sexta-feira, 19 de abril de 2013

Quase tudo sobre o Dilúvio bíblico-histórico - 2ª parte


• Outros pesquisadores foram mais liberais em calcular que setenta e duas “Espécies Criadas” de quadrúpedes e menos de duzentas “Espécies Criadas” de aves eram tudo que se requeria para produzir a diversidade que existe hoje. Segundo os cálculos, a arca seria capaz de conter cento e vinte mil (120.000) animais com o tamanho de uma ovelha ou de um cavalo, e ainda sobraria espaço; numa superlotação, ela poderia conter 125.240 animais com até aprox. 4,5 metros de altura (usando as dimensões do côvado hebreu “menor”). Se considerarmos outro tipo de côvado, a capacidade da arca seria bem maior. Por que Noé poria animais adultos na arca? Animais jovens iriam ocupar menos espaço, comer menos, e mais fácil de cuidar. Animais jovens também seriam mais fáceis de domar por serem mais dóceis. O objetivo de ter animais a bordo da arca era para que eles pudessem reproduzir a espécie, depois da inundação, e repovoar a Terra. Além disso, animais jovens teriam uma maior capacidade de reprodução, e estariam aptos a viver mais que animais velhos. Que a grande variedade da vida animal hoje conhecida poderia ter sido reproduzida de tão poucas “Espécies Criadas”, é provado pela infinita variedade da espécie humana — pessoas baixas, altas, gordas, magras, com incontáveis variações da cor dos cabelos, dos olhos e da pele — todas as quais surgiram da única família de Noé. Lembrando sobre os estudos realizados nos cromossomos X e Y, e nas mitocôndrias, que demonstraram a origem comum da raça humana. Estes estudos são válidos e aceitos em todas as áreas científicas, tanto para Evolucionistas quanto também para criacionistas.

Haveria guerra entre carnívoros e herbívoros dentro da arca? Geralmente pergunta-se como os diferentes tipos e espécies de animais, conviveram pacificamente na arca, como haveria paz entre os animais dentro da arca. Cientificamente falando, há motivos que cooperariam para a paz entre os animais dentro da arca:

• Noé teria levado exemplares filhotes consigo na arca, que dariam menos trabalho, menos alimentação e seriam mais fáceis de domar. Por serem filhotes, eles seriam mais pacíficos e menos violentos que exemplares adultos.

• Outro ponto científico que colaboraria para a paz dentro da arca seria o estado de hibernação. Hibernação é um estado de entorpecimento (paralisia, falta de ação) ou sono letárgico (sono profundo e duradouro do qual somente com dificuldade e temporariamente se pode despertar); durante o período de hibernação, o organismo abaixa ao máximo o seu consumo de energia, possibilitando que eles suportem longos períodos de tempo sem se alimentar. Os animais que hibernam passam longos períodos em repouso absoluto e sono profundo, durante o qual não se alimentam, e o seu ritmo de batimento cardíaco diminui (cerca de um centésimo do normal). A energia necessária para a sobrevivência dos animais que hibernam, é obtida a partir das gorduras armazenadas no seu tecido adiposo (gorduroso), que funciona como um reservatório de energia, as quais são repostas quando o animal voltar à sua atividade normal. Os animais têm condições de hibernar 18 meses, e eles ficaram menos de treze na arca. Deus deve ter conduzido os animais ao estado de hibernação; as condições também eram favoráveis pra que eles hibernassem: talvez, por ficarem muito tempo parados e no mesmo ambiente, com pouca variedade alimentícia, somado ao frio, a “monotonia” que enfrentaram reduziria a atividade do organismo e os faria hibernar. Com a diminuição do metabolismo, as fezes também seriam mínimas e a quantidade de comida levada por Noé e família seria suficiente para alimentar todos os animais por quase um ano.

• Há também pontos teológicos que podem explicar como os animais puderam viver em paz entre si, na arca. É citado o relato do livro apócrifo A Caverna dos Tesouros, que diz que Deus, fez com que reinasse a paz entre os animais, ferozes e mansos dentro da arca, fazendo com que convivessem pacificamente, conforme a paz que haverá no futuro Reino Milenar, descrita em Isaías 11:6-9. Se este argumento é válido ou não, isto fica a critério de cada pessoa. Devemos lembrar que o dilúvio em si, foi um evento sobrenatural, e Deus deve ter intervindo de muitas maneiras para preservar os seres humanos e os animais. Que houve harmonia entre os animais na arca, não há dúvidas, pois logo de início notamos harmonia entre eles no momento de entrarem na arca, quando os mais diversos tipos de seres vieram até Noé, e entraram de dois em dois na arca, sem guerra. Há também quem acredite que homens e animais eram vegetarianos antes do dilúvio, pelo fato de Deus, quando criou os animais e o homem, lhes ter designado apenas a alimentação vegetal (Gênesis 1: 29,30), e a ordem para que se alimentassem de carne só ter sido dada após o dilúvio (Gênesis 9: 2-4 ). Mas a maioria dos cristãos acredita que esta dieta originalmente vegetariana foi alterada logo após a queda do homem; que quando o pecado entrou no mundo, os relacionamentos harmônicos entre homens a animais foram alterados, afetando também a cadeia alimentar.

Como animais específicos de cada região foram até a arca Embora Deus tenha trazido os animais até Noé, há duas possibilidades que podem ter facilitado a chegada dos animais até Noé. É possível que havido apenas um único continente antes do dilúvio, o que facilitaria que animais exemplares dos tipos básicos, situados em determinadas regiões do planeta, não tivessem de atravessar os oceanos para chegarem até a arca. 
Antes do dilúvio também, deve ter havido uma rica fauna, sem a ameaça de extinção (pois como sabemos, o risco de extinção tem feito com que várias espécies ameaçadas tenham poucos exemplares preservados em apenas uma ou poucas regiões do planeta, - causando assim a interrogação de pessoas que imaginam ter tais exemplares vivido apenas na região em que subsiste atualmente). Animais como os pingüins, camelos, ursos polares, o canguru da Austrália e o lobo-guará das Américas, são animais que, devido ao seu isolamento numa determinada região, e sua “adaptação” a esta, hoje só existem naquela determinada região do mundo. No caso destes, os animais se isolaram na região em que vivem, e muitos exemplares entraram em extinção em outras regiões do planeta, e hoje, só são encontradas em uma única região do planeta. Como antes do dilúvio não havia tanta destruição ambiental, mas uma fauna rica e abundante, não deveria haver casos de espécies subsistirem apenas em uma ou poucas regiões. Isto se deu após o dilúvio, quando os exemplares tiveram que se adaptar, e com o tempo, em determinadas regiões do mundo foram extintos, resultando hoje em apenas poucos exemplares da espécie em poucos lugares do mundo. Além da ameaça de extinção de muitas espécies, a competição – disputa por alimentos, água, território, etc – atua no controle do número de indivíduos, regulando o número das populações (quando diversas espécies de animais passam a viver na mesma região, ao mesmo tempo, formam-se as chamadas “populações”). Há animais ameaçados de extinção que só existem, por exemplo, na América e na África. Se os exemplares da espécie que há na América forem extintos, as próximas gerações talvez, estarão se perguntando como Noé fez para colocar exemplares dessa espécie na arca, se eles só existem no continente africano. Com o tempo, os chamados “animais específicos de cada região” se adaptaram ao tipo de habitat e de região em que vivem atualmente. Há alguns dias estive vendo uma reportagem onde ambientalistas diziam que, devido à mudança do ambiente o lobo guará do Brasil está tendo que se adaptar a um novo tipo de ambiente onde não vivia antes. Isto é uma prova de que os seres vivos possuem grande capacidade de adaptação. Veja o exemplo dos animais domésticos: muitos destes eram silvestres (como cães, gatos e cavalos); mas foram domesticados pelo homem, perderam o instinto selvático e mudaram seus habitats, se adaptando ao ambiente doméstico. O lobo-guará, por exemplo, é uma espécie da qual subsistem exemplares apenas em alguns países das Américas, mas que num passado remoto se encontrava também em outras regiões do mundo. Por isso, não devemos pensar que Noé teve de vir nas Américas buscar um lobo para preservar na arca, ou que este teve de atravessar os oceanos para chegar até lá. O mesmo se deu com as demais espécies. As escrituras relatam que Deus trouxe os animais até Noé, ele não precisou sair por aí ajuntando-os. Somente Deus estaria apto a escolher o "melhor material genético", os exemplares mais capazes de sobreviverem e de suportarem a todos os eventos e circunstâncias, durante e depois do dilúvio.

