terça-feira, 21 de junho de 2011

Um Deus que incita a vingança e a crueldade?! PARTE 1

"Assim diz JAVÉ dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai pois agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de mama, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos" (I Sm 15:3). Os amalequitas foram os primeiros a fazerem guerra a Israel no deserto; e por este pecado, juntamente com seu desafio a Deus e sua aviltante idolatria, o Senhor, por meio de Moisés, pronunciara sentença sobre eles. Por determinação divina, a história de sua crueldade para com Israel fora registrada, com a ordem: "Apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças" (Dt 25:19). Por quatrocentos anos a execução desta sentença fora adiada; mas os amalequitas não se desviaram de seus pecados. O Senhor sabia que este povo ímpio eliminaria da terra, se possível fora, o Seu povo e o Seu culto. Agora era chegada a ocasião para ser executada a sentença, durante tanto tempo retardada.

A paciência que Deus tem exercido para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão; mas o seu castigo não será menos certo e terrível por ser tanto tempo retardado. "JAVÉ Se levantará como no monte de Perazim, e irará, como no vale de Gibeom, para fazer a Sua obra, a Sua estranha obra, e para executar o Seu ato, o Seu estranho ato" (Is 28:21). Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é um ato estranho. "Vivo Eu, diz JAVÉ Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva" (Ez 33:11). O Senhor é "misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; ... que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado". Todavia, "ao culpado não tem por inocente" (Êx 34:6 e 7). Conquanto Ele não Se deleite na vingança, executará juízo sobre os transgressores de Sua lei. É obrigado a fazer isto, para preservar os habitantes da Terra da depravação e ruína totais. A fim de salvar alguns deverá Ele eliminar os que se tornaram endurecidos no pecado. "JAVÉ é tardio em irar-Se, mas grande em força, e ao culpado não tem por inocente" (Na 1:3). Reivindicará com terríveis manifestações a dignidade de Sua lei espezinhada. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça.

Mas, ao mesmo tempo em que infligia o juízo, Deus Se lembrava da misericórdia. Os amalequitas deviam ser destruídos, mas os queneus, que habitavam entre eles, foram poupados [veja ISm 15:6 e Nm 24:20-23]. Este povo embora não estivesse inteiramente livre da idolatria, eram adoradores de Deus, e mantinham amistosas relações com Israel. Dessa tribo era o cunhado de Moisés, Hobabe [veja Jz 1:16], que acompanhara os israelitas em suas viagens através do deserto, e, pelo seu conhecimento do território, prestara-lhes valioso auxílio.

Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 527 e 528.

domingo, 19 de junho de 2011

“E você ainda quer que seu filho aprenda Matemática e obediência?”

Muitas crianças, adolescentes e jovens ficam expostos a uma tela de TV e/ou de computador horas a fio, sem fiscalização ou por sugestão dos pais! Eles veem e assistem, raramente avaliando o que seus cérebros absorvem. Durante essas horas, não brincam, não realizam tarefas escolares, não se relacionam com outros (a não ser virtualmente), não estão com os pais, não estão dormindo e nem completamente acordados. Marie Winn, em seu livro The Plug-in Drug (A Droga Ligada na Tomada), destacou os efeitos desequilibradores que a exposição às telas exerce sobre o cérebro durante várias horas, dia após dia.  “Assistir à TV sem pensar muito – assim como escutar ociosamente música ... – desenvolve o hemisfério cerebral direito, em detrimento do esquerdo”. Deus concedeu-nos ambos os hemisférios cerebrais, e necessitamos ter o hemisfério direito bem desenvolvido para desfrutarmos da beleza de Sua criação.

Entretanto, é no hemisfério esquerdo que avaliamos as situações, desenvolvemos pensamentos lógicos, raciocinamos, tomamos decisões e construímos as frases com as quais nos expressamos e comunicamos. Claro que as crianças aprendem com o mundo virtual. À medida que elas crescem, muitas parecem não ser capazes de falar acerca de qualquer outra coisa (e mesmo acerca de qualquer coisa!). Dentre aquilo que elas aprendem destacam-se a  irrealidade e o senso de que tudo é fácil! “As crianças de hoje são frequentemente menos amadurecidas, no tocante a habilidade para suportar situações frustrantes ou perceber que algo necessita de mais tempo para ser alcançado, ou seja, que a solução não é instantânea. Elas são menos tolerantes em permitir que suas mentes se absorvam em algo que a princípio parece mais difícil, ou em algo que não revele interesse imediato", afirmou Marie há mais de duas décadas! 

O humanismo secular, o assistir à TV negligentemente, o navegar na internet, tweetar sem propósito, etc. parecem estar produzindo uma geração do “tempo do fim” (leia Dn 8:17,19; 11:35, 12:4 e II Tm 3:1) com reduzida capacidade de pensar logicamente, escolher o bem, distinguir entre o certo e o errado, expressar fé, dispor-se a ler e estudar a Bíblia, prestar favores sem segundas intenções, cumprir seus deveres sem esperar recompensas (“professor, vale ponto?”), resistir às más influências e à pressão de seguir (imitar) a maioria. Enfim, a capacidade de adorar o Criador, tem sido quase completamente destruída! Se os pais não se incomodam em deixar seus filhos linkados e plugados por todo esse tempo, não estão convivendo com seus filhos, não os estão educando, NÃO CONHECEM os seus filhos!! Comida, roupa, Escola e computador não substituem o exercício diário (senão horário) da paternidade e da maternidade! Nem os problemas de Matemática nem os desafios extra-escolares serão recebidos com a requerida maturidade.  As reais necessidades dos meninos e meninas não são satisfeitas, de modo que se tornam presas fáceis das dificuldades da vida, vítimas do atrofiamento mental promovido pela má atuação dos pais e pelas escolhas erradas deles! Como esses jovens seres humanos atrofiados poderão acertar em suas escolhas?!

