terça-feira, 25 de junho de 2013

O câncer da evolução


Fóssil de parafuso datado para antes da civilização e a desculpa extraterrestre!

Uma expedição de pesquisadores na Rússia realizou uma surpreendente descoberta: um parafuso fossilizado que, após análises, foi datado com idade superior a 300 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista, claro]. Tudo começou no decorrer de 1996, quando um grupo de pesquisadores russos, dedicado ao estudo de fenômenos ufológicos, partiu em busca de fragmentos de um meteorito que caiu na região russa de Kaluga. Eles, contudo, nunca imaginariam o que estavam prestes a encontrar. Em vez de um meteorito, descobriram o fóssil de um parafuso, de aproximadamente dois centímetros de comprimento. Após recolher cuidadosamente as rochas que estavam incrustadas no objeto e depois de analisar com raio x as amostras obtidas, os pesquisadores determinaram que esse parafuso remonta à época em que os répteis começaram a aparecer na Terra, ou seja, há aproximadamente 320 milhões de anos. E o parafuso não estava só, já que dentro das pedras foi encontrado ao menos outro parafuso. 

A comunidade científica recebeu esse achado com grande surpresa. Como é possível que uma ferramenta de tecnologia semelhante pudesse existir em uma época em que o homem ainda sequer existia na Terra? Seria um indício de que civilizações avançadas teriam rondado o nosso planeta? As perguntas ainda são muitas e, quem sabe, novas ferramentas de pesquisa nos ajudem em breve a obter algumas respostas.

Fonte: History Channel.

Nota: Se os pesquisadores conseguissem pensar/ver as coisas de acordo com a ótica criacionista, não precisariam fantasiar que “civilizações avançadas teriam rondado nosso planeta”. Na verdade, civilizações muito avançadas viveram em nosso planeta e conviveram com os dinossauros, há não muito tempo. Isso poderia explicar o fato de ter sido encontrado esse artefato de metal numa rocha datada de supostos milhões de anos. Com o achado na mão, parece que os pesquisadores podem chegar a apenas três conclusões: (1) os métodos de datação estão errados e a rocha pode ser recente, (2) alienígenas inteligentes deixaram cair um parafuso de seu “disco voador”, ou (3) havia seres humanos inteligentes e tecnológicos no passado remoto da Terra. Tudo indica que os pesquisadorespreferem optar pela alternativa 2, por mais inverossímil que seja. [Michelson Borges]

sábado, 15 de junho de 2013

"A vagina não evoluiu, Darwin?"

Vagina: o único órgão encontrado apenas em mamíferos, mas não em peixes, anfíbios, répteis ou pássaros. E como surgiu [sic] esse diferencial da nossa classe? [...] O desenvolvimento nos conta uma parte da história de como surgiu a vagina. Os tratos reprodutivo e urinário são entrelaçados no início do nosso desenvolvimento, surgindo juntos de dois pares de canais, os ductos de Müller e de Wolff, que são modificados de forma complexa para formar uma série de rins (da qual mantemos apenas o último, os metanefros), um conjunto de vias para os testículos, e ainda outro conjunto para os ovários das fêmeas. Nos mamíferos que não pertencem à subclasse Theria, todos esses tubos têm um destino comum, uma única saída para o mundo exterior: a cloaca. [...] Mamíferos marsupiais e placentários dispensaram algumas dessas funções, e expandiram outras [sic]. Uma parte do oviduto adquiriu [sic] um epitélio vascularizado e especializações para investir e nutrir um embrião residente, tornando-se um útero [fácil assim?]. Isso é uma função surpreendente e inovadora em si, mas, além disso, também formou, de outro canal separado, a vagina. A vagina é uma estrutura completamente nova, que não tem homólogo em anfíbios ou répteis. Essa é uma observação interessante. É uma estrutura totalmente original que surgiu [sic] algum tempo depois da separação monotreme-marsupial, uma novidade evolucionária. Como isso aconteceu? Como podemos estudar um evento único, que ocorreu mais de 150 milhões de anos atrás? [Segundo a cronologia evolucionista que precisa ser muuuuiiiito longa, já que, em “apenas” milhares de anos toda a complexidade verificada na vida não poderia ter “evoluído”.]