Como as plantas sobreviveram ao dilúvio? Existem cerca de 275 mil espécies de plantas no mundo. As espécies vegetais sobreviveram ao Dilúvio através de seus esporos, sementes, brotos e alguma outra forma possível de resistir às condições próprias do evento. Tais partes das plantas são geralmente muito resistentes e podem germinar após vários meses de espera, justificando a não necessidade de levar exemplares na Arca de Noé. Além disso, existe um mecanismo de diversificação das plantas semelhante ao dos animais, não precisando que as 275 mil espécies atuais tivessem exemplares vivos (não na forma de plantas adultas, mas sim de sementes, esporos, brotos, entre outros), mesmo que a sobrevivência não seja um problema. A Arca poderia carregar muitas sementes diversas, contudo a Bíblia cita apenas o carregamento vegetais próprios para a sobrevivência (alimentação) das pessoas e animais. Assim, Deus não ordenara que se levasse na arca exemplares de cada vegetal existente, e não há necessidade para tal devido à facilidade de propagação e resistência das plantas. Há alguns anos no Japão foram encontradas após algumas escavações, sementes de um tipo de árvore que estaria extinta há alguns milhares de anos (há 10.000 anos). E após plantarem as sementes elas germinaram. Se estas sementes conservadas há tanto tempo foram capazes de germinar, logo as plantas também poderiam voltar a germinar menos de um ano após o início do dilúvio; pois as plantas já germinavam antes mesmo que os tripulantes da arca saíssem dela, logo quando a superfície terrestre secou.
A prova disso foi que a pomba, depois de trazer o ramo de oliveira, não retornou mais a Noé – o que significa que ela encontrou alimento suficiente para sobreviver independentemente fora da arca, na superfície, pro resto de sua vida. Não sobreviveram florestas inteiras ao dilúvio. No entanto, seus restos mortais, junto da lama, devem ter fornecido condições boas para preservação também de muitas sementes de plantas, e logo após as águas abaixarem, os brotos começariam a florescer. Isto é evidenciado até mesmo pela descrição bíblica.

Micróbios Quase todos os microorganismos são resistentes à água. Isto já foi comprovado por microbiologistas. Os que não podem sobreviver na água, são capazes de sobreviver no ar ou como parasitas. Noé não precisava ter conhecimento em microbiologia, nem saber da existência de seres como amebas, vírus, bactérias e vermes microrgânicos, pois não era preciso que Noé os colocasse na arca. Justamente por isso, Deus não os mencionou a Noé. Seres microscópicos se encontram presentes em todos os lugares que se puder imaginar; obviamente alguns microorganismos deveriam estar presentes na arca, não para preservação, mas como intrusos e parasitas nos seres que ali estavam, e no ambiente. É muito óbvio que, se havia ar e água dentro da arca, alguns dos microorganismos que vivem no ar ou na água, podem ter penetrado em seu interior.

Insetos e artrópodes Sabemos que os pequenos artrópodes são insetos incapazes de sobreviver num ambiente aquático, mas devemos considerar a resistência tremenda de seus ovos e larvas. Esses ovos poderiam ficar soterrados junto das florestas ou em qualquer outro ambiente, ou mesmo flutuar na água. Um ovo do mosquito da Dengue pode eclodir até 10 dias (ou mais) depois de posto se não encontrar condições ideais, ficando na beirada de vasos com umidade, por exemplo. Outros invertebrados não teriam dificuldade em viver no lamaçal sob as águas do dilúvio. Não sobreviveram florestas inteiras ao dilúvio. No entanto, seus restos mortais, junto da lama, devem ter fornecido condições boas para preservação de muitas sementes de plantas e ovos de insetos. Logo após as águas abaixarem, recomeçaria a vida na floresta, com seus pequenos invertebrados saindo da Terra e brotos florescendo. Os artrópodes são conhecidos por sua incrível resistência, e as condições do Dilúvio não devem ter sido nenhum problema para eles, especialmente se considerarmos o imenso número de indivíduos e a resistência também de seus ovos e larvas, formas mais prováveis de sobreviver. A Arca também, pode ter carregado muitos insetos entre os vegetais e animais.

Porque os cupins não devorariam a arca Primeiramente, os cupins são insetos e vegetarianos. É certo que cupins constroem suas casas na madeira ou então no solo. São capazes de alimentar-se também (mas não apenas) de objetos de madeira, por causa da celulose, (que também é encontrada nos vegetais). Alguns atacam plantas vivas, raízes, sementes, cereais e tubérculos. Geralmente cupins só alimentam-se de madeira com sinais de apodrecimento, e na ausência ou escassez de alimentação vegetal (como folhas, raízes, etc). Por isso, quando entram em um ambiente sem vegetação natural, numa casa por exemplo, os cupins podem se alimentar dos objetos de madeira, causando sérios prejuízos. Mas por serem insetos, os cupins são seres que não precisariam entrar na arca. E mesmo se houvesse, um casal de cupins, não seria o suficiente para afundar uma arca; (um único cupinzeiro não é capaz de dizimar uma floresta). Lembrando que havia muita alimentação vegetal (celulose) a bordo da arca, suficiente para alimentar seres tão pequenos. Mas invertebrados, seres aquáticos e anfíbios - são seres que Noé não precisaria levar na arca, pois estes poderiam sobreviver fora dela. Justamente por isso, Deus NÃO ordenou que Noé levasse consigo nenhuma destas três classes. Assim, não haveria cupins na arca.


Sete, ou um par de cada espécie? As escrituras declaram que dentre os animais e aves limpas, Noé não levou apenas um casal, Noé levou sete casais (ou pares). Esta foi uma ordem adicional que Deus dera a Noé quando lhe ordenou que entrasse na arca, sete dias antes do início da inundação. Enquanto a primeira ordem se ocupou de tratar dos detalhes da construção da arca (sem mencionar que haveria diferença entre o número dos limpos e impuros preservados), a segunda, focalizou os detalhes sobre o número de exemplares que deveriam serem preservados. 
Alguns comentaristas sugerem que, talvez, Deus só tenha enfocado os detalhes sobre o número de animais preservados na segunda ordem, para que isto não preocupasse Noé durante o projeto de construção da arca. Sabemos que Noé usou destes animais limpos como holocausto (Gn 8.20). Além de serem usados para holocaustos, este número maior de animais limpos faria com que as espécies limpas (que compõem grande parte dos herbívoros) se tornassem mais numerosas que as imundas (que compõem grande parte dos carnívoros), servindo de alimento a estas, - evitando assim que houvesse tanto a extinção dos carnívoros, por falta de alimento, e dos herbívoros, por serem devorados estando em poucos números. Obviamente Deus queria que das aves e animais limpos fosse preservado um maior número, uma maior quantidade. Observando que a maioria dos limpos estão entre os herbívoros, então, podemos concluir que com uma maior preservação dos limpos herbívoros, haveria mais alimento para os carnívoros e para os humanos. Eles alimentariam os predadores carnívoros, dando maior estabilidade (equilíbrio) à cadeia alimentar logo após o dilúvio. E também, serviriam como alimentação carnívora aos humanos. A separação em versículos nos causa a impressão de que Noé teria levado sete pares de todas as aves, enquanto dos animais, apenas 7 pares dos limpos. Sem divisão de versículos (forma original do texto), o texto é entendido de forma mais clara. Por isso, os estudiosos sugerem que Noé entendera que o mesmo processo de separação entre limpos e impuros feito com animais, também deveria ser feito com as aves; afinal, não havia nenhuma finalidade em se preservar sete pares das aves imundas. Atualmente há cerca de 15.000 espécies de pássaros. No livro “O Dilúvio de Gênesis”, Henry Morris e John Whitcomb argumentam que pode ter havido apenas 8.600 espécies de pássaros na época de Noé (considerando o sentido de espécies atual), e que a expressão “sete de cada” é uma referência "apenas a animais limpos", e que havia muitas aves e animais impuros a bordo. Estas 8.600 espécies poderiam serem reduzidas a poucos tipos básicos criados originalmente.

