário houver sido pronunciado, e para sempre tiver sido fixado o destino do mundo, os habitantes da Terra não o saberão”.
Anjos reorganizando ambientes e mudando circunstâncias: Estas palavras e a declaração que segue de que as orações pelas “almas desinteressadas” alojadas no altar do céu serão respondidas antes de o incensário ser atirado, não são da pena de Ellen G. White; são, porém, expressões de S. N. Haskell, na p. 147 de seu livro History of the Seer of Patmos (História do Vidente de Patmos).
Última obra mediadora de Cristo: Até a época da publicação deste Index, uma declaração atribuída a Ellen G. White, apresentando várias fontes de referência como Review and Herald, 1890, 1898, ou 1912, indicando que a última obra mediadora de Cristo será em favor dos jovens que se extraviaram do redil, não foi localizada em nenhuma das fontes de Ellen G. White. Os indagadores têm sido direcionados ao livro Evangelismo, p. 693: “Quando romper realmente sobre nós a tempestade da perseguição… muitos dos que se extraviaram do redil voltarão a seguir o grande pastor”. As declarações amplamente divulgadas atribuídas a Ellen G. White devem ser de algum outro autor.
Conselho sobre planejamento e vida: Interessante é que o conselho para viver “como se você ainda tivesse 1.000 [anos] pela frente, mas comportar-se como se soubesse que morreria amanhã”, originou-se nos escritos de Mother Ann Lee of the Shakers, não em fontes de Ellen G. White. Ver a revista Time, de 28 de junho de 1961, p. 53. Ver também em Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 60 a seguinte declaração de Ellen G. White: “Devemos vigiar e trabalhar e orar como se este fosse o último dia que nos fosse concedido”.
Importância de estudar a questão dos 144.000: Um parágrafo selecionado de certa carta de uma das secretárias da Sra. White, expressando sua opinião quanto a importância de estudar a questão dos 144.000 tem sido apresentado em certas publicações sendo de autoria de Ellen G. White. Ver Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 174-175, para conhecer a posição de Ellen G. White.
Planetas habitados em nosso sistema solar: Contrariamente a algumas afirmações, Ellen White não deu nome a nenhum dos “mundos” que ela viu em visão. José Bates, um capitão da marinha aposentado e que tinha um interesse especial por astronomia, estava presente em pelo menos uma dessas visões e relatou que identificara como sendo Júpiter, Saturno e Urano os planetas por ela descritos. Alguns têm ligado equivocadamente as afirmações de Bates com as descrições de Ellen White sobre um “lugar” habitado por seres “nobres” e “majestosos”. No entanto, ao se referir à suas visões, ela diz apenas que ela foi levada a um ” lugar ” “fulgurante e glorioso” (itálico acrescentado). Ela não identifica o “lugar” como sendo Júpiter, Saturno ou qualquer outro planeta do nosso sistema solar. O que ela descreve é: “O Senhor me proporcionou uma vista de outros mundos. Foram-me dadas asas, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar fulgurante e glorioso. A relva era de um verde vivo, e os pássaros gorjeavam ali cânticos suaves. Os habitantes do lugar eram de todas as estaturas; nobres, majestosos e formosos. Ostentavam a expressa imagem de Jesus, e seu semblante irradiava santa alegria, que era uma expressão da liberdade e felicidade do lugar”.Primeiros Escritos, p. 39, 40.
Oração é a resposta para cada problema na vida: Um parágrafo concernente ao poder da oração que se inicia da seguinte forma: “A oração é a resposta para todos os problemas da vida”, não é de autoria de Ellen G. White, mas de um autor anônimo citado em um artigo publicado na Review and Herald, de 7 de outubro de 1965. A frase, como tem circulado, é datada incorretamente de 7 de outubro de 1865. Uma declaração de Ellen G. White sobre oração publicada no livro Caminho a Cristo, p. 100 diz o seguinte: ” Conte ao Senhor acerca de suas necessidades, alegrias, tristezas, cuidados e temores…. Não há capítulo demasiado obscuro para que Ele não o possa entender; dificuldade alguma por demais complicada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma que lhe perturbe a paz de espírito, nenhuma alegria que possa ter; nenhuma oração sincera que lhe escape dos lábios, sem que seja observada pelo Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse”.
Os adventistas do sétimo dia devem deixar os Estados Unidos: Uma declaração de que “aproxima-se o dia, e não está muito longe em que os adventistas do sétimo dia desejarão … estar fora dos Estados Unidos”, tem sido erroneamente atribuída a Ellen G. White. Mas é parte do sermão de A. T. Jones, publicado no General Conference Bulletin, em 16 de abril de 1901, p. 265-266.
Uso dos escritos de Ellen White nos púlpitos: Uma declaração proposital de Ellen G. White supostamente escrita em “Proper Use of the Testimonies”, p. 4-5 dizendo que os seus escritos não deveriam ser lidos no púlpito, é falso.