O pressuposto básico de uma abordagem de evolução molecular para o estudo das novidades evolutivas é que as mudanças na regulação desenvolvimental deixam vestígios na estrutura molecular do genoma, e que um estudo genômico comparativo das estruturas deve ser capaz de identificar alterações genéticas coincidentes com uma novidade fenotípica. Pesquisadores usaram essa abordagem para tentar descobrir como surgiu a vagina. Esse processo de consolidação e individuação deve ter deixado cicatrizes detectáveis no genoma – os genes envolvidos devem ter adquirido alterações necessárias para corrigir o fenótipo na população [somente alterações dariam origem a novos órgãos complexos e funcionais?]. Essas alterações teriam sido feitas aos genes reguladores que controlam especificamente a expressão gênica de tecido. E que genes são esses?

Existem alguns prováveis candidatos, como os genes HoxA, que têm regiões de domínio específicas no trato reprodutivo feminino. A questão é saber se há alguma evidência de que esses genes particulares têm sinais de qualquer conjunto de mudanças que estejam associadas com transições particulares na evolução de vertebrados – em particular, existem diferenças que podem ser rastreadas para a transição entre os monotremados e os Theria, e entre placentários e marsupiais – e, de acordo com a pesquisa feita até agora, a resposta parece ser sim. Mas ainda há muito a ser feito. Os genes Hox são bastante elevados na cadeia de genes regulatórios, por isso há muitos mais genes que precisam ser analisados. Nós também estamosmuito longe de descobrir como esses padrões de expressão gênica definiram os processos morfogenéticos que criaram essa estrutura adorável – a vagina. O importante, porém, é que existem essas questões à espera de ser respondidas – um problema para a ciência investigar. Essa é a graça da biologia evolutiva: perguntas interessantes, antepassados excitantes e a promessa de ferramentas para entendermos mais e melhor nosso corpo e nossa história.

Fonte: Hypescience via Criacionismo.

Nota: Percebeu o tom sensacionalista e especulativo, e a ausência de respostas na matéria acima? Há certos assuntos (como este) que os evolucionistas deveriam deixar “quietos” sob pena de, ao tocar neles, saírem envergonhados. Como surgiu a vagina? Não sabemos, mas estamos à espera “de ferramentas para entendermos mais e melhor nosso corpo e nossa história”. Essa é boa! Ciência pré-datada! Entender como o corpo funciona é uma coisa (e frequentemente esse estudo leva ao design inteligente); entender nossa história é outra coisa bem diferente. A biologia explica bem o funcionamento da vida, mas será que tem o mesmo sucesso quando dá uma de “ciência histórica”? Certamente que não. Investigar um passado remoto é levantar hipóteses desprovidas de evidências empíricas e observacionais. Ninguém estava lá para saber se as coisas foram assim mesmo como dizem os macroevolucionistas. Ciência depende de observação, e não pode ser feita somente na base de hipóteses e modelos computacionais. A verdade é que o “surgimento” da vagina (assim como o de qualquer outro órgão complexo) é um grande problema para os evolucionistas. O texto acima admite que “a vagina é uma estrutura completamente nova, que não tem homólogo em anfíbios ou répteis”. Se é completamente nova, foi necessário o acréscimo de grande quantidade de informação genética para que ela passasse a existir. De onde teria vindo essa informação? Além disso, como qualquer outro sistema de complexidade irredutível, o sistema reprodutor feminino, para funcionar bem, depende de vários mecanismos interligados que não poderiam “surgir” aos poucos, já que são interdependentes. O sistema reprodutor feminino não se trata apenas de um tubo de carne. Ele é de uma complexidade maravilhosa, com seus músculos especializados, glândulas, terminações nervosas (que presenteiam a mulher com o prazer do sexo) e a capacidade de abrigar uma (ou mais de uma) nova forma de vida, suprindo-lhe as necessidades por nove meses (pergunte a um ginecologista). E quando se fala em reprodução, é inevitável perguntar: Como podem ter evoluído numa mesma geração e numa mesma área geográfica (do contrário, seriam inúteis) dois órgãos tão diferentes e tão compatíveis como os aparatos sexuais do macho e da fêmea? Realmente, esse assunto é um problemão para os evolucionistas! (Michelson Borges)

A ciência evolucionista (isso mesmo, com c minúsculo) está entregue às baratas!

Uma das palavras mais mal usadas dentro do empreendimento científico é inquestionavelmente a palavra “evolução”. Os evolucionistas usam a palavra “evolução” para classificar a transformação de um réptil em ave (uma impossibilidade científica), como também para classificar o fato de gatos brancos gerarem gatos pretos, cinzentos ou brancos. No exemplo que se segue, veremos como os evolucionistas usam essa mesma palavra para catalogar uma transformação que em nada deve às fábulas de Darwin.