Sobrevivência após o dilúvio Como os sobreviventes do dilúvio fizeram para se alimentar quando saíram da arca, já que tudo havia sido destruído? Observe que após as águas do dilúvio minguarem, a pomba trouxe um ramo de oliveira para Noé. Isto significa que já havia vegetação na superfície, em rápido processo de crescimento. A Terra passara mais de um ano sem ser cultivada ou explorada pelo homem, enquanto passava pelo processo de transformação geológica. 
Isto nos faz lembrar do “ano sabático”, onde a cada sete anos, Deus ordenara um ano de descanso, e no ano seguinte a este sétimo, a terra produzia duplicadamente, com capacidade dobrada. Isto deve ter ocorrido também no ano após o dilúvio. Como, em tão pouco tempo, a pomba poderia ter encontrado uma oliveira, e depois, alimento suficiente para nunca mais ter que voltar à Noé? Pelos cálculos, a pomba teria sido solta mais de dois meses e meio antes que Noé saísse da arca; dois meses eram suficientes para a reprodução vegetal em vários lugares da superfície. Observem a Providência divina: quando Noé soltou a pomba pela segunda vez, esta trouxe-lhe um ramo de oliveira; sete dias após este, a pomba já não voltou mais. Isto significa que ela já havia encontrado alimento suficiente para sobreviver fora da arca, por isso não retornou nos dois meses seguintes nem nunca mais para se alimentar. Enquanto isso, muita vegetação já teria crescido sobre a superfície, (pelo menos, o suficiente para a alimentação até que tudo se estabilizasse novamente). Os animais que saíram da arca seriam férteis, e teriam capacidade de, em pouco tempo repovoarem e diversificarem suas respectivas espécies e encherem a Terra, conforme a benção de Deus (Gênesis 8:17). Os anfíbios, que vivem na terra e na água, e os animais marinhos, que sobreviveram fora da arca, estariam em maior quantidade que os animais terrestres, e também serviriam de alimentação para estes e aos humanos. Hoje já se fala que, devido à superlotação do planeta, no futuro teremos que extrair grande parte de nossa alimentação do mar. O mesmo deve ter acontecido após o dilúvio: o mar teria alimento em abundância, por isso grande parte da alimentação deve ter sido retirada do mar. Também, quando as águas do dilúvio secaram, muitos cadáveres devem ter ficados expostos sob a superfície, (de animais e humanos que não foram soterrados e fossilizados) – que estariam em estado de composição, (processo que, teria sido retardado até aquele momento pela conservação do sal e da água). Estes restos mortais proporcionariam alimentação por um bom período à muitas aves de rapina (como os abutres e os corvos), e para animais que se alimentam de ‘carne morta’, como as hienas. Devemos lembrar novamente que, considerando que os tipos básicos levados por Noé não eram iguais às classificações biológicas modernas de espécies, podemos dizer que haveria uma quantidade suficiente de alimentação para os poucos exemplares levados com Noé, após saírem da arca. Lembrando também, que Noé levara uma quantidade maior de animais e aves limpas, que, por formarem grande parte dos seres herbívoros, podem ter servido de alimentação aos carnívoros após o dilúvio. A declaração divina de que temor e espanto se apoderariam dos animais diante de Noé e sua família (“Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos céus”... GN 9:2-4), seria uma garantia de proteção e sobrevivência aos humanos diante das feras e animais selvagens após saírem da arca. Os estudiosos dizem que, devido a isto, Deus disse a Noé que de todo o animal Ele iria requerer e cobrar o sangue do homem, caso este fosse derramado (GN 9.6,7). Após saírem da arca, o ambiente deveria estar com vegetação crescente e abundante (em 100 dias cresce bastante vegetação), e para os herbívoros não deve ter havido qualquer problema. Os carnívoros também estavam em pequena quantidade, e precisamos considerar aqui a maior duração das gerações dos carnívoros que dos herbívoros; os herbívoros, ao se multiplicarem mais rápido e por estarem em maior quantidade (os animais limpos, levados em maior quantidade, na maioria eram herbívoros) serviram de alimento para os carnívoros.

A primeira parte desta pesquisa AQUI. Este poderoso estudo continua AQUI!

Quase tudo sobre o Dilúvio bíblico-histórico - 1ª parte


Introdução Desde a publicação da obra “The Genesis Flood” (O Dilúvio de Gênesis), sobre o dilúvio global, de John C. Withcomb e Henry M. Morris, em 1961, viu-se pela primeira vez após o surgimento do darwinismo, uma possibilidade clara de defender o relato do dilúvio bíblico, com evidências geológicas sólidas. Esta foi uma obra que teve uma influência marcante. Diante de tantas evidências esmagadoras, não há como dizer que não houve um dilúvio em nosso planeta. E por não aceitarem o relato bíblico, críticos, até mesmo no meio científico, a partir do relato mesopotâmico do dilúvio lançaram uma teoria de que o dilúvio bíblico teria sido apenas uma inundação local, na região da Mesopotâmia. Mas tal teoria desaba quando examinamos a fundo TODAS (não apenas algumas) evidências. Os críticos escolheram o relato mesopotâmico apenas por conveniência, pois os antropólogos sabem que existem mais de 270 relatos diferentes acerca do dilúvio espalhados pelo mundo, (e não apenas o bíblico e o mesopotâmico). Além disso, os relatos mesopotâmicos não narram nenhuma 'inundação regional' na Mesopotâmia, mas um dilúvio global, o que faz com que a crítica entre em contradição. A ciência não nos fala sobre Noé e nem sobre sua arca, mas ela fala sobre “o dilúvio e suas conseqüências”. Ela pode apenas mostrar evidências deste evento, e tentar explicar como seria possível a Noé sobreviver a este, com os exemplares das espécies animais. As escrituras falam sobre Noé e relatam alguns detalhes do dilúvio. Por isso, faremos uma abordagem teológica e científica das questões fundamentais sobre o dilúvio.

• Um surpreendente acontecimento tem sido o ressurgimento da interpretação catastrófica na geologia (catastrofismo). Por muito tempo, a principal interpretação geológica fora que os fósseis e as alterações geográficas da Terra haviam sido causadas pelo dilúvio. Mas com o surgimento do darwinismo, os fósseis e as alterações geológicas passaram a ser interpretadas por geólogos modernos como evidências da evolução ao longo milhões de anos.

Com o tempo, porém, mais provas que apoiaram o catastrofismo foram encontradas, e ressurgiu a interpretação geológica catastrófica, de que a Terra passou por uma grande catástrofe, que gerou os fósseis e várias alterações no planeta. Os registros fósseis dão testemunho de um dilúvio Universal e testemunham que a Terra passou por uma grande catástrofe.



Catastrofismo e algumas evidências do dilúvio Um acontecimento como o dilúvio deixaria suas marcas no planeta. Muito daquilo que se chama de 'evidências da evolução', são na verdade, evidências deixadas pelo dilúvio. Os dados geológicos e o registro fóssil são os mesmos para evolucionistas e para criacionistas. Muda-se apenas a interpretação. Para o Criacionismo, os fatos atestam que o dilúvio de Noé teve um forte impacto geológico, deslocando continentes, criando rochas, erodindo e redepositando sedimentos, elevando montanhas e inundando vales. Os vastos depósitos de sedimentos e fósseis, espalhados por toda Terra, desprovidos de evidências concretas de evolução, constituem exatamente o que seria de esperar de um dilúvio global: bilhões de espécies animais sepultados em camadas de rochas. Outra evidência são os fósseis. Fósseis comumente são formados por 'soterramento'; sob condições normais não surgem fósseis. Em condições normais, os organismos apenas se decompõem. O que teria causado a soterração de tão grande massa e número de seres, senão uma grande catástrofe? E é exatamente uma “grande catástrofe geológica” o significado do termo hebraico "Mabbul", que é traduzido por dilúvio. Em TODAS as grandes cadeias de montanhas do mundo existem fósseis de seres marinhos, inclusive, moluscos e conchas do mar, o que evidencia que elas já estiveram debaixo de água. Cerca da metade dos sedimentos sobre os continentes vieram do mar. Por que tanto material marinho se depositou sobre os continentes? Em todo o mundo existem florestas “fossilizadas”, como era de se esperar de um dilúvio global. Algumas destas florestas abrangem áreas enormes, de dezenas e até centenas de quilômetros quadrados. Elas testemunham que houve um sepultamento catastrófico, que fossilizou até florestas.