Nem mencionei a alimentação insalubre (biscoitos recheados, refrigerantes, xises, etc.), dos jogos virtuais, nem dos filmes hollywoodianos, e já temos um problema de proporções eternas aqui, pois, a época em que vivemos exige da humanidade exatamente o oposto – capacidade de raciocínio claro para entender a Bíblia e usá-la como nosso escudo e esperança; enxergar as estratégias dos anjos maus e dar a Deus tempo em comunhão com o Espírito Santo para dEle recebermos poder para vencer o mal em nós e iluminar os circundantes! Contudo, o fato de você está terminando de ler isto é uma evidência de que Deus está trabalhando em você e nos seus. Por favor, não O atrapalhe. Coopere com Ele corrigindo seus maus costumes e separando um momento (pelo menos) de oração de joelhos, todos os dias a partir de hoje! Faça isso com seus filhos também. Dê um passo agora na direção de Deus!


[Por Hendrickson Rogers, baseado em “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse” de C. Mervyn Maxwell, 403, 404]   

Humanismo Secular x Caráter

Na grande maioria das escolas públicas/privadas, os jovens têm sido submetidos a uma bateria de ideias conhecidas como “humanismo secular”, cujo efeito deletério é minar as virtudes de caráter e impedir seu desenvolvimento sadio. O humanismo secular estimula os jovens a acreditar que nós evoluímos a partir de aminoácidos encontrados num oceano primitivo, e que não existe um Deus pessoal, nem vida além daquela que hoje vivemos e nem moral absoluta. O melhor que os jovens podem fazer, em harmonia com esses conceitos, é estabelecer o seu próprio sistema de valores, viver de forma tão confortável quanto possível, tratar de cuidar de si próprios, adquirir todo o dinheiro que estiver ao alcance e divertir-se até o limite máximo. Eles devem sentir-se livres para questionar os padrões sustentados pelos pais, pela igreja ou pela Bíblia. O humanismo secular baseia-se em conceitos pagãos ensinados pelos antigos gregos e romanos. O jovem que é treinado dentro dos padrões do humanismo secular, vamos chamá-lo Jorge (a partir da palavra grega associada a “Terra”), possui uma visão de mundo completamente diferente daquela simbolizada por Cristina, uma jovem cristã. Jorge vê a si próprio como um organismo biológico que luta pela sobrevivência. Cristina avalia-se como sendo a obra-prima de um Deus pessoal. Jorge é estimulado a acumular coisas – dinheiro, roupas, carros, casas, etc. Cristina é desafiada a “ganhar almas”, a persuadir pessoas a que amem a Deus.  Jorge considera-se como um títere das circunstâncias, sem responsabilidade final por seu comportamento. Cristina contempla a si mesma como tendo sido investida por Deus com plena responsabilidade e a capacidade de escolha. De Jorge, espera-se que tome decisões morais com base em seu discernimento pessoal. Cristina, por outro lado, as tomará com base na vontade revelada de Deus, a Bíblia. Jorge é instado a procurar significado na auto-realização. Cristina, na abnegação. Os meios de comunicação revelam que Jorge – e sua amiga Jorgina – se encontram em sérios problemas. Vandalismo, violência, raptos, nascimentos ilegítimos (confira o aumento do número de abortos observados e de mães adolescentes ou solteiras no Brasil), alcoolismo juvenil, mentiras e fraudes – todos têm sido aparentemente intensificados mediante a ética situacional e a negação de padrões morais absolutos, os quais constituem parte integralíssima do humanismo secular. Infelizmente, o humanismo secular não é a única ameaça ao desenvolvimento do caráter de nosso filhos, de nossos alunos! Qual a sua cosmovisão? Você é bastante secularizado? Por favor, dê uma chance para o Criador lhe provar que existe uma abordagem da realidade mais precisa, não distorcida, não inventada por filósofos amargurados, teóricos ateus, mas construída por Ele mesmo. Torne-se uma Cristina ou um Cristiano! Não importa quão Jorge ou Jorgina você se acostumou a ser. Mesmo se a “Igreja” lhe empurrou para o humanismo, para o ateísmo, por sua falta de amor e compreensão, lembre-se, nem sempre a opinião da “Igreja” é a opinião de Deus, mas toda a opinião divina está revelada na Bíblia! Conheça Deus pela Bíblia, não somente pelas pessoas que pretendem segui-Lo. Jesus lhe ama muito e, se você não impedi-Lo, Ele vai lhe reeducar, Ele vai Lhe dar o Seu próprio caráter!


[Por Hendrickson Rogers, baseado em “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse” de C. Mervyn Maxwell, 402,403]   

sábado, 18 de junho de 2011

Após a Morte...

 “Enquanto há vida, existe a esperança. Mas, após a morte há esperança para alguém que não se arrependeu? Existe uma segunda chance?” A Bíblia diz que não. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:10). “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec 9:5). “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9). Confessar é um verbo (assim como qualquer outro) só praticado pelos vivos! Quem morreu não pode confessar, logo não pode receber o perdão. E se esse pecador morreu sem confessar e sem receber o perdão é porque cometeu o pecado contra o Espírito Santo. (Hendrickson Rogers)  

Vozes

 “De quem é a voz da consciência?” No início da história humana, quando não existia o pecado na Terra, criatura e Criador tinham um relacionamento muito próximo, tangível, familiar! Adão e Eva viam e não somente ouviam a Deus (Gn 2:15-22). A barreira da invisibilidade não existia. Os filhos contemplavam o Pai em Sua presença! Contudo, a escolha pela desobediência fez com que o primeiro casal perdesse esse privilégio/direito. O instigador e co-responsável pela queda do homem (Ap 12:10 e I Cr 21:1), Satanás, bloqueou a linda comunhão. Por outro lado, JAVÉ usou (e usa até hoje) a discrição do invisível para 1) proteger a criatura caída de Sua perfeição consumidora (Hb 12:29), ou seja, o glória de Deus destruiria o homem pecador (Êx 33:20); 2) ensinar ao universo a impossibilidade da união, incompatibilidade, entre o bem e o mal sem a aniquilação de um pelo outro ou a contaminação de um pelo outro (II Ts 2:7-10 e II Co 6:14,15)! Mas em Gênesis 3:8 a voz de JAVÉ é ouvida pelo casal que acabara de escolher a sugestão da serpente e os descendentes deles também escutaram Deus, mesmo sem vê-Lo (Gn 6:3 e 12:1)! E anjos leais foram enviados em forma humana para ajudar os pecadores (Gn 19:1 e 5)! O que isto significa? Que Deus não abandonou Seus filhos pelo fato deles preferirem a desobediência às Suas Leis! Não podemos vê-Lo, mas temos claras evidências audíveis e visíveis da existência de Deus, de Sua presença ao nosso lado tentando nos guiar os passos e resgatar para a perfeição novamente! “Se vocês se desviarem do caminho, indo para a direita ou para a esquerda, ouvirão a voz dele atrás de vocês, dizendo: ‘O caminho certo é este; andem nele’” (Is 30:21 NTLH). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1:20). “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:7,8). O Senhor Espírito Santo é o responsável pela ligação que ainda existe entre Criador e criaturas aqui em nosso planeta. Ele é o Substituto de Jesus (ou o Vicarius Filii Dei como alguns pecadores autointitulam a si mesmos, o que é uma blasfêmia, já que só Alguém divino como o Espírito poderia substituir o divino Jesus Cristo!). Portanto, se a sua consciência lhe pede algo moralmente correto ou lhe incomoda porque você fez algo errado (consciente ou inconscientemente), converse com o Espírito Santo, pergunte a Ele onde você pecou! Peça-Lhe o perdão de Deus e (re)afirme Seu compromisso com Seu Criador Jesus, e peça a Ele o poder para não dar ouvidos a voz da serpente que, infelizmente, também fala, e muito, desde o Éden, tentando nos desviar do caminho certo, nos iludir e levar para longe da verdadeira felicidade – a companhia do Pai! (Hendrickson Rogers)       