Embora no mundo selvagem elas gostem de açúcar, as baratas aprenderam a evitar armadilhas envenenadas cobertas de açúcar. Podem-se ver as baratas mais inteligentes no vídeo que se encontra no site Live Science. Como normalmente acontece quando o assunto é evolução, as manchetes das publicações científicas fizeram sua parte na guerra cultural utilizando termos que não estão adequados aos fenômenos observados.

Stephanie Pappas criou um título em que se lia: “Yikes! Baratas evoluíram para evitar armadilhas açucaradas.” Os autores do artigo publicado na Science alegaram que as baratas alemãs “evoluíram rapidamente uma aversão comportamental adaptativa à glicose”. Eles falaram da aversão à glicose como o “ganho de uma adaptação funcional” que “emergiu” durante o estudo das populações de baratas.

No entanto, os cientistas não declararam se as baratas que têm aversão à glicose são uma nova espécie. Contrariamente ao que muitos crentes evolucionistas alegam, a evolução darwiniana não se limita apenas às mudanças no comportamento adaptativo que ocorrem dentro da espécie, mas sim ao aparecimento de uma nova espécie. Se as baratas que têm aversão à glicose podem cruzar com as baratas que não têm essa aversão à glicose, então não ocorreu qualquer tipo de evolução (tal como entendemos o termo “evolução”).

Além disso, o artigo presente no site Live Science revela que um dos autores admitiu que a aversão à glicose pode ser uma característica antiga que emergiu dentro das novas condições ambientais onde elas lidam com armadilhas feitas pelo ser humano: algumas plantas produzem compostos agridoces tóxicos que as baratas teriam que evitar antes do “aparecimento” dos seres humanos.

Para piorar as coisas, as baratas que têm aversão à glicose podem até ser menos saudáveis que as demais. No artigo do site Science Daily, o mesmo coautor admitiu que elas crescem mais devagar sem o estresse ambiental.

As baratas têm que se adaptar a uma variedade de fontes de alimento duvidosas, e a aversão à glicose limita ainda mais o tipo de nutrição que elas podem obter. De qualquer forma, essa observação não serve de evidência em favor da evolução darwiniana – descendência comum através da seleção natural.

Fonte: Darwinismo.

A origem do câncer de mama e o erro crasso do cientificismo evolucionista

Segundo a revista IstoÉ desta semana, um novo estudo divulgado pela revista científica Stem Cell Reportsacrescentou uma informação valiosa para o entendimento dos mecanismos que levam ao câncer de mama. Pesquisadores americanos e canadenses descobriram que um dos tipos de células-tronco, as chamadas luminal progenitoras (que dão origem a um gênero de tecido mamário), são geneticamente mais vulneráveis às transformações que levam ao câncer. Elas estão situadas nos ductos, canais que conduzem o leite produzido pela glândula mamária até os mamilos. Seria nessas estruturas, portanto, que a enfermidade começaria. O motivo que as torna mais sujeitas a apresentar os erros genéticos que deflagram o câncer é o fato de terem telômeros menores do que as outras células que dão origem a outros tecidos das mamas. Os telômeros são estruturas presentes nas extremidades dos cromossomos (onde estão abrigados os genes que compõem o nosso código genético). Uma de suas funções é proteger a integridade dos genes durante o processo de renovação celular, impedindo, por exemplo, as fusões de cromossomos. Quando isso ocorre, a célula pode ganhar ou perder um cromossomo, o que resulta em um defeito genético.

Durante o processo de envelhecimento, os telômeros vão encurtando, deixando as células mais vulneráveis a essas alterações. O que o trabalho agora divulgado demonstra, porém, é que eles são naturalmente menores nas células luminais progenitoras, independentemente da idade. Significa que essas células são normalmente mais expostas a erros de funcionamento que podem desencadear a doença.

“Nosso trabalho ajuda a entender melhor como a enfermidade começa a partir de mudanças no DNA que podem, por exemplo, ligar ou desligar um gene envolvido na replicação celular”, disse David Gilley, coordenador da pesquisa.

Michelson Borges: Fica de novo no ar a pergunta: Se apenas pequenas modificações em partes minúsculas dos genes (como os telômeros) podem acarretar sérios danos à vida, como conceber a ideia de que a vida tenha começado de maneira rudimentar, sem os mecanismos de reparo vitais às células, e chegado até nossos dias, depois de tantos supostos milhões de anos? Doenças como o câncer (e tantas outras) já teriam dizimado nossa espécie.

