segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Por que não existem estrelas verdes?


[Apesar da linguagem evolucionista-ateísta presente em muitos artigos cosmológicos, como este por exemplo, a construção do Altíssimo Deus não é manchada pelas escolhas filosóficas das criaturas racionais que a observam! Em vez de projetarmos nossos conteúdos sobre o Universo de Jesus, vamos permitir que  ele projete sobre nós as evidências inalteráveis de sua criação. Hendrickson Rogers] 

A cor de uma estrela é a combinação de dois fenômenos. O primeiro é sua temperatura, que determina o comprimento de onda (frequência) no qual o pico de sua radiação eletromagnética vai emergir no espectro.
Um objeto frio, como uma barra de ferro aquecida a 3.000 graus (frio em termos cosmológicos), vai emitir a maior parte de seu comprimento de onda próximo a 9.000 Angstrons (a parte mais ao vermelho do espectro visível).
Um objeto à temperatura de 30.000 graus vai emitir sua luz próximo ao comprimento de onda de 900 Angstrons (no extremo do ultravioleta do espectro visível).
A quantidade de energia emitida em outros comprimentos de onda é determinado de forma precisa pela temperatura do corpo e pela lei de radiação dos corpos negros de Planck. 
No gráfico abaixo, disponível nas aulas online da Universidade de Washington, vemos três curvas, correspondendo ao espectro de três corpos a três temperaturas diferentes:


Basicamente, o gráfico mostra o brilho em cada comprimento de onda. Quando a temperatura é de 7.500K, o brilho máximo está na faixa do violeta. Com 6.000K, no verde, e com 4.500K, no vermelho.
Bastaria então, a gente encontrar uma estrela com a temperatura de 6.000K, que teríamos encontrado uma estrela verde, certo? Não é bem assim.
De fato, existem várias estrelas com esta temperatura. O sol é uma delas. A temperatura superficial dele faz com que seu pico de luminosidade ocorra no limite verde-azul.
Mas o sol não parece verde-azulado para nós. O problema está na maneira com que percebemos as cores. Primeiro, olhe o gráfico e veja que na temperatura de 6.000K, o pico de luminosidade é no verde-azulado, mas é emitida luz em todo o espectro luminoso, do infravermelho ao ultravioleta.
Os cones da nossa retina, que são as células que percebem cores, existem em três tipos: os que captam o verde, os que captam o azul, e os que captam o vermelho.
O cérebro capta as cores combinando as informações dos três tipos de cones. Se ele percebe atividade nos cones verde, azul e vermelho, ele produz uma imagem laranja. Se os cones verdes e vermelhos estiverem ativos e o azul não, a cor é o amarelo, e assim por diante.
Só vemos uma coisa “verde” se ela só emite ou reflete luz verde, ou seja, se só os cones do verde forem excitados. Se misturar um pouco de azul ou um pouco de vermelho, já muda tudo.
Já que a temperatura indica um pico no verde, mas a luz é emitida em todas as faixas de cores, os cones azul e vermelho também são excitados. Por isto, vemos estas estrelas na cor branca.
Então, não existem estrelas verdes por que as estrelas com a temperatura esperada emitem sua luz em uma forma que nossos olhos percebem como branco. Para ver as estrelas na cor verde, elas teriam que emitir luz apenas nesta faixa de cor.
Outro fator que trabalha contra a cor verde é que vemos as cores no céu usando as células que percebem preto e branco, os bastões, e não os cones sensíveis a cores. Isto significa que somente as estrelas bastante brilhantes tem alguma cor, geralmente vermelho, laranja, amarelo e azul.
Fonte: Hype Science.

Deus, Zeus e Theos



Fonte: DVD Restaurando a Verdade.














quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Explicações matemáticas simples para Adão e Eva!


PROBLEMA: Muitos eruditos modernos consideram os primeiros capítulos de Gênesis como um mito, e não os tomam como históricos. Mas a Bíblia parece apresentar Adão e Eva como pessoas reais, que tiveram filhos, dos quais todo o restante da humanidade proveio (cf. Gn 5).


SOLUÇÃO: Há uma boa [quantidade de] evidência[s] para crermos que Adão e Eva tenham sido pessoas reais. 
  1. Gênesis 1-2 apresenta-os como pessoas reais, e até mesmo narra os importantes acontecimentos de suas vidas (o que é histórico). 
  2. Eles tiveram filhos que foram pessoas reais, que também tiveram filhos reais (Gn 4:1,25; 5:1). 
  3. A mesma frase ("são estas as gerações de") usada para registrar dados históricos posteriores em Gênesis (6:9; 9:12; 10:1, 32; 11:10, 27; 17:7, 9) é empregada com respeito a Adão e Eva (Gn 5:1).
  4. Cronologias posteriores do AT colocam Adão no topo da lista (1 Cr 1:1).
  5. O NT põe Adão no início da lista dos antecedentes de Jesus (Lc 3:38).
  6. Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros "macho e fêmea", fazendo da união física deles a base do casamento (Mt 19:4). 
  7. Romanos declara que a morte literalmente reinou no mundo trazida por um "Adão" literal (Rm 5:14). 
  8. A comparação entre Adão (o "primeiro Adão") e Cristo (o "último Adão") em 1 Coríntios 15:45 manifesta que Adão é tomado literalmente como uma pessoa histórica. 
  9. A declaração de Paulo de que "primeiro foi formado Adão, depois Eva" (1 Tm 2:13) revela que ele fala de uma pessoa real.
  10. É lógico que teve de haver um primeiro casal real de seres humanos, macho e fêmea, pois, caso contrário, a raça humana não teria como começar a existir. A Bíblia chama a esse casal, que de fato existiu, de "Adão e Eva", e não há por que duvidar de sua real existência.
(Norman Geisler e Thomas Howe. Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia, 1999 p. 20-21)

