terça-feira, 26 de julho de 2011

Apocalipse 18 - uma introdução

Como os demais capítulos do grande Apocalipse, este capítulo apresenta a “Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as cousas que em breve devem acontecer”. Aproveito a introdução desta pesquisa para estimular a você, amigo estudante, a separar um tempo para a leitura seguida de uma escavação do livro da Revelação! É contraditório amar a Jesus e não amar Suas revelações, não acha? Talvez o conteúdo do último livro da Bíblia pareça definitivamente obscuro. Mas, a Matemática da 7ª série [8° ano] também não foi meio complicada? Ou, pra você que possuía e provavelmente ainda possui uma mente inclinada a cálculos, a Literatura e a Geografia geralmente não tinham muito significado, quando foram estudadas em sua época colegial! Sua mente hoje, sem dúvida, tolera as áreas de conhecimentos que lhe são necessárias para seu bom desempenho profissional, ainda que esses mesmos assuntos tenham lhe causado sérios desagrados anos atrás... Se é possível essa adaptação mental de modo que consigamos viver razoavelmente bem sucedidos, quão infinitamente possível é gostarmos das revelações de Jesus e as compreendermos - por amor a Ele e para nosso inestimável sucesso! Apesar de Ele ter entregado a Revelação de Deus a anjos e homens, para que estes transmitissem a Seus outros filhos, é o próprio Deus quem nos faz receber e assimilar sua Revelação, “pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos”! (Veja Atos 17:22-28)

Verso 1

Depois destas cousas

Devemos entender aqui que João recebeu o conteúdo desse capítulo logo após a recepção do conteúdo de Apocalipse 17. João NÃO está dizendo: “Assim que se cumprir o capítulo 17, será cumprido o capítulo 18”. Como prova disso, volte ao capítulo 7 e confira: “Depois disto, vi...”, diz João no verso primeiro, relatando a partir daí o selamento do povo de Deus mesmo tendo acabado de relatar a volta de Jesus nos últimos versos de Apocalipse 16! (Veja ainda a página 26). Parece irrelevante essa análise inicial, mas ela traz à cena uma marcante característica do Apocalipse: a ordem de seus capítulos (e mesmo a dos versos) não define a ordem dos acontecimentos revelados neles!


Vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz (verso 2)

A linguagem figurada da visão de João nos revela os mensageiros de Jesus, guiados pela providência divina, que possuíam enorme autoridade em sua maneira de levar avante sua missão – proclamar o último chamado de Deus a Seus filhos que se encontram em Babilônia! E todos os continentes, sem a exceção de um único Estado ou pequeno povoado do mundo, foram iluminados pela manifestação do caráter de Deus na vida desses mensageiros, como nunca antes! “O anjo que se une na proclamação da mensagem do terceiro anjo, deve iluminar a Terra toda com a sua glória. Prediz-se com isto uma obra de extensão mundial e de extraordinário poder. O movimento adventista de 1840 a 1844 foi uma manifestação gloriosa do poder de Deus; a mensagem do primeiro anjo foi levada a todos os postos missionários do mundo, e nalguns países houve o maior interesse religioso que se tem testemunhado em qualquer nação desde a Reforma do século XVI; mas isto deve ser superado pelo poderoso movimento sob a última advertência do terceiro anjo. “Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a ‘chuva temporã’ foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a ‘chuva serôdia’ será dada em seu final para o amadurecimento da seara. “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. “A mensagem há de ser levada não tanto por argumentos como pela convicção profunda do Espírito de Deus”. (O Grande Conflito, pp.611 e 612) Imagine como a tecnologia poderá e deverá ser usada por esses mensageiros, para abarcar todo o Planeta! Penso que, apesar de o astuto inimigo de Deus desejar globalizar o mundo com o propósito de espalhar suas mentiras e contrafações da Verdade mais rapidamente, ao mesmo tempo em que tenta colocar os portadores dessa Verdade dentro de uma circunferência global bem fechada para persegui-los melhor, o Senhor da sabedoria usará o veneno da serpente contra ela mesma – a “Aldeia Global” terá suas trevas espancadas mais rapidamente através do manuseio da tecnologia “do mal” pelo Exército de Cristo! “O conhecimento existente no mundo pode ser adquirido, pois todos os homens são propriedade de Deus e são usados por Ele para cumprir Sua vontade em determinados aspectos, mesmo que rejeitem o homem Cristo Jesus como seu Salvador. A maneira pela qual Deus usa os homens nem sempre é discernida, mas Ele o faz. Deus dotou os homens de talentos e capacidade inventiva, a fim de que seja efetuada a Sua grande obra em nosso mundo. As invenções da mente humana parecem proceder da humanidade, mas Deus está atrás de tudo isso. Ele fez com que fossem inventados os rápidos meios de comunicação para o grande dia de Sua preparação”. (Fundamentos da Educação, p.409)

Verso 2

A grande Babilônia

Babilônia (Bab-ilu) = Porta dos deuses, significado original! Babilônia (Balal) = Confusão, significado pejorativo criado pelos hebreus. De posse desses significados e observando que no Apocalipse o símbolo ‘mulher’ se refere tanto a Igreja fiel de Deus como a Igreja de Satanás – os religiosos infiéis decididos (veja os capítulos 12 e 17), analise o seguinte comentário: “A prostituta Babilônia considera-se como uma ‘porta de Deus’, como a porta de Deus. Estra ecclesiam non salus est, foi durante séculos a sua doutrina oficial em latim. ‘Fora da igreja [romana] não há salvação’. Evidentemente, no entanto, aos olhos de Deus ela era um lugar de confusão. Seus ensinamentos, uma corruptora mistura de verdade e erro, criaram uma confusão monumental. “Ela ensinou que o dia do juízo ocorrerá por ocasião do segundo advento – mas também ensinou que os pecadores são condenados ao inferno imediatamente depois que morrem. Ela ensinou que Deus é amor – mas também que Ele faz os pecadores queimarem em seu tormento literalmente para sempre e sempre. Ela ensinou que a Bíblia é a Palavra de Deus – mas quando os concílios eclesiásticos divergem da Bíblia, eles são mais claros e possuem maior autoridade que esta. Ela ensinou que todos os dez mandamentos são laços morais indissolúveis – mas em seus catecismos ela removeu do segundo mandamento a proibição de culto às imagens e modificou o mandamento do sábado, de modo a colocar o domingo como dia santificado em lugar do sábado de Deus. “Na tiara que traz à testa [veja Apocalipse 17:5], a prostituta identificou-se como ‘Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes’. Durante muito tempo tem a Igreja Católica se rotulado como a ‘Igreja-mãe’. Em determinado sentido, ela tem estado correta ao assim proceder, pois ela deu origem a muitas igrejas-filhas. Triste é dizê-lo: quando observadas pelo seu pior aspecto, as filhas também demonstram uma forte tendência para se tornarem ‘prostitutas’. (Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, pp.476 e 477)

Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo

O segundo anjo do capítulo 14 tem uma mensagem muitíssimo semelhante a esta. As diferenças essenciais são (1) o tempo do cumprimento das mensagens idênticas e (2) o próprio conteúdo delas! (1) “O primeiro anjo é seguido por um segundo, que proclama: ‘Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.’ Ap 14:8. Esta mensagem foi entendida pelos adventistas como o anúncio da queda moral das igrejas em conseqüência de sua rejeição da primeira mensagem. A proclamação "Caiu Babilônia" (Ap 14:8), foi dada no verão de 1844, e como resultado, cerca de cinqüenta mil abandonaram estas igrejas. “Por algum tempo muitas igrejas receberam bem o seu trabalho, mas decidindo-se contra a verdade do advento, desejaram suprimir todo o exame desse assunto. Aqueles que haviam aceitado a mensagem foram colocados numa posição de grande provação e perplexidade. Amavam suas igrejas, e relutavam separar-se delas, mas, sendo ridicularizados e oprimidos, e negado o privilégio de falarem de sua esperança, ou de assistirem às pregações sobre a vinda do Senhor, muitos afinal se levantaram e lançaram de si o jugo que lhes fora imposto. “Os adventistas, vendo que as igrejas rejeitavam o testemunho da Palavra de Deus, não mais podiam considerá-las como constituindo a igreja de Cristo, ‘coluna e firmeza da verdade’ (I Tm 3:15); e quando a mensagem ‘Caiu Babilônia’ (Ap 14:8), começou a ser anunciada, eles se sentiram justificados da separação de sua antiga associação”. (História da Redenção, pp.364-366) (2) No tempo da segunda mensagem de Apocalipse 14, Babilônia ainda não havia se tornado “morada de demônios”, pelo menos não completamente! “Desde a rejeição da primeira mensagem, uma triste mudança ocorreu nas igrejas. Quando a verdade é desprezada, o erro é recebido e acariciado. O amor a Deus e a fé em Sua Palavra esfriaram. As igrejas ofenderam o Espírito do Senhor, e este tem sido em grande medida retirado delas”.  (História da Redenção, p.366; ênfase nossa)

Esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável

Percebendo que muitas das profecias apocalípticas foram escritas por João numa linguagem idêntica à que foram escritas as profecias do Antigo Testamento (leia, por exemplo, Isaías 21:9 e Jeremias 51:8), penso que a expressão acima enfatiza o estado irremediável e, portanto permanente, que se encontrarão as organizações religiosas que misturam a Verdade com a mentira – Igreja Católica, Protestantes apóstatas e os espíritas. Veja: “Por isso as feras do deserto com os chacais habitarão em Babilônia; também os avestruzes habitarão nela, e nunca mais será povoada, nem habitada de geração em geração, como quando Deus destruiu a Sodoma e a Gomorra, e às suas cidades vizinhas, diz o SENHOR; assim, ninguém habitará ali, nem morará nela homem algum”, é o que vemos na profecia contra Babilônia, anunciada pelo profeta Jeremias!(Jr 50:39,40) Note os animais citados: chacais e avestruzes, afora as feras do deserto. Tanto os chacais quanto os avestruzes são animais imundos, segundo o mandamento de Deus em Levítico 11! A presença deles em Babilônia, segundo Jeremias, representava o fim daquele império, irremediavelmente. João escreveu que, não somente os avestruzes, mas “todo gênero de ave imunda” habitaria a Babilônia religiosa – o que, para mim, significa um fim proporcionalmente mais irremediável que o término do império babilônico: a presença de alguns avestruzes = o fim, não há mais solução! A presença de todo gênero de ave imunda = o fim elevado ao fim!!

Verso 3

Todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição

“Os habitantes da Terra serão enganados (veja 17:8) para que cooperem com a política da Grande Prostituta (veja ainda 13:8). Este engano se realizará pelos dirigentes religiosos. “Este vinho é a política enganosa de Satanás para submeter todo o mundo ao seu domínio - as mentiras de seus ensinos promovem sua política”! (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia em espanhol, p.863) Juntos das contrafações satânicas, como técnicas sensacionais para seduzir as nações, estão os seus “grandes sinais” (Ap 13:13) e a sua “feitiçaria” (Ap 18:23). “A aliança entre o cristianismo apóstata e os poderes políticos da Terra, é o meio pelo qual Satanás se propõe unir o mundo sob seu governo”. (CBASD em espanhol, p.863) Com sua fúria contra o Deus do amor e da verdade, a potestade do mal enreda “furtiva mas rapidamente” (A Batalha Final, p.145) os que deveriam ser chamados filhos de Deus e aqueles que teimosamente adiam seu compromisso com o Senhor!

Com ela se prostituíram os reis da terra

Esta expressão equivale à prostituição ocorrida no Antigo Testamento. Veja como exemplos: “Estas coisas se te farão, porque te prostituíste com os gentios e te contaminaste com os seus ídolos”! (Ezequiel 23:30). “O Meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus”! (Oséias 4:12). “Usada em sentido figurado, como aqui, se refere a uma aliança ilícita dos [falsos] cristãos com outro senhor que não é Cristo. Neste caso uma união político-religiosa entre uma igreja [apóstata] e as nações da terra. ... Poderes políticos disporão sua autoridade e seus recursos à Grande Meretriz, e através disso ela tentará cumprir seu propósito de matar todo o povo de Deus [17:6 e 14] e governar os “que habitam sobre a Terra” (veja 17:8). Os ‘reis da Terra’ serão seus cúmplices nesse crime”. (CBADS em espanhol p. 863, com modificações).

Fonte: Perguntas & Respostas, v. 2, pp. 27-31.

Transformou-se o grande rei Salomão num homossexual?

“Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim, fez Salomão o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Camos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses”. (I Reis 11:3-8)

Vamos investigar o modo pelo qual Salomão seguiu a “outros deuses”:

“Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas”.

Astarote era pra muitos dos povos orientais antigos a deusa do amor e da fertilidade. Os cultos a essa deidade sidônia eram marcados por expressões de sensualidade e impureza. Em descobertas arqueológicas “suas imagens a mostram nua com os traços sexuais grandemente destacados. Em seu culto se praticava a prostituição como ritual religioso, culto bem antigo na Transjordânia nos tempos de Abraão”. (Dicionário Bíblico Adventista em espanhol, p.112).

A partir daqui fica claro que as perversões de Salomão englobaram a imoralidade sexual, desde quando obteve mais de uma mulher se tornou um transgressor das leis de Deus quanto ao matrimônio e o adultério!

Milcom – “deus dos amonitas. Nada se sabe sobre ele nas fontes extra-bíblicas, apesar de seu ‘nome’ aparecer em selos amonitas e numa inscrição em pedra do século IV a.C. Também um certo deus ‘Mlkm’ é mencionado nos textos de Ugarit. Esse termo significa ‘rei’, e pode ter sido um título ao invés de um nome (como ocorre com Baal, um título que significa ‘senhor’, ‘amo’, aplicado a muitos deuses locais dos cananeus). Alguns sugerem que em I Reis 11:7 se deve ler ‘Milcom’ em vez de Moloque”. (Dicionário Bíblico Adventista em espanhol, p.787).

