quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mais uma descoberta que evidencia a criação do cérebro - sistema autolimpante!


Na maior parte do nosso corpo, uma rede de vasos transporta a linfa, um fluido que remove o excesso de plasma, células mortas, detritos e outros resíduos que produzimos. Mas ela não passa pelo cérebro e os cientistas não sabiam exatamente como ele se virava para fazer sua “limpeza”. Até então, eles achavam que esse órgão se livrava dos resíduos por meio de um processo de difusão bem lento através dos tecidos. As substâncias solúveis em um fluido específico do cérebro, chamado líquido cefalorraquidiano, seriam mandadas para fora do sistema nervoso e, depois, lançadas na corrente sanguínea. Mas neurocientistas das Universidades de Rochester, Oslo e Stony Brook acabaram de descobrir que o cérebro também promove uma limpeza por ali de uma segunda maneira (bem mais rápida e eficiente, por sinal), com a ajuda de uma corrente de fluido que passa por dentro dele. E tem mais: esse processo acaba com o acúmulo de toxinas associadas à doença de Alzheimer, Huntington e outras doenças neurodegenerativas. Liderados pelo neurocientista Maiken Nedergaard, o grupo perfurou o crânio de ratos vivos e injetou no seu cérebro moléculas radioativas. Então, acompanharam seu caminho junto com outros resíduos carregados pelo líquido cefalorraquidiano. Eles observaram que, como um rio, esse fluido carregou as moléculas rapidamente ao longo de canais específicos – formados, olha só que interessante, por células cerebrais não neurais chamadas “glia” (veja na imagem acima). Elas criam um canal de descargapara o líquido cefalorraquidiano e ainda ajudam a regular o seu fluxo.

Depois, o líquido pode cair na corrente sanguínea, retornar para o cérebro ou ir para o sistema linfático. Os pesquisadores batizaram a rede de sistema “glimpático”, em referência tanto às células da glia quanto à sua similaridade funcional com o sistema linfático. Os pesquisadores também injetaram um tipo de proteína chamado beta-amilóide no cérebro dos camundongos. Ela está presente em todos os cérebros saudáveis, mas, em casos como a doença de Alzheimer, pode se acumular e provocar danos cerebrais. Isso foi feito tanto em ratos com um sistema glimpático normal quanto em outros com um gene deficiente que impedia que as células da glia auxiliassem no fluxo do fluido cerebral. Resultado: nos ratos normais, a proteína foi rapidamente levada embora por esse sistema “autolimpante”. Já nos outros, ela ficou mais tempo. Agora, acredita-se que problemas nesse sistema autolimpante do cérebro possam ser responsáveis (em parte, pelo menos) pela acumulação excessiva de proteínas prejudiciais observadas em doenças neurodegenerativas. Além disso, o estudo também pode levar a uma compreensão maior do funcionamento desse sistema como um possível removedor das toxinas neurais que inevitavelmente vão se agregar e causar danos cerebrais à medida que envelhecemos.


Nota: Limpeza, canal de descarga, regulagem de fluxo. Esqueça a filosofia evolucionista-naturalista por um minuto. Ao ler conceitos como esses, o que lhe vem à mente? Se eu lhe dissesse que encontrei por aí um computador superavançado, à prova d’água, com impressionante capacidade de armazenamento de informação, e ainda por cima capaz de se autolimpar e (muitas vezes) autorreparar, e lhe dissesse que esse equipamento com tecnologia de ponta é fruto do acaso, você aceitaria isso? Pois é... Além disso, aqui cabe a pergunta de sempre: Se o acúmulo de toxinas no cérebro pode levar a doenças neurodegenerativas, como o cérebro “se virava” até que esse mecanismo de limpeza “evoluísse”? Sem esse sistema funcional desde o início, haveria hoje cérebro evoluído para ler este texto? Quanto mais as pesquisas científicas se aprofundam na complexidade da vida, fica mais difícil para os crentes no acaso sustentar sua visão materialista. (Michelson Borges)

A verdade por trás da maldade (alguns cientistas preferem não crer!)


Feito com o objetivo inicial de descobrir por que algumas pessoas preferem pagar caro em leilões ao invés de comprar um produto pelo preço “normal”, um estudo recente mostrou como pessoas podem ser consistentes na hora de adotar um comportamento maldoso mesmo sem qualquer benefício real para si.
Em leilões (estilo eBay) simulados por meio de um programa, os participantes poderiam fazer lances na primeira rodada e, na segunda, aumentar suas ofertas para vencer ou apenas para prejudicar o vencedor da primeira rodada. “Ficamos surpresos ao ver como a distribuição da maldade foi bem definida”, disse o pesquisador Erik Kimbrough, professor de Economia na Universidade Simon Fraser (Canadá). Ao final da primeira rodada, o maior lance era revelado. Com essa informação em mãos, os participantes tinham quatro opções: aumentar seus próprios lances; manter o lance inicial; aumentar o lance para forçar um pouco o preço do produto; ou aumentar ao máximo o preço do produto. As duas últimas opções corresponderam, respectivamente, a 31% e 68% das ações maldosas. No total, foram feitas 16 rodadas, das quais 48 pessoas participaram. Ao serem entrevistados, os participantes deram justificativas variadas para as escolhas maldosas, como “punir quem desse um lance muito alto” ou “dar uma lição”. Além disso, a maioria manteve um comportamento consistente ao longo do estudo, sem ficar alterando entre atitudes “boas” e “más”. Os pesquisadores consideram um mistério os motivos lógicos por trás das atitudes que prejudicam outros sem trazer benefícios reais para quem as pratica.
Fonte: Hypescience.
Nota: A falta de lógica do "mistério" dos pesquisadores mencionados acima é facilmente corrigida quando seguimos a lógica da Bíblia - os anjos maus existem e, embora invisíveis, fazem estragos reais no mundo material! A própria Matemática exige essa ideia: uma abordagem sistemática deve ser consistente ou completa, mas nunca consegue ter as duas características ao mesmo tempo (Kurt Göbel, 1931). Kurt demonstrou que uma dada teoria pode ser intuitivamente verdadeira, mas ser indecidível, ou seja, pode-se não conseguir provar sua veracidade ou sua falsidade! Exemplo: Os axiomas de Euclides, como aquele que afirma: "Duas retas paralelas nunca se tocam"! Embora David Hilbert acreditasse na computabilidade (em sua lista de 23 problemas matemáticos, 1900), ou seja, na possibilidade de o homem construir um mecanismo que pudesse classificar afirmações em decidíveis ou indecidíveis, Alan Turing em 1936 demonstrou a impossibilidade humana para isso com sua "máquina de Turing" e em 1970 o matemático russo Yuri Matijisevich generalizou esse raciocínio para toda e qualquer teoria! Portanto, apesar de não podermos provar a existência do mal, a pessoa de Satanás por exemplo, isso não é necessariamente evidência de sua inexistência e a Ciência humana não é capaz de classificar legitimamente a existência dos anjos maus em demonstrável ou irreal! (Hendrickson Rogers) 