É CIENTIFICAMENTE POSSÍVEL? Até aqui você teve uma explicação teológica para o assunto. Mas, e a ciência, tem algo a oferecer neste assunto? A lógica é a seguinte: Se houve um Adão e uma Eva no início, então, todos nós, geneticamente, somos parentes (bem distantes, obviamente) e deve existir uma probabilidade matemática para isso. Pois bem, encontrei um artigo do Prof. de Bioquímica Sérgio Danilo Pena (UFMG), denominado "A grande família" na coluna "Deriva genética", o qual contém a seguinte explicação:

"Nós temos dois pais, quatro avós, oito bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós etc. O número de antepassados cresce exponencialmente, de maneira muito rápida. Vinte gerações atrás (400 anos, se considerarmos 20 anos por geração) eu deveria ter um milhão de antepassados. Há meros 600 anos (30 gerações) eu deveria ter um bilhão e, há 800 anos, um trilhão de antepassados!!! Nessa época, porém, estima-se que a população mundial era de cerca de 260 milhões de pessoas, não de um trilhão! Como explicar essa discrepância? 
Todos diferentes, mas todos parentes 
Se a matemática aponta que eu tinha um trilhão de antepassados há 800 anos, isso significa que, no ano 1207, as 260 milhões de pessoas vivas tinham de preencher todas as vagas de meus antepassados. Obviamente, então, meus ancestrais de 1207 não podiam ser todos pessoas diferentes! No meu heredograma, alguns nomes vão ter de aparecer duas, três ou mesmo centenas de vezes. Significaria isso que eu sou descendente de todo mundo que vivia em 1207? 
Não, por duas razões. A primeira é que nem todos que viviam em 1207 têm descendentes na Terra hoje. A segunda é que seria difícil para algumas dessas pessoas serem meus ancestrais por razões de localização geográfica (por exemplo, é muito pouco provável, embora não impossível, que asiáticos como Confúcio ou Genghis Khan sejam meus antepassados). Excluindo tais exceções, todas as pessoas que viviam na Europa, Ásia central, norte da África, Oriente Médio e Américas em 1207 são certamente meus antepassados.
O grande geneticista nipo-americano Susumu Ohno (1928-2000) mostrou em elegante artigo que a principal razão do número de antepassados diferentes ser menor do que o esperado de acordo com a função exponencial é a consangüinidade entre eles. Ohno demonstrou que existe uma geração no passado de cada um de nós (que ele chama de AN SA, isto é, “ancestralidade saturada”) que abrange todos os adultos evolutivamente fecundos, responsáveis por linhagens familiares que se estendem até o dia de hoje.

Em gerações anteriores à AN SA, o número de ancestrais de uma dada pessoa diminui progressivamente, no que tem sido chamado de “colapso do heredograma”. Mas o importante de se ressaltar é que todos os antepassados dos indivíduos evolutivamente fecundos da geração AN SA são também automaticamente nossos antepassados.

Assim, quando digo que sou descendente de Nefertiti, Maomé, Julio César e Carlos Magno, não estou “surtando” e sim fazendo uma constatação matemática. Mas geralmente não faço muito alarde do fato de que também sou descendente de ladrões, assassinos, vigaristas, prostitutas, lavadeiras, camponeses, soldados, sapateiros, alfaiates e, inevitavelmente, de alguns clérigos.

Um corolário do fato de eu ser descendente de todas as pessoas que existiram em 1207 é que sou parente de praticamente todas as pessoas que vivem no mundo hoje. Mas isso não se aplica somente a mim, como também a você, leitor, “ – mon semblable, – mon frère ”, nas palavras do poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867), concluindo, em outro contexto, sermos todos semelhantes, todos irmãos. Estima-se que praticamente toda a população da Terra seja prima em um grau inferior ao 50º. Em outras palavras, toda a humanidade é uma grande família!" [Ênfase acrescentada].

Neandertais comendo e se medicando com plantas? Como assim Dona Evolução?