sexta-feira, 17 de junho de 2011

“Um ex-gay não é feliz e um homossexual interior que não se assume exteriormente não vive de verdade! São reprimidos”. Verdade?

Vamos ler sobre a vida de quem pode falar desse assunto – um homem cristão ex-homossexual!

"Se você tivesse me perguntado há nove anos, porque eu tinha escolhido ser gay, eu teria respondido a você como eu fiz inúmeras vezes antes, ‘Eu não escolhi ser gay! Eu escolhi ser um cristão adventista do sétimo dia. Eu escolhi ser educado nas escolas cristãs Adventistas do Sétimo. Eu escolhi ser um estudante missionário. Eu escolhi me graduar e pós graduar em Teologia com distinção. Eu escolhi me casar com uma jovem adventista. Eu escolhi ter filhos adventistas do Sétimo Dia. Eu não escolhi ser gay! Eu finalmente cheguei ao confronto com a realidade e aceitei o fato de que eu era gay. cheguei a acreditar que eu nasci gay’.
  


Durante anos depois de minha “saída” do armário e experimentando a separação devastadora do meu lar, eu duvidava que alguém me dissesse que a minha “condição” era uma questão de escolha. Eu tinha feito todas as “escolhas” certas na minha vida. Embora lutando com os anseios irritantes do meu coração, eu tinha orado incessantemente para que Deus “Criasse em mim um coração puro, e renovasse um espírito reto dentro de mim.” Eu queria que Deus me ajudasse a amar e ser apaixonado pela minha esposa. Mas, todos os meus esforços foram em vão. Por fim, eu sucumbi àqueles anseios lancinantes e cai na vida “gay” de relações homossexuais, totalmente convencido de que a minha “condição”, ou “comportamento”, não era o resultado da minha escolha deliberada. Que cristão estaria disposto a optar por estar tão radicalmente fora de sincronia com a sociedade e a igreja? Eu tinha de ser a vítima do meu próprio ambiente, ou eu simplesmente nascera assim. Meus pais, amigos e familiares todos pensavam em mim como uma pessoa gentil, amável e atenciosa com os outros. Aos seus olhos eu era inteligente, simpático, cortês e talentoso em muitas áreas. Acima de tudo, eu era conhecido por ser profundamente espiritual. Ao entrar no estilo de vida “gay”, eu ainda vivia de acordo com essa imagem, só que eu já não era mais “profundamente espiritual.” Recusei-me a ser um hipócrita.

Não havia nenhuma maneira que eu pudesse conciliar a minha homossexualidade com o chamado para fazer parte do povo remanescente que ama a Deus e guarda os seus mandamentos. Para mim a Bíblia era muito clara ao ensinar que “os sodomitas” não entrarão no Reino de Deus (1 Coríntios. 6:9). Olhando para trás nos anos gastos no estilo de vida “gay”, eu posso honestamente dizer que minha vida se tornou cheia de comportamentos nojentos, depravados e pervertidos. Como todo homossexual que eu conhecia, fiquei lascivo e obcecado por sexo. Em público e entre os amigos, porém, mantinha magistralmente a imagem de uma pessoa decente, gentil, atenciosa, educada, amorosa e adorável. Antes de voltar para Deus, por dezesseis anos eu O culpava por tudo de errado com minha vida, especialmente a minha homossexualidade, porque eu tinha orado para que Ele a tirasse de mim, e ele não o fez. Assim, eu raciocinava, que a culpa de eu ser gay era de Deus e não minha. Durante esses egoístas anos de “amor”, de promiscuidade, de prazer, de auto-exaltação e auto-satisfação, sentia muita solidão, miséria e sofrimento. No entanto, meus pais e familiares nunca me fizeram sentir que eu não fosse amado, apreciado, ou aceito. Em Sua misericórdia e paciência, o Senhor cooperava com os membros da minha família para me revelar o verdadeiro significado do amor incondicional para comigo, um pecador, sem condenar meu estilo de vida pecaminoso. Eles manifestaram seu amor incondicional e aceitação, não só para mim, mas também para com os meus amigos e amantes. A sua aceitação incondicional de mim demonstrou o significado das palavras de Jesus: “Nem eu te condeno.” Em sua aceitação amorosa, no entanto, eles não descartaram o resto da declaração de Jesus: “vá e não peques mais” (João 8:11).