Pode haver amizade entre um homem e uma mulher?


Existem opiniões diferentes sobre a possibilidade de uma amizade verdadeira entre um homem e uma mulher.
A impossibilidade de uma amizade entre um homem e uma mulher normalmente é atribuída à tendência masculina de sentir atração física ou sexual pela mulher, no caso, pela amiga. Porém, isto também pode acontecer com as mulheres, além da facilidade delas em se envolverem afetivamente e romanticamente com o sexo oposto. Elas podem passar a desenvolver um sentimento afetivo ao se sentirem ouvidas, interessantes e valorizadas pelo amigo homem. Portanto, risco de envolvimento amoroso, os dois têm, tanto o homem quanto a mulher. Uma amizade com o sexo oposto pode ser possível, mas dependerá exclusivamente das duas pessoas e dos sentimentos envolvidos. Duas pessoas do sexo oposto podem se aproximar e começar uma amizade por afinidades (de ideias, de atividades, profissão, hobbies) sem necessariamente sentirem atração física ou interesse romântico um pelo outro. 
Podem manter uma amizade com base na cumplicidade apenas das trocas de ideias, interesses em comum e subsistindo por um carinho fraternal. Alguns amigos do sexo oposto se ajudam, inclusive, em suas conquistas amorosas, sendo confidentes, conselheiros e ouvindo os lamentos do amigo ou amiga com relação a uma decepção amorosa. O fundamental é que ambos tenham clareza dos seus próprios sentimentos e dos sentimentos do outro para que não se frustrem e não decepcionem o outro no relacionamento de amizade.

Se o homem ou a mulher percebe que sente atração física ou interesse romântico pelo outro e não é correspondido (a), é preciso avaliar o quanto será possível e saudável para si mesmo (a) manter um relacionamento sem poder se envolver de forma amorosa e correndo o risco, ainda, de ter que lidar com o envolvimento do amigo ou da amiga com outra pessoa. Ou, caso perceba que o amigo ou a amiga sente ou demonstra algum interesse, é importante deixar claro o seu objetivo no relacionamento para que este sentimento do amigo ou da amiga não seja alimentado e para que ele (a) tenha a possibilidade de avaliar o quanto será boa a continuidade desta relação de amizade.

Shows "cristãos" deixam adoradores drogados!


Karl Marx sempre disse que a religião é o ópio do povo, mas sua afirmação era baseada na política, não em fatos científicos. Porém, um estudo divulgado pela Universidade de Washington sugere que participar de cultos em megaigrejas pode desencadear sentimentos de transcendência e gerar mudanças na química do cérebro. Esse sentimento de“euforia” espiritual faz os fieis voltarem para receber mais. “Nós vemos essa experiência de pura alegria ser comum nas megaigrejas. Por isso digo que é como uma droga”, explica James Wellman, professor de religião e co-autor do estudo. O estudo “God is like a drug: Explaining Interaction Ritual Chains in American Megachurches” [Deus é como uma droga: Explicando cadeias de interação ritual em megaigrejas] foi apresentado na reunião anual da Associação Americana de Sociologia, em Denver. Além de Wellman, Katie E. Corcoran e Kate Stockly-Meyerdirk, estudantes da pós-graduação em sociologia e religião comparada na Universidade de Washington estiveram envolvidos na pesquisa com dados coletados desde 2008.

Grandes reuniões de experiências compartilhadas, como shows e eventos esportivos, também desencadeiam sentimentos de euforia, disse a doutoranda Katie Corcoran, co-autora da pesquisa. Segundo ela, “as igrejas parecem ser algo único, onde esses sentimentos não são apenas experimentados como euforia, mas sim como algo transcendente ou divino”. Os autores teorizam que esse sentimento de “chapação” espiritual é interpretado pelo cérebro como um “coquetel de oxitocina”. Essa experiência transcendente libera a oxitocina, uma substância química que estimula a interação social. Já ficou comprovado que emoção e experiências em grupo aumentam os níveis de oxitocina. Muitos participantes usaram a palavra “contagioso” para descrever o sentimento de participar de um desses cultos, onde os membros chegam comfome de experiências e acreditam sair do ambiente “energizados”. Um dos fieis entrevistados relata que “o amor de Deus se torna [...] uma droga que você não pode esperar para vir buscar depois. [...] Você não pode esperar para receber essa ‘dose’ que vem de Deus.” Outro disse: “Você pode olhar para cima e ver o Espírito Santo passar por cima da multidão como uma ‘ola’ em um jogo de futebol”, relata Corcoran.