Há já algum tempo que o “Institute for Creation Research” identificou os Neandertais como humanos no verdadeiro sentido do termo.1 Mas durante décadas, os evolucionistas caracterizaram esta extinta variedade de humanos como sub-humanos, alegando que carne era practicamente tudo o que eles ingeriam.
Um livro de 1970 com o título Early Man ilustrou uma migrante família Neandertal usando peles de animais e carregando tacos de madeira. Parte da legenda diz:
Do lado esquerdo, um homem carrega uma pequena quantidade de provisões – um coelho e uma áve aquática – indicando que os Neandertais caçavam outras criaturas para além de ursos das cavernas e rinocerontes lanudos.2
O livro não diz que os Neandertais ingeriam plantas por motivos nutritivos e por motivos médicos, mas uma recente análise forense aos dentes dos Neandertais “morde” esta antiga história evolucionista.
Pesquisadores estudaram o cálculo dentário, ou o tártaro, dos dentes de cinco Neandertais encontrados na Caverna El Sidrón no Norte de Espanha. Durante os seus estudos foram usadas técnicas avançadas de rastreio de certos químicos. Os seus resultados foram revelados no jornal Naturwissenschaften:
Ao usar estes métodos juntamente com a extracção e análise de microfósseis vegetais, encontramos 1) evidências químicas consistentes com fumo proveniente de fogo feito em madeira, 2) uma gama de comida amilácea cozinhada, 3) duas plantas conhecidas actualmente pelas suas qualidades médicas, 4) e betume ou óleo de xisto preso dentro do cálculo dentário. No entanto, dentro do mesmo cálculo, evidências químicas de lípidos/proteínas provenientes de carne eram baixas ou totalmente inexistentes.3
Os Neandertais usaram comida rica em amido e plantas com propriedades médicas? Os autores do estudo escreveram que estes antigos “possuíam um conhecimento sofisticado do seu ambiente natural, incluindo a habilidade de seleccionar certas plantas.3
Quem quer que tenha sugerido que os Neandertais não eram humanos foi motivado pelo dogma uma vez que décadas de análise forense demonstraram ad nauseum a humanidade dos mesmos. Por exemplo, eles usavam instrumentos musicais e jóias, e o seu ADN é totalmente humano4,5 Mais importante ainda, o facto dos Neandertais terem ingerido comida rica em amidos refuta a desculpa-padrão usada pelos evolucionistas para explicar o porquê da população humana ter explodido numericamente há apenas 5,000 anos atrás, depois da humanidade supostamente ter existido durante mais de 100,000 anos.6
Os autores do estudo presente na Naturwissenschaften deram início ao seu relatório com alegações doutrinárias alegando que “Os Neanderthais desapareceram algures entre 30,000 a 40,000 anos atrás.”3 Se seres totalmente humanos existiram durante 30,000 anos ou mais, o que é que causou a que eles esperassem 25,000 anos antes do seu histórico crescimento populacional?
Para os evolucionistas, as calorias presentes nos cereais supostamente são a chave para o seu dilema.7 Eles alegam que os seres humanos primordiais nada mais eram que caçadores, e que só recemente foram capazes de cultivar e catar as calorias necessárias para o crescimento populacional. O problema para os evolucionistas é que os Neandertais da Caverna de El Sidrón, e usando a idade evolutiva de 50,000 anos, alimentava-se de cereias. Se estas pessoas ancestrais alimentavam-se com “uma gama de comida amilácea cozinhada“, é razoável acreditar que outros povos do mundo faziam o mesmo.
Ajustar estas evidências dentro da história Bíblica é bastante simples (coisa que não é ajustar estes dados às histórias evolutivas sempre em constante revisão): Os Neandertais e outras populações humanas descendem do primeiro casal criado à Imagem de Deus – originalmente criados com a capacidade de construir joelharia, tocar instrumentos e “a habilidade de seleccionar certas planta” para fins médicos e nutricionais.
O motivo por trás do recente crescimento populacional simplesmente é o reflexo do tempo passado desde o Dilúvio descrito em Génesis – quando o homem se começou a multiplicar e a encher a Terra. Não é preciso inventar uma história em torno das calorias ; e ainda bem que não é preciso, uma vez que as evidências de que os Neandertais comeram alimentos ricos em amido em quantidades suficientes para causar tártaro dentífrico demonstram que as calorias encontravam-se disponíveis demasiado cedo para serem usadas como desculpa em torno do porquê o crescimento da população humana ter começado mais tarde do que o momento esperado pelos evolucionistas.
As perguntas para os evolucionistas ateus são quase sempre as mesmas: vocês vão acreditar na ciência e na Palavra de Deus, ou vão acreditar nas “fabulas enganosas” descritas pelos militantes ateus do passado (e do presente) ? Que tipo de evidência científica é que vocês aceitariam para que vocês deixassem de ter fé em Darwin e passassem a ter fé no que o Criador diz na Bíblia?
A Bìblia é a Perfeita Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo de modo a que nós possamos saber o suficiente para evitar sermos lançados na fornalha eterna. Quanto mais tempo vocês evolucionistas ateus se apegam a mitos naturalistas, mais difícil fica vocês evitarem esse tal castigo eterno. A escolha é vossa.
HeavenHell2Choice
E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. – Hebreus 9:27-28
Fontes: ICR e Darwinismo.
Referencias
  1. Gish, D. 1975. Man…Apes…Australopithecines…each Uniquely DifferentActs & Facts. 4 (11). 
  2. Howell, F. C. 1970. Early Man. Morristown, NJ: Silver Burdett Company, Time Inc., 132.
  3. Hardy, K. et al. 2012. Neanderthal medics? Evidence for food, cooking, and medicinal plants entrapped in dental calculus. Naturwissenschaften. 99 (8) :617–626.
  4. Zilhão, J. et al. Symbolic use of marine shells and mineral pigments by Iberian Neandertals. Proceedings of the National Academy of Sciences. Published online before print January 11, 2010.
  5. Green, R. E. et al. 2010. A Draft Sequence of the Neandertal Genome. Science. 328 (5979): 710-722
  6. Thomas, B. 2012. A Recent Explosion of Human DiversityActs & Facts. 41 (9): 17. 
  7. For example, one study said, “What, in the agricultural economy, had an impact on human biology that ultimately determined the growth of the population? The increase in natural maternal fertility, through a reduction in the birth interval, is mainly determined by the energy balance and the relative metabolic load. It implies a positive return of the postpartum energy balance, which occurred earlier in farming than in foraging societies due to the energy gain from the high-calorie food of sedentary farmers (wheat, lentils, peas, maize, rice, and millet) compared to the low-calorie food of mobile foragers (mainly game), coupled with a decrease in the energy expenditure of carrying infants. This signal is interpreted as the signature of a major demographic shift in human history and is known as the Neolithic Demographic Transition (NDT) or, synonymously, the Agricultural Demographic Transition.” See Bocquet-Appel, J.-P. 2011. When the World’s Population Took Off: The Springboard of the Neolithic Demographic Transition.Science. 333 (6042): 560-561.