Não deixa de ser significativo também o fato de que as mais antigas civilizações conhecidas surgiram cerca de trezentos anos após o dilúvio de Noé. Os registros históricos mais antigos que se conhecem têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas. As primeiras civilizações surgiram cronologicamente próximas do dilúvio e também, com nomes e línguas (toponimologia) baseadas nos filhos e netos de Noé. Isto é evidenciado nas línguas e civilizações mais antigas, todas relacionadas aos descendentes de Noé, - como as línguas semíticas, camíticas e jafetitas. Assim sendo, a principal razão pela qual muitos rejeitam o dilúvio, não é por falta de evidências empíricas, mas apenas pela sua adesão aos postulados da geologia uniformitarista, mesmo que as evidências favoreçam ao catastrofismo.



Relatos de povos e culturas diferentes sobre o dilúvio como "UM FATO" histórico Há quem pense que além da Bíblia, o dilúvio é descrito apenas nos contos mesopotâmicos (na “Epopéia de Gilgamés” e na “Epopéia de Athasis”). Estas histórias também falam de um dilúvio global, mas diferem do relato bíblico. Trata-se de um desconhecimento, pois relatos de um dilúvio são encontrados em TODOS os continentes e entre quase todos os povos da Terra, na cultura de diferentes povos, principalmente nas civilizações mais antigas. A existência de histórias sobre o dilúvio, algumas bastante paralelas ao relato bíblico, é impressionante. Em 1963, o arqueólogo americano Howard F. Wos publicou o livro "Gênesis e Arqueologia", onde ele descreve com detalhes estes registros. Até agora, os "antropologistas" já reuniram mais de 270 histórias acerca do dilúvio, que chegam a quase 300 narrativas diferentes do dilúvio vindas de todas as partes do mundo. Esses relatos se referem a um dilúvio destrutivo ocorrendo logo no início de suas respectivas histórias, (em quase todos estes, o dilúvio ocorreu no início destas civilizações). Em cada caso, somente um ou poucos indivíduos foram salvos, e encarregados de repovoar a Terra. Não se pode dizer que o dilúvio foi um mito, enquanto temos o testemunho de mais de 250 povos dizendo que não foi. Isto seria ignorar as evidências. Há relatos do dilúvio em contextos culturais tão diferentes como mexicanos, algonquinos, havaianos, sumerianos, guatemaltecos, Babilônia, Pérsia, Síria, Turquia, Grécia, Roma, Rússia, China, Índia, Ilhas Fiji, os Aborígines na Austrália, algumas civilizações das Américas do Norte, Centro e Sul, e muitos outros povos. Um cientista que tem trabalhado em analisar e comparar estes relatos é o Doutor Henry Morris, do "Institute Research for Creation " (Instituto de Investigação para a Criação) – um instituto científico criacionista dos EUA. Ele diz que embora hajam quase 300 histórias sobre o dilúvio, nenhuma delas contém a beleza, clareza e os detalhes dados na Bíblia. Mas cada uma é significativa para sua própria cultura. E embora existam diferenças comuns entre estas, o Doutor Henry Morris lista várias semelhanças entre estas narrativas e o relato bíblico:

• em cerca de 95 % das narrativas, o dilúvio foi GLOBAL, atingiu o mundo inteiro (apenas 5 % narram um dilúvio local). Entre estas, incluem-se os famosos relatos mesopotâmicos, que também narram um dilúvio de escala global.
• em cerca de 95% dos relatos, o dilúvio não foi apenas uma chuva, foi uma grande catástrofe;
• em cerca de 88%, houve uma família que foi favorecida;
• em cerca de 66%, eles foram avisados;
• em cerca de 66%, o dilúvio foi enviado devido à abominação do homem;
• em cerca de 70 %, sobreviveram por meio de um barco;
• cerca de 67% dos relatos dizem que os animais também foram salvos;
• cerca de 35% dizem que as aves foram soltas, para ver se a superfície estava seca;
• cerca de 13% dizem que os sobreviventes ofereceram sacrifícios após saírem do barco;
• e em cerca de 9%, exatas oito pessoas foram salvas. Mas há aqueles que dizem que apenas um sobreviveu, como a “Epopéia de Gilgamés”, que tem Utnapishtim como o herói sobrevivente do dilúvio. Contudo, na maioria dos relatos o número de sobreviventes é próximo a oito.

Alguns relatos também mencionam o arco-íris, e que repousaram sobre uma montanha, e dali repovoaram a Terra. (+ informações, no site do “Institute for Creation Research” (traduzido))

Definições de Dilúvio A palavra hebraica usada em Gênesis para dilúvio é o termo hebraico "Mabbul", que indica "uma grande catástrofe, uma catástrofe sísmica que causa transformação geológica". A palavra "Dilúvio" vem do termo latim "Diluviu", (que foi usado na Vulgata). O termo latim ‘Diluviu’ significa "uma grande inundação, cataclismo". Já na Septuaginta grega, a expressão hebraica "Mabbul" foi traduzida por "Kataklysmós", (de onde vem a palavra Cataclisma). Kataklysmós significa "catástrofe, efeito sísmico, transformação geológica". Esta é exatamente a mesma definição que o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa dá para a palavra cataclisma: "Transformação brusca e de grande amplitude da crosta terrestre".
Todas essas expressões (kataklysmós, diluviu) têm suas origens na expressão hebraica "Mabbul", que também possui os mesmos significados acima: "Uma catástrofe sísmica que causa transformação geológica".
Portanto, é errado pensar que o Dilúvio se resumiu a uma simples chuva. Ao contrário do que muitos pensam, o dilúvio bíblico não foi apenas uma chuva, e não durou apenas 40 dias. O dilúvio também foi um processo de transformações continentais e alterações geológicas que ocorreram na Terra enquanto Noé esteve na arca.

Tamanho e dimensões da Arca de Noé A arca tinha "300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 côvados de altura". O côvado era a unidade de medida da antiguidade, correspondendo aprox. do cotovelo de um homem até a ponta de seus dedos. Há quem acredite que Moisés tenha usado o côvado egípcio, mas a maioria acredita que ele usou o côvado de seu país, o hebraico. Os hebreus e os egípcios usaram dois tipos de côvados: um maior e outro menor. Dos côvados egípcios, o maior tinha cerca de 52 centímetros e o MENOR, 45 cm. O côvado hebreu MAIOR tinha cerca de 53 centímetros, e o côvado hebreu menor tinha entre 45,7 e 43 centímetros. Com base no 'côvado hebreu menor', a arca teria aproximadamente 135 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e cerca de treze metros de altura, (considerando-o como 45 cm). Considerando o 'côvado hebreu maior', teríamos a arca com dimensões maiores: - cerca de 159 metros de comprimento, 26,5 m de largura e cerca de 15,9 m de altura. As dimensões do côvado hebreu menor, (135 m comprimento x 22,5 m largura x 13 m de altura) se tornaram as 'dimensões padrões' aceita por judeus, cristãos e críticos.

A ARCA NÃO ERA TÃO PEQUENA. Tinha aproximadamente 150x25x15 metros.Ela teria então cerca de 40.500 metros cúbicos. Caberia um prédio de 63 andares dentro dela; e teria capacidade para levar 120 mil animais do tamanho de uma ovelha nela, (e ainda sobraria espaço). Precisamos lembrar também que a palavra hebraica traduzida por "espécie' significa "Tipos básicos". Até poucos séculos atrás, a palavra espécie não tinha o mesmo significado que possui hoje. Lembrando TAMBÉM que, Noé não levaria animais adultos, mas filhotes (e/ou até ovos) consigo dos referentes "tipos básicos" das espécies originalmente criadas, - sendo estes, seres multigenes ( seres com potencial, capacidade genética de gerar a diversificação) - que logo após o dilúvio produziriam a diversificação de espécies no mundo. A arca tinha o volume de aproximadamente 41 mil metros cúbicos (m³). É preciso lembrar que a arca de Noé tinha 03 andares, o que 'triplicava' sua capacidade. A área total do piso nos três andares da arca era de 30 a 40 mil metros quadrados (m²). De acordo com Gênesis 6:16, a arca tinha, também, uma abertura, que servia como janela; mas a localização exata desta abertura não é clara no texto. Duas traduções são possíveis:

1ª) O texto pode ser traduzido como "uma abertura para a luz no topo da arca"
(Gen. 6.16) ..."Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás EM CIMA; e a porta da arca porás ao seu lado” – (Almeida Corrigida)POSSÍVEL TAMANHO DA ARCA - 3 ANDARES PARA CONTER OS "TIPOS BÁSICOS". O texto hebraico também pode significar que a abertura ficava ao lado. Sendo assim, a abertura poderia estar abaixo do beiral, (bem acima da porta), e conteria um beiral que protegeria a entrada da água. 