Pura ficção

Algumas declarações que se diz serem da pena de Ellen G. White, são ficção.
Apostasia de Igrejas e Associações: A informação de que Ellen G. White predisse a apostasia de igrejas e Associações inteiras não tem apoio. Ler declarações concernentes à sacudidura emPrimeiros Escritos, p. 269-273; e em Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 224, as seguintes palavras: “Grupo após grupo do exército do Senhor se juntava ao inimigo e tribo após tribo das fileiras do adversário se unia ao povo de Deus que guarda os mandamentos”.
Atitudes para com os pastores Jones e Waggoner: A declaração atribuída a Ellen G. White comparando a confirmada rejeição dos ensinos dos pastores Jones e Waggoner em 1888 e posteriormente, com a rejeição de Josué e Calebe por parte do povo de Israel não faz parte dos escritos de Ellen G. White. É produto de outro autor, cuja identidade é desconhecida. Várias linhas de raciocínio impressionantes, mas incorretas, têm sido usadas com relação a declaração divulgada.
A mensagem do alto clamor rejeitada: Mesmo havendo certas expressões parecidas as que estão escritas em Testemunhos para Ministros, p. 468-469, não há nos escritos de Ellen G. White uma declaração como a de “Taking up a Reproach”, predizendo que a mensagem do anjo de Apocalipse 18:1 seria “ridicularizada, contrariada e rejeitada pela maioria”.
Partido ou nome do último presidente dos Estados Unidos: Relatos de que Ellen G. White indicou direta ou indiretamente o nome de família ou o partido político de quem seria o presidente dos Estados Unidos por ocasião das cenas finais da Terra, são pura ficção.
França e a liberdade religiosa: Relatos de que Ellen G. White declarou que a França seria o último lugar onde haveria liberdade religiosa não tem apoio algum.

Fonte: Centro White.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Um texto apropriado para terminar 2015: Ateus e religiosos idólatras!

Dizem que os deuses (sendo os mais famosos os da Grécia antiga) desapareceram depois que o pensamento mítico foi substituído pelo pensamento filosófico. Criações da mente pagã, eles nunca existiram de fato, mas existiram como expressão e imagem de uma grande parcela da humanidade paganizada. Distorções da Transcendência, os deuses da mente idólatra retornaram com seus atributos cruéis, apresentando-se ao homem do presente numa forma ainda mais assustadora. Seria o caso de eles terem sido metamorfoseados ou ressignificados? Será que os deuses continuam recebendo o culto da maioria desta geração, dita pós-cristã, que teima em trazê-los de volta na forma de pensamentos, ideias, filosofias e religiões? Parece-me que o panteão olímpico está bem representado na contemporaneidade. Nesse sentido:

Zeus e Hera, sempre briguentos, são vistos na tragédia em que se tornou o matrimônio e a família - um círculo de traições, ciúmes e discórdia. Zeus era considerado o “pai dos deuses”; Hera, a grande matriarca. Os poderes patriarcal e matriarcal, na relação doméstica, ultimamente estão causando estragos no mundo.

O submundo ou as regiões inferiores do Tártaro constituíam o reino de Hades, este nefasto ser ao qual os gregos antigos prestavam estranho culto. Tal divindade representa bem as forças infernais e maléficas que estão tomando conta do ser humano entregue ao seu próprio coração escuro e maldoso. Hades incorpora a figura de Satanás.
Poseidon era o deus dos mares e o promovedor de terremotos e catástrofes. Poderíamos colocá-lo como protótipo e símbolo do poder destrutivo do homem sobre a natureza?
Afrodite paira nas mais variadas formas de erotismo e amor deformado: nas ideologias de gênero, na homossexualidade, no adultério, na sensualidade transgressiva das normas de pudor e pureza e no romantismo piegas de mentes nefelibatas.
Ares, acompanhado de Fobos (o medo) e Deimos (o terror), é cultuado nas guerras e rumores de guerras entre as nações, especialmente nas barbáries promovidas por grupos violentos que sentem prazer na força bruta e no derramamento de sangue. Por extensão, este deus é protótipo do medo e da violência que acometem a sociedade. Ares também é a imagem do macho ao avesso - aquele que transmudou a nobre virilidade numa aberração do masculino.
  
A imagem de Apolo e das Musas está impressa nas artes em geral (música, pintura, literatura, etc.), que mais expressam sentimentos de vazio do que de plenitude - o homem ensimesmado num subjetivismo escuro e profundo.
  
Vemos Hefestos, o deus artesão, no culto à tecnologia como solução ilusória dos nossos problemas.
  
Ártemis, a virgem caçadora dos isolados bosques, traduz uma crueldade e selvageria própria dos nossos tempos de competição e individualismo. Mais: a deusa simboliza a ruptura com o masculino, o qual procura matá-lo com setas fatais numa atitude de insubmissa independência. Se Ares representa a masculinidade brutal, Ártemis constitui a feminilidade competitiva e agressiva: a ideologia do feminismo que amputa parte da imagem divina na humanidade.
Quase desconhecida e apagada no Olimpo encontra-se Héstia. Também uma deusa virginal e pudica, ela é o oposto de todas as demais deusas. Sem mito próprio e escondida pelos cantos, Héstia nos remete a uma exacerbada passividade quando se requer ação e luta. Sendo uma deusa “virtuosa”, a virtude de Héstia não causa nenhum impacto ou influência, mas apenas adorno no Olimpo. Héstia talvez possa ser caracterizada como o moralismo inútil substitutivo da verdadeira moralidade derivada da fé.
Deméter, a deusa da abundância e da terra cultivada, traz sua marca na adoração à natureza e às leis naturais em si mesmas. Igualmente, a deusa é símbolo da força do homem sobre a Terra. Este procura o domínio de todos os espaços, assenhoreando-se deles como se deles fosse o legítimo dono. Deméter incorpora as ideologias do ambientalismo feito religião.     
  