A aceitação incondicional dos meus familiares me levou a parar de culpar a Deus por minha condição. Em vez disso, comecei a olhar honestamente para mim. Afinal, pensei, eu posso culpar a Deus por toda a minha vida e ainda estar perdido. Eu me perguntava: “Qual é o ponto: fingir que não existem consequências para o meu estilo de vida, ou que eu poderia ser salvo apesar disso?” Aos poucos, percebi que eu estava enganando a mim mesmo. Eu precisava parar de correr e de me esconder de Deus, em vez de buscar orientação na Sua Palavra. A declaração:

“Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás” (O Grande Conflito, 620),

parecia falar com a minha própria situação. Aquele era eu. Eu tinha me tornado totalmente vencido por Satanás. Comecei a pensar: “Não seria trágico me achar algum dia fora da Nova Jerusalém, com uma “boa desculpa”. Por muitos anos fiquei perturbado com um sonho recorrente no qual eu experimentei o horror de estar perdido, enquanto eu olhava para o rosto de Jesus, que vinha nas nuvens de glória. Aparentemente, Jesus usou este sonho para chegar a mim, um homossexual, dizendo: “Meu filho, dá-me o teu coração, antes que seja tarde demais”. Aliás, desde que voltei para ele, eu nunca experimentei outra vez o pesadelo deste sonho! Jesus nos adverte sobre o destino dos ímpios, dizendo: “Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mateus 7:23 e 25:41). Tragicamente, o lago de fogo irá conter um número incontável de pessoas a quem Deus ama incondicionalmente. Ele os ama tanto que deu o seu Filho unigênito, para que eles não precisassem morrer. Mas eles optaram por rejeitar o dom da vida eterna. Deus honrou a escolha deles. O resultado é a eterna separação da fonte da vida eterna. No raciocínio e lógica infantil, eu orava estudando a Palavra de Deus para encontrar qualquer justificativa para a minha homossexualidade, ou o remédio para ela. Por mais que tentasse, não conseguia encontrar justificativa em qualquer lugar na palavra de Deus para continuar meu estilo de vida homossexual. Quanto mais eu estudava as Escrituras mais eu me convencia de que Deus criara o casamento como a união de um homem com uma mulher, tornando os dois uma só carne. A relação íntima de um homem com um homem ou uma mulher com uma mulher não pode cumprir o propósito de Deus para o casamento. Além disso, a Escrituras condenam relacionamentos do mesmo sexo como “abominação” (Lv 20:13), que vai impedir a entrada no Reino de Deus (I Coríntios 6:9-10). Estes e outros textos me convenceram de que não havia nenhuma maneira para mim legitimar o meu estilo de vida homossexual. Era presunçoso para mim viver como se eu tivesse o dom da vida eterna, quando, na realidade, eu estava consciente recebendo o salário do pecado a “morte”.

Quando eu comecei a ponderar o meu destino eterno, gradualmente, fiquei convencido de que minha vida tinha que ser mudada. Mas, me sentia impotente para fazer essa mudança. Em retrospecto, posso compreender que a sensação de impotência resultante da minha violação aos princípios morais de Deus, era concebida para despertar em mim a realização da minha necessidade de um Salvador. No meu desespero eu encontrei conforto no fato de que Deus é o Criador onipotente e Recriador de nossas vidas. Através da iluminação da Sua Palavra e do poder capacitador do Seu Espírito, senti que eu poderia ser purificado e curado. Eu vim a perceber que não importa se eu nasci homossexual ou se eu tinha escolhido me tornar um. Todos os descendentes de Adão nascem com tendências para o pecado. Ganhei confiança na promessa de que a graça de Deus poderia permitir-me superar as tendências pecaminosas tanto as herdadas como as cultivadas. Conforme eu continuava a estudar e orar, sentia mais e mais o amor incondicional de Deus por mim, que era homossexual. Percebi que não importa quão pecador meu passado tivesse sido, Deus podia perdoar e purificar-me. O que eu precisava fazer era desenvolver um ódio pelo pecado e um amor pela verdade e pela justiça. Foi-me dada a garantia em I Coríntios 6:9-11 que eu poderia ser curado de minha homossexualidade. Paulo fala deste pecado, entre outros, quando ele diz: “E tais fostes alguns de vós [pretérito], mas fostes lavados [tempo presente], mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus, [Como?] pelo Espírito do nosso Deus”. Como eu continuei a minha auto-avaliação, eu vim a perceber mais e mais que eu tinha estado enganado em pensar que eu estava vivendo uma vida de liberdade, quando na realidade eu estava em uma terrível escravidão. O que eu precisava desesperadamente, não era a liberdade da lei de Deus, mas a liberdade da escravidão do pecado: a minha perversão sexual viciante. Essa liberdade se tornou possível graças à habilitação da graça de Deus, que pode trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (II Coríntios 10:5). Agradeço a Deus por Sua maravilhosa graça, que restaurou um pecador como eu para a família de Deus e fez de mim um membro produtivo trabalhando em Sua causa.

Talvez o maior desafio de começar uma nova vida, fosse convencer meus companheiros crentes adventistas que, pela graça de Deus eu já não era um homossexual. Minha atitude e orientação sexual tinham mudado. Como era angustiante para mim ouvir ministros e leigos desacreditarem a minha experiência de conversão, dizendo: “Claro, eu acredito na vitória sobre o pecado. Mas as pessoas nunca deixam de ser gay! Nunca ninguém que saiu do estilo de vida gay, permaneceu em linha reta por mais de dois anos! Cuidado com ele e mantenha suas crianças longe dele”. Tais críticas revelam uma falta de fé no poder de Deus para perdoar e purificar os pecadores penitentes de todas as práticas pecaminosas, inclusive a homossexualidade. Os comentários sarcásticos que muitas vezes ouvi de outros crentes, me levaram a questionar a minha alma e a freqüentemente me perguntar: “Teriam os meus sentimentos e emoções em relação aos homens milagrosamente mudado devido a minha conversão? Será que eu realmente experimentei uma mudança radical de atitude, uma mudança psicológica na minha orientação sexual? Ou, ainda tenho a mesma orientação sexual?” Estas questões são de extrema importância para aqueles que estão sinceramente buscando a libertação do pecado de qualquer natureza que nos assedia. Elas merecem uma explicação definitiva. Mas a resposta nem sempre é fácil de encontrar, especialmente quando alguém, como eu, passou por uma experiência traumática. Eu terminei o meu relacionamento com o homem que eu amava profundamente. Meus sentimentos e emoções em relação a ele, não tinham mudado, mas a minha atitude para com o Homem Jesus Cristo e os ensinamentos da Palavra de Deus tinham mudado radicalmente. Estando diante de uma escolha entre o meu amante e o Homem Jesus, eu decidi seguir o meu Salvador, independentemente das consequências. Como as palavras do hino popular, para mim, tornou-se uma questão de “confiar e obedecer”.