As megaigrejas conseguem gerar esse estimulo elevado por causa de seu estilo de culto. Os pesquisadores acreditam que elas usam tecnologia eapelos emocionais para criar uma experiência compartilhada por congregações com milhares de pessoas em cada culto. “A música moderna com letras otimistas, câmeras que mostram no telão uma audiência sempre sorridente, dançando, cantando ou chorando, além de um líder extremamente carismático cujos sermões deixam as pessoas sensíveis ao toque do ponto de vista emocional [...] servem para criar essas fortes experiências emocionais positivas”, resume a doutoranda. O pastor [é] um “gerador de energia”, que se comunica com a congregação através de um sermão fácil, informal e emocional. Ao invés de ser analítico ou teológico, suas mensagens querem que as pessoas presentes apenas “sintam-se bem” ou “compreendam tudo”, ressalta Wellman. Essa mensagem reconfortante também é uma das chaves para o sucesso das megaigrejas. Afinal, “como você pode atrair tanta gente? Você oferece umaforma genérica de cristianismo que é otimista, emocionante e inspiradora”, diz Wellman, que acrescenta: “Isso não é como os avivamentos antigos. É uma forma nova e híbrida de cristianismo, que é mutante e separada de todas as instituições tradicionais com as quais o cristianismo sempre se identificou.” 

Fonte: Gospel Prime.

Nota: Se o culto provoca apenas euforia, amortece a razão e leva ao êxtase, fenômeno típico de igrejas pentecostais e neopentecostais. Nesse caso, por mais sincero que seja o adorador, ele deve se questionar se seu desejo de ir ao culto (e nessas igrejas há cultos praticamente todos dias, geralmente com “casa cheia”) tem que ver com a vontade de encontrar Deus, louvá-Lo e ouvir Sua Palavra ou se essa motivação está mais para satisfação de um desejo emocional, um “vício”. O verdadeiro culto, segundo o apóstolo Paulo, deve ser racional (Rm 12:1) e tudo o que se faz para Deus deve ser feito com decência e ordem (1Co 14:40). No culto, o adorador deve ser elevado à atmosfera do Céu, deve sentir contrição e desejo de renovação espiritual. Como resultado do perdão e da aceitação de Deus, o adorador manifesta um louvor alegre, porém reverente, pois sabe que está na presença do Criador do Universo. Isso é culto, o resto é show dopamínico. (Michelson Borges)

domingo, 19 de agosto de 2012

Medalhista de prata honra a Deus em Londres!

Quando o adventista do sétimo dia, corredor de longa distância, Abel Kirui cruzou a linha de chegada, caiu de joelhos e inclinou a cabeça, oferecendo uma oração em celebração. O mundo todo testemunhou seu gesto de gratidão quando o queniano de 30 anos ganhou a medalha de prata, na maratona, dos Jogos Olímpicos de Londres, Inglaterra.

Kirui é também assíduo ganhador da Maratona do Campeonato Mundial; ganhador do evento, em 2011, pelo maior tempo já alcançado, dois minutos e 28 segundo. Seu recorde pessoal de duas horas e cinco minutos de maratona o coloca em sexto lugar entre a elite de corredores de longa distância. Nessa modalidade, onde os atletas competem, com frequência, para benefício próprio ou pelo reconhecimento nacional, Kirui diz que encontra motivação para a glória de Deus. “Cada corrida é uma oportunidade. O que digo a Deus é: ‘Onde quer que o Senhor me ponha, vou falar de Ti.’ Assim, toda vez que concluo a corrida, digo: ‘Agradeço a Ti, Deus’”, ele afirma. Criado no Quênia, na zona rural, que ele carinhosamente chama de lar “humilde”, com a presença apenas materna, Kirui diz que aprendeu a depender de Deus na infância. Sua mãe, a quem cita como sua maior influência espiritual, o animou a frequentar a igreja, nos sábados pela manhã. Hoje, ele diz que seu hábito de oração, cedo de manhã, é herança dela. “Lembro-me que nos despertávamos na madrugada para orar a fim de encontrarmos alguém a quem servir”, diz. “Agora, cada manhã me levanto bem cedo para orar e pedir a Deus que me dê forças para correr.”

Quando criança, Kirui diz que sonhava com uma vida além da aldeia local. “Gostava de ver os aviões e lembro-me de ter pensado: um dia vou voar, e logo após pensar que isso seria impossível para mim. Porém, um dia me dei conta que meu passaporte para alcançar o mundo estava começando a se tornar realidade”, ele prossegue. Sua primeira competição não foi longe de casa. Como aluno da escola do ensino fundamental, Kirui ocupou o segundo lugar no pódio, na corrida do campeonato do distrito, cerca de dez quilômetros de sua escola. Posteriormente, já adolescente, lembra-se de admirar os corredores quenianos de longa distância, como Paul Tergat, um maratonista recordista mundial. Atualmente, ele treina para o máximo de mil quilômetros, que conduz à maratona. Não obstante, com frequência ele é acossado pela dor, em especial, diz que ocorre nos últimos cinco quilômetros da maratona.