A comunicação do nosso mundo virou uma verdadeira Babel. Assim, Hermes, o “mensageiro dos deuses”, é o veículo que espalha a falsa mensagem da religião de forma bastante eloquente. Ele cai bem como o canal babilônico. Deus do comércio e do dinheiro, também sobrevive no materialismo dos sistemas econômicos vigentes e nos interesses escusos das religiões. Hermes simboliza a falsidade em todas as suas formas, principalmente a religiosa. É um arquétipo da mentira e da falácia humanas.

Dionísio talvez seja o deus de maior evidência, pois o prazer e as alienantes festas do mundo viraram um objetivo final para muita gente adepta do pensamento dionisíaco, que glorifica os instintos mais baixos. A essência dionisíaca é o hedonismo.
Por fim, Atena reaparece na soberba intelectual contemporânea, na tal “sociedade do conhecimento”, e na sabedoria mundana tão altamente exaltada, além de representar a “guerra em busca da paz” tão comum em nosso processo civilizatório.
E por aí vai... Os “deuses” não são realidades concretas, apesar de terem povoado a imaginação humana por séculos; contudo, a abstração que deles se faz ressurge sempre atualizada pelo “deus deste século” - o ser que espalha seu nevoeiro em torno da verdade, a qual ele procura transformar em mito.

O mundo permanece idólatra. Mas o antigo mandamento proferido pelo Deus vivo e digno de adoração permanece vigente: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxodo 20:3).

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sábado, 19 de dezembro de 2015

Jesus não abandonou Seus filhinhos ao sabor do Estado Islâmico! Ele cumpre Sua promessa de onipresença!!

Jesus prometeu: "Eis que estou convosco até o fim", e como
sempre Ele honra Sua palavra!
A maioria das pessoas que acompanha as notícias sobre o Irã e regiões e ouve falar sobre as ações violentas do Estado Islâmico, pensa que o cenário de guerra é somente de dor e falta de esperança.
Apesar do mal que esse grupo espalha, alguns cristãos acreditam que Deus está no controle nas áreas em que parece que somente a escuridão reina. "Quanto mais eles perseguem os cristãos, mais o evangelho se espalha. É triste ver tantas mortes e lágrimas, mas quanto mais sofremos, mais sentimos a presença de Deus, e sabemos que somos luz nas trevas. Muitos muçulmanos se converteram porque dividimos o evangelho com eles", disse um cristão em entrevista à CBN News.

"Muitos de nós já tivemos encontros sobrenaturais com Jesus, alguns em sonhos, outros em visões, e sabemos que isto não acontece somente aqui, mas em todo o Oriente Médio. Nós estamos sofrendo, mas não queremos fugir, nós temos coragem de ficar aqui porque Deus está nos fortalecendo, e precisamos ser sal da terra e luz do mundo, porque ainda há muitas pessoas desesperadas, procurando um caminho nessa vida, e o único caminho é Jesus. Precisamos levar o Cristo para estas vidas", finaliza o cristão.
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#StarWars: religião é algo que se pratica só dentro da igreja? Minhas diversões não têm nada a ver com minha religiosidade?

Vede prudentemente como andais, não como néscios,
e sim como sábios, remindo o tempo,
porque os dias são maus (Ef 5.15,16).
Uma igreja de Berlim, na Alemanha, teve uma celebração inusitada no domingo passado: um culto “Star Wars”. Isso mesmo! Dois futuros pastores quiseram mostrar aos fiéis as supostas analogias entre o cristianismo e a saga “Star Wars”. A cerimônia, intitulada “O despertar da Força: culto pelo episódio VII de ‘Star Wars’”, foi realizada na Igreja de Sion, no bairro de Mitte. No culto, foram exibidas cenas do sexto filme da saga e até um sorteio foi feito entre aqueles que compareceram fantasiados de algum personagem da franquia. O prêmio? Entradas para assistir ao episódio 7: “O Despertar da Força”, que estreou mundialmente nesta quarta-feira, levando legiões de fãs às salas de cinema.

A banalização da religião, infelizmente, é um fenômeno interdenominacional. Enquanto uns mercantilizam a fé e apregoam teologias absurdas de prosperidade e barganha com Deus, e outros criam bizarrices como “cusparadas santas” e paletós que derrubam crentes em êxtase, há aqueles que insistem numa dicotomia artificial entre sagrado/espiritual e secular, como se uma “área” da vida não afetasse a outra. Você acha mesmo que neste grande conflito em que estamos imersos, em que forças do mal e forças do bem lutam para conquistar o coração de cada ser humano, haveria algo realmente “neutro”? Será que posso buscar Deus numa igreja ao mesmo tempo em que não dou a mínima para os conteúdos que absorvo em meus momentos de lazer? Ellen White escreveu o seguinte: “Satanás tem mais sucesso quando faz seus ataques no momento em que as pessoas estão sem ter nada para fazer” (Os Escolhidos, p. 94). Sim, nossos passatempos, nossos momentos de recreação, os filmes, os livros, etc., terão inevitavelmente algum impacto sobre nossos pensamentos, e os pensamentos habitualmente repetidos, os conteúdos em que nos demoramos acabarão por moldar nosso caráter. Numa guerra espiritual, tudo é espiritual. A pessoa com quem escolho namorar e/ou casar, a casa que decido financiar, o carro que desejo comprar, a carreira na qual vou investir... cada uma dessas coisas tem potencial para edificar ou destruir a espiritualidade. E por isso mesmo deve ser alvo de muitas orações. Tudo na vida de um cristão deve ser feito com oração e sob a orientação de Deus e Sua Palavra. Para um não religioso, tudo é material. Para um religioso, tudo é “espiritual”. Simples assim? Nem tanto...
Detalhes nada elementares - título do filme: "O despertar da força [NEGRA]". O vilão continua empunhando um sabre de luz... porém, agora, essa arma tem a forma de uma cruz. Sim, uma CRUZ! Pior. Uma cruz vermelha invertida! Um símbolo do satanismo! Você notou?