Comecei a confiar no meu Criador, sabendo que o “Pai realmente sabe o que é melhor”. E nessa confiança cada vez maior, comecei a obedecê-lo, apesar dos meus sentimentos e emoções, sabendo que Sua vontade para mim era para minha própria felicidade presente e eterna. Eu aceitei a verdade bíblica de que “o justo viverá pela fé”, não por sentimentos e emoções. Na prática deste princípio bíblico, descobri que os sentimentos e emoções corretos não surgem de imediato. Eles chegam aos poucos, aprendi a aceitar pela fé a vontade do meu Criador para minha vida. Se eu tivesse esperado até conseguir uma vitória sobre minhas inclinações pecaminosas antes de confiar e obedecer a Cristo, então eu já não precisaria de um Salvador! Como homossexual, eu precisava ser salvo dos meus pecados, exatamente como um cônjuge infiel, um ladrão, um assassino, ou um mentiroso precisa ser salvo dos seus pecados. A salvação do pecado não é uma conquista humana, mas uma provisão da graça divina. É um trabalho de terapia, reprogramação e redirecionamento divinos. Deixando para trás o amor da minha vida pecaminosa, entrei em meu novo mundo como um indefeso bebê, recém-nascido. Como uma criança começa sua vida com tendências hereditárias para o mal, eu comecei a minha nova vida com todas as tendências que eu havia cultivado durante a minha vida anterior. Mas, confiando em Deus, meu Pai e Cristo, meu Salvador, eu renunciei a minha homossexualidade e me submeti as diretivas divina e comunhão buscada dentro da família de Deus.

Um princípio importante que eu aprendi foi a “proteger o meu novo ambiente”. As tendências herdadas e cultivadas para o mal são como um leão faminto procurando a quem possa tragar. Essa “besta” deve morrer de fome, enquanto o Cordeiro de Deus deve ser alimentado e “cultivado”. O mal deve ser substituído com o bem. Os sentimentos e emoções pervertidos podem ser gradualmente substituídos por sentimentos e emoções corretos quando seguimos as instruções estabelecidas para nós, no “Manual do Operador” dado pelo Criador da sexualidade. A nova luta que enfrentei quando eu decidi virar as costas a tudo e todos que eu tinha conhecido, me fez lembrar da luta que enfrentei quando fugi de Deus no início da minha vida. Eu tive que me separar totalmente da cena e estilo de vida gay, fugindo deles para minha própria vida, como que fugindo das condenadas Sodoma e Gomorra. Eu comecei uma nova vida rodeando-me de tudo o que eu sabia ser certo para mim. E não era necessariamente tudo que eu queria ao meu redor! Mas, nenhum cristão pode se dar ao luxo de depender do que o faz se sentir bem. Nem eu poderia! A mente espiritual é para governar e trazer em sujeição a concupiscência da carne.

Eu aprendi a importância de guardar bem as vias para a minha mente, ao não me colocar no caminho da tentação. Isto implica ser cuidadoso em relação ao que eu vejo, ao que leio e ao que eu ouço. Isto requer uma determinação diária para não dar a Satanás uma vantagem sobre mim. Como o apóstolo Paulo, também eu, devo “morrer diariamente” (1 Coríntios 15:21), “subjugando o meu corpo, e o reduzindo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado” (1 Coríntios. 9:27 ). E quando Satanás plantar estes pensamentos e desejos impuros no coração, (e ele o faz), Deus permite que Sua graça seja suficiente para a minha luta contra a homossexualidade. Sua graça permite-me, como Paulo coloca, a trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios. 10:5). Eu pratico usando o meu poder de escolha para “virar a página” e “mudar de assunto”. Deus me ajuda a fazer isso, quando eu coloco a minha vontade em Suas mãos. A injunção bíblica de “Sujeitai-vos pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7), tornou-se muito significativa para mim. Quando tentado, repito as palavras de Filipenses 4:8: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Outro princípio que eu aprendi a colocar em prática é aceitar com gratidão o dom de uma companheira que me foi dispensada por Deus. No Jardim do Éden, Deus criou uma mulher, não um homem, como uma companheira para Adão. Em Sua infinita sabedoria e amor Deus deu ao homem o dom de uma mulher para estar ao lado dele. Não havia alternativa melhor. Deus não cometeu nenhum erro. Ele sabia o que estava fazendo quando Ele criou uma parceira para o homem. Deus fez um grande esforço para proporcionar ao homem o dom maravilhoso de uma mulher. Alguns dos homens têm torcido o nariz a este dom, “deixando o uso natural da mulher, se inflamando em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro” (Rm 1:27). Eu era um deles. Será que Deus deixou de me amar? Não! Claro que não! Ele continuou a me amar embora eu tenha escolhido usar a minha sexualidade para amar um homem, em vez de uma mulher. É com grande desapontamento que o Criador vê os homens perverterem o destino de sua sexualidade. Não é pecado uma pessoa viver sem o dom de um parceiro conjugal. Por diversos motivos muitas pessoas acabam vivendo suas vidas sem os prazeres do casamento. Porém é errado para as pessoas entregarem-se a um comportamento sexual fora do casamento. E é errado para nós, homens, pervertermos o dom da nossa sexualidade, que foi projetado para uma função procriadora e relacional. É igualmente errado para uma mulher cobiçar e desejar outra mulher a quem Deus criou para o homem. Levou tempo para eu aprender a ser grato a Deus pelo que Ele tem provido para o meu melhor interesse.