“Lidar com a dor depende de seu estado mental. A dor não é algo que o possa matar, sempre e quando o corpo estiver saudável. O mesmo ocorre com as questões espirituais”, diz. “Peço a Deus que me dê o poder para vencer.” Até o presente, Kirui diz que sua carreira não entrou em conflito com a observância do sábado, o sétimo dia. Ele participou, em grande medida, das maratonas ocorridas nos domingos. “Frequento a igreja com minha esposa e dois filhos, no dia de repouso, e, na manhã do domingo, saio para treinar”, afirma. “Em todo lugar onde compito, levo minha Bíblia, a lição da Escola Sabatina e dedico tempo para orar em meu alojamento.” Kirui também tem grandes planos para contribuir com a infraestrutura da Igreja Adventista, no Quênia. “Já ajudei no estabelecimento da estrutura da igreja nova. Agora os planos são para a escola da igreja e para um hospital de gestão”, ele diz. Entrementes, Kirui se está ajustando à fama decorrente de participar em eventos de alto perfil, tais como o Campeonato Mundial, a Maratona e os Jogos Olímpicos. “O povo em Nairobi gritará: ‘Este é Abel Kirui, o homem que corre!’” Na primeira vez que alguém o reconheceu, Kirui diz que se surpreendeu. “Eu pensava que ninguém me iria reconhecer.” Agora, Kirui diz que se sente feliz porque o mundo o está observando. “Quero que saibam que o poder de Deus é que me mantém em marcha. O tempo todo, é o poder de Deus.” 

Fonte: ASN


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Primeiro Fórum Alagoano de Liberdade Religiosa e Cidadania


“O cidadão e suas crenças no Estado Democrático de Direito”, será o tema do encontro, cujo objetivo principal consiste emgerar um espaço de reflexão e análise em torno da questão da liberdade religiosa, que tem alcançado grande destaque nesse início de Século.

Filiada à IRLA, a ABLIRC realizou mais de 30 Fóruns e mais de 50 Simpósios em várias cidades do Brasil, desde sua fundação em 2004. Edson Rosa, Diretor Executivo da IRLA na América do Sul fará a palestra magna, ocasião na qual apresentará o “Panorama Mundial de Liberdade Religiosa”, e fará um breve relatório do 7º Congresso Mundial de Liberdade Religiosa, ocorrido em Punta Cana, República Dominicana, no mês de Abril.

Para Magno Alexandre Ferreira Moura, Promotor de Justiça, “a liberdade religiosa consiste num dos Direitos mais caros ao ser humano. Trazer esse assunto para o espaço público é investir na dignidade das pessoas”, declara o Promotor.

Nesse primeiro Fórum Alagoano de Liberdade Religiosa e Cidadania serão debatidos temas como “Aspectos Constitucionais da Liberdade Religiosa” e “ A violação do Direito à Liberdade Crença como semente do genocídio cultural e religioso”.

“As sementes do genocídio são plantadas de forma sutil e paulatina, mas quando germinam produzem uma colheita nefasta, como a História tem registrado com fatos como o Holocausto e outros eventos”, declara a pesquisadora Anna Cecília Americano Bonamico, uma das palestrantes.

"A rede educacional adventista tem a liberdade religiosa em alta consideração, razão pela qual trata do assunto como um tema transversal no Ensino Médio", declara Enildo Nascimento, Conselheiro da ABLIRC e Diretor da Rede de Escolas Adventistas na Região Nordeste.

O Procurador Geral de Justiça do Estado de Alagoas, Dr. Eduardo Tavares Mendes, fará a abertura do Fórum. Várias autoridades civis, religiosas e acadêmicas participarão, dentre as quais Otimar Gonçalves, Presidente da MISAL, instituição apoiadora do evento.

"Maceió oferece todas as condições para se tornar referência nacional no trato das questões envolvendo a liberdade religiosa  ao estabelecer seu 1º Fórum sobre o tema na sede do Ministério Público, uma das instituições mais respeitadas pela sociedade",  concluiu o Presidente da ABLIRC, Samuel Gomes de Lima.

O pai aprovado por Deus ensina mais pelo exemplo do que com palavras!


INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Jó 1:1-5
1. Os pais são privilegiados por transmitir legados à nova geração, isso alude a habilidades.
2. Os pais são altamente influenciadores da nova geração, isso sugere responsabilidades.
3. Os pais são instituídos por Deus para transmitir a fé à nova geração, isso demanda espiritualidade.
Ainda que Jó fosse o mais rico e poderoso do Oriente, não permitiu que suas mais altas responsabilidades diminuíssem sua atenção e preocupação por seus filhos. Deste modo, temos um dos mais nobres exemplos na história de pais aprovados por Deus.

I.   O PAI APROVADO POR DEUS ENSINA MAIS PELO EXEMPLO DO QUE COM PALAVRAS – Jó 1:1-3
1. A vida de um pai aprovado por Deus é caracterizada pela integridade, não pela hipocrisia: Jó era íntegro, não falso. Ele não mentia, não vivia vida dupla. Ele era sincero, transparente e verdadeiro. Os filhos aprendem tanto a hipocrisia quanto a integridade observando a vida de seus pais.
2. A vida de um pai aprovado por Deus é pautada pela retidão moral, não pela aptidão imoral: Jó era reto, possuidor de um caráter elevado, nobre e reto. Ele era responsável e honesto em tudo. A vida dos filhos é a extensão da vida dos pais.
3. A vida de um pai aprovado por Deus é correta: Jó era temente a Deus. Jó não só falava de Deus; ele temia a Deus. Enquanto muitos serviam outros deuses, os filhos de Jó o viam servindo ao Deus verdadeiro. Nos filhos, espiritualidade não é hereditária, é aprendida e depois desenvolvida.
4. A vida de um pai aprovado por Deus é vista na maneira de lidar com o mal: Jó sabia do perigo existente, por isso se desviava do mal, do pecado e da corrupção. Os filhos aprendem com o pai a correr do mal ou a correr para o mal.