“Edificou Salomão um santuário a Camos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom”.

Camos – “principal deus adorado pelos moabitas, os quais receberam o nome de ‘povo de Camos’ (veja Nm 21:29). ... Esse povo atribuiu todas as suas vitórias a ajuda de Camos e todas as derrotas à ira dele. Ocasionalmente se lhe ofereciam sacrifícios humanos (veja II Reis 3:27). Desde os dias de Salomão até os dias de Josias, Camos foi adorado em Judá (II Reis 23:13). A menção dessa deidade na mensagem de Jefté em Juízes 11:24 pode implicar que os amonitas também o adoravam”. (Idem, pp.964 e 965).

 Moloque – “nome de um deus a quem se ofereciam sacrifícios humanos; não identificado ainda. Originalmente o nome provavelmente foi Melek, ‘rei’, que era um título que os hebreus também aplicavam ao verdadeiro Deus. Se foi assim, pode ser que os judeus posteriores, considerando vergonhoso se referir com a mesma palavra que empregavam ao verdadeiro Deus, mudaram a pronúncia de Moloque (Môlek) ao tomar as vogais ‘o’ e ‘e’ da palavra hebraica bôsheth, vergonha.  

“Alguns eruditos negam a existência desse deus na antiguidade; no entanto, textos descobertos em vários lugares documentam sua existência. Um deus Malkûm, mencionado pela primeira vez em 4 textos de Drehem (no final do 3º milênio a.C.), aparece como Mulûk nos de Mari e como Malik em três escritos assírios que o identificam como Nergal, a divindade assírio-babilônica do mundo subterrâneo. Um texto recentemente descoberto de Ugarit fala claramente de um ‘sacrifício a Mlk, com o qual acabam as dúvidas quanto à divindade de Mlk. Na língua púnica, estreitamente aparentada com a hebraica, môlek aparece com o significado de ‘voto’, ‘promessa’. Conseqüentemente, alguns estudiosos explicam a expressão ‘passar pelo fogo a Moloque’ como sendo ‘passar pelo fogo como cumprimento de um voto a determinada deidade’! A palavra môlek pode ter possuído esse significado em Cartago, mas na Bíblia parece limitar-se a designar um deus pagão a quem se ofereciam sacrifícios, entre os quais também haviam os sacrifícios humanos.

“A lei proibia categoricamente a consagração dos filhos a Moloque (II Reis 23:10) e condenava a morte àqueles que a transgredissem (Lv 18:21; 20:1-5). Mas mesmo assim os israelitas freqüentemente seguiram a prática dos sacrifícios humanos. Veja Jr 7:31; 19:4,5; 32:35; Ez 16:21; 23:37,39. Acaz e Manassés queimaram seus filhos no alto de Tofete, no vale de Hinom, ao sul de Jerusalém (II Cr 28:1,3; 33:1,6); porém o piedoso rei Josias destruiu este lugar para que não se repetisse esse ato (II Reis 23:10). Uma declaração do profeta Amós (Am 5:26) citada por Estevão (At 7:43) parece indicar que os hebreus possuíram em algum momento um santuário portátil dedicado a Moloque. Contudo, alguns eruditos entendem que sikkûth, traduzido por ‘tabernáculo’ na versão atualizada (ARA), é um nome próprio: Sakkut. Como conseqüência colocam vogais diferentes no termo traduzido ‘vosso Moloque’, para que se leia ‘vosso rei’, de modo que a frase seja : ‘Sakkut vosso rei’”. (Dicionário Bíblico Adventista em espanhol, pp. 805,806).

Mesmo sendo um rei instituído por Deus, Salomão, mais do que muitos outros, seguiu um caminho perverso e imoral. Como pode permitir sacrifícios humanos em seu reino? (E talvez até sacrificar passiva ou ativamente filhos seus de suas mulheres pagãs!) E quanto aos rituais devassos em adoração às deidades de suas mulheres? O culto àqueles deuses “implicava ritos demasiadamente horríveis para serem mencionados. Tão monstruosos eram os crimes cometidos em honra a esses deuses, que o Senhor ordenou que os povos oriundos de Canaã – os quais eram devotos desses – fossem destruídos completamente (Veja Dt 7:2-5)”. (Comentário Bíblico Adventista em espanhol, p.799).

Até aqui não vemos nenhuma menção que prove a bissexualidade de Salomão, embora o que vimos deixe claro que a moral e os valores desse homem foram rebaixados a um nível tão desprezível, onde muitas suposições interessantes poderiam até ser levantadas, apesar de não comprovadas!  

“A conduta de Salomão trouxe sua inevitável penalidade. Sua separação de Deus pela comunhão com idólatras foi sua ruína. Renunciando sua aliança com Deus, perdeu o domínio de si mesmo. Sua eficiência moral desapareceu. Sua fina sensibilidade embotou-se, e cauterizou-se sua consciência. Aquele que no início de seu reinado havia demonstrado tanta sabedoria e simpatia em restituir um desamparado bebê a sua desafortunada mãe (I Reis 3:16-28), caiu tão baixo a ponto de consentir na construção de um ídolo ao qual se ofereciam em sacrifício crianças vivas. Aquele que na sua juventude fora dotado de discrição e entendimento, e que em sua forte varonilidade havia sido inspirado a escrever: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14:12), em seus últimos anos afastou-se tanto da pureza a ponto de favorecer ritos licenciosos e revoltantes relacionados com a adoração de Camos e Astarote. 

“Aquele que na dedicação do templo tinha dito a seu povo: “Seja o vosso coração perfeito para com o Senhor nosso Deus” (I Reis 8:61), tornara-se um transgressor, negando no coração e na vida suas próprias palavras. Ele tomou licença por liberdade. Procurou – mas a que preço – unir a luz com as trevas, o bem com o mal, a pureza com a impureza, Cristo com Belial. Depois de haver sido um dos maiores reis que já empunharam um cetro, Salomão tornou-se um libertino, instrumento e escravo de outros. Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado. Sua fé no Deus vivo foi suplantada por dúvidas ateístas. A incredulidade mareou sua felicidade, enfraqueceu-lhe os princípios e degradou-lhe a vida. A justiça e magnanimidade dos primórdios de seu reinado, transmudara-se em despotismo e tirania.

“Pobre, frágil natureza humana Pouco pode Deus fazer por homens que perdem o senso de dependência dEle. Durante esses anos de apostasia, o declínio espiritual de Israel progrediu firmemente. Como poderia ser diferente se seu rei havia unido seus interesses com instrumentalidades satânicas? Através dessas instrumentalidades o inimigo operou para confundir a mente dos israelitas com respeito ao verdadeiro e ao falso culto; e eles se tornaram presa fácil. O comércio com outras nações levou-os a íntimo contato com os que não tinham amor a Deus, e seu próprio amor por Ele foi grandemente diminuído. Seu agudo senso do elevado e santo caráter de Deus foi amortecido. Recusando seguir na trilha da obediência, transferiram sua vassalagem para o inimigo da justiça. Tornou-se comum a prática de intercâmbio matrimonial com idólatras, e os israelitas depressa perderam sua repulsa pela idolatria. A poligamia foi tolerada. Mães idólatras levaram seus filhos a observar ritos pagãos. Na vida de alguns o puro culto religioso instituído por Deus foi substituído pela idolatria do mais negro matiz.