O segredo para vencer o pecado da homossexualidade, ou de qualquer outro pecado que nos assedia, encontra-se em ajudar alguém a superar o pecado. Essa premissa é baseada no princípio bíblico de felicidade: A verdadeira felicidade vem em ajudar alguém a ser feliz: Jesus em primeiro lugar, os outros em segundo, você por último. José, longe de casa na terra de seu cativeiro, nunca se esqueceu deste princípio. “Como posso eu cometer este grande mal e pecar contra Deus?” (Gn 39:9), ele gritou quando ele fugiu da tentação da esposa de Potifar. Sua preocupação não era “o medo do castigo”, nem era “a esperança de recompensa.” Não, sua fidelidade na obediência resultou em desgraça e confinamento em um calabouço. A preocupação de José era uma total obediência a vontade e a honra do seu Deus, independentemente das consequências. Ele também amou e honrou seu mestre Potifar, pondo os interesses do seu senhor acima dos seus. Todo o exército celestial está centrado sobre a felicidade e bem-estar dos outros, incluindo eu e você. Exceto o homem pecador, todos os seres não caídos vivem para o benefício do resto da criação. Este princípio tem sido de grande valia no processo de recondicionar a mim mesmo do meu antigo estilo de vida homossexual. Ajudou-me a abandonar a velha prática da auto-satisfação, buscando o cumprimento dentro do domínio sagrado do casamento. Ao praticar estes e outros princípios bíblicos, tornei-me totalmente à vontade na minha nova vida como heterossexual. O pensamento de voltar a minha antiga vida tornou-se estranho e repugnante para mim. Submeter-me ao recondicionamento e terapia divina tem realmente resultado em uma nova criação. E Eu me regozijo nas palavras de Paulo sobre a minha nova vida em Cristo: “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17 ). Por que os cristãos devem duvidar de que essa promessa possa ser verdade para o homossexual, bem como para qualquer outra pessoa? Minha nova e vitoriosa vida heterossexual é um testemunho do poder de Deus para salvar as pessoas da profundidade de seus pecados. E eu O louvo todos os dias por demonstrar o poder da Sua graça em perdoar, limpar e renovar a minha vida. Pela limpeza e renovação de minha vida, o Salvador encomendou-me com as mesmas palavras que Ele falou ao endemoninhado limpo em Marcos 5:19, “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti”. Assim, eu gosto de contar a história através da palavra falada e de minha autobiografia publicada, de como o Senhor me resgatou das profundezas da degradação, para uma nova vida de serviço para Ele. Essa história de minha peregrinação da escravidão para a liberdade, é projetada para incentivar não só os homossexuais em busca de libertação divina, mas também alguém lutando com o assedio de pecados de qualquer natureza. Neste testemunho eu compartilho os princípios bíblicos que me ajudaram a ganhar a vitória sobre a homossexualidade e agora a me sustentar na heterossexualidade.

Para encerrar eu gostaria de testemunhar que minha vida não foi alterada por meio do raciocínio humano, lógica, filosofia e aconselhamento, mas através da Palavra de Deus e da graça salvadora de Jesus Cristo. Por Sua graça, este pródigo filho homossexual foi libertado de seu pecado e redirecionado para uma vida produtiva e frutífera, para um novo tipo de serviço como um adventista do sétimo dia e ministro do evangelho. Estou alegremente casado e com filhos. Eu louvo ao Senhor por Sua compaixão, piedade e maravilhoso poder me salvando da minha vida de pecados! Para aqueles que acreditam que os homossexuais nunca mudam, eu posso dizer: “Sim, eles podem mudar! O poder transformador e a graça de Deus podem torná-los inteiros. Isto é o que Ele fez por mim!"

Que todos os pecadores, quer heterossexuais, quer homossexuais, enxerguem nesse relato a força de um Criador que tudo pode! Não se esconda. Não se desculpe. Converse com Jesus e entregue seu pecado a Ele. Ele e somente Ele tem a solução! O poder e a recriação são de Deus, mas a escolha e o esforço são a nossa parte. 

Texto extraído da newsletter Endtime Issues No. 57, do já falecido Samuele Bacchiocchi, Ph. D. Professor aposentado de Teologia da Universidade Andrews, publicado em seu site Biblical Perspectives. Tradução do parceiro “Blog Sétimo Dia”. Revisão sintática e ortográfica por Hendrickson Rogers.

Caim e os "Gostos" de Deus

  É importante percebermos que nosso Criador tem vontade própria, não é nenhuma força ou energia vital, tanto que fomos feitos a imagem e semelhança dEle e temos nossas próprias vontades! Desde o início da criação Ele revelou Sua vontade por meio do que criou, para o primeiro casal quanto ao fruto proibido, para Caim quanto às oferendas. Deus é livre e usou Sua liberdade para educar Seus filhos com os Seus gostosCaim sabia do gosto de Deus (Gn 4:6 e 7), mas, por ser livre e usar mal sua liberdade, escolheu desobedecer à vontade do Criador. A Bíblia não diz que Deus tinha preferência por Abel ou predestinou Caim para a ruína. As escolhas de ambos que determinaram seus destinos – o agrado de JAVÉ (v. 4) foi o destino de Abel, ainda que ele tenha sido assassinado por despertar a inveja de seu irmão (será ressuscitado e viverá eternamente, veja Hebreus 11:4); e viver longe da presença de Deus (Gn 4:16) foi o destino escolhido por Caim! A moral da história é que todos temos oportunidades para resolver nossa vida (espiritualmente falando). Mesmo nos contextos familiares mais complexos e danosos, Deus oportuniza salvação para o homem; ainda que escolhamos errado e soframos as respectivas consequências, Deus se aproxima com uma nova chance no meio da dor! Portanto, culpar a Deus por nosso sofrimento ou por dá mais oportunidades a uns e menos a outros, talvez seja evidência de se estar usando mal a liberdade, pois todo o que vai a Jesus é bem recebido, nunca é lançado “fora” (Jo 6:37).  Hendrickson Rogers

“Deus fez o homem do pó da Terra mesmo ou isto é uma parábola?”

         Leia as passagens bíblicas seguintes sobre a criação do ser humano e compare as expressões literais em negrito com as figuradas em itálico. “Então, formou JAVÉ Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7). “E a costela que JAVÉ Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe” (Gn 2:22). “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3:19). “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl 139:13-16). “Disse mais Abraão: Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza” (Gn 18:27). “Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão” (Ec 3:20). “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12:7). Veja que o reino vegetal brotou do pó e também os animais! “Do solo fez JAVÉ Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2:9). “Havendo, pois, JAVÉ Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles” (Gn 2:19). Contudo, a Bíblia e Ciência legítima nos dizem que do chão não sai vida espontaneamente. O segredo do surgimento da vida está no poder do Criador! O salmista inspirado resume bem esse assunto: “Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir” (Sl 33:9). É mais fácil crer nesses relatos tão vívidos e cheios de Ciência do que na magia da filosofia evolucionista! Mas, como sempre, o Criador, educadamente, permite-nos escolher como usaremos o cérebro que Ele construiu e nos presenteou. (Hendrickson Rogers)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

“Será que Deus realmente ouve o pecador e se interessa por nossas orações?”