Mais supermentiras da SuperInteressante para este Natal


A revista Superinteressante, ao longo dos anos e cada vez mais distante de sua proposta original, se tornou extremamente previsível e redundante. Tanto é assim que, quase sempre nos meses de dezembro, os editores dela dão um jeito de publicar alguma coisa sobre Jesus, desde que seja algo sensacionalista e contrário ao que dizem os Evangelhos. O título da matéria de capa deste mês é autoexplicativo e típico: “Jesus, a verdade por trás do mito”. É a mesma ideia de sempre: o relato evangélico sobre Jesus é mitológico, mas a Superinteressante, com base em duas ou três fontes (sempre liberais ou simplesmente descrentes), tem a verdade. É a Superdona da verdade.
Segundo a reportagem, “é consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu mesmo em Nazaré”. Então citam John Dominic Crossan (sempre ele), para quem “tanto Mateus quanto Lucas dizem que Jesus nasceu em Belém com o objetivo de dizer metaforicamente, simbolicamente, que ele é o ‘novo rei Davi’”. E a revista prossegue em sua tentativa de desconstrução da história: “O motivo que Lucas dá para José e Maria terem ido a Belém não existiu. O governo de Augusto é extremamente bem documentado. E não há registro de censo nenhum. Menos ainda um em que as pessoas teriam que ‘voltar à cidade de seus ancestrais’.”
Mas o fato é que, quando o assunto é a pessoa de Jesus Cristo, mesmo entre os incrédulos a resposta não é clara. “Existem aqueles que defendem a ideia do Jesus mito, dizendo que ele não foi nada além do que um plágio de divindades egípcias, gregas, romanas e do hinduísmo”, explica o pastor e teólogo Luiz Gustavo Assis, de Porto Alegre, RS. Alguns ateus militantes são taxativos em dizer que Jesus jamais existiu, e quase num malabarismo lógico (ou ilógico) tentam descartar as mais de dez referências extrabíblicas que O mencionam. Mais recentemente, o agnóstico Bart Ehrman lançou o livro Did Jesus Exist? The Historical Argument for Jesus of Nazareth (HarperOne, 2012), no qual ele curiosamente defende a historicidade do carpinteiro de Nazaré! “Afinal, quem está com a razão?”, pergunta Luiz.
Lunático ou impostor
Entre uma e outra crítica, existem uns poucos fatos bem conhecidos na matéria da Super. Por exemplo: “Outro consenso é o de que Jesus nasceu ‘antes de Cristo’. A fonte aí é a própria Bíblia [note como, de repente, numa crise de “bipolaridade jornalística”, a Bíblia passa a ser aceita como fonte histórica]. Mateus e Lucas dizem que Ele veio ao mundo durante o reinado de Herodes, o Grande (não confundir com Herodes Antipas, seu filho, o soberano da Galileia durante a fase adulta de Jesus). Bom, como esse reinado terminou em 4 a.C., Ele não pode ter nascido depois disso. E sobre o dia do nascimento a Bíblia é clara: não diz nada.” Curiosamente, Superinteressante escolhe os textos bíblicos que devem ser claros e confiáveis e descarta os que não quer que sejam confiáveis. Tanto é que, quando trata dos “reis magos”, sentencia: “Essa é uma história típica da mitologia em torno de Jesus.”
No quarto tópico tratado pela matéria sob o intertítulo “Jesus era só um entre vários profetas”, há a sugestão de que Jesus Cristo teria sido apenas um profeta. O especialista consultado é Chevitarese (sempre ele, também), para quem João Batista seria um “concorrente” de Cristo: “Ele não se ajoelharia na frente de Jesus e diria que não é digno de amarrar a sandália dele, como está nos evangelhos”, diz Chevitarese. E mais uma vez ficamos confusos: Superinteressante aceita ou não o relato dos Evangelhos?