2ª) Ou uma abertura 'entre o teto e o corpo da arca'; uma abertura acompanhando o cumprimento total do barco, que estaria situada abaixo do beiral. (Gen. 6:16) ... “Farás 'ao seu redor' uma abertura de um côvado de altura; a porta da arca colocarás lateralmente”. – (Tradução adotada pela versão Almeida Atualizada).
Com base nesta tradução, alguns comentaristas sugerem que esta abertura 'AO SEU REDOR', seria uma fresta de aprox. 45 cm, acompanhando o comprimento total do barco, abaixo de um beiral. Isto facilitaria a ventilação no ambiente e traria certa iluminação para dentro da arca, e ainda impediria a entrada de chuva, pela proteção do beiral.

De onde veio e para onde foi toda a água do dilúvio Antes do dilúvio, havia água suficiente para cobrir todo o Planeta. Uma "resposta simples" para esta pergunta, é que as águas do dilúvio hoje estão acomodadas nos oceanos, e que a maior parte delas vieram do subterrâneo. Também, há muita água congelada, mais do que se imagina: apenas na Antártida (Pólo Sul), há tanta água congelada, que se ela descongelasse e fosse para os oceanos, o nível do mar subiria 60 metros em TODO O PLANETA, inundando a maior parte das cidades litorâneas do mundo. Antes do dilúvio, os oceanos não eram tão fundos, e consequentemente, eram mais rasos. Uma grande parte das águas dos oceanos atuais estavam nas fontes subterrâneas. Por que a maior parte das águas veio do subterrâneo? As águas subterrâneas hoje, representam cerca de um terço do volume total das águas continentais. Antes, deveria representar uma proporção muito maior. Estima-se também que, pelo menos 30 % de toda a água doce do Planeta estão nas camadas inferiores, abaixo do subsolo. Abaixo da superfície, de 9 a 12 km de profundidade, pesquisadores encontraram na península de Kola, entre camadas de granito e basalto uma enorme quantidade de água. No mundo inteiro, inclusive no Brasil, se encontra água no subterrâneo, em alguns lugares, há mais de oito quilômetros de profundidade. Porém, nem todos os locais do planeta possuem a mesma quantidade de água subterrânea, e nem a mesma profundidade; em alguns lugares, a água é salgada, enquanto em outros, doce.
Há regiões que são mais rasas que outras, enquanto outras são mais profundas; isto varia de lugar para lugar, no mundo inteiro. Mas o fato de haverem fontes subterrâneas rasas e outras profundas evidencia que, durante o dilúvio, alguns lugares "cederam" quando a água era jorrada para a superfície: afundaram, e aprofundaram os oceanos, que hoje acomodam as águas que anteriormente estavam abaixo. Talvez seja este mais um motivo pelo qual o fundo dos oceanos e mares são verdadeiros abismos profundos. Durante muito tempo sustentou-se a idéia de que o fundo dos oceanos fosse perfeitamente plano. Mas além de verdadeiros abismos, há cadeias de montanhas, uma variedade de relevo no fundo dos oceanos. As “fossas abissais” – que são áreas deprimidas (rebaixadas), encontram-se abaixo de 5 mil metros de profundidade, podendo atingir mais de 10 mil metros de abismos, como a “fossa das Marianas” (em torno das ilhas das Marianas), no oceano Pacífico, com 11.034 m de profundidade. É significativo o fato de que 75% da superfície terrestre se encontra coberta de água. Em alguns poços na Bavária, Alemanha, encontrou-se rachaduras com água salgada a 9 km de profundidade, enquanto na Península de Kola, Rússia, foi encontrado fluxo de água mineral muito quente a 12 km abaixo da superfície entre as rochas de granito e de basalto. Antes, as montanhas não eram tão altas, e os oceanos e vales não eram tão profundos. Portanto, as águas do dilúvio, não tiveram que cobrir o Everest e as altas montanhas que vemos hoje, porque elas ainda não existiam. A bíblia testifica isso quando diz que as águas ultrapassaram 7 metros (15 côvados) acima dos cumes dos montes.

• O evolucionismo tem uma interpretação similar à criacionista sobre o processo da formação de montanhas: segundo o evolucionismo, as grandes cadeias de montanhas se formaram através de “violentas transformações na crosta terrestre (litosfera)”.

As pessoas geralmente imaginam que as águas do dilúvio teriam que cobrir montanhas gigantescas, como o Everest, que tem mais de oito mil metros de altura. É claro que não há água suficiente para cobrir montanhas tão gigantes como o Everest, isso é

verdade; para cobrir uma montanha tão alta como o Everest, a mais alta do mundo, seria preciso 4,4 bilhões de metros cúbicos (m³) de água; só que antes do dilúvio, as montanhas não eram tão altas. Não precisaríamos ter 4,4 bilhões de m³ de água, porque as formações geológicas antediluvianas eram totalmente diferentes.

Assim, quem disse que não haveria água suficiente para cobrir o planeta? Se a superfície da Terra fosse plana, sem montanhas ou bacias oceânicas, ela seria coberta por uma camada de água com 3 km de profundidade; ou seja: as águas do dilúvio atingiriam até três quilômetros acima da superfície terrestre. Visto que as águas do dilúvio alcançaram 15 côvados [cerca de 7 metros] de altura acima de TODOS os montes, isto significa que as montanhas antediluvianas mais altas, teriam menos de três quilômetros de altura (uma média de 2,5 km). Antes do Dilúvio, certa quantidade de água estava nos mares (não tão vastos como os de hoje), na atmosfera, e uma quantidade desconhecida de água estaria no subterrâneo do planeta. Durante o Dilúvio, acredita-se que a área onde agora está o Monte Everest era uma bacia, na qual sedimentos estavam se acumulando. Isso é evidenciado pela presença de fósseis marinhos no Monte. A montanha Everest foi formada durante ou depois do dilúvio - ela não estava em vigor (na sua forma atual) antes deste. Sabemos isso porque sua maior parte contém fósseis de criaturas marinhas e conchas do mar, mostrando que ela, hoje a maior do mundo, já esteve debaixo das águas dos mares. Após o soterramento dos fósseis, atividades catastróficas elevaram os sedimentos a uma altura bem acima de sua posição anterior, formando as altas montanhas, como as do Himalaia. Isso sugere que o mundo antediluviano não possuía topografia tão acidentada (com montanhas tão altas) como a que vemos hoje. Após o Dilúvio, essa terra relativamente plana deu lugar a um planeta com grandes cadeias de montanhas e abismos cuja profundidade chega a vários quilômetros, e que acomodaram as águas diluviais. A profundidade média dos oceanos é de 4 mil metros. Talvez a idéia de que seria preciso milhões de anos para se formarem as cordilheiras, chame a atenção de alguns. Mas existem exemplos de transformações topográficas rápidas:

• Em 1950, na Índia, um terremoto transformou a configuração de cordilheiras inteiras na região do Himalaia. Em questão de horas e até minutos, muita coisa pode ser transformada por catástrofes naturais locais; imagine do que seria capaz um cataclismo mundial como o Dilúvio de Gênesis! Cordilheiras como a dos Andes e mesmo o Everest AINDA ESTÃO EM MOVIMENTO, e TUDO evidencia que tinham altitude bem inferior há alguns milhares de anos.
Na própria montanha Ararate se encontrou várias evidências de alterações geológicas; esta, mais do que qualquer outra, vem sofrendo alterações. E o que falar do monte Santa Helena, nos Estados Unidos, e do vulcão Kilauewa, que têm demonstrado ao mundo que em poucos dias e horas é possível ocorrer grandes mudanças topográficas, - que não são necessários milhões de anos para ocorrerem estas transformações. O que não faria então, uma grande catástrofe sísmica, como um dilúvio de escala global?