  A Bíblia deixa claro que SIM! “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:6). “Disse ainda JAVÉ: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento” (Êx 3:7). “JAVÉ ouviu a minha súplica; JAVÉ acolhe a minha oração” (Sl 6:9). Mesmo quando nós não nos interessamos e até não acreditamos, Ele ouve, Ele se interessa. Saulo descobriu isso de um modo inesquecivelmente poderoso! Mesmo sem acreditar em Jesus, o Senhor lhe viu, lhe ouviu, apareceu a Ele e até lhe falou (At 9:3-6)! E olha que o Senhor Jesus estava a milênios-luz de distância, pois Ele já havia retornado para o Céu (At 1:9), mas Ele é Deus, de modo que não existe distância que impeça o Senhor de ouvir e falar com os pecadores da Terra: “de longe penetras os meus pensamentos” (Sl 139:2)! (Inclusive é uma das funções de Jesus dar atenção aos pecadores, leia Hb 4:14-16 e 7:25). Em verdade o Pai é muito mais interessado em ouvir os filhos do que o contrário... “JAVÉ Deus diz: Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã. Se forem humildes e me obedecerem, vocês comerão das coisas boas que a terra produz” (Is 1:18,19 NTLH). “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz JAVÉ; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei” (Jr 29:11,12). Imagine então como Ele fica quando O buscamos em oração, não só para pedir-Lhe coisas, mas para agradecê-Lo pela Pessoa maravilhosa que Ele é para com Seus filhos teimosos, e isso não às vezes, mas todos os dias, pela manhã, ao meio-dia e à noite, com compromisso! Deus faz festa no Céu (Lc 15:7, 23 e 24)! Hendrickson Rogers

quarta-feira, 15 de junho de 2011

“Por que lhes falas por parábolas?”

Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso, lhes falo por parábolas; porque vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem”. Mateus 13:10-13.

Como conciliar essas afirmações do Senhor Jesus com outras como: “Eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo”(João 12:47); “para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade”(João 18:37)? (...)

Jesus revela aos discípulos que não seria “concedido” aos que estavam “fora” (veja Mt 13:11 e Marcos 4:11) o conhecer “os mistérios do reino dos céus”. Ele se explica afirmando que “ao que tem se lhe dará mais, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado”. Em Lucas 8:16 e 18 Jesus se detalha dizendo: “Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz. Vede, pois, como ouvis; porque ao que tiver, se lhe dará; e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado”!

Vemos, assim, o Senhor mostrando aos discípulos que o povo judeu não receberia maiores informações do que as que Ele lhes passava através de Suas palavras; mas não que Jesus estivesse esquecido de Sua missão ou possuísse uma falta de vontade momentânea! Os filhos da promessa, descendentes de Abraão, estavam “cobrindo” a luz do Céu “com vasos”; eles colocavam a providência divina “debaixo duma cama”!! De modo que, os judeus que eram fiéis refletores da luz divina, a exemplo dos discípulos que estavam com Cristo, receberiam “em abundância” da Palavra de Deus. Os que colocaram a candeia “num velador” continuariam a ser mais e mais iluminados!! Em contrapartida, aqueles que não corresponderam à luz recebida, até o que “julgavam” possuir lhes seria tirado...

O preciso Mestre ainda esclareceu: “porque vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem”, v. 13. É chocante percebermos o diagnóstico dado pelo Médico dos médicos, àqueles que, desde um passado remoto, vinham sendo tratados e até curados... Em toda jornada dos hebreus (de Abraão até os reinos de Israel e Judá, a restauração do reino do sul, etc.) Deus os orientou com Seus ensinamentos poderosos e lhes pediu que “atassem” as instruções na “mão, para que estejam por frontal entre os olhos”! (Deuteronômio 11:18).

Mesmo envidando tantos esforços por Seus escolhidos, o Senhor vivia a suspirar... “Quem dera que eles tivessem tal coração, que Me temessem e guardassem em todo o tempo todos os Meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre!”, Dt 5:29. A teimosia, a negligência de Seus escolhidos se tornou irremediável. O propósito de Deus em escolhê-los não mais podia ser alcançado. Jesus disse a Moisés no início de tudo: “vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa”, Êxodo 19:6. Porém, agora, Ele profere as mais terríveis palavras que se pode dizer contra pecadores impenitentes: “o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”. (Mt 21:43).

É inacreditável que pessoas tão amadas pelo Senhor, tão claramente convocadas e escolhidas, caminhem voluntariamente por uma vereda sem retorno! Como esse povo pode ser chamado por seu próprio Mestre de cego? Como... “vendo, não vêem”?

As advertências divinas foram infinitas! “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!”, Isaías 5:20 e 21. “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”, clamava o Senhor! Mas esta “falta de conhecimento” é um tanto estranha, não acha? Um Deus poderoso na palavra não permitiria a menor ignorância espiritual em Seu povo! Veja que o Senhor mesmo esclarece: “Porque tu, sacerdote, REJEITASTE o conhecimento”!! (Oséias 4:6; ênfase nossa) “Visto que este povo se aproxima de Mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de Mim, e o seu temor para Comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu”, Isaías 29:13.

Jesus informa que eles tendo recebido luz (conhecimento), rejeitaram-na pela falta de prática a ponto de “não vêem” a escuridão que os cercava e pior: “não vêem” a “Luz da vida” que sobre eles incidia! João 8:12.

A cegueira pela ignorância é curável por Deus. (Veja Atos 17:30). Contudo, a cegueira pela rejeição ou desobediência é incurável! Em Sua misericórdia e justiça, o Senhor fornece Sua luz a todos os homens. Para uns ela restaura a visão e os leva a Salvação! Para outros, essa luz explicita a cegueira e os revela a perdição (mesmo eles não enxergando seu triste fim!). Cristo deixou isto ainda mais saliente na seguinte conversa: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos. Alguns dentre os fariseus que estavam perto perguntaram-Lhe: Acaso também nós somos cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado”. (Jo 9:39-41). “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando”, Tiago 4:17.

“De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com vossos ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os vossos olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por Mim curados”!!! (Mt 13:14 e 15)

Ainda dentro de Sua resposta aos discípulos, Jesus menciona o cumprimento de uma profecia a qual Ele mesmo profetizou em Sua conversa com Isaías, centenas de anos antes! Podemos lê-la em Isaías 6:9 e 10: “Então, disse Ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, seja salvo”.