Mais: não é possível aceitar que Jesus fosse apenas um profeta. Nenhum profeta bíblico jamais assumiu prerrogativas divinas como a de perdoar pecados e se dizer Deus. Conforme lembra Luiz Gustavo, no Antigo Testamento, o verbo hebraico salah (perdoar) só ocorre tendo Deus como sujeito. “Quando Jesus utilizou esse verbo, estava deixando bem explícito como Ele via a Si mesmo”, diz o teólogo. Jesus fez isso mais de uma vez, tanto é que quase foi apedrejado por blasfêmia. Fosse apenas humano e teria sido mesmo uma blasfêmia. Fosse apenas humano e não teria aceitado a declaração de Tomé: “Meu Senhor e meu Deus.” Se Jesus fosse apenas humano, jamais teria sido aceito como profeta, apenas. Ou seria um lunático ou um impostor. Não profeta.
“Entregar” e “receber”
O tópico 5 vai mais longe ao afirmar que Mateus, Marcos, Lucas e João não são os autores dos evangelhos. “Ninguém sabe quem escreveu os livros”, afirma a revista. Falso. Os chamados pais da igreja, ou seja, a geração seguinte de líderes que sucedeu os apóstolos, citaram vários textos dos Evangelhos, tanto é assim que, conforme acreditam alguns estudiosos, mesmo que se perdessem os manuscritos dos apóstolos seria possível recuperar toda a história de Jesus com base nos textos patrísticos que citam os Evangelhos.
Outra “verdade” da Super: “O mais provável é que comunidades cristãs tenham encomendado esses trabalhos [os Evangelhos] – e ditado aos escribas as histórias que conhecemos hoje.” Por quê? Porque, segundo a revista, os discípulos seriam analfabetos. Contraditoriamente, a mesma matéria informa que Mateus era cobrador de impostos e que Lucas era médico. Seriam mesmo analfabetos? De acordo com o especialista em Novo Testamento Ben Whiterington III, do Asbury Theological Seminary, nos EUA, a palavra grega agrammatos, utilizada em Atos 4:13 referindo-se aos discípulos de Cristo, tem o significado de não ser treinado nas leis rabínicas e não significa ausência de instrução. (Certa ocasião, a revistaGalileu também afirmou que Jesus seria iletrado, esquecendo-se completamente da cena em que Ele escreve no piso do templo.)
“Dos evangelhos, o primeiro a ser escrito foi aquele que hoje [não apenas hoje, mas desde sempre] é atribuído a Marcos, quase 40 anos após a morte de Jesus”, afirma a matéria, se esquecendo de que uma fonte tão recente assim em relação aos fatos ocorridos seria facilmente refutada pelas testemunhas oculares ainda vivas na época. Segundo Luiz Gustavo, atualmente existe acalorada discussão envolvendo um fragmento descoberto entre os Manuscritos do Mar Morto, na Jordânia, e o Evangelho de Marcos. Trata-se do documento 7Q5, que muito provavelmente seja o manuscrito mais antigo desse evangelho, de acordo com o falecido papirologista espanhol e teólogo Josep O’Callaghan. “É bom lembrar que a comunidade de Qumran foi destruída antes do ano 70 d.C., e na biblioteca deles já havia um exemplar do Evangelho de Marcos. Sem dúvida, ele deve ter sido escrito antes dessa data”, conclui Luiz. Os textos de Paulo são ainda mais próximos do tempo de Jesus. Um exemplo disso é 1 Coríntios 15:3-7. Trata-se de um antigo credo cristão que Paulo estava citando para os fiéis de Corinto. Existem várias palavras e expressões nesses versos que jamais foram utilizadas por ele em outras passagens, demonstrando que ele estava citando algo. Não só isso, mas os verbos “entregar” e “receber” eram termos técnicos utilizados no meio rabínico para transmitir tradições orais.
A “esposa do Cordeiro”
As fortes tendências semíticas nesses textos demonstram que esse credo surgiu na região de Jerusalém e Paulo deve ter tido contato com ele em algum momento depois de sua conversão, em 34 d.C., poucos anos após os ministério de Jesus, que se encerrou em 31 d.C. “Em outras palavras”, explica Luiz, “o que temos em 1 Coríntios 15:3-7 é um credo cristão falando da morte, sepultamento, ressurreição e das aparições de Jesus, elaborado pouco tempo depois desses eventos, e que facilmente poderia ser desmentido.”