“Salomão fora dotado com maravilhosa sabedoria; mas o mundo afastou-o de Deus. Os homens hoje não são mais fortes do que ele o era; são igualmente inclinados a ceder às influências que lhe provocaram a queda. Assim como Deus advertiu Salomão do perigo que o ameaçava, assim adverte Ele hoje a Seus filhos a que não ponham em perigo suas almas pela afinidade com o mundo. “Saí do meio deles”, pede Ele, “e apartai-vos, ...  não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”. II Cor. 6:17 e 18. No meio da prosperidade ronda o perigo. Através dos séculos, riquezas e honra sempre têm-se feito seguir do perigo para a humildade e espiritualidade.

“Não é o copo vazio que se torna difícil de ser transportado; é o copo cheio que precisa ser cuidadosamente equilibrado para ser conduzido. A aflição e adversidade podem causar tristeza, mas é a prosperidade que representa maior perigo para a vida espiritual. A menos que o ser humano esteja em constante submissão à vontade de Deus, a menos que seja santificado pela verdade, a prosperidade fará que ressurja a inclinação natural para a presunção. No vale da humilhação, onde os homens dependem de Deus para serem ensinados e guiados em cada passo, há relativa segurança. Mas os homens que se plantam, por assim dizer, num elevado pináculo, e que, por causa de sua posição, presumem possuir grande sabedoria – esses estão no mais grave perigo. A não ser que tais homens façam de Deus sua confiança, seguramente cairão. Sempre que a ambição e o orgulho são tolerados, a vida é maculada; pois o orgulho, não sentindo necessidade, cerra o coração para as bênçãos infinitas do Céu. Aquele que faz da glorificação de si mesmo seu alvo encontrar-se-á destituído da graça de Deus, por cuja eficiência as verdadeiras riquezas e a mais satisfatória alegria são conquistadas.

“Mas o que tudo entrega e tudo faz por Cristo conhecerá o cumprimento da promessa: “A bênção do Senhor é que enriquece, e não acrescenta dores.” Pv. 10:22. Com o gentil toque da graça o Salvador expulsa da alma a inquieta e não santificada ambição, mudando a animosidade em amor, a incredulidade em confiança. Quando Ele Se dirige à alma, dizendo: “Segue-Me” (Mt. 9:9), o mágico encantamento do mundo é quebrado. Ao som de Sua voz, o espírito de avareza e ambição foge do coração, e os homens se erguem, emancipados, para segui-Lo”. (Profetas e Reis, pp.57-60, ênfase nossa).
Com singular visão a escritora Ellen nos apresenta seu comentário preciso sobre a decadência de Salomão e ainda nos convida a termos uma relação de submissão integral para com o mesmo Deus de Salomão! Mas e quanto as frases sublinhadas, como saber se sua visão “precisa” não cometeu algum exagero?!

“Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado”, afirmou ela! Antes de expor nosso falso zelo pela verdade, atacando a escritora com afirmações fortes, e demonstrar, sim, nossos preconceitos contra aqueles que possuem uma visão diferente da nossa, devemos indagar – o que ela quis dizer com a palavra “efeminado”? O óbvio às vezes se apresenta como uma miragem para os precipitados e presunçosos; grave isso amigo leitor.

Analisemos o contexto no qual está inserido esse adjetivo:

“Depois de haver sido um dos maiores reis que já empunharam um cetro, Salomão tornou-se um libertino, instrumento e escravo de outros. Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado. Sua fé no Deus vivo foi suplantada por dúvidas ateístas. A incredulidade mareou sua felicidade, enfraqueceu-lhe os princípios e degradou-lhe a vida. A justiça e magnanimidade dos primórdios de seu reinado, transmudara-se em despotismo e tirania. Pobre, frágil natureza humana. Pouco pode Deus fazer por homens que perdem o senso de dependência dEle”.

Ellen procura explicitar o contraste entre a vida passada e a vida presente do monarca, enfatizando a força que há num relacionamento de submissão ao Senhor e a fraqueza que resulta no uso do livre arbítrio sem a presença de Deus! Em nenhum momento anterior ou posterior ela fala sobre algum desequilíbrio sexual específico de Salomão, a não ser quanto a sua união ilícita com mais de uma mulher!

Ou seja, chamo a sua atenção ao fato de efeminado ser um adjetivo ambivalente, assim como o termo viril, também usado por ela. Ellen NÃO está afirmando a masculinidade passada e a feminilidade presente de Salomão! Mas sim, confirmando o relato bíblico de que o sábio e esforçado (ou enérgico ou simplesmente viril) rei, por desobedecer à poderosa e irrevogável Lei de Deus, se tornara ‘debilitado e efeminado’ ou ainda debilitado e excessivamente fraco de caráter!

Que tal lermos um pouco mais o livro dos não-burros?

Efeminar: (1) Tornar-se efeminado; afeminar. (2) Fazer perder a energia; tornar fraco.

E ainda, que tal reconhecermos a veracidade da escritora Ellen G. White nesse seu comentário detalhado e fundamentado, como sempre, na boa palavra de nosso Deus?

Procuremos a sabedoria de Salomão e a submissão de Jesus! Caso contrário nossas tradições e nossos preconceitos nos levarão a um destino semelhante ao de Salomão (antes de se voltar a Deus), e também seremos efeminados!

Fonte: Perguntas & Respostas, v. 2, pp. 16-19. 