Vegetarianos correm riscos menores

"Saborosa tapioca TRADICIONAL devorada
por meu papai e eu" (Hendrickson e Eva,
vegetarianos amantes dos animais que
também foram criados por Jesus! ). 
Escrito por Michelson Borges.

Nesta semana, chamou a atenção (especialmente dos 
adventistas do sétimo dia) uma pesquisa realizada na Califórnia segundo a qual pessoas que adotam uma dieta vegetariana (e os pesquisados foram justamente membros vegetarianos da igreja adventista) têm risco de morte 12% menor em comparação com as pessoas que comem carne. É gratificante ver a ciência mais uma vez confirmando conselhos inspirados dados há um século [!]. Para os adventistas que costumam ler os ótimos livros de Ellen White (com destaque para o clássico A Ciência do Bom Viver), pesquisas dessa natureza na verdade não são novidade. Leia as citações a seguir (os itálicos e os trechos entre colchetes são meus.):

“Se os adventistas do sétimo dia pusessem em prática o que professam crer, se fossem sinceros reformadores da saúde, seriam realmente um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. E revelariam um zelo bem maior pela salvação daqueles que ignoram a verdade [note que a sensibilidade missionária está relacionada também com o cuidado com a saúde].Maiores reformas devem-se ver entre o povo que professa aguardar o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve efetuar entre nosso povo uma obra que ainda não se fez. Há pessoas que devem ser despertadas para o perigo de comer carne, que ainda comem carne de animais, pondo assim em risco a saúde física, mental e espiritual” (Conselhos Sobre Saúde, p. 575).

“Tem-me sido repetidamente mostrado que Deus está procurando nos levar de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o ser humano subsista com os produtos naturais da terra [Deus quer nos levar ao Seu desígnio original em todos os aspectos: casamento heterossexual monogâmico, vegetarianismo, criacionismo, etc.]. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido” (Conselhos Sobre Saúde, p. 450).

“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás [se não conseguirmos vencer o apetite pervertido, como poderemos vencer em questões ainda mais probantes?]. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do ser humano através de seis mil anos tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite será mais poderosa e difícil de vencer” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 59).

Note que, segundo os textos acima (e muitos outros da mesma autora), a longevidade e a saúde física desfrutadas pelos que adotam uma dieta o mais natural possível são “apenas” uma bênção adicional no processo. O propósito principal é, sem dúvida, a maior consagração e o refinamento dos sentidos, da sensibilidade e da capacidade de nos comunicarmos com Deus. Se no passado (quando todos os alimentos eram bem mais saudáveis) esse assunto não foi tão levado a sério, neste tempo – em que rapidamente nos aproximamos do fim e os alimentos estão ainda mais insalubres –, é preciso dar mais atenção ao tema da temperança. Não apenas nossa saúde física (importante como possa ser) depende disso, mas, sobretudo, nossa espiritualidade e nosso discernimento mental, que serão provados até o limite num momento crucial em que a história humana terá seu desfecho.

Estejamos atentos às confirmações da ciência (mais um “recadinho” de Deus), mas, principalmente, aos conselhos da Revelação. Devemos dar a devida importância a esse assunto, “agir firmemente nesse sentido” e fazer tudo com sabedoria e equilíbrio, buscando informações corretas a fim de que a reforma de saúde realizada com muita oração (reavivamento) faça dos reformadores um “espetáculo ao mundo”, não um show bizarro protagonizado por “atores” desequilibrados e fanáticos.

Raciocínio grego versus raciocínio hebraico!

Adotar uma perspectiva hebraica das Escrituras ajuda a entender o pensamento dos autores bíblicos?

Na Antiguidade, dentre as várias cosmovisões existentes, duas, em especial, se destacavam. Grécia e Israel tinham modos bem distintos de pensar. É preciso admitir que os gregos deixaram uma herança muito rica para o Ocidente, nas artes, na ciência e na cultura. Sem eles, não seríamos o que somos hoje. No entanto, do ponto de vista religioso, a influência grega trouxe mais problemas do que vantagens. Se hoje temos tanta dificuldade para entender a Bíblia, em grande parte, isso se deve à nossa mente “helenizada” (é preciso lembrar que os autores bíblicos eram, em sua maioria, hebreus e que até o Novo Testamento, escrito em grego, reflete o modo hebraico de pensar). Daí a importância de entender mais a fundo a mentalidade hebraica antiga.

O objetivo deste artigo é relacionar, de modo sucinto, algumas das principais nuances do pensamento hebraico, comparando-as ao pensamento grego, que, via de regra, é também o pensamento ocidental.