Na contramão da Super, a jornalista Isabela Boscov, na revista Veja do dia 15 de dezembro de 2004, escreveu: “As fontes mais aceitas sobre a trajetória de Jesus – os evangelhos sinópticos, de Mateus, Lucas e Marcos – são consistentes com o que se sabe sobre a Palestina do século I, de forma que a chance de serem fruto da imaginação de seus autores é desprezível.”
Sir William Ramsey, célebre historiador e arqueólogo do século 19, esforçou-se por demonstrar que a história de Lucas estava cheia de erros. Entretanto, após toda uma vida de trabalho e estudos, ele escreveu: “A história de Lucas é insuperável quanto a sua fidedignidade” (The Bearing of Recent Discoveries on the Trustworthiness of the New Testament [Grand Rapids: Baker], p. 81). Mas a Superdona da verdade consulta esse tipo de fonte? Não, nunca.
A revista não ia perder a chance de colocar o dedo na polêmica em torno da suposta esposa de Jesus: ao falar a respeito dos “evangelhos apócrifos”, informa que “um deles é aquele descoberto recentemente e que ficou famoso por dizer que Jesus era casado“. Trata-se de um fragmento de papiro em que se lê: “Minha esposa [...].” O resto está cortado. “O manuscrito é dos anos 300 d.C. Bem mais recente que os evangelhos do Novo Testamento”, portanto bem menos confiável que os manuscritos bíblicos. Mas o pior vem a seguir: “O que ele [o fragmento egípcio com texto incompleto e cortado] significa? Que alguma comunidade cristã daquela época acreditava que Jesus era casado.” Isso é interpretação mirabolante de quem não estuda a Bíblia. Ainda que acreditássemos na autenticidade do papiro, o fragmento de frase “Minha esposa [...]” poderia significar muitas coisas, inclusive uma menção à igreja, representada no Apocalipse (e em outros livros bíblicos) como a “esposa do Cordeiro”.
Bom “vendedor”
Além de também tentar redimir o traidor Judas (tópico 6) (leia sobre isso aquiaqui e aqui), no tópico 7, a revista vai mais longe: procura reinterpretar as palavras de Jesus (registradas nos evangelhos que ela não aceita, relembre-se). “O reino de Deus ou Reino dos Céus) que Jesus pregava iria acontecer aqui na Terra mesmo [...] Jesus chega a afirmar que o Reino de Deus já chegou”, diz o texto, numa clara tentativa de sugerir que Jesus não Se refere ao fim do mundo. Que falta faz a boa teologia! Superinteressantedeveria fazer o dever de casa e perguntar a alguns bons teólogos por que Jesus Se referia ao reino de Deus no futuro e no presente. Algum desses estudiosos poderia explicar que Jesus faz menção ao reino da graça (presente) e ao reino da glória (futuro). Como Rei dos reis, onde Jesus está, ali está o reino dos Céus. Portanto, o reino já estava de fato entre as pessoas do século 1, e também pode estar com qualquer um que convide Jesus para morar em seu coração, em sua vida. Mas o aspecto glorioso desse reino de fato está no futuro, quando Jesus voltar à Terra para resgatar aqueles que aceitaram o reino da graça. Simples assim. Não tem nada de oportunismo, como Superinteressante sugere, como se Jesus, ao ver que Sua pregação apocalíptica não se cumpria, teria se saído com esta: “Meu reino não é deste mundo.”
O viés da matéria da Superdona da verdade fica ainda mais claro no fim do texto, no “Para saber mais”. São indicados apenas dois livros, de autores que defendem a mesma linha de pensamento: André Chevitarese e o ex-cristão Bart Ehrman. Existem vários acadêmicos de respeito que poderiam ser citados como contraponto. O teólogo e filósofo Gary Habermas, da Liberty University, nos EUA (leia entrevista exclusiva com ele na revista Conexão 2.0 de janeiro), e Craig Evans, da Acadia Divinity College, no Canadá. Ambos possuem vários livros publicados sobre Jesus e o surgimento do cristianismo, mas são sempre ignorados em matérias como essa da Super.
Se não consegue sequer fazer bom jornalismo “ouvindo os dois lados”, como Superinteressante vai nos fazer crer que é capaz de falar de Jesus com isenção? Bem, o importante é vender revistas e Jesus é um bom “vendedor”. Isso é fato e a Super sabe muito bem.