A evolução desonesta da Evolução

Para que a vida tivesse evoluído a partir de matéria inorgânica, os átomos e as moléculas teriam que se mover dum estado de organização inferior para um estado de organização superior e mais complexa, para além de se auto-organizarem de forma a gerarem estruturas precisas e complexas. Mas a Segunda Lei da Termodinâmica (SLT), generalizada para a informação, demonstra que, sem um agente inteligente a controlar e a influenciar o processo, as moléculas caminham sempre para um estado de menor organização informacional. Um artigo técnico recente demonstra de forma clara que a perspectiva naturalista para a origem da vida está em oposição à SLT. Isto talvez explique o porquê de, apesar do artigo ter sido inicialmente publicado, mais tarde tenha sido removido. Aparentemente a “ciência” avança mais depressa quando se censuram evidências que contradizem o naturalismo. A SLT é uma descrição da tendência (universal) dos sistemas naturais de perderem a sua organização e ordem através do tempo. A lei descreve como o calor se movimenta em direção a zonas mais frias de forma a que a temperatura se equilibre. Descreve também como as partículas naturalmente se afastam umas das outras – decrescendo sempre a organização estrutural quando largadas sem supervisão inteligente. Há pessoas que só tem empregos porque a SLT é um fato. Pessoas como restauradores de imóveis, mecânicos, médicos e empresas que reparam computadores só fazem sentido num mundo onde os sistemas naturalmente progridam para a degeneração informacional. E reparemos que, mesmo quando há supervisão inteligente, os sistemas físicos inexoravelmente perderão a sua funcionalidade original. Um exemplo dum desses sistemas informáticos que, apesar de todo o cuidado e atividades de restauro, caminha para a deterioração és tu. Num artigo intitulado “Um Segundo Olhar à Segunda Lei”, o professor Granville Sewell (Universidade de Texas) mostrou que a noção que defende a capacidade da natureza de gerar as complexas estruturas do ADN são tão improváveis como a natureza construir um computador. Qualquer um dos eventos violaria a SLT. Depois do artigo ter sido aceito para publicação no jornal Applied Mathematics Letters, um militante evolucionista escreveu uma carta aos editores, avisando-os que a “reputação” do jornal seria “manchada” se eles publicassem o artigo. Devido a isto, os editores retiraram-no. Sewell, que já publicou 39 artigos científicos e outros documentos técnicos, iniciou um processo legal visto que a política do jornal em questão é só remover artigos revistos e aprovados em “condições excepcionais” tais como plágio ou dados fraudulentos. Como o artigo de Sewell não contém erros ou problemas técnicos, os editores do jornal endereçaram-lhe um pedido de desculpas e concederam-lhe permissão para colocar versão pré-publicada do seu artigo na página web da universidade – embora o jornal Applied Mathematics Letters não tenha intenções de publicar o artigo. O medo do editor em publicar o artigo não é surpreendente, considerando a oposição virulenta (e quase sempre e ignorante e desonesta) dos ativistas darwinistas às teorias científicas que fragilizam a sua fé em Darwin. Como o artigo em si mostra que, uma vez que a SLT declara que a ordem presente na matéria e na energia tende sempre para decrescer, a teoria da evolução tal como é ensinada nas escolas e nas universidades é cientificamente impossível. Daí se infere que a vida não tem causas naturais. Alguns darwinistas tentam “resolver” o problema científico levantado pela SLT afirmando que, a ordem pode aumentar num lugar (por exemplo, na Terra) desde que haja uma compensação noutro lugar qualquer do universo. No entanto, a maioria dos militantes darwinistas apercebe-se que a melhor forma de “resolver” a questão é impedir que o público se aperceba dele – isto é, censurando a informação contrária. Sewell mostra no seu artigo – através de fórmulas matemáticas sucintas – que este tipo de alegação (isto é, que a ordem pode aumentar aqui na Terra desde que haja compensação em outras zonas) não tem mérito científico. O aumento de ordem num lugar teria que estar diretamente conectada com o decréscimo da mesma ordem noutro lugar, e os darwinistas não ofereceram qualquer tipo de evidência em favor de tal conexão. Ele escreve: “O fato da ordem estar a desaparecer no quarto ao lado não facilita o aparecimento de computadores no nosso quarto – a não ser que a ordem esteja a desaparecer no nosso quarto, e mesmo assim só se for o tipo de ordem que não torna o aparecimento de computadores extremamente improvável”. Dito de outra forma, as probabilidades dos átomos que compõem os computadores (e, segundo a mesma lógica, o ADN) se dispersarem naturalmente são esmagadoras. Mais improvável ainda é eles se organizarem de forma a gerarem sistemas funcionais ricos em informação codificada. A fórmula chave, que é a expressão da taxa de alteração entrópica, está nos livros standard que se dedicam à SLT, mas as implicações são raramente discutidas.

Conclusão: A forma de ter um computador numa sala não é através da transferência de matéria ou energia, mas sim alguém construir um computador e colocá-lo na dita sala. Semelhantemente, a única forma de se construir um sistema com informação em código como o ADN não é através do acréscimo de energia solar nos químicos terrestres, mas sim que Alguém construa o ADN e o coloque dentro das formas de vida do planeta. Esta última proposição está de acordo com o que Deus declara na Sua Palavra quando diz: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êx 20:11). Que a Criação foi instantânea também pode ser visto em Salmos 33:9: “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”. Imediatamente e instantaneamente, sem esperar “milhões de anos” de morte e sofrimento na Sua Criação.


Fonte: Darwinismo , revisão ortográfica e sintática por Hendrickson Rogers.

É melhor comer pouco tranquilamente do que comer muito apressadamente!

A correria do dia a dia interfere até no tempo destinado a refeições. De acordo com uma pesquisa da marca de queijos President realizada com britânicos, as pessoas gastam apenas 39 minutos e nove segundos por dia com a alimentação. Os dados são do jornal Daily Mail. Para muitos, a hora do almoço foi substituída por um sanduíche rápido, que é ingerido em uma média de 12 minutos e 49 segundos. O café da manhã dura sete minutos e 20 segundos, e normalmente consiste em apenas uma fatia de torrada. O jantar leva 19 minutos. Do total de entrevistados, metade tem tantos afazeres que chega a pular o almoço, sendo as mulheres mais propensas a essa atitude que os homens. Comer tornou-se uma rotina puramente funcional para três quartos, que consomem as iguarias com tanta pressa que nem conseguem apreciar o sabor. E 45% se distraem com outras tarefas enquanto se alimentam, sem perceber se estão satisfeitos. Ter mais tempo para se sentar e saborear o cardápio é o desejo de 78%. Nove em cada dez disseram que, nas raras ocasiões em que conseguiram realizar uma refeição em família, apreciaram o momento e se sentiram melhor. "É muito importante ter tempo para saborear os alimentos, porque isso tem um efeito sobre o nosso emocional e bem-estar físico, e pode afetar nossa produtividade", disse o psicólogo Richard Woolfson, da empresa responsável pelo levantamento. Comer depressa diminui a mastigação. Os alimentos chegam em pedaços grandes ao estômago, aumentando seu trabalho, e o resultado é digestão inadequada, azia, fermentações e gases. A situação ainda pode levar a problemas de estômago, como dores, desconforto, gastrite e, em casos mais severos, até mesmo a úlcera. Além de permitir saborear melhor as iguarias, alimentar-se com calma estimula o centro da saciedade. Assim, a possibilidade de excessos passa longe e a balança agradece. [Fonte]