Vale lembrar que nem todos os gregos e hebreus pensavam de maneira idêntica. Havia, dentro de cada cultura, diferentes ramificações quanto à religião e à filosofia. As características abaixo representam cada modo pensar de forma geral, sem levar em consideração as diferentes subdivisões.

Concreto x abstrato

No idioma hebraico antigo (língua predominante do Antigo Testamento), ao contrário do grego, as ideias eram muito mais concretas do que abstratas. Até conceitos abstratos, como os sentimentos, costumavam ser associados a algo concreto.

Em hebraico, a palavra “ira” ou “raiva”, por exemplo, é ’af (Êx 4:14), a mesma que é usada para “nariz” ou “narinas” (Jó 40:24). Mas o que tem que ver nariz com raiva? Geralmente, quem fica com muita raiva respira de modo acelerado, e as narinas se dilatam. Talvez esse seja o motivo concreto por trás da relação entre as duas palavras.

Outro exemplo desse concretismo hebraico é a palavra “fé”, ’emunah (Hc 2:4), que em vez de significar apenas crença ou aceitação mental – como no grego –, expressa também qualidades como firmeza, fidelidade e estabilidade. Ter fé, na visão hebraica, é se firmar em Deus, como uma estaca fincada no chão (ver Is 22:23, onde “firme” vem do verbo ’aman, a mesma raiz de ’emunah). Portanto, crer, do ponto de vista bíblico-hebraico, inclui também a ideia de se apegar a Deus e ser fiel.

Dinamismo x ócio

Na Grécia antiga, dava-se mais valor à falta de ocupação do que ao trabalho, principalmente entre os atenienses. Não ter que trabalhar e se dedicar apenas à contemplação e ao mundo das ideias era considerada a mais nobre das “atividades”. Já os hebreus eram um povo extremamente dinâmico e seu idioma refletia isso.

No português, como em outras línguas, o sujeito vem em primeiro lugar na frase, e o verbo, geralmente, é colocado logo em seguida. Exemplo: “Antônio obedeceu a seu pai.” Em hebraico, a ordem das palavras ficaria assim: “Obedeceu Antônio a seu pai.” Isso mostra o valor das ações para os hebreus.

Até substantivos que, para nós, não implicam necessariamente uma ação, para eles envolviam algum movimento. A palavra “presente” (ou “bênção”), berakah em hebraico (Gn 33:11), por exemplo, vem da raiz brk (“ajoelhar”), e significa “aquilo que se dá com o joelho dobrado”, fazendo referência ao costume de inclinar o corpo ao presentear alguém. A palavra “joelho”, berek (Is 45:23), por sua vez, significa, literalmente, “a parte do corpo que se dobra”.

O conceito hebraico de comunhão – “andar com Deus” (Gn 6:9; Mq 6:8) – também envolve movimento e significa manter um relacionamento constante com Ele. E a palavra “júbilo”, rwa‘ ou ranan (Sl 100:1; 149:5), significa “dar um grito retumbante de alegria”.

Para os hebreus, havia uma íntima relação entre aquilo que se fala e o que se faz. Entendia-se que a palavra de um homem deve corresponder às suas ações. Aliás, “palavra”, em hebraico, significa também “coisa” ou “ação”, dabar. Logo, dizer algo e não agir de acordo implicava mentira, falsidade.

Essência x aparência

Os gregos descreviam os objetos em relação à sua aparência. Os hebreus, ao contrário, consideravam mais a essência e função das coisas. Exemplo: Se nos mostrassem um lápis e nos pedissem para descrevê-lo, como seria nossa descrição? Provavelmente, diríamos: “O lápis é azul”, ou “é amarelo”; “tem ponta fina”, ou não; “é cilíndrico”, ou “é retangular”; “é curto”, ou “é comprido”; etc. Note que em todas essas características a ênfase está na aparência.

Um hebreu descreveria o mesmo lápis de forma bem mais simples e objetiva: “É feito de madeira, e eu escrevo palavras com isto.” Na cosmovisão hebraica, a essência das coisas e sua função eram mais importantes que a forma ou a aparência.

Por isso, os elogios de Salomão à sua amada no livro de Cantares parecem tão estranhos para nós, ocidentais. Dizer a uma mulher: “O teu ventre é [um] monte de trigo” (Ct 7:2) pode não soar bem hoje em dia. Mas, na cultura da época, a imagem do trigo trazia a ideia de fertilidade e fartura (função e essência), e ter muitos filhos era o sonho de toda mulher.