Água doce e água salgada Freqüentemente, críticos costumam nos perguntar: “Como a água doce não se misturou com a salgada no dilúvio? Como os peixes de água doce sobreviveram ao dilúvio?”

Primeiro, podemos dizer que houveram bolsões de água doce que não se misturaram com água salgada; (quando a água doce entra em contato com as águas salgadas dos mares ou oceanos e elas não se misturam, dizemos que se formaram “bolsões” de água doce em meio à água salgada). Este, porém, é um fenômeno raro. Por exemplo, o Rio Amazonas, - o maior do mundo em volume de água, no norte do Brasil, permanece 70 km adentro do oceano, sem que as suas águas se misturem. É possível encontrar peixes de água doce nadando nesta extensão de 70 km, dentro do próprio oceano Pacífico. Podemos provar que estes bolsões se formaram durante o dilúvio? Sim, e a prova existe até hoje: o MAR NEGRO, onde encontra-se água salgada por cima da água doce, no fundo deste. Explorando o fundo do Mar Negro, encontrou-se a margem do lago a 80-110 metros abaixo do atual litoral, com areia e dunas. Estas teriam se preservado por terem sido recobertas por uma gigantesca massa de água em pouco tempo. Há milênios, desde a época do dilúvio que elas não se misturam. Por coincidência, cientistas (até mesmo evolucionistas) dizem que o Mar Negro deve ter se originado no dilúvio, e que antes, este mar teria sido “um lago de água doce”.



• Mas isto significa que toda a água doce não tenha se misturado com a salgada no dilúvio? Claro que não! Isto mostra apenas que em DETERMINADOS LOCAIS e REGIÕES, tais águas não se misturaram. Houve lugares em que elas não se misturaram, mas também houve lugares em que elas se misturaram.



• Alguns críticos citam a experiência feita com um copo d’água, onde se enche um copo de água doce, depois se acrescenta a água salgada do mar, e então toda a água do copo fica salgada – para dizerem que seria impossível que no dilúvio a água salgada não tenha se misturado com a água doce. Mas os próprios cientistas (evolucionistas ou não) pensavam o mesmo, até que descobriram este fenômeno raro e impressionante no Mar Negro. Nem eles sabem explicar exatamente a causa deste fenômeno. A explicação científica, é que isto aconteceu porque a água salgada deve ter sido lançada com muita "velocidade e violência" por cima da água doce, e devido a isto, ambas não se misturaram.
Podemos então, dizer que o fundo Mar Negro é um verdadeiro “aquário gigante de água doce” em nossos dias – com uma enorme quantidade de água salgada em cima, fazendo pressão, mas elas não se misturam.
Como poderiam estes “bolsões de água doce” não se misturarem durante todo o ano em que durou o dilúvio? - Basta ver o Mar Negro, onde há mais de 4.500 anos, água doce e salgada não se misturam...

• Isto talvez explique, porque APENAS cerca de 3% de toda a água do planeta não ser salgada: o fato de grande parte delas terem se misturado no dilúvio, e de após este, os oceanos se tornarem “mais salgados”
Durante o processo de “enxugamento”, após o dilúvio, o processo de evaporação deve ter colaborado muito para recuperar boa parte da água doce que se misturou com as salgadas, e depois, devolvê-las aos rios e lagos em forma de chuva. Embora nem toda a água doce tenha ficado em bolsões, também é preciso dizer que antes do dilúvio não havia tanto sal nos oceanos. Para entender isso, é preciso saber como se forma o sal.

• Um dos segredos que os oceanos guardam escondido consigo, até de cientistas, é quanto à origem de sua salinidade. O cloreto de sódio (NaCl) sozinho, representa 30% do total de sais dissolvidos na água do mar (segundo alguns, pode representar uma proporção maior). No entanto, ninguém sabe ao certo de onde ele veio. Há duas teorias. A mais antiga surgiu com Edmond Halley, em 1715. Halley notou que os lagos que não têm saídas para o oceano (como o Mar Morto e o Mar Cáspio) possuem alto teor de sais. A teoria mais antiga supõe que os sais e outros minerais foram transportados para o mar pelos rios, e que ele provenha da dissolução de rochas terrestres pela água das chuvas e dos rios que desembocam nos mares. Então, os rios levariam os compostos do sal aos mares, oceanos e lagos salgados. Mas essa teoria não explica a origem de todos os compostos do sal, pois ao se comparar a composição das substâncias presentes na água do mar, verifica-se ser impossível que todo o sal presente nos oceanos tenha sido originado de rochas da superfície terrestre. Os oceanógrafos formularam a hipótese de alguns compostos terem surgido também por meio de processos vulcânicos no assoalho submarino. Lavas originárias da camada chamada de manto, teriam levado diretamente ao oceano um tipo de água pura, quimicamente derivada do magma; essa água nunca circulara na superfície e é constituída por vários elementos químicos, como cloretos, sulfatos, brometos, iodetos, carbono, cloro, boro, nitrogênio, entre outras substâncias. O sódio e o cloreto então se combinaram e formaram o cloreto de sódio (NaCl). Mas ainda ficam perguntas como: Não seriam estes, minerais de rochas derretidos pelo magma, e levados por esta “água pura” aos oceanos, tal como as águas dos rios? Independente de qual a teoria correta sobre a origem do sal, após o dilúvio, a maior catástrofe sísmica do planeta, a taxa de salinidade dos oceanos deve ter aumentado muito. O dilúvio “lavou” todo o planeta, as rochas foram gastas pela queda contínua de chuva e pelas bruscas mudanças geológicas que a superfície passava; e acredita-se que centenas de vulcões submarinos entraram em erupção durante o ano em que durou o dilúvio, a partir de quando as fontes subterrâneas se romperam, e as placas continentais começaram a se partir, formando o que chamamos hoje de “anel de fogo dos oceanos”. Isto teria liberado muita lava nos oceanos, e colaborado para um grande aumento do sal.

• Não se pode afirmar que no período Antediluviano os peixes seriam adaptados apenas à água doce. Acreditamos que os peixes tiveram que se adaptarem a apenas um tipo de água (doce ou salgada, ou a ambas) só após o dilúvio, já que antes do dilúvio os oceanos não continham a mesma densidade de sal. Devido a isolamentos de habitat as novas espécies de peixes e seres aquáticos foram se tornando menos adaptadas à água salgada ou à doce. Peixes como o salmão podem viver tanto em água doce como em água salgada; esta capacidade de viver tanto em águas salgadas como em águas doces deve ter existido antes da inundação global. Com o aumento da salinidade após o dilúvio, os peixes que não encontraram água doce, tiveram que lutar para se adaptar; os que não conseguiram se adaptar ao novo ambiente, foram extintos. Isto talvez explique o alto número de espécies marinhas extintas: os seres aquáticos são os mais numerosos e os mais extintos do reino animal. Porém, a capacidade de se adaptar à mudança de ambiente é uma característica natural de todos os seres vivos. Acredita-se que todos os peixes possam se adaptarem a uma certa variação de salinidade, assim alguns indivíduos seriam capazes de sobreviver à mescla gradual das águas, e a troca gradual de salinidade durante e após o Dilúvio. Peixes como o bagre, se adaptaram à água doce, e outros, como a anchova, à água salgada. Já peixes como o salmão, conseguiram se adaptar aos dois tipos de água. O fato de os salmões poderem viver tanto em água doce como em água salgada, pode ser sinal de que, na luta para se adaptar, eles conseguiram se adaptarem a ambos os tipos de água.