NOTA: A escritora norte-americana Ellen G. White, há mais de cem anos, aconselhou: “A fim de assegurar saudável digestão, o alimento deve ser comido vagarosamente. Os que quiserem evitar a dispepsia [indigestão], e os que compreendem a obrigação que têm de conservar todas as suas faculdades em condições que lhes permitam prestar a Deus o melhor serviço, farão bem em se lembrar disto. Se vosso tempo para comer é limitado, não comais apressadamente, mas comei menos, e mastigai devagar. O benefício derivado do alimento não depende tanto da quantidade de comida, quando da digestão completada; nem a satisfação do paladar depende tanto da quantidade de alimento engolido quanto depende do tempo que o mesmo permanece na boca. Os que são excitados, ansiosos ou apressados, fariam bem em não comer até que tivessem encontrado tranqüilidade ou repouso; pois as faculdades vitais, já duramente sobrecarregadas, não podem suprir os necessários fluidos digestivos. Quando em viagem, alguns estão continuamente mordiscando, se lhes chega ao alcance qualquer coisa de comer. Isto é muito nocivo. Se os que viajam comessem regularmente das mais simples e mais nutritivas espécies de alimento, não sentiriam tão grandes fadigas, nem sofreriam de tantas enfermidades. A fim de preservar a saúde, é necessário temperança em todas as coisas - temperança no trabalho, temperança no comer e no beber” (Conselhos Sobre Saúde, 120 e 121). 

domingo, 24 de julho de 2011

Preconceito religioso, desconhecimento bíblico e confiança em falsos líderes

Alguns blogs cujo (falso) objetivo é defender a Bíblia e a sua pregação, se tornaram campeões em preconceitos religiosos, difamação de denominações e seus pioneiros, e mau exemplo diante dos que buscam motivos para não ser evangélicos! Um triste exemplo disso é o Ministério Cristão Apologético (MCA). Basta uma rápida visita para se observar uma interpretação vaga e espiritualista das Escrituras – uma teologia paralela a da Palavra de Deus com pontos em comum convenientes e esporádicos, e muito “viver na graça” e “no Espírito Santo”, mas, é claro, desvalorizando a graça e desobedecendo ao Espírito Santo! É uma lástima que isso aconteça entre os que se dizem “protestantes”, “evangélicos”, “pregadores da Palavra” e “pastores”. O apóstolo Paulo, que conheceu de perto essa realidade já que os judeus pervertedores da verdade viviam a criticá-lo e persegui-lo por sua pregação centrada em Cristo e Seus profetas, advertiu aqueles que poderiam ser enganados pelos falsos mestres: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer” (II Tm 2:15-17). Escrevi este artigo para alertar aos verdadeiros “obreiros” e aos membros de comunidades evangélicas (e não evangélicas) que deixam seus pastores ignorantes guiá-los mesmo não manejando bem a palavra da verdade, a reconhecerem de longe o enganoso escopo desses blogs e desses falsos líderes. A despeito do que o MCA menciona sobre a escritora Ellen G. White, apresento algumas de suas advertências inspiradas sobre o que mencionei. “Como examinaremos as Escrituras, para compreender o que elas ensinam? Devemos estudar a Palavra de Deus com coração contrito, um espírito suscetível de ser ensinado e pleno de oração. Não devemos pensar, como os judeus, que nossas próprias idéias e opiniões são infalíveis, nem como os católicos, que certos indivíduos são os únicos guardiões da verdade e do conhecimento, que os homens não têm o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, mas devem aceitar as explanações dadas pelos Pais da igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o propósito de manter nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender o que Deus disse. Temem alguns que se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros espíritos serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade. Têm, portanto, achado que não se deve permitir a pesquisa; que ela tenderia para a dissensão e a desunião. Mas se tal é o resultado da pesquisa, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma pesquisa das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados melhor; pois então estará aberto o caminho para lhes mostrar seu erro. Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a idéia, não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Os que permitem que o preconceito ponha na mente uma barreira contra a recepção da verdade, não podem receber a iluminação divina. No entanto, ao ser apresentado um ponto de vista das Escrituras, muitos não perguntam: Isto é verdade - está em harmonia com a Palavra de Deus? mas: Por quem é defendido? e a menos que venha pelo instrumento que lhes agrada, não o aceitam. Tão plenamente satisfeitos estão com suas próprias idéias que não examinarão a evidência escriturística com o desejo de aprender, antes recusam ser interessados, meramente devido aos seus preconceitos. Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz. Deus deseja que recebamos a verdade em seus próprios méritos - porque é a verdade. Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às idéias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas idéias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao erro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu expositor. Devem todos ser cuidados os quanto à apresentação de novos pontos de vista sobre as Escrituras, antes de terem dado a esses pontos completo estudo, e estarem plenamente preparados para sustentá-los com a Bíblia. Não introduzais coisa alguma que cause dissensão, sem a clara evidência de que nisto Deus está dando uma mensagem especial para este tempo. Mas acautelai-vos de rejeitar o que é verdade. O grande perigo de nosso povo tem sido o de confiar nos homens e tornar a carne o seu braço. Os que não têm o hábito de examinar a Bíblia por si mesmos ou de pesar as evidências, confiam nos dirigentes, e aceitam as decisões que estes fazem, e assim rejeitarão muitos as próprias mensagens que Deus envia a Seu povo, se esses irmãos dirigentes não as aceitarem. Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar." Ap 3:8. Mesmo que todos os nossos dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo” (Testemunhos para Ministros, 105-107). Convido a você, leitor(a), a se perguntar: “por ventura faço parte de uma comunidade religiosa cujo líder não fala com a profundidade e com o poder que a Bíblia merece? Examino a Bíblia por mim mesmo ou confio a interpretação da Palavra de Deus a pecadores como eu? Meu líder religioso tem manifestado o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22 e 23) na igreja e na internet ou só fala sobre Seu poder?!” (Hendrickson Rogers)    

sábado, 23 de julho de 2011

Azazéis modernos...

"Que se vos apresentam disfarçados em ovelhas,
 mas por dentro são lobos roubadores" (Mt 7:15).