Outro exemplo é a descrição feita sobre a arca de Noé e o tabernáculo do Antigo Testamento (Gn 6:14-16; Êx 25-28). Qualquer um que lê o que a Bíblia diz a respeito dessas construções nota que há muito mais detalhes sobre a estrutura e os materiais empregados na confecção do que em relação à sua aparência.

Além de funcional e essencial, o estilo de descrição dos hebreus era também pessoal – o objeto era descrito de acordo com a relação dele com a pessoa. Ao descrever um dia ensolarado, em vez de dizer: “O dia está lindo”, um hebreu diria: “O sol aquece meu rosto!” Daí a descrição de Davi: “O Senhor é o meu pastor” (Sl 23:1).

Teoria x prática

Na cosmovisão grega, “saber” era mais importante do que “ser”. Para os gregos, sabedoria era o resultado sobretudo do estudo, da contemplação e do raciocínio. O conhecimento era essencialmente teórico, limitado ao mundo das ideias, e o mais importante era conhecer a si mesmo.

Para os hebreus, no entanto, o conhecimento era essencialmente prático. Conhecer era, principalmente, experimentar, se envolver com o objeto de estudo. O conhecimento de Deus era o mais importante, e a verdadeira sabedoria estava em saber ouvir, especialmente a Ele – “Ouve, ó Israel [...]” (Dt 6:4). Na mentalidade hebraica, “temer a Deus” é o primeiro passo para ser sábio (Sl 111:10; Pv 1:7).

Tempo x espaço

Quando queremos incentivar alguém a prosseguir, dizemos: “Bola pra frente!”, e quando queremos dizer que algo ficou no passado, falamos: “Ficou para trás.” Mas quem nos ensinou que o futuro está à nossa frente e o passado atrás? Possivelmente, os gregos. Eles tinham uma visão espacial do tempo, e nós herdamos isso.

Os hebreus (que valorizavam mais o tempo do que o espaço) enxergavam passado e futuro de modo diferente. Para eles, mais importante do que localizar o tempo de forma espacial era defini-lo em ações completas e incompletas (aliás, “completo” e “incompleto” são os nomes que se dá aos tempos verbais do hebraico).

Na mentalidade hebraica antiga, o passado (tempo completo) estava à frente (as palavrastemol e qedem, “ontem” ou “antigamente”, significam também “em frente”), e o futuro (tempo incompleto) estava atrás – mahar, “amanhã” ou “no futuro”, vem da raiz ’ahar, que significa, entre outras coisas, “ficar atrás”, ou “para trás”. (Veja Êx 5:14; Jó 29:2; Êx 13:14 e Dt 6:20.)

E por que eles entendiam o tempo assim? O pensamento hebraico era simples e direto. O passado já foi completado, por isso podemos olhar para ele como se estivesse diante dos nossos olhos. O futuro, porém, ainda está indefinido, incompleto, por isso, ainda é desconhecido e é como se estivéssemos de costas para ele.

História cíclica x linear

Os gregos viam o curso da história como uma espécie de roda gigante. Para eles, a história se repetia eternamente, num eterno vai e vem sem destino.

Para os hebreus, no entanto, a história era linear e climática. Deus foi quem a iniciou (Gn 1:1), e é Ele quem faz com que ela prossiga para um fim, um clímax, o chamado “Dia do Senhor” (yom Yahweh; Sf 1:7, 14; Jl 2:1; 2Pe 3:10). Mas essa descontinuidade da história será apenas o começo da eternidade (‘olam; Dn 12:2).

Deus x “eu”

Na cosmovisão grega, o “eu” (ego) era o centro de tudo. Diz a lenda que à entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, havia a frase “Conhece-te a ti mesmo”. Na cultura hebraica, por outro lado, Deus era o centro de todas as coisas. Os hebreus não dividiam a vida, como nós fazemos, em sagrada e secular. Para eles, essas duas áreas eram uma coisa só, sob o domínio de Deus.

Até mesmo as tarefas do dia a dia eram consideradas, de certa forma, sagradas. A palavra hebraica ‘abad – “servir” ou “adorar” (Sl 100:2) – pode ser também traduzida como “trabalhar”. Na lavoura, na escola ou no templo, a vida era vista como um constante ato de adoração (1Co 10:31; Cl 3:2; 1Ts 5:17). Para eles, a adoração era mais do que um evento, era um estilo de vida.

Pensamento corporativo x individualismo
           