• Assim, Noé não precisou levar nenhum aquário gigante com peixinhos de água doce na arca. O site inglês "creationscience" trás uma excelente explicação sobre esta questão. Como caberiam tantos animais na arca de Noé? Uma outra questão que deixa muitas dúvidas na mente de muitos é: "Como poderiam caber todas as espécies existentes na arca de Noé". Uma simples resposta a isso é que, nem todas as espécies atuais eram presentes naquela época, até porque a classificação biológica do passado não era a mesma classificação biológica moderna (aquilo que Noé descrevia como espécie não era o mesmo que a ciência do século XXI classifica como espécie). As "espécies originalmente criadas" não são o mesmo que as "diversificações", que hoje a biologia dá o nome de "espécie". Por exemplo, existem várias espécies de cães, gatos, samambaias, mas todos são cães, gatos ou samambaias... Um primeiro problema com esta questão, é que a biologia moderna classifica os seres vivos de uma forma diferente do que fora classificado inicialmente por Deus como “espécies”. Embora não seja possível determinar com precisão quais e como seriam as espécies originalmente criadas, sabemos que não eram iguais às classificações biológicas modernas. Há quem pense que as espécies levadas por Noé na arca fossem idênticas ao que se chama de espécies atualmente. Mas Moisés, em sua época, nem sequer fazia idéia de que haveria este tipo de classificação biológica no futuro, e muito menos Noé. Noé nem fazia idéia que tais classificações taxonômicas existiriam. A arca não seria capaz de comportar tudo o que atualmente se chama de espécies. Seria um erro nosso pensar que as espécies que Noé colocou na arca seriam iguais às classificações biológicas atuais. Até poucos séculos atrás, a própria palavra espécie não tinha o mesmo significado de hoje. Precisamos lembrar também que a palavra hebraica “Myin”, traduzida nas escrituras por "espécie”, significa "Tipos ou Formas básicas”. As espécies bíblicas são os “tipos básicos”, equivalentes aproximadamente ao nível de Famílias e Gêneros, na classificação taxonômica. Uma outra expressão hebraica usada é “Mishpachah”, um termo que pode significar famílias, tribo, tipo ou espécie. Em Gênesis 8:19, “Mishpachah” é traduzido por famílias (segundo as suas “Famílias”), e algumas vezes, por espécie. Portanto, as espécies que Noé colocou na arca eram diferentes das espécies classificadas pela ciência moderna. A arca foi projetada para incluir apenas vertebrados terrestres - aqueles que caminham sobre o chão e não são capazes de sobreviver na água. Isso não inclui animais marinhos, anfíbios, vermes, insetos e plantas. Um segundo problema, está relacionado com a quantidade de espécies existentes no mundo. Podemos afirmar com certeza que existem menos de dois milhões de espécies no mundo (cerca de 1,5 milhão), - todas estas, de acordo com o sentido de espécie da biologia moderna; mas especula-se, considerando os milhões de anos da evolução, que deve ter havido um número muito mais alto de espécies, indo para além de 10 e até 50 milhões de espécies (o que não se evidência no registro fóssil). Entre as diversas declarações que li sobre o número de espécies, esta declaração sobre a biodiversidade (diversidade dos seres vivos) foi uma que me chamou a atenção: “Não se sabe quantas espécies existem atualmente no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões. Mas até agora os cientistas deram nome a apenas cerca de 1,5 milhão de espécies de seres vivos”...

• É certo que deveriam serem encontradas tantos milhões de espécies, segundo a evolução, (o número de espécies e de fósseis deveria ser muito maior, se considerarmos os milhões de anos da evolução); mas menos de dois milhões de espécies são o total das espécies classificadas. Alguns cientistas e classificadores, consideram, sem exageros, que existem um milhão e trezentas mil espécies animais. Deste total, haveria cerca de 300 mil espécies animais, e cerca de um milhão de espécies só de insetos (invertebrados) e seres aquáticos. Há também, quem diga que o número das espécies de terrestres possa chegar a 750 mil. Conforme os cálculos, excluindo as formas e espécies de insetos, artrópodes, animais aquáticos e anfíbios (que vivem na água e na terra), calcula-se que pode ter entrado na arca um número estimado entre 35.000 e 60.000 animais, (incluindo os seis pares adicionais de limpos). Tendo isto presente, alguns pesquisadores têm dito que, caso houvesse tão poucos exemplares na arca, quanto quarenta e três “tipos básicos” de mamíferos, setenta e quatro “tipos básicos” de aves, e dez tipos básicos de répteis na arca, eles poderiam produzir a variedade de espécies, gêneros e famílias que conhecemos atualmente. Se considerarmos que os tipos Básicos (as espécies originalmente criadas) eram semelhantes ao nível de família ou gêneros em alguns casos, até mesmo um número de 750.000 espécies de animais que vivem somente em terra seca poderia ser reduzido a poucas “espécies” de famílias — a espécie cavalar e a espécie bovina, para se mencionar apenas duas. Isto porque há menos de 350 “famílias” de vertebrados terrestres vivos.

Continua! Analise a segunda parte desta pesquisa AQUI.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte IV)


Ou seja, “os restantes” são aqueles que “obedecem aos mandamentos de Deus e são fiéis a Jesus” onde se encontram! Embora o Senhor Espírito guie o pecador a “toda a verdade” (Jo 16:13), isto não significa que todos os pecadores selados por Deus passem pelo mesmo processo padronizado de santificação pela verdade. Quero dizer, como todos somos diferentes, a santificação do caráter e da vida não ocorre da mesma maneira em todos os santos! Não estou relativizando a obra de Deus, mas desmistificando o que certas denominações cristãs dizem sobre a obra de Deus. Fazer parte do “corpo de Cristo” (I Co 12:27) não é o mesmo que ser membro de uma denominação cristã específica e manifestar uma conduta que esteja (pelo menos aparentemente) em harmonia com seu manual e/ou seu credo , mas sim andar “de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. (...) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4). O ideal divino sempre foi de um salvo fazer uma geração de salvos para salvar os perdidos! No entanto, não se deve confundir o ideal divino com a realidade que Ele tem diante de Si! Se Ele não consegue ter um povo inteiro, uma denominação cristã inteira em harmonia com Seus propósitos e Leis, Deus espalha Seus fiéis e alcança Seus propósitos, mesmo longe do Seu ideal! A estratégia ideal de Deus é a que dá certo na prática, e não as muitas doutrinas cristãs e bíblicas que são teoricamente seguidas por instituições religiosas, mas que estão destituídas do amor a Deus que gera submissão racional como a de Abel e compromisso diário com o próximo como o da igreja primitiva (cf. At 2:42-47)! Claro, seria perfeito e sem dúvida que Jesus merece ser o cabeça de uma denominação cristã assim, mas, infelizmente, ela não existe!  Porém, a inexistência de uma igreja visível com essas características não impede a realização dos propósitos divinos, pois Sua Igreja Invisível, composta por membros que Ele muito bem conhece, espalhada por muitas culturas e religiões, famílias e regiões, essa instituição divina que tem como fundamento a Rocha que é Jesus e o cabeça que também é Jesus, esta sim é a Igreja  Remanescente, a qual sempre esteve aberta (ainda que invisivelmente aos olhos humanos), sempre existiu desde Adão e Eva e sempre existirá até a volta de Cristo, mesmo no atual período laodiceano (cf. Ap 3:14-22), mesmo dormindo como as cinco virgens sonolentas muito embora chamadas prudentes (cf. Mt 25:1-13)! Aliás, esta parábola do Senhor Deus-Homem sublinha o que estamos estudando, uma vez que todas as mulheres dormirão, ou seja, todas as denominações cristãs vacilarão, inclusive “os restantes”, a Igreja Invisível! Isto só nos mostra a impossibilidade da existência de uma única denominação correta (não me refiro ao corpo doutrinário, já que o mais importante é a prática dos membros da denominação!)! Jesus ilustrou o fim do tempo do fim (momentos antes da vinda do Noivo) profetizando ou revelando o futuro para Seus fiéis – “dentre todas as possíveis igrejas que estarão dormindo o sono da falta de vigilância, o sono da natureza pecaminosa, o sono da espera, entre elas Eu tenho meus dormentes, mas prudentes por sua santificação”. “Os restantes” ou a Igreja Invisível ou a Igreja Remanescente estão representados pelas cinco mulheres sonolentas que se preocuparam com o caráter santificado pelo Espírito Santo mais do que com os rotineiros costumes religiosos, a despeito de todas elas parecerem iguais, precipitadamente falando! Portanto, afirmar que uma denominação cristã são “os restantes” de Apocalipse 12:7 não está em harmonia com o raciocínio bíblico.

Essa crendice também está relacionada com a próxima:


“Um profeta verdadeiro só está presente numa única denominação e esta é necessariamente cristã e esta é necessariamente a descendência da mulher de Apocalipse 12” (Hendrickson Rogers)

Acompanhe esta pesquisa:
1ª parte, 2ª parte e 3ª parte.