II.    O PAI APROVADO POR DEUS PREOCUPA-SE EM INFLUENCIAR POSITIVAMENTE SEUS FILHOS - Jó 1:1-4
1. O pai aprovado por Deus passa tempo com seus filhos: Os filhos de Jó tinham tempo uns para os outros devido ao tempo que o pai dedicou a eles. Filhos precisam da presença do pai, nada compensa a falta de tempo, carinho e atenção de um pai.
2. O pai aprovado por Deus promove a união, a paz e a felicidade de seus filhos: Jó era um pai realizado. O relato não revela um clima tenso entre os sete filhos e três filhas de Jó, mas que todos frequentavam a casa um do outro e comemoravam essa harmonia com banquetes. O ciúme, a inveja, a intriga ou mesmo o amor, a afetividade e a harmonia são promovidos pelos pais.
3. O pai aprovado por Deus se preocupa mais com a vida espiritual do que com o sucesso profissional de seus filhos: Jó se preocupava mais com a salvação do que com a profissão de seus filhos. Jó nunca demonstrou a seus filhos que adquirir riquezas era mais importante que tudo, mas ele revelou que Deus é mais importante que tudo. Os filhos precisam de pais que sejam firmes referências e padrões de fé.

III. O PAI APROVADO POR DEUS DESEJA ARDENTEMENTE A SALVAÇÃO DE SEUS FILHOS – Jó 1:5
1. O pai aprovado por Deus assume o posto de sacerdote do lar até o fim de vida: Jó não abriu mão de sua missão de pai, muito menos, de sua missão de conduzir seus filhos ao Pai Celestial. Mesmo velho e tendo seus filhos adultos, se preocupava com a salvação deles.
2. O pai aprovado por Deus se preocupa com a santificação de seus filhos: Jó chamava seus filhos já adultos e através de um ritual familiar santificava todos eles. Mais vale um filho indo para o Céu do que trilhando os caminhos da fama e da riqueza indo para o inferno.
3. O pai aprovado por Deus é um incansável intercessor diante de Deus por seus filhos: Embora com tantas propriedades, empregados e negócios para cuidar Jó se levantava de madrugada todos os dias para cuidar da espiritualidade de seus filhos. Para Jó o problema não era levantar de madrugada e orar, problema seria perder seus filhos pelo diabo. Os filhos precisam de seus pais orando por eles, mesmo depois de adultos.

CONCLUSÃO:
1. Jó é um homem como todos os demais homens sérios, com responsabilidades diárias, agenda lotada, mas extremamente zeloso em sua vida espiritual e familiar. É por isso que ele teve uma família feliz e saudável com filhos morando nas proximidades de sua casa.
2. Jó é um homem que, como todos os homens, vivem num ambiente infectado com a imundícia do pecado, mas se desviava do mal e ensinava seus filhos a fazer o mesmo. Pais aprovados por Deus desejam que seus filhos também sejam.
3. Jó era um homem velho, com seus filhos crescidos, em suas próprias casas; mas intercedia continuamente, com profunda sensibilidade espiritual, clamando pela ação de Deus na vida deles.

APELO:
1. Pai, preocupe-se mais com o que você está legando a seus filhos.
2. Pai, valorize mais a seus filhos passando tempo com eles influenciando-os positivamente.
3. Pais, orem mais, intercedam mais, clamem mais pela salvação e espiritualidade dos filhos que Deus lhes deu.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - conclusão


Devido a essa comparação do profeta Isaías com Vênus, “filho da alva”, helel ben shajar no hebraico, Tertuliano, Jerônimo e outros chamados pais da igreja usaram  helel do verbo halel, dar luz ou brilhar, lúcifer, em latim, para denominar o anjo rebelde que ambicionou assentar-se no “monte da congregação” (Is 14:13) ou “monte de Deus” (Ez 28:16). Não ignoro o fato de tanto o rei babilônico como o de Tiro serem pagãos e segundo seu folclore religioso os deuses se reuniam num monte alto, de onde decidiam os assuntos da Terra. Até porque essas culturas pagãs propagavam e muito a versão satânica do conflito entre o mal e Deus! Isso se repete com frequência nos achados arqueológicos – histórias semelhantes as da Bíblia sendo que exaltando o dragão em vez de Miguel. Para um estudioso das Escrituras, tal semelhança se explica assim, Satanás pregando seu evangelho, recontando a história de sua derrota na sua versão mentirosa de guerreiro vencedor! Se eu acreditasse no paganismo, então poderia concordar que as expressões bíblicas que envolvem o “monte de Deus” são simples referências as tradições pagãs. No entanto, as Escrituras me fazem enxergar que tais mitos são evidências da luta entre Satanás ou Lúcifer e Jesus também presente nas culturas pagãs, e o uso correto que o Espírito Santo e Seus profetas fizeram desses mitos, que foi exatamente corrigir a versão simplista e enganadora dos anjos maus ao apresentar a existência de um “monte da congregação” real, o “monte Sião” (Ap 14:1, Hb 12:22 e Sl 2:6) no Céu, de onde Lúcifer foi expulso juntamente com os outros rebeldes contaminados por ele e por suas heresias (comp. Ap 12:4 e Is 9:15).