Depois que postei no YouTube dois vídeos sobre a influência de filmes (especialmente os de super-heróis), houve uma enxurrada de comentários nas redes sociais (clique aqui eaqui para ver os tais vídeos). A maioria das pessoas parece concordar com minhas ideias e com as advertências que fiz, mas outras fizeram críticas com base num “argumento” bastante recorrente: o argumento “nada a ver”. Para alguns cristãos, não tem “nada a ver” aquilo que assistimos, o tipo de músicas que ouvimos, nem o que comemos ou bebemos e as pessoas com quem nos relacionamos. Para alguns desses, o que precisamos é pregar a Bíblia e não ficar criticando a cultura que nos rodeia nem as produções midiáticas que seriam meros passatempos inocentes. Concordo que em muitos de nossos púlpitos têm sido apresentados sermões carentes da verdadeira teologia bíblica; que muitos pregadores têm substituído os poderosos sermões expositivos por mensagens água com açúcar de cunho existencialista. Sim, esse é um problema. Mas resolveremos um problema ignorando o outro? “Em vez de criticar produtos culturais como os filmes, temos que pregar a Bíblia.” Essa me parece uma típica falácia non sequitur. Os próprios autores bíblicos, especialmente os profetas, foram críticos dos costumes de seu tempo. Denunciaram a corrupção, a violência, a perversidade, a imoralidade, a idolatria, as injustiças... Curiosamente, todas essas coisas estão presentes em muitos produtos da indústria cultural de nosso tempo. Será que alguns cristãos atuais teriam coragem de dizer para um profeta: “Nada a ver! Deixe de falar dessas coisas e pregue a Bíblia. Deixe que as pessoas se divirtam!”

Você duvida mesmo que os entretenimentos “inocentes” tenham influência sobre as pessoas? Veja só esta declaração da Emily Barbosa Borges, postada em seu Facebook: “Eu sempre fui apaixonada pelos desenhos das princesas da Disney. Hoje, não sei por que, veio uma música na minha cabeça do desenho do Aladdin, e qual não foi a minha surpresa ao cantar a música e falar a palavra ‘orgia’! Eu pensei ‘é isso mesmo?’. Sim, mamães, cuidado com os desenhos que as crianças assistem! Para quem não acredita em mim, aqui está vídeo da abertura do desenho, no qual ele canta: ‘As noites na Arábia e os dias também são sempre tão quentes, mas fazem com que a gente se sinta tão bem, tem um belo luar e orgias demais!”

Logicamente que a pessoa não vai se envolver em orgias pelo simples fato de que essa palavra está “trancada” na mente dela por causa de uma musiquinha de desenho animado. Mas será que esse e outros conteúdos vão contribuir para que estas palavras de Paulo sejam realidade em nossa vida? “Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co 2:16), e: “Seja a atitude [sentimento] de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp 2:5). Para ter a mente, as atitudes e o sentimento de Jesus, precisamos passar tempo com Ele. Não ter tempo para a comunhão com Cristo (tempo que muitas vezes é roubado pelos filmes, livros, seriados, videogames, etc.) já é um problema, porque sem Ele nada podemos, nada somos. Agora, gastar esse tempo com produções vazias e, pior, anticristãs, é cometer um duplo grave erro.

Quer um filtro seguro? Aqui está: “Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4:8).

Aí está o conselho divino. Você escolhe se ele tem tudo a ver ou se é “nada a ver”.

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sábado, 12 de dezembro de 2015

Decadência: "ela" quer ser cavalo, eles preferem bonecas!

E os limites entre gêneros e espécies?
Um documentário divulgado no YouTube fez muito sucesso na semana passada e tem dado o que falar. O Horse-Being conta a história de Karen, de 50 anos, que era professor do sexo masculino, resolveu ser mulher e agora quer ser um cavalo. Segundo ela, o sonho começou ainda na infância. Um professor pedia para que os alunos brincassem de “cavalinho”, e isso acabou se transformando no sonho da menina. Recentemente, Karen participou de um campeonato chamado Pony Play, em que ela “vira um cavalo” e puxa até uma charrete. “Eu tenho um cavalo dentro de mim”, diz a francesa no documentário. Outra notícia estranha dá conta de que, segundo especialistas em robótica e inteligência artificial, em 2050 robôs sexuais estarão disponíveis para relacionamentos com seres humanos. Há quem acredite que muitas pessoas optarão por ter esses humanoides como parceiros e até mesmo decidam se casar com eles. Pode acontecer inclusive de a legislação, que sempre segue as demandas sociais, começar aos poucos a se abrir no sentido de autorizar esse tipo de união, como aconteceu com a aprovação do “casamento” de pessoas do mesmo sexo.