Aguardem o próximo tópico!

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte III)


“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16:16). “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1:3). “Crede em JAVÉ, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (II Cr 20:20). “Porém vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês. Pelo contrário, que o amor faça com que vocês sirvam uns aos outros. Pois a lei inteira se resume em um mandamento só: ‘Ame os outros como você ama a você mesmo.’ Mas, se vocês agem como animais selvagens, ferindo e prejudicando uns aos outros, então cuidado para não acabarem se matando! Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana. Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem. Porém, se é o Espírito de Deus que guia vocês, então vocês não estão debaixo da lei. As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus. Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza. Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida!” (Gl 5:13-25, NTLH). “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judeia, tendo começado desde a Galileia, depois do batismo que João pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados” (At 10:34-43). “Quando Pedro ainda estava falando, o Espírito Santo desceu sobre todos os que estavam ouvindo a mensagem. Os judeus seguidores de Jesus que tinham vindo de Jope com Pedro ficaram admirados por Deus ter derramado o dom do Espírito Santo sobre os não-judeus” (At 10:44,45, NTLH). “O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos! Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus” (At 16:27-33). “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (I Tm 4:1). “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (II Ts 2:1-4). “Então vi outro monstro, que subia da terra [Estados Unidos da América]. Ele tinha dois chifres parecidos com os de um carneiro [Republicanismo e Protestantismo], mas falava como um dragão [apostasia americana]. Usava toda a autoridade do primeiro monstro [sistema papal católico romano], na sua presença. Forçava a terra e todos os que moram nela a adorarem o primeiro monstro, aquele cuja ferida mortal [na Revolução Francesa] havia sido curada. Esse segundo monstro [EUA apostatado = falso protestantismo + espiritismo + catolicismo romano] fez coisas espantosas. Fez com que caísse fogo do céu sobre a terra, na presença de todas as pessoas. E enganou todos os povos da terra, por meio das coisas que lhe foi permitido fazer na presença do primeiro monstro. O segundo monstro disse a todos os povos do mundo que fizessem uma imagem em honra [assim como Deus criou o ser humano à Sua imagem, com liberdade e um caráter perfeito, os EUA criam uma imagem ao papado, segundo o caráter do papado, ou seja, imposição, transgressão da Lei de Deus, desrespeito à liberdade de culto e crueldade] ao outro monstro, que havia sido ferido pela espada e não havia morrido. O segundo monstro recebeu poder de soprar vida na imagem do primeiro, para que ela pudesse falar e matar todos os que não a adorassem. Ele obrigou todas as pessoas, importantes e humildes, ricas e pobres, escravas e livres, a terem um sinal na mão direita ou na testa [assim como o Senhor Espírito sela os Seus (cf. Ef 1:13,14 e 4:30; Ap 7:1-3), recriando neles o caráter de Deus, Satanás e seus instrumentos selam, põem seu sinal nos deles – caráter de rebeldia e aberta desobediência ao Céu; microchips podem até ser usados no monitoramento, mas não são eles que dão um caráter mau e um estilo de vida desobediente à Palavra de Deus! O que faz isso são as escolhas diárias que fazemos]. Ninguém podia comprar ou vender, a não ser que tivesse esse sinal, isto é, o nome do monstro ou o número do nome dele” [obviamente os filhos de Deus nesse tempo futuro não terão o sinal do dragão e da besta, mas o selo do Espírito e da obediência aos mandamentos de Deus e isto refletido no caráter e no estilo de vida] (Ap 13:11-17, NTLH). “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:6,7). “Assim terminou a criação do céu, e da terra, e de tudo o que há neles. No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou. E foi assim que o céu e a terra foram criados” (Gn 2:1-4, NTLH). “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado de JAVÉ, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez JAVÉ os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, JAVÉ abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx 20:8-11). “Um terceiro anjo seguiu o segundo, dizendo com voz forte: — Aqueles que adorarem o monstro e a sua imagem e receberem o sinal na testa ou na mão beberão o vinho de Deus, o vinho da sua ira, que ele derramou puro na taça do seu furor. Eles serão atormentados no fogo e no enxofre diante dos santos anjos e do Cordeiro. A fumaça do fogo que os atormenta sobe para todo o sempre. Ali não há alívio, nem de dia nem de noite, para os que adoram o monstro e a sua imagem, nem para qualquer um que tenha o sinal do nome dele” (Ap 14:9-11, NTLH). “E gritava com voz forte [o caráter e o estilo de vida dos selados pelo Senhor Espírito Santo]: — Caiu! Caiu a grande Babilônia [todos os sistemas político-religiosos e seus adeptos]! Agora quem vive ali são os demônios e todos os espíritos imundos. Todos os tipos de aves e feras imundas e nojentas vivem nela. Pois todas as nações beberam do seu vinho [filosofias humanistas e doutrinas não bíblicas], o vinho forte do seu desejo imoral [preferência deliberada e consciente pela desobediência aos mandamentos de Deus]. Os reis do mundo inteiro [presidentes e líderes dos países da ONU] cometeram imoralidade sexual com ela [se comprometeram com o papado], e os homens de negócio deste mundo se enriqueceram à custa das práticas sexuais sujas da prostituta [lembre-se: o povo de Deus é representado pela mulher de branco, pura e fiel à Deus (cf. Ap 12). Já os desobedientes ao “evangelho eterno” (Ap 14:6), congregados pelas muitas denominações cristãs apóstatas, isto é, que deixaram de seguir a Bíblia e passaram a seguir os homens, são representadas pela mulher de vermelho (cf. Ap 17), prostituta espiritualmente, ou seja, desleal ao seu pretenso Noivo – Jesus Cristo!]. Então ouvi outra voz do céu, que disse: — Saia dessa cidade, meu povo [Deus chama Seus “restantes” leais dentre os mulçumanos, os orientais, os indígenas e aborígenes, além de todas as igrejas cristãs apostatadas e comunidades miscelâneas para que não obedeçam às ordens político-religiosas ecumênicas disfarçadas por ideologias de paz, união e segurança globais, mas que na verdade, regidas pelos anjos maus com seu sistema anárquico, embora bastante organizado, objetivam a desonra à autoridade de Deus como único Legislador universal e Criador de todos e a exaltação da criatura com suas leis evolucionistas-casualistas corruptoras, libertinas, mas que agradam as massas cujo caráter e cosmovisão há muito se distanciaram da pureza moral do evangelho bíblico devido suas escolhas diárias nos campos da alimentação, filosofia de vida, religião, relacionamentos, etc., ao ponto de estarem irreversivelmente maduras para a destruição]! Saiam todos dela para não tomarem parte nos seus pecados [falta de amor a Deus e ao próximo; escolhas egoístas conscientes, contrárias à luz do Senhor Espírito refletida em Seus servos vazios de si mesmos e cheios das características de Seu próprio Criador Jesus] e para não participarem dos seus castigos! Pois os seus pecados estão amontoados até o céu, e Deus lembra das suas maldades” (Ap 18:2-5,NTLH). “Isso exige que o povo de Deus aguente o sofrimento com paciência. Esse povo são aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus e são fiéis a Jesus” (Ap 14:9-12, NTLH). “O dragão ficou furioso com a mulher e foi combater contra o resto dos descendentes dela, isto é, aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus e são fiéis à verdade revelada por Jesus” (Ap 12:17, NTLH). “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste” (II Tm 3:12-14). “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn 12:1,2). “Olhem! Ele vem com as nuvens! Todos o verão, até mesmo os que o atravessaram com a lança. Todos os povos do mundo chorarão por causa dele. Certamente será assim. Amém!” (Ap 1:7, NTLH). “Porque haverá o grito de comando, e a voz do arcanjo, e o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do céu. Aqueles que morreram crendo em Cristo ressuscitarão primeiro. Então nós, os que estivermos vivos [“os restantes”, os 144.000 simbólicos de todas as tribos, ou seja, nações e religiões (cf. Ap 7)], seremos levados nas nuvens, junto com eles, para nos encontrarmos com o Senhor no ar. E assim ficaremos para sempre com o Senhor. Portanto, animem uns aos outros com essas palavras” (I Ts 4:16-18, NTLH). Hendrickson Rogers

Estude a primeira parte desta pesquisa aqui e a segunda parte aqui! A pesquisa continua. Aguardem!

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