Isso enfatiza a divindade de Miguel ou a de Jesus, pois, se Satanás estivesse guerreando com uma simples criatura de Deus, como entender Isaías, o qual afirmou que Lúcifer queria dominar o Céu e ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14)? Se sua luta era e é contra o Altíssimo, como entender que Miguel é só mais um anjo do bem? Na verdade, Miguel é o Altíssimo na forma de anjo, assim como Jesus é o Altíssimo na forma humana. Vamos às evidências bíblicas para essas afirmações poderosas. Acompanhe mais uma sequência de raciocínios bíblicos maravilhosos (arrumação por assuntos de textos espalhados nas Escrituras):

Então sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; por cima dela estava JAVÉ, que disse: Eu sou JAVÉ, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência. Disse-me o anjo de Deus no sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui. Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto” (Gn 28:12, 13 e 31:11, 13, ARA).

Primeira conclusão: o Anjo de Deus ou de JAVÉ é o próprio JAVÉ, de modo que não é errado afirmar que em Gn 18 o Anjo de JAVÉ conversou com Abraão! Confira essa mesma verdade em Êx 3 e Zc 12:8. Deus não só criou os anjos, como assumiu essa posição. E como anjo, como Deus Se chama? “Anjo de JAVÉ” (Jz 13:19, 22), “Anjo de Deus” como lemos em Gênesis e em praticamente todo o Antigo Testamento, e também Miguel. Vamos para as evidências bíblicas desta última afirmação:

“Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia. Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” (Dn 10:13 e 12:1). “Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército de JAVÉ. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, o adorou e perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? Então respondeu o príncipe do exército de JAVÉ a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez” (Js 5:14, 15). “E apareceu-lhe o anjo de JAVÉ em uma chama de fogo do meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia; pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a sarça não se queima. E vendo JAVÉ que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Êx 3:2-4).

A Bíblia nos oferece vislumbres fantásticos de Miguel como príncipe-anjo de Deus, mesmo sendo o próprio Deus, pois exigiu adoração de Josué assim como Ele fizera décadas atrás com Moisés! Se parássemos por aqui já teríamos motivos suficientes para crer na divindade de Miguel. As Escrituras não pregam o politeísmo, mas ensinam sobre as Pessoas divinas – Pai, Jesus e Espírito Santo, a unidade da Trindade, assim como a unidade no casamento entre macho e fêmea (Gn 2:24) e a unidade do corpo místico de Cristo aqui na Terra, Sua Igreja (Jo 17). Ora, se Miguel (cf. Dn 12:1) é “o defensor” (ARA) ou protetor (NVI) ou “que se levanta a favor” (TB) do povo de Deus especialmente no “tempo de angústia” escatológico (comp. Dn 12:1 e I Jo 2:1), é digno da adoração recebida só por JAVÉ e o Anjo de JAVÉ (Js 5:15 e Êx 3:4, ou você encontra outro príncipe digno de adoração na Bíblia além de Miguel?), expulsou Satanás do Céu (Ap 12:7), veio ressuscitar Moisés (comp. Jd 9 e Mt 17:3), tem os Seus anjos e é maior e mais forte do que eles (cf. Dn 10:13 e Ap 12:7), Miguel só pode ser a mesma Pessoa divina de Jesus, ou melhor – uma das três naturezas de Jesus! Jesus é o Anjo de Deus, pois Ele se identificou com o “Eu Sou” de Êxodo 3, cf. Jo 8:58, o qual era o Anjo de JAVÉ. Jesus é Homem, pois morreu. Jesus é Deus, pois antes de possuir as duas outras naturezas, Ele já existia (Jo 1:1-5). Como Homem Ele é menor do que o Pai (Jo 14:28) e do que os anjos (Hb 2:9). Como Anjo Ele trata os anjos como Seus semelhantes, inclusive Satanás (comp. Jd 6 e Dn 10:13). Porém, como Deus é superior a tudo, é Salvador da humanidade, vindicador do caráter da Trindade e destruidor do mal (II Ts 2:8)!

Conclusão Se Miguel não é divino, então por que Gabriel não venceu o “príncipe da Pérsia” sozinho? Se Miguel não é divino, então por quê Ele venceu Satanás no Céu? Quem é o “descendente” da mulher de Gn 3:15? Se é Jesus, então como afirmar que Jesus é criatura apenas, uma vez que esse texto é uma autoafirmação divina de que Deus se tornaria um descendente de Eva ou da humanidade para esmagar um anjo ou todo o mal?! Eva em Gn 4:1 pensou que Caim já era JAVÉ em forma de gente! Perceba que essas perguntas são problemas eternos para aqueles que interpretam Jesus observando apenas umas de Suas três naturezas, uma interpretação simplista e completamente equivocada. Se Jesus não fosse o Anjo de JAVÉ (ou ainda Anjo JAVÉ), por que Ele não enviaria o Anjo de JAVÉ ou o Miguel liderando os demais anjos em Sua vinda (cf. Mt 24:30, 31)? Descrer que Miguel é Jesus faz com que existam 5 Pessoas divinas – o Pai, Jesus, o Espírito, o Anjo de JAVÉ e Miguel. Lúcifer, ou melhor, o ex-Lúcifer, guerreou contra Jesus porque achava que ao assumir Sua natureza angelical, Deus Se tornaria vulnerável! Ledo engano, pois foi precisamente Miguel quem o expulsou do Céu! Outros hoje acham que Deus fica vulnerável em Sua natureza humana, o Cristo, daí criam um politeísmo onde o Pai é JAVÉ e Jesus é Seu primeiro filho, mas digno de adoração, além de negarem a divindade do Senhor Espírito! Logo, como afirmei antes neste artigo, permitir que nossa natureza carnal interprete as Escrituras em vez de observar as ambiguidades originais e os vários pontos de vistas dos próprios profetas bíblicos a respeito do tópico, é facilitar o trabalho daquele que existe para mentir sobre o caráter de Deus e o seu próprio. O resultado é a existência de várias denominações religiosas, contraditoriamente cristãs, que ensinam apenas pedaços do que a Palavra de Deus diz ou então algo que ela não diz! Daí o estilo de muitos professos cristãos não se diferencia muito daqueles que decididamente não estão se preparando para a volta de Jesus. A hermenêutica bíblica é algo muito sério. Só o Senhor Espírito deve ter o direito de presidi-la e a verificação disso se dá no caráter do estudante das Escrituras que vive no Espírito! “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2:29). Hendrickson Rogers