Atualmente, enquanto esse futuro não chega, muita gente já se satisfaz com bonecos que vêm sendo cada vez mais aperfeiçoados. São réplicas de mulheres e homens que não envelhecem, têm “pele” muito similar à humana e órgãos sexuais e corpos capazes de armazenar calor, para que a ausência de “calor humano” não se torne um problema na experiência com esses brinquedos sexuais, que podem custar entre vinte e cem mil reais.

Acredite, é uma boneca
Segundo a psicóloga e sexóloga Ana Sierra, que trabalha na Fundação Sauce, em Madri, “existe uma parafilia denominada androidismo, em que as pessoas só se excitam com androides, bonecos ou robôs”.

Um amigo jornalista fez o seguinte comentário sobre esse e outros comportamentos no mínimo esdrúxulos: “Diante do crescimento da homossexualidade, da diminuição da taxa de natalidade, de doenças que não recomendam a gravidez, da opção pela vida solteira, a pior das tendências chegou há pouco tempo, concorrendo com a zoofilia – que também cresce assustadoramente enquanto negócio na Espanha. É ou não um sintoma claro do fim de todas as coisas?”

De fato, para mim, é um sintoma da decadência deste mundo que está em débito com Sodoma e Gomorra já faz bastante tempo.

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Três grandes erros e um acerto do sr. Francisco

Respondeu-lhes Jesus: Errais,
não conhecendo as Escrituras
nem o poder de Deus (Mt 22.29).
Deu na BBC Brasil: “A Igreja Católica vai oferecer no próximo domingo em todo o mundo a chance para que mulheres que fizeram aborto sejam ‘perdoadas’ se cumprirem certos procedimentos. A absolvição, que também poderá ser estendida a mulheres mortas, faz parte do Jubileu da Misericórdia, o Ano Santo da igreja que começa na terça-feira e vai até 20 de novembro de 2016. ‘A absolvição do pecado do aborto é uma prerrogativa dos bispos que, em situações particulares, podem delegar esta função aos padres. Todavia, durante o Ano Santo, para facilitar ainda mais o perdão, o papa Francisco concedeu essa faculdade a todos os sacerdotes’, disse à BBC Brasil o padre Geraldo dos Reis Maia, reitor do Colégio Católico Pio Brasileiro, em Roma, administrado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).”

E na sua página no Facebook, o papa postou: “Hoje, dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição, professando que a Mãe de Jesus foi concebida sem o pecado original, herança com que todos nascemos. Não deixe de repassar a imagem, faça do seu Facebook um andor para Nossa Senhora.”

Primeiro erro: seres humanos não podem perdoar nem absolver qualquer outro ser humano. Só Jesus, nosso único intercessor, nosso único mediador (porque é o único que, sendo Deus, Se fez homem), pode perdoar os pecados daqueles que se arrependem e os confessam a Deus. Jesus quase foi apedrejado quando esteve aqui na Terra pelo fato de ter perdoado pecados e, com isso, ter se igualado a Deus o Pai, o que seria uma blasfêmia, caso Ele realmente não fosse Deus. Estes vídeos podem ajudar a entender esse assunto: clique aqui e aqui.

Segundo erro: os mortos não podem ser perdoados pelo simples fato de que não estão vivos, estão inconscientes, “dormindo” no pó da terra. Esse é um claro ensino da Bíblia Sagrada, bem explicado neste vídeo. Ensinar o contrário disso (que os mortos ou a “alma” deles estariam conscientes em algum lugar) é flertar com o espiritismo.

Terceiro erro: Maria não foi concebida sem pecado (o único que nasceu nessa condição foi Jesus), nem foi assunta ao Céu. Esse é um dogma católico definido pelo papa Pio XII em 1950. Não há sequer um versículo na Bíblia que sustente essa ideia. Maria foi uma mulher exemplar e digníssima, justamente por ser mulher, humana e serva de Deus. A grande beleza da história da encarnação de Cristo está no fato de que Deus escolheu uma simples moça para ser a mãe de Jesus na Terra. Mesmo sendo pecadora, Maria foi tida por digna dessa missão. E a aceitou de todo o coração. A humana Maria nos deixou um exemplo de fidelidade e disposição para servir. Divinizá-la foi um erro. Isso a afastou da humanidade praticamente equiparando-a à Divindade. Alguns chegam ao ponto de dizer que devemos pedir à mãe para que o Filho nos atenda, o que é um absurdo. Assista a este vídeo

Um grande acerto: o papa tem Twitter e Facebook, e os usa para divulgar sua crença, suas ideias, seus dogmas. O que você, cristão, tem feito com suas redes sociais? Tem utilizado esse recurso para evangelizar? Tem aproveitado essas mídias para deixar uma marca positiva na vida das pessoas? Ou tem apenas curtido, compartilhado e tuitado piadas, críticas e conteúdos fúteis, sem contar aquelas fotos que não revelam cristianismo? Nesse ponto, o papa Francisco nos deixa uma grande lição de foco na missão e de testemunho consciente.

Fonte: Criacionismo.
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Everton Alves fala sobre a Teoria do Design Inteligente

No que consiste a Teoria do Design Inteligente (TDI)?