É quase tangível a diferença entre o que o Senhor disse a Isaías e o que Ele acabara de falar aos discípulos!

Chamo a sua atenção, caro leitor, ao fato de que a Bíblia interpreta-se! Quero dizer: A Bíblia traduz e explica a si mesma! Trazida a existência pelo próprio Deus, ela foi dotada com esse dom notável e não sente a necessidade de um interprete que não seja ela ou aqueles que a escreveram (se estivessem vivos) ou seu Autor por excelência!

Se Jesus afirma que aquelas palavras eram as mesmas dadas a Isaías, eu acredito e procuro fazer você acreditar também!

Observe: o Senhor ordenou a Isaías, aparentemente, a “tornar insensível o coração” do povo. Situação idêntica ocorreu nos tempos de Moisés: “Eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo”! (Êx 4:21) Então, quer dizer que Deus chegou pra Moisés, lhe disse para ir ao Egito e pedir a Faraó para que deixe o povo ir, mas Ele mesmo atrapalharia, endurecendo o coração de Faraó? E com Isaías Ele ordena ao profeta endurecer o coração do povo?

Em Perguntas&Respostas – Volume I, p.15, já vimos como a língua hebraica e seus usuários limitados costumam responsabilizar a Deus por coisas que Ele apenas permitiu acontecessem, mas não as realizou com Suas mãos! E é exatamente isto que está acontecendo nesses textos mencionados. Como demonstrar isto? Vejamos: “Todavia, o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como JAVÉ tinha dito”!(Êx 7:13) O escritor bíblico se refere a Deus como Aquele que profetizou a teimosia de Faraó e não como o responsável por ela! “Por que, pois, endureceríeis o coração, como os egípcios e Faraó endureceram o coração?”, é o que a mesma Bíblia profere, responsabilizando o próprio Faraó por sua decisão obstinada, e não Àquele que respeitou o seu livre arbítrio! (I Samuel 6:6) Em realidade, mesmo o monarca reconheceu isso: “Então, Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão e lhes disse: Esta vez pequei; JAVÉ é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios”, Êxodo 9:27.

Se Deus não usa Sua infinita e muitas vezes insondável capacidade para agir com desonestidade, mesmo com a possibilidade de ninguém em todo o Universo perceber, como Ele poderia ordenar que Isaías endurecesse o entendimento de um povo inteiro?! O que o Senhor disse a Seu profeta foi precisamente o que Sua visão penetrante enxergava com relação ao estado dos escolhidos israelitas, ao receberem as mensagens de Isaías! Deus já preparava a Seu servo para a decepcionante função de profeta que ele acabara de aceitar! (Veja Is 6:1-8) Contudo, Ele garantiu a Seu filho que alguns, embora poucos (Is 6:13), estariam com os olhos, os ouvidos e o entendimento abertos à mensagem!

Jesus explicou aos discípulos que os judeus cumpriam completamente a profecia com a qual Ele preparou Isaías! Em nenhum momento Ele se indispôs para ajudar Seu povo. O povo se encontrava num estado sem esperança e solução, assim como aqueles obstinados pecadores não salvos estarão após o fechamento da “porta da graça”... É para eles a profecia : “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo”, Apocalipse 22:11. Não que Deus tenha se cansado ou perdido a paciência, entende? É que nem mesmo Ele, nesse caso, pode fazer alguma coisa para salvar o pecador sem transgredir a lei da liberdade de escolha!

Em descobertas recentes, alguns pesquisadores do mundo animal têm observado a cegueira em espécies que vivem em ambientes totalmente vazios de luz. Esses cientistas chegam à conclusão de que, pra quê olhos se não existe luz? Realmente não faz diferença nenhuma a presença ou a ausência de visão, quando se habita na escuridão completa!

A nação escolhida por Deus para receber Sua luz e disseminá-la, quase em sua totalidade rejeitou deliberadamente durante centenas e até milhares de anos, a providência divina. O resultado de viver num ambiente de trevas espirituais é a cegueira espiritual, diz o apóstolo João: “Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos” (I Jo 2:11). Junte a isso o fato de que a “todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração”!(Mt 13:19) Satanás se acha no direito de retirar, literalmente, a luz dos que voluntariamente habitam na escuridão! (Veja Mc 4:15) Ele é o deus deles, aquele que cega “o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho”!! (II Coríntios 4:4)

Ao lermos palavras como: “para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles”, Marcos 4:12, devemos estar certos de que não é Deus quem está impedindo alguém de ser salvo; Ele está informando a má decisão desse alguém, em ouvir “de mau grado” a voz do Salvador e fechar “os olhos” para não ver seu terrível erro. E essa decisão O impede de “convertê-los e curá-los”!

Agora, quanto ao ato de “quando Jesus ficou só” (Marcos 4:10) é que Ele explicou a parábola, devemos notar que foi a iniciativa dos discípulos que levou o Mestre a explaná-la! Foi Jesus mesmo que afirmou: “todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á”! (Lc 11:10) Por que um outro judeu ouvinte, dentro da multidão “à beira-mar” (veja Mc 4:1), não buscou a Jesus e Lhe pediu esclarecimentos sobre a parábola em questão? Lembre-se... “pra quê olhos se não existe luz?” A cegueira por preferência impedia a multidão de aceitarem as advertências do Mestre divino! Não que as parábolas do Senhor fossem propositalmente construídas com a intenção de impedir a assimilação. “Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?”, indagou o consciente Mestre, como um professor que diz: “Atenção turma! Se vocês se distraem a ponto de não entenderem esta clara ilustração, como entenderão o resto do conteúdo?” Mesmo assim, o condescendente Senhor se detalha àqueles que se interessam! “Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância”. Quem tem a luz e não a rejeita, antes com sincero esforço procura segui-la, mesmo que defeituosamente, sem dúvida recebe mais luz; entretanto, os que possuem a luz e a rejeitam, perdem a capacidade de ver e até o que possuem, deles é retirado...

Portanto, as parábolas não eram um método antijudeu, nem as explicações uma exclusividade apostólica. A Luz “ilumina a todo homem”! O problema sempre foi e ainda é: “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam”, João 1:9-11. (Perguntas&Respostas, volume II, 20-23)


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