Há alguns anos um colega, professor de Literatura e líder na IASD, numa de nossas conversas no corredor de uma instituição adventista, antes de entrarmos em nossas respectivas salas de aula, afirmou que alguns escritos de Machado de Assis são superiores aos de Ellen White! Após ler um parágrafo do referido escritor brasileiro para fundamentar sua tese ele argumentou que a profundidade do autor recomendava seus escritos. Fiquei surpreso diante do que ouvi e de quem me falou... Embora eu não tivesse conhecimento do texto inspirado que trago neste artigo (possivelmente a CPB ainda não havia publicado o volume), tentei desviá-lo de sua (no mínimo) imprudência. Ano passado numa conversa na sala dos professores com uma colega professora de Língua Portuguesa, ouvi outra afirmação semelhante: “não importa o livro, o aluno tem que ler para desenvolver seu senso crítico e enriquecer seu vocabulário; a escolha do autor é secundária!” A partir daí minha desconfiança de que pais e professores tinham grande parcela de culpa no vazio intelectual e espiritual dos jovens se transformou em absoluta convicção. E você que é graduado ou pós-graduado, leitor das fontes contaminadas de nossa literatura brasileira ou da dos gregos e outros pensadores que não foram (ou não estão sendo) santificados pela Bíblia e pelo Espírito Santo, você concorda com as ideias citadas? Leia o que o Espírito Santo tem a dizer sobre os que comparam ou rebaixam os profetas de Deus e consciente ou inconscientemente exaltam os autores seculares não inspirados: “Há homens em cargos de responsabilidade entre nós que sustentam que as opiniões de uns poucos supostos filósofos são mais confiáveis do que a verdade bíblica ou os testemunhos o Espírito Santo. Fé como a de Paulo, Pedro ou João é considerada obsoleta e intolerável nos dias modernos. Ela é considerada absurda, mística e indigna de consideração por pessoas inteligentes. Deus me mostrou que esses homens são Azazéis [confira Lv 16:8-10 NTLH ou NVI] para açoitarem nosso povo Eles se consideram mais sábios do que o que está escrito. Tal descrença nas verdades da Palavra de Deus porque o juízo humano é incapaz de compreender os mistérios de Sua ação é vista em cada distrito e em todas as classes sociais da sociedade. É ensinada na maioria de nossas escolas e vem embutida nas lições da escola maternal. Milhares que professam ser cristãos dão ouvidos a espíritos enganadores [I Tm 4:1]. Em toda parte o espírito das trevas, trajado de roupagens religiosas, defrontará vocês.” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 79) Só para enfatizar, no livro apócrifo de I Enoque 9:6 e 10:4 e 5 (tradição judaica) Azazel é identificado como a fonte demoníaca do mal! Por favor escolha de que lado do grande conflito entre Jesus Cristo e Satanás você e sua família estão. Mas escolha por meio de atos e decisões, não por palavras e fé morta. E conheça o seu Deus e o poder se Sua Palavra o suficiente para não ser influenciado pelos que bebem de fontes envenenadas e se acham sóbrios. (Hendrickson Rogers)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Como interpretar a parábola do rico e Lázaro

Alguns sugerem que o relato de Lucas 16:19-31 deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras. Em primeiro lugar, teríamos de admitir que o Céu e o inferno se encontram suficientemente próximos para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares (versos 23-31). Teríamos de acreditar também na vida após a morte, enquanto o corpo jaz na sepultura, continua existindo de forma consciente uma espécie de alma espiritual que possui “olhos”, “dedo” e “língua”, e que inclusive pode sentir sede (versos 23 e 24). Se esta fosse uma descrição real do estado do homem na morte, então o Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles (versos 23-31). Como poderia uma mãe sentir-se feliz no Céu, contemplando ao mesmo tempo as agonias incessantes, no inferno, de seu amado filho? Num contexto como esse, seria praticamente impossível o cumprimento da promessa bíblica de que então “não haverá uto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21:4). Diante disso, a maioria dos eruditos bíblicos contemporâneos considera a história do rico e Lázaro como uma parábola, da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. George E. Ladd, por exemplo, diz que essa história era provavelmente “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos” (O Novo Dicionário da Bíblia [São Paulo: Vida Nova, 1962], vol. 1, p. 512). Sendo esse o caso, temos que procurar entender qual o verdadeiro propósito da parábola. Nos capítulos 15 e 16 de Lucas, Cristo apresenta várias parábolas em resposta à preconceituosa discriminação dos escribas e fariseus para com as classes marginalizadas da época (Lucas 15:1 e 2; 16:14 e 15). A parábola de Lucas 16:19-31, que aparece no final desses dois capítulos, é caracterizado por um forte contraste entre “certo homem rico” e bem vestido (verso 19) e “certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas” (verso 20). O relato ensina pelo menos duas grandes lições. A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Em outras palavras, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mateus 23). A segunda lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lucas 16:25 e 26). A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão (ver Lucas 3:8; 13:28; João 8:39 e 40, 52-59). É importante lembrarmos que um dos princípios básicos da interpretação bíblica é que não devemos fundamentar doutrinas nos detalhes acidentais de uma parábola, sem primeiro verificar se as conclusões obtidas estão em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras. A própria parábola afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mateus 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura” (L. L. Morris). Mesmo não tencionando esclarecer o estado do homem na morte, esta parábola declara, em harmonia com o restante das Escrituras, que os mortos só podem voltar a se comunicar com os vivos através da ressurreição (Lucas 16:31). E se analisarmos mais detidamente o que “Moisés e os profetas” têm a nos dizer sobre o estado na morte, perceberemos que os mortos permanecem inconscientes na sepultura até o dia da ressurreição final (ver Jó 14:10-12; Salmo 6:4-5; Eclesiastes 9:5, 10; João 5:28 e 29; 11:1-44; I Coríntios 15:16-18; I Tessalonicenses 4:13-15).

Fonte: Dr. Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, janeiro de 1998. Correção ortográfica e sintática por Hendrickson Rogers. 

As folhas da Árvore da Vida

“No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap 22:2, Revista e Atualizada).

Entendendo a ideia que o revelador, João, tinha em mente ao escrever a palavra “cura”, compreenderemos todo o verso. No grego, idioma usado pelo apóstolo para escrever o Apocalipse, temos a palavra θεραπεία (qerapeian), que quer dizer “serviço”, “cuidado” (e por consequência “cura”), segundo o Léxico do Novo Testamento Grego-Portugues F. Wilbur Gingrich. Perceba que temos mais de um significado aqui, o que implica mais de uma interpretação para o verso em questão. Por isso que em diferentes versões bíblicas observamos uma variação interessante desse texto! Note:

Bíblia de Jerusalém: “e suas folhas servem de remédio para os gentios”.
NT Interlinear Grego-Inglês: “e as folhas da árvore eram para tratamento das nações”.
Revista e Corrigida: “e as folhas da árvore são para a saúde das nações”.
Nova Versão Internacional: “As folhas da árvore servem para a cura das nações”.

Θεραπεία aparece apenas em outras três vezes no Novo Testamento. Vamos conferir esses textos para obtermos mais ideias.

“Quem é, pois, o servo fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega [θεραπείας, dá como serviço] dos de sua casa para lhes dar alimento no tempo devido?” (Mt 24:45, NVI)

“Mas as multidões, ao saberem, seguiram-no. Acolhendo-as, falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria [θεραπείας, tratava] os que tinham necessidade de cura” (Lc 9:11, RA).