A TDI é talvez hoje a maior novidade científica que temos em ciências. Pode ser entendida como o estudo dos padrões na natureza que carregam as marcas de causalidade inteligente. Simplificando, ela é entendida como uma teoria de detecção de design. A TDI se coloca como alternativa a mecanismos naturalistas. A proposta central da TDI é analisar um objeto de estudo e distinguir se esse objeto possui informação que lhe confere as características de um designintencional (projetado por uma mente inteligente) ou se esse objeto é produto do acaso, necessidades ou leis naturais (cristais de flocos de neve, por exemplo). É importante esclarecer que a TDI não se preocupa em estudar a origem da vida e do Universo, mas, sim, analisar as estruturas biológicas complexas que podem ser observadas na natureza. Entretanto, os teóricos do designentendem que os mecanismos propostos pelo atual paradigma para explicar as origens são demonstrados inadequados no contexto de justificação teórica. Posso citar como exemplo o caso da hipótese do “Mundo RNA” para a explicação da origem da vida, que já entrou em colapso epistêmico. As evidências atuais não mais suportam essa proposta evolutiva inconsistente.

Por outro lado, é importante esclarecer alguns pontos, a fim de que não sejam generalizadas as afirmações, e que sejam entendidas dentro do contexto adequado. Nós, proponentes do design, entendemos e aceitamos que a teoria da evolução trouxe grandes contribuições à história da ciência. Já está bem estabelecido o papel da seleção natural, das variações de baixo nível (conhecidas como o processo de microevolução observado nos experimentos de Lenski), especiação e ancestralidade comum com limitações. Porém, nos posicionamos contra a ideia de macroevolução(grandes mudanças ao longo de milhões de anos), que não pode ser testada, e a ancestralidade comum no contexto neodarwinista, questões ainda em debate.

Quando a TDI foi criada e por quem?

A ideia da existência de design na natureza não é algo recente. Foi proposta desde os antigos filósofos gregos (Platão e Aristóteles). Mas o argumento de design se tornou popular por meio da famosa tese de William Paley, publicada em 1802, conhecida como a “tese do relojoeiro”. Por outro lado, o design inteligente, como uma teoria científica, surgiu oficialmente em 1993, em Pajaro Dunes, Califórnia, EUA, em uma reunião - coordenada pelo fundador do movimento do designinteligente, Dr. Phillip Johnson - com alguns dissidentes da teoria evolucionista tida como paradigma pela ciência atual.

O que diferencia a TDI das demais teorias que tentam explicar a origem da vida?

Antes de responder a essa questão é preciso deixar claro que, assim como todas as teorias, a TDI possui a seguinte limitação: não é capaz de traduzir fielmente a totalidade da realidade. Entendemos que a natureza esbanja evidências, porém, poupa as respostas. Por exemplo, a TDI não consegue afirmar qual foi a quantidade exata de informação genética que deu origem à vida. Mas, no que diz respeito às origens, a TDI se opõe à visão biológica reducionista proposta pela teoria da evolução e entende que a Biologia não pode ser reduzida às leis da Física e da Química, conforme afirmou o biólogo evolucionista Ernst Mayr. Em outras palavras, a TDI pode se apoiar, por exemplo, em lei científica da Biologia (lei da biogênese) para afirmar que vida somente provém de vida. Isso vai contra a proposta da biologia evolutiva histórica (naturalismo filosófico), a qual defende, sem nenhum fundamento científico, que o primeiro ser vivo teria se originado de matéria inorgânica (abiogênese). Entretanto, a base empírica da TDI não repousa necessariamente nessas leis. Ela repousa nos sinais de inteligência detectados na natureza, tais como a informação complexa especificada e a informação funcional e prescritiva.

Em relação ao criacionismo, a proposta da TDI difere em quase todos os seus aspectos. A teoria da criação assume o pressuposto de que Deus é o Criador da vida e do Universo. A TDI, por sua vez, não pretende identificar a fonte de inteligência nem tem como foco principal explicar a origem da vida e do Universo. O ponto central da TDI é a detecção da informação existente na natureza e não a busca da origem dessa informação, no sentido de um designer (projetista) ­– embora a informação complexa e específica por si só aponte para a existência de uma mente inteligente, pois indica um propósito intencional. É apenas nesse argumento teleológico de design (componente filosófico) que o criacionismo e o design inteligente convergem.

Qual é a teoria mais aceita entre os cientistas cristãos?

A teoria aceita pela maioria dos cientistas cristãos, evidentemente, é a da criação, não o designinteligente. A TDI tem sido utilizada por criacionistas para complementar as explicações referentes ao campo da Biologia Funcional, ou seja, explicar a existência de informação biológica complexa na natureza. Como vimos anteriormente, a convergência entre as duas teorias no argumento de design(propósito) possibilita o uso da TDI pelos criacionistas. No entanto, o inverso não é verdadeiro, isto é, a TDI não utiliza os argumentos e conceitos criacionistas para suas observações e experimentos científicos.

A TDI ainda é uma teoria muito jovem. Formulada em 1993, ela tem pouco mais de 20 anos. Quando comparada às principais teorias (criacionista e evolucionista), percebe-se que ela é ainda um bebê. Embora a TDI não seja ainda aceita pela comunidade científica – motivo pelo qual os próprios teóricos do design são contra seu ensino nas escolas -, ela possui todas as características necessárias para ser considerada uma teoria originalmente “científica”, conforme a definição de teoria proposta pela Academia Nacional de Ciências dos EUA (National Academy of Sciences, NAS).