Todo o artigo aqui: "Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - introdução"
                              "Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - 2ª parte"

Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - 2ª parte


Querido Alexandre, fico feliz em me comunicar com alguém que demonstra ter o costume de estudar as Escrituras, não somente lê-las ou ouvi-las! Parabéns e que o Senhor Espírito – o Autor da inspiração (II Pe 1:20, 21) e Dono do dom profético (I Co 12:7-11) e de sua interpretação – continue com sua mente e influenciando seu caráter!

Respondendo suas indagações e comentando suas colocações

“Por que Deus na sua infinita sabedoria faria um texto tão confuso que mistura em um momento uma lamentação contra a babilônia e em outro momento fala de um suposto anjo caído, como se Ele se importasse com a história de (com o perdão da palavra) idiotas como esses pra perder tempo falando algo para alguém que não tem mais volta, e depois voltar a falar da babilônia outra vez?” (Alexandre*)

Primeiramente sugiro a você que não chame Satanás ou qualquer um dos demais anjos caídos de “idiota”. Nem Deus, a maior autoridade do universo, faz isso. Fazer uso de armas carnais contra o autor delas é dar tiros no próprio pé, você me entende? Deus nos dá Suas próprias armas nesse grande conflito. “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (II Co 10:3-5, ARA). E o que está registrado na Bíblia não é para quem quer se perder ou já se perdeu, mas “essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos” (I Co 10:11, NVI).

Segundo: o fato de você achar alguns textos de Isaías 14 confusos (bem como Ez 28) significa que eles de fato o são?! Você pode achar confusa a dupla abordagem – local e profética – na interpretação destes textos bíblicos, mas isso não é um argumento válido para invalidar a interpretação. Vou lhe apresentar como essa ambiguidade bíblica se repete frequentemente em ambos os testamentos e como o próprio Deus é o responsável por ela, ou seja, não se trata de uma escolha do profeta escritor dos textos ou de uma conveniência religiosa, mas do significado original do texto a tal ponto que, de outo modo, sua interpretação fica incompleta ou completamente errada!

Exemplo 1 “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17). Se usarmos o método que você usou para entender Is 14 e Ez 28 aqui nesta passagem, chegaremos a conclusão absurda de que Deus mentiu, já que Adão comeu do fruto, foi expulso do jardim vivo e só veio a falecer com 930 anos (Gn 5:5)! Por outro lado, evitando essa interpretação simplista que faz Deus errar, temos que procurar o significado original do texto. Paulo e o próprio Moisés, autor do Pentateuco, entre outros profetas, entenderam o raciocínio divino de Gn 2:17: “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo” (Ef 2:1, 2, NVI). “O salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). “Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o Senhor, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a ele. Pois o Senhor é a sua vida, e ele lhes dará muitos anos na terra que jurou dar aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt 30:19, 20, NVI). Ou seja, a morte profetizada por JAVÉ em Gn 2:17 era tanto a física quanto a espiritual, com ênfase nesta última, já que o casal não morreu fisicamente no dia em que comeram, muito embora tenham começado a morrer, tanto eles quanto o restante da criação de Deus!

Exemplo 2 As profecias preditas pelo próprio JAVÉ Deus em carne, o Senhor Jesus, em Mateus 24, são outro excelente exemplo da ambiguidade deliberada por Deus nalgumas passagens bíblicas! Os versinhos 4 – 29 tanto já tiveram seu cumprimento no contexto judaico (destruição de Jerusalém, 70 d.C.), como nos séculos de predominância católica no contexto político-religioso, bem como têm se cumprido em nossos dias e ainda se cumprirão imediatamente antes da vinda do Filho do homem, o v. 30 nos assegura! Ignorar isto e interpretar Mt 24:4-29 como cumprido ou como a se cumprir ainda revela desconhecimento bíblico profundo e interfere até mesmo na compreensão do que é a verdade segundo as Escrituras e seu impacto na vida diária, me refiro ao estilo de vida Deus espera de Seus filhos!

“Em nenhum momento Isaías foi incitado a citar nome de anjo, ou se referir a alguém que não fosse o reino babilônico” (Alexandre).

 Sério? Então, o referido homem “rei da babilônia” (Is 14:4) tinha poderes sobrenaturais e tinha ambições sobre-humanas, pois o profeta o descreveu assim: “Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! Você que dizia no seu coração: "Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo"” (Is 14:12-14, NVI). É bem verdade que Nabucodonosor, um dos reis babilônicos, passou por uma possível epifania como castigo por sua arrogância contra Deus (Dn 4), mas Isaías 13 e 14 e a cronologia bíblica-histórica deixam claro que a) o “rei da Babilônia” é uma referência ao reino babilônico em seu auge avassalador com suas várias sucessões reais e b) Nabucodonosor nem fraudas usava ainda quando a profecia de Isaías já existia e apontava para o passado de um ser que em sua arrogância caíra dos céus, embora almejasse ser maior do que JAVÉ!