“O Senhor respondeu: “Quem é, pois, o administrador fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega [θεραπείας, dá o serviço] dos seus servos, para lhes dar sua porção de alimento no tempo devido?” (Lc 12:42, NVI)

Assim sendo, precisamos tentar enxergar os significados serviço e tratamento nas palavras de João:

Ideia 1 “e as folhas da árvore são para a cura [θεραπείαν, serviço ou manutenção] dos povos”. Neste caso a função das folhas da árvore seria de “manter curados os povos”, assim como o fruto da árvore é um símbolo da imortalidade doada pelo Criador e Redentor aos redimidos, suas folhas se tornam uma figura da manutenção da redenção que também será efetuada pelo próprio Deus! (É claro que um fruto ou as folhas de sua árvore não são os responsáveis pela imortalidade e sua conservação, uma vez que a Bíblia afirma que só Deus, os Três, em todo o universo, possui a imortalidade e a eternidade. Veja Gn 21:33, I Tm 1:17, 6:16 e II Tm 1:10). E sem dúvida a imortalidade doada às criaturas precisa ser mantida; caso contrário, ela desaparece! Veja Gn 3:22 e24, Jd 6 e Ez 28:15. Ideia 2 “e as folhas da árvore são para a cura [θεραπείαν, tratamento] dos povos”. Esta ideia me impressiona muito! Sabemos que na ressurreição dos salvos que morreram e na transformação dos salvos vivos (I Co 15:51 e 52), durante a volta do Rei Jesus, não haverá perda da identidade fisionômica, ou seja, os conhecidos serão reconhecidos, como no caso do Senhor Jesus (Mt 28:6 e 9). Mas, muito embora o corpo de “glória” (Ef 3:20) e o ser “como os anjos do céu” (Mt 22:30), após a ressurreição, o fato de nossa fisionomia ser mantida exige que algumas características físicas decorrentes do pecado sejam mantidas; por exemplo estatura e massa! E mais, o caráter, segundo a Bíblia, permanecerá o mesmo após a ressurreição, pois Deus dará a cada um segundo as suas obras, segundo o seu conteúdo, segundo o seu caráter! (Jr 17:10 e Ap 22:12) Sendo assim, o que dizer, por exemplo, sobre o ladrão na cruz que foi salvo por Cristo naquela sexta-feira? (Lc 23:40-43) Seu caráter será o mesmo quando Jesus o ressuscitar na primeira ressurreição (Ap 20:11). Mas, ele irá permanecer o mesmo por toda a eternidade? Aquele pecador resgatado possuirá ao se levantar do pó uma preparação doutrinária, digamos assim, para viver bem no Reino de Deus? Ele mesmo responde essas perguntas: “porque recebemos [ele e seu parceiro de crime] o castigo que os nossos atos merecem” (Lc 23:41). Pedro advertiu: “Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (I Pe 4:15 e 16). Ou seja, o caráter do ladrão resgatado por Cristo na cruz precisará de tratamento (qerapeian) lá no Céu! Aliás, ainda ganhamos outra lição fantástica – os que creem que caráter bonito é ponto de salvação devem reconhecer que nada além da graça de Deus fornece créditos para o Céu! O caráter ou as obras devem ser fruto da graça e ainda quando são, nunca são usados por seus possuidores para acomodação/arrogância espiritual ou garantia de salvação. “A graça do Senhor Jesus Cristo seja com todos”, é assim que a Bíblia termina e somente assim terminaremos no Céu! Será que só o ladrão (ou melhor, o ex-ladrão) possui essa dificuldade? Quantas vezes eu já temi que o tempo de minha vida aqui na Terra seja insuficiente para o Espírito Santo me santificar e transformar meu caráter! E você? Embora Paulo afirme: “Estou plenamente certo de que Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6), ele também desesperou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24) Contudo, Deus mostrou a Paulo que Sua graça é capaz do impossível! E Jesus Cristo, a maior manifestação da graça de Deus, não atuará graciosamente em Seus filhos redimidos somente antes de Seu retorno, mas nos tratará pelos infinitos anos da eternidade também. “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor”, podemos concluir como o apóstolo (Rm 7:25)! E as folhas da árvore da vida, segundo João, são um símbolo disso, tanto para nosso físico como para nosso caráter santificado, mas não perfeito! (Por favor, leia Ef 4:13Portanto, “bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida” (Ap 22:14), tanto ao fruto quanto às folhas! (Hendrickson Rogers)          

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Estimulando a leitura em sua família!

Dicas:

1.      Visitar a biblioteca.

2.      Assistir a filmes clássicos.

3.      Criar um local apropriado para a leitura.

4.      Ouvir livros em edição gravada.

5.      Encenar histórias.

6.      Ser um exemplo de leitura.

7.      Pedir a seu filho para fazer um registro de seus pensamentos e lê-los posteriormente.

8.      Ler em voz alta um capítulo de um livro clássico.

9.      Fazer assinatura de revistas para as crianças.

10.    Ajudar seu filho a escrever e ilustrar seu próprio livro.

11.    Aceitar livros em quadrinhos.

12.    Manter silêncio na hora de leitura.

13.    Buscar interesses especiais por meio da leitura.

14.    Comparecer ao lançamento de um livro.

15.    Dividir livros longos em partes para a leitura.

16.    Visitar livrarias.

17.    Ler livros em série.

Perguntas e Respostas

Por meses temos trabalhado na leitura e mesmo assim nossa filha ainda não se interessou. No que estamos errando?

A Dra. Mary Manz Simon, educadora infantil, diz: “O erro mais comum que os pais cometem é esperar que o hábito da leitura ocorra da noite para o dia. Até que a criança esteja realmente pronta, isso não ocorrerá. “O outro erro comum é gastar dinheiro em recursos auxiliares para a leitura. Poupe seu dinheiro! Antes, leia as manchetes do jornal diário. Dê à criança um lápis de cor para fazer um círculo na palavra ‘Deus’ todas as vezes que a encontrar no informativo da igreja. No aniversário ou no Natal, dê-lhe de presente a assinatura de alguma revista infantil, como por exemplo Nosso Amiguinho. Ajude sua filha a ler o verso da caixa de cereais. Tudo isso é leitura e excelentes ferramentas”.

Não importa que livro eu escolha, meu filho diz que ele é “chato”.

Tenha paciência e esteja disposto a permitir que seu filho escolha seu material de leitura. Não pude acreditar quando meu próprio filho, que dias antes havia dito que a leitura era algo “chato e perda de tempo”, sentou-se mais de uma hora para ler livros de excelente qualidade.

Os filhos de minha vizinha lêem muito, mas ela disse que teve de vender sua televisão a fim de que eles cooperassem. Deveria vender também a minha televisão?

Não há problema em assistir à televisão de forma equilibrada. Mary Leonhardt faz a seguinte sugestão: “Limite o local de assistir televisão à sala. A televisão na cozinha ou no quarto da criança torna-a muito acessível. Evite a TV a cabo. Com menos possibilidades de escolha seu filho verá na leitura uma opção mais apelativa”.

Como posso separar mais tampo para leitura em nosso dia muito atarefado?

Você não precisa de mais tempo, apenas reorganizar as atividades diárias a fim de incluir a leitura. Meu filho pede para ler a lista de compras de supermercado e risca os itens que colocamos no carrinho. Uma amiga pede para seus filhos fazerem uma pesquisa a respeito do local onde irão tirar férias – atrações turísticas, hotéis, etc. As crianças gostam muito de receber cartas e também são motivadas a lerem revistas em quadrinhos. À noite, elas podem ler uma página de um livro e você outra. Peça a vários amigos e parentes para escreverem cartas para seu filho. Sugira a seu filho para enviar uma mensagem em “código secreto” a um amigo e então o ajude a desenvolver um código simples e a escrever as cartas. Coloque bilhetinhos na sua lancheira. Tudo isso torna a leitura divertida, proveitosa e estimulante.

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