Qual a sua experiência com a TDI? Como começou a aceitar essa ideia?

A primeira vez que li a respeito da TDI foi no livro Por Que Creio, do jornalista Michelson Borges. Fiquei impressionado e interessado pelo tema a ponto de investigar se as evidências apresentadas pela TDI faziam sentido ou não. A conclusão: não só fazem sentido, como a TDI é, para mim, a melhor explicação para a complexidade percebida com meus próprios olhos nas estruturas analisadas dentro das ciências biológicas e da saúde (então minha área de pesquisa). Eu estava no começo do mestrado, fazendo pesquisas em Imunogenética, e quando olhava para a estrutura tridimensional do DNA - melhor exemplo de codificação e compactação de informação −, somente com o auxílio da TDI era possível entender o ajuste fino nas sequências do código genético (ordem e organização) e a complexidade irredutível presente no ciclo de síntese de proteínas, no armazenamento da informação necessária para a construção dos blocos da vida e na transmissão de dados. Após o mestrado, fui convidado a ser colunista de uma página sobre TDI e também iniciei o projeto de escrita do meu e-book.

Alguns cientistas dizem que crer em um planejador é pseudociência, pois nada (para esses cientistas) indica a intervenção desse ser. Como é possível defender a teoria diante dos cientistas?

Esse argumento vem do fato de que a ciência adotou a teoria da evolução como paradigma na academia. Há 150 anos, a ciência baniu a possibilidade de que exista algo além de matéria e energia neste universo. Não é fácil combater e desconstruir uma crença profundamente enraizada na ciência, como é o caso do naturalismo filosófico (a propósito, cheio de lacunas e hipóteses imaginativas que não podem ser testadas em laboratório). O que é curioso, visto que os pais da ciência não tinham essa percepção (Galileu Galilei, Johannes Kepler, Isaac Newton, Gregor Mendel, Louis Pasteur, entre muitos outros).

A ciência na verdade foi criada e baseada na percepção da existência de um ser inteligente que regia as leis e a ordem do Universo e da vida. E desde aquela época até hoje as evidências de um ser inteligente sempre existiram. Principalmente nas últimas décadas, período em que a ciência acumulou uma quantidade imensa de dados, e a maior parte deles corrobora a ideia de design, embora a mídia tente blindar o darwinismo a todo custo.

Pseudociência, para mim, é insistir na hipótese neodarwinista de que a maior parte do nosso DNA é “lixo” (áreas que não codificam proteínas), resistindo aos resultados de uma das maiores pesquisas já realizadas pelo projeto Encode, em 2012. As evidências mostram cada vez mais que os sistemas biológicos na natureza exibem funcionalidade, intencionalidade e muito, muito propósito.

A TDI aceita a evolução? Como a teoria aborda os processos evolutivos?

Primeiro, é preciso definir o que é “evolução” ou a qual tipo de evolução estamos nos referindo. Há pelo menos seis definições de “evolução”. Se por “evolução” entendemos “mudança ao longo do tempo” (microevolução) ou até mesmo que organismos vivos estão relacionados pela ancestralidade comum (a origem das raças de cães a partir de lobos, por exemplo), então não existe nenhum conflito entre a teoria da evolução e a teoria do design inteligente.

Todavia, a TDI rejeita as propostas evolutivas ainda dominantes (Síntese Evolutiva Moderna ou neodarwinismo), que afirmam a possibilidade de grandes mudanças dando origem a novas espécies conduzidas pela seleção natural agindo em mutações aleatórias, um processo não dirigido, imprevisível e sem nenhum propósito ou objetivo discerníveis. Em sistemas biológicos, por exemplo, a TDI contraria tais pressupostos, pois defende a existência do conceito de complexidade irredutível no mundo molecular que jamais poderia ter se formado por meio de processos lentos, sucessivos e graduais.

É preciso entender que a TDI é uma teoria de sinais de inteligência. Os teóricos do design não abordam os processos evolutivos, mas entendem que os atuais paradigmas para a explicação da origem e evolução dos seres vivos são demonstrados inadequados no contexto de justificação teórica. Entretanto, a comunidade científica pró-design é inclusiva e não homogênea. Seus integrantes são pessoas de diversas religiões, alguns agnósticos (o matemático judeu David Berlinski, por exemplo), ateus e até adeptos da hipótese de ancestralidade comum (o bioquímico Michael Behe, por exemplo). Mas vale ressaltar que, embora Behe aceite a ancestralidade comum, ele entende que sua robustez epistêmica é frágil.

Quem seria o designer inteligente? Deus?

A TDI não pretende identificar a fonte de inteligência, mas defende a inclusão de possibilidades, na qual o papel do designer que deu origem a vida poderia ser atribuído ao Deus judaico-cristão, a extraterrestres, a uma raça humana vinda do futuro ou a forças distintas que permeariam o Universo. 

Como é a aceitação da TDI na comunidade científica? E nas universidades?