Acompanhe a sequência de textos bíblicos numa ordem e contexto que realçam seu significado original, e apesar de fora de seus contextos bíblicos, não têm seu valor alterado e nos ajudam a entender Is 14 e Ez 28!

“Enquanto as estrelas matutinas juntas cantavam e todos os anjos se regozijavam” (Jó 38:7, NVI). “Sua cauda [do dragão] arrastou consigo um terço das estrelas do céu, lançando-as na terra” (Ap 12:4). “Houve então uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra” (Ap 12:7-9). “Certamente, se Deus não se refreou de punir os anjos que pecaram, mas, lançando-os no Tártaro, entregou-os a covas de profunda escuridão, reservando-os para o julgamento” (II Pe 2:4, Tradução Novo Mundo).

(Não é errado trabalhar com sequências de textos bíblicos como a construída logo acima quando o significado de cada texto é mantido mesmo fora de seu contexto! A própria Bíblia é um conjunto de ensinamentos espalhados que podem ser organizados numa sequência razoável. Cf. Is 28:10, 13)

Isaías 14 e Ez 28 têm seus significados proféticos realçados pela sequência acima. Um certo anjo, brilhante como o Vênus, criado perfeito (algo que do rei de Tiro, por exemplo, nunca poderia se dizer já que nascemos em pecado, Sl 51:5; cf. Ez 28:15) e ocupando a posição de querubim como aqueles dois da tampa ou propiciatório da “arca do Testemunho” (Êx 25:16-22).

Aliás, vemos ali estátuas muito mais antigas do que a imagem que você me apresentou no link http://misteriosantigos.50webs.com/Ciro_o_Grande.jpg, as quais só evidenciam a existência desses seres angelicais majestosos! Sua própria figura no link não tem nada que ver com o rei de Tiro, mas nos ajuda a perceber como os antigos povos contemporâneos ao Antigo Testamento e até a ele anteriores já possuíam conhecimento sobre a existência dessa classe de anjos, uma vez que suas esculturas reflitem um ensinamento bíblico datado muito anterior a elas (Gn 3:24 cita querubins aqui na Terra na época do primeiro casal!); lembre-se que até Moisés nasceu, morreu, foi ressuscitado e trasladado (Jd 9 e Mt 17:3) muito antes das culturas dos povos mencionados, de modo que não se pode dizer que os querubins da arca sejam posteriores aos achados arqueológicos! (Hendrickson Rogers)


Estude todo o artigo: "Diálogo sobre Lúcifer e Miguel - introdução"
                                "Diálogo sobre Lúcifer e Miguel - conclusão"

* Alexandre é um leitor deste blog.

Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - introdução


"Olá, não querendo ser chato (mas com certeza vai soar assim)[,] [o]nde está escrito que Miguel é Deus? Onde está escrito sobre "Lúcifer"? Por que você acha que "Lúcifer" é alguém? a palavra lúcifer é adjetivo e não substantivo nominal, tanto que em alguns textos antigos em uma das cartas de pedro esta usado o mesmo termo se referindo a Cristo. E em nenhum lugar da bíblia se refere a uma entidade chamada Lúcifer e nem sobre uma descrição do "satanás" "diabo" "anti-cristo" ou coisa assim, nem como querubim nem como nada" (Alexandre*, comentando o artigo: O Plano da Redenção para os anjos - 2ª parte)

Obrigado por seu comentário e seu interesse num diálogo e parabéns por pensar em assuntos bíblicos tão importantes para nosso desenvolvimento espiritual.

Respondendo a sua primeira indagação, eu lhe sugiro os seguintes artigos:



Para as suas duas últimas perguntas: Isaías 14:12 (KJ) afirma:

"How art thou fallen from heaven, O Lucifer, son of the morning! {how} art thou cut down to the ground, which didst weaken the nations! {O Lucifer: or, O day star}".

Na NVI está escrito assim:

"Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações!"

Na LXX aparece o termo "εωσφόρος", "estrela da manhã" ou "lúcifer" (filho da luz). Um adjetivo aplicado a um sujeito muito real, certo?

O mesmo adjetivo é aplicado ao Senhor Jesus em II Pe 1:19, confira:

"We have also a more sure word of prophecy; whereunto ye do well that ye take heed, as unto a light that shineth in a dark place, until the day dawn, and the day star arise in your hearts" (KJ).

"Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em seus corações" (NVI).

Pedro também usou o símbolo "leão" (I Pe 5:8) para representar a Satanás enquanto João (Ap 5:5) o usa para Jesus! A serpente representa tanto Satanás (Ap 12:9) quanto Jesus (Jo 3:14), e por aí vai! Esses paralelos evidenciam a existência do anjo caído, Satanás ou Lúcifer, já que Jesus é uma Pessoa bastante real!

Por fim, consultemos o profeta Ezequiel: "Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o determinei... Por meio do seu amplo comércio, você encheu-se de violência e pecou. Por isso eu o lancei em desgraça para longe do monte de Deus, e eu o expulsei, ó querubim guardião, do meio das pedras fulgurantes" (28:14 e 16).

Aquele que era como a Estrela da manhã, como Jesus; aquele que era um anjo querubim, como Jesus também possui a natureza angelical (cf. os dois artigos sugeridos acima), se tornou "diabo" ou acusador, "satanás" ou adversário! Jesus não. Ele nunca deixou de ser a Estrela da manhã e hoje Sua luz alcança a todos os que vivem na noite sombria das trevas do pecado! (Hendrickson Rogers)

O artigo continua: "Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - 2ª parte".
                            "Diálogo sobre Miguel e Lúcifer - conclusão"

*Alexandre é um leitor do blog.

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