10 Bibliotecas Virtuais


As bibliotecas virtuais surgem com uma forma de democratizar a informação em todo o mundo e, por isso são grandes aliadas dos professores. Nelas você encontra obras que custam caro e que ainda não estão disponíveis na sua escola ou biblioteca da cidade.
Para ajudar na busca, a Revista Nova Escola preparou uma seleção com 10 bibliotecas virtuais onde o usuário pode baixar gratuitamente diversos clássicos da literatura, entre outras obras.
Brasiliana USP (http://www.brasiliana.usp.br/)
A biblioteca que ainda não tem residência física definitiva na Universidade de São Paulo já tem uma pequena porcentagem do seu acervo online focado em autores brasileiros ou obras ligadas à cultura nacional em domínio público. Em destaque, três volumes com gravuras de Debret durante sua viagem pelo Brasil no século 19, todas as primeiras edições da obra de Machado de Assis, José de Alencar e Olavo Bilac e a Coleção da Klaxon, uma das principais revistas do movimento modernista paulistano. Boa parte das obras raras acompanha textos de apresentação feitos pelos pesquisadores.

Desenvolvida pelo Ministério da Educação, nesta biblioteca são disponibilizados gratuitamente cerca de 180 mil textos, além de imagens, arquivos de som e vídeo. O site conta com rico acervo de publicações na área de educação. Lá, você ainda encontra as obras completas de Machado de Assis e um grande acervo de poesias de Fernando Pessoa. A biblioteca possui também diversas músicas eruditas brasileiras, e inúmeros textos de literatura infantil, além dos Compilados sobre Legislação Educacional.
Biblioteca Nacional (http://www.bn.br/portal/)
Um dos maiores acervos do país já tem boa parte da sua versão virtual catalogada, principalmente na área de periódicos. Apesar de conter um certo número de materiais literários, o foco da biblioteca catalogada ainda são os mapas, fotografias e periódicos. Vale conferir a versão original dos Lusíadas, a Bíblia em latim, e a Coleção Teresa Cristina – uma série de documentos doados ao museu pela mulher de Dom Pedro II com registros riquíssimos do Império.
Arquivo Público do Estado de São Paulo (http://www.arquivoestado.sp.gov.br)
Uma excelente opção para aqueles que procuram arquivos históricos relacionados ao Estado de São Paulo Jornais, o Arquivo Público do Estado traz uma série de revistas, Fotografias, vídeos e anuários estatísticos. Entre os destaques do acervo está um conjunto documental com cartas trocadas pelos chefes do movimento sobre a Revolução de 1924. A seção Memória da Educação é um prato cheio para professores, apresentando publicações de caráter histórico que nos remetem ao universo escolar em São Paulo nos séculos 19 e 20.
Acervo Digitais de Cordeis da Biblioteca de Obras Raras de Átila de Almeida – UFPB


Considerando a riqueza da peculiaridade da cultura nordestina, a biblioteca traz cerca de 9 mil títulos e 15 mil exemplares de cordéis da Biblioteca de Obras Raras Átila Almeida, cuja mantenedora é a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A biblioteca apresenta-se como a maior guardiã no Brasil desse tipo de acervo tanto no que diz respeito às questões de ordem quantitativa como qualitativa (estado de conservação e organização das peças).

Também pertencente à Universidade Federal da Paraíba, a biblioteca traz um rico acervo sobre o educador que inclui seus textos, livros, textos didáticos, correspondências e, inclusive, diversas críticas e análises relacionadas a seu trabalho.
Biblioteca Digital Mundial (http://www.wdl.org/pt/about/)
Criada pela UNESCO, a Biblioteca Digital Mundial disponibiliza na Internet, gratuitamente, e em formato multilíngue, importantes de literatura, áudio, mapas e fotografias provenientes de países e culturas de todo o mundo. As pesquisas podem ser feitas em sete línguas diferentes e as buscas, feitas por período.
Traz biografias de artistas, cineastas e dramaturgos nacionais; além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de diversas emissoras de TV. Caso o leitor prefira a versão impressa, todos eles podem ser encontrados em livrarias de todo o país;
Projeto da Wikimedia Foudation dedicado ao desenvolvimento colaborativo de livros, apostilas, manuais e outros textos didáticos de conteúdo livre. São diversos temas em diversas línguas. Há uma versão da página em português.
Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros (1810 a 2005) – FEUSP (http://www2.fe.usp.br/estrutura/livres/index.htm)
Banco de dados que disponibiliza pela internet o acesso à produção das diversas disciplinas escolares brasileiras desde o século XIX até os dias atuais e fornece referenciais e fontes. A organização do LIVRES caracteriza-se por ser alimentado e ampliado constantemente pelas pesquisas de uma equipe de especialistas da área, que analisam o livro.
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"A velha cena de ficção na qual humanos fogem apavorados de dinossauros não seria tão estapafúrdia", diz cientista!


No artigo “Freada de arrumação”, de Fraklin Rumjanek, publicado na revistaCiência Hoje nº 299, ele fala sobre a mudança de interpretação do relógio molecular e traz um dado interessante e surpreendente: a contagem do tempo com base nesse método agora coloca os “ancestrais” do ser humano no tempo dos dinossauros. Ele escreveu: “A frequência de mutações aumentava em proporção direta com a idade do genitor masculino no momento da concepção e havia uma correlação clara entre essas mutações e a ocorrência de autismo e de esquizofrenia. [...] é provável que a produção periódica de milhões de gametas masculinos, ao exigir um número muito maior de divisões celulares, aumente a chance do surgimento de mutações.”

O primeiro detalhe que fica evidente nessa constatação é que mutações via de regra ocasionam problemas (neste caso específico, autismo e esquizofrenia), nunca ganho de informação genética ou aprimoramento a ponto de dar origem a novos órgãos funcionais e planos corporais. Isso é o que os dados observacionais dizem. O resto é especulação. Mas tem mais. Rumjanek diz que os pesquisadores “perceberam que a taxa de mutação não pode ser considerada uma constante e que, se isso for válido também para outras espécies, a investigação de suas árvores evolutivas deverá levar em conta que a idade do genoma paterno introduz uma variável que altera a medida do tempo de evolução. Em consequência, o tempo estimado de divergência evolutiva entre as espécies terá que ser recalculado. Em outras palavras, será preciso reajustar o relógio molecular [que mede quanto tempo é necessário para a ocorrência de uma mutação]”.

Resultado: “Segundo o novo relógio molecular, os ancestrais comuns [sic] de humanos e macacos teriam convivido com os últimos dinossauros, ideia até recentemente execrada. Na nova conjuntura, usando alguma licença poética, a velha cena de ficção na qual humanos fogem apavorados de dinossauros não seria tão estapafúrdia.” Deixando de lado certos “detalhes”, é interessante lembrar que os criacionistas sempre disseram que humanos e dinossauros foram contemporâneosTambém é interessante ver como certas “verdades científicas” acabam sendo lançadas por terra depois que os fatos vêm à tona. Quem sabe algum pesquisador ainda tenha coragem para demonstrar as insuficiências epistemológicas da macroevolução darwinista.

Fonte: Criacionismo

Se os cristãos não proclamarem a Verdade, as pedras hollywoodianas clamarão?


O cinema trata o fim do mundo como se fosse verdade. Uma verdade de duas horas. O espectador fica em suspense quando assiste “O Dia depois de Amanhã”. Quando o filme acaba, ele sai para comer como se não houvesse amanhã. Para Hollywood e para o vendedor de pipocas, o fim do mundo pode ser só ficção, mas o lucro é bem real.

Como os maias “agendaram” a destruição do planeta para o dia 21/12/12, vamos lembrar de seis ficções e uma verdade sobre o fim do mundo:

Ficção 1: Presságio
O começo: números e cálculos feitos por uma garota há mais de 50 anos são interpretados como previsões (acertadas) de catástrofes. O fim: aniquilação total. O lado religioso: em meio a várias referências bíblicas (4 cavaleiros, profecias), arruma-se até uma espécie de “nave de Noé”.

Ficção 2: O Fim do Mundo
O começo: cientista descobre que um planeta desgovernado atingirá a Terra. O fim: colisão de planetas. O lado religioso: uma arca de Noé espacial levará alguns habitantes sorteados para um lugar seguro.

Ficção 3: O Abrigo
O começo: um homem tenta avisar a todos sobre a iminente destruição. O fim: o apocalipse tarda mas não falha. O lado religioso: ninguém acredita na sua pregação. O filme pode ser um tanto enigmático, mas possui um subtexto teológico instigante. 

Ficção 4: A Última Noite
O começo já é o fim: o mundo vai acabar à meia-noite do último dia do ano de 1999. O lado religioso:  descrença geral. 6 horas antes do fim, alguns personagens se conformam e outros querem fazer tudo o que não fizeram antes na vida. "Quando o Filho do Homem vier, achará fé na Terra?"

Ficção 5: 2012
O começo: a profecia dos maias vai se cumprir no dia marcado. O fim: monumentos (e grande parte da população) não sobrevivem. O lado religioso: os que sobreviveram vão recomeçar a vida numa nova região que se formou após a catástrofe planetária. O apocalipse e o gênesis sem a intervenção de Deus.

Ficção 6: Deixados para Trás
O começo: após o arrebatamento dos fiéis, o mundo é entregue ao Anticristo. O fim: a interpretação teológica de Tim LaHaye é mesmo o fim. O lado religioso: o filme dá uma requentada numa teoria (Arrebatamento Secreto) surgida em 1827 e se torna o engodo mais lucrativo do cinema evangélico norte-americano.

Verdade 1: O livro do Apocalipse
Lido apressadamente, esse livro parece uma história mítica e tremendamente excludente. Mas, lido com acuidade, o Apocalipse também pode ser visto como uma história de amor. É que, com relação ao juízo divino, o amor vem junto com a justiça.  Por isso, para quem não crê, soa terrível. Para quem crê, soa esperançoso. Mas atenção: segundo a Bíblia (Mateus 7), até para quem diz crer pode não haver um final feliz.

As variações do fim do mundo contadas por livros e filmes vão da melancolia ao escárnio. Banalizado por descrentes e desacreditado por causa de fanáticos marcadores de datas, o fim do mundo, pelo menos de acordo com a Bíblia, representa um novo começo. Como você faria se quisesse entender seriamente qualquer assunto, sugiro que o leitor procure os especialistas e teólogos que tratam do tema como uma verdade coerente.

É incrível como Hollywood nunca pretendeu filmar a versão bíblica do apocalipse. Uma história de grandes conflitos, esperança e concretização de antigas profecias: se os cristãos não proclamarem corretamente, as pedras hollywoodianas clamarão? 

Fonte: Nota na pauta.

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