Muitos cientistas têm se declarado publicamente contra a teoria da evolução. Tanto é verdade que existe até mesmo uma lista criada pelo Discovery Institute intitulada “A Scientific Dissent from Darwin”. Isso demonstra que muitos têm percebido as falhas e lacunas que existem na teoria evolucionista. Sendo assim, a TDI tem conquistado espaço ao redor do mundo para explanar suas propostas e explicações − assim como toda teoria objetiva fazer. Isso porque muitos cientistas de renome têm aberto a mente para explicações alternativas sobre a complexidade da vida e a biodiversidade da natureza. No Brasil, por exemplo, em 2013, foram realizadas palestras sobre Design Inteligente na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), espaço cedido pela própria instituição. Em 2015, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) promoveu e apoiou totalmente um curso de extensão a respeito dos diferentes olhares sobre as Origens (design inteligente, evolucionismo e criacionismo). A abertura ao debate e questionamentos em instituições públicas de ensino é um marco na história da ciência brasileira. Ademais, diversas instituições públicas e privadas de ensino também têm dado seu apoio para a causa (a Universidade Mackenzie, o Unasp, a Unimep, entre outras).

A TDI seria a resposta para o “conflito” entre fé e ciência que tantos cientistas insistem em criar?

É bom lembrar que ciência e religião sempre estiveram de mãos dadas. A história dos “pais da ciência” está aí para mostrar que isso é a verdade. Essa questão de conflito entre esses dois lados é um mito. Pois a fé sempre foi a base de sustentação para um olhar mais amplo pelos cientistas que verdadeiramente contribuíram com a ciência que conhecemos hoje. Mas é claro que esse debate foge do escopo da teoria do design inteligente. A fé não é um requisito necessário para as pesquisas baseadas em design, pois é bom reforçar que a TDI ignora a prerrogativa de identificar a mente inteligente por trás do projeto, assim como também não tem como foco a discussão sobre a origem da vida e do Universo. O objetivo principal da TDI é analisar e identificar design intencional em objetos de estudo presentes na natureza.

Fale sobre seu e-book.

Sugiro a leitura do meu e-book intitulado Teoria do Design Inteligente: Evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde. Esse livro fará você, leitor curioso e interessado, viajar entre os dados e suscitar questionamentos acerca da teoria da evolução - muitas vezes apresentada como um fato inquestionável. Mas ele vai além de argumentos retóricos antievolucionistas. Por meio das diversas evidências apresentadas na obra, é possível perceber o design inteligente no projeto complexo e dinâmico da vida. Um mundo projetado de forma inteligente que é admissível numa perspectiva de cunho científico.

e-book é uma das três obras genuinamente brasileiras, relevantes e específicas acerca do design inteligente, ficando atrás apenas - em ordem cronológica - das seguintes publicações, as quais eu deixo como sugestão de leitura complementar: Mero Acaso ou Design Inteligente? Evidências ao nível atômico e molecular, do Dr. Marcos Nogueira Eberlin, químico e presidente da Sociedade Brasileira de Design Inteligente (SBDI), e Design Inteligente: A metodologia de convergência das ciências sob a ótica da criação, do escritor Dr. Francisco Mário Lima Magalhães.

Deixo aqui, também, uma homenagem final a dois grandes profissionais que eu admiro imensamente e que têm contribuído com o projeto do meu livro. Agradeço ao mestre Enézio de Almeida Filho, pioneiro na propagação e defesa da teoria do design inteligente no Brasil e presidente emérito da SBDI, e ao jornalista e mestre Michelson Borges, editor da Casa Publicadora Brasileira, pelos valiosos ensinamentos e contribuições.

(O texto é a íntegra da entrevista concedida pelo enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde Everton Fernando Alves para a revista Bereshit.)

Fonte: Criacionismo.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Quiz do prof. H sobre Perímetro

Vamos a mais um QUIZ com ajudas, dicas e explicações que tanto lhe ajudará a revisar o assunto como lhe informará sobre seu nível no tema estudado. Saiba que três tipos de questões poderão aparecer: múltipla escolha (com apenas uma alternativa correta), múltiplas opções (com a possibilidade de mais de uma alternativa correta) e respostas digitadas. Neste último tipo você deverá digitar sua resposta, após raciocinar/calcular, e clicar no botão "Vamos conferir". Após resolvida cada questão, você saberá imediatamente se acertou ou errou, podendo refazê-la após uma breve dica. Você ainda poderá visualizar uma questão por vez ou todas as questões uma abaixo da outra, certo? Leia as outras informações na página do quiz e mãos a obra! Clique aqui* para começarmos.

*Se não estiver conseguindo abrir a página do quiz, por gentileza, copie o endereço abaixo e cole-o em seu navegador:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/34694562/Perimetro.htm
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Quiz do prof. H sobre Triângulos

Vamos a mais um QUIZ com ajudas, dicas e explicações que tanto lhe ajudará a revisar o assunto como lhe informará sobre seu nível no tema estudado. Saiba que três tipos de questões poderão aparecer: múltipla escolha (com apenas uma alternativa correta), múltiplas opções (com a possibilidade de mais de uma alternativa correta) e respostas digitadas. Neste último tipo você deverá digitar sua resposta, após raciocinar/calcular, e clicar no botão "Vamos conferir". Após resolvida cada questão, você saberá imediatamente se acertou ou errou, podendo refazê-la após uma breve dica. Você ainda poderá visualizar uma questão por vez ou todas as questões uma abaixo da outra, certo? Leia as outras informações na página do quiz e mãos a obra! Clique aqui* para começarmos.

*Se não estiver conseguindo abrir a página do quiz, por gentileza, copie o endereço abaixo e cole-o em seu navegador:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/34694562/Triangulos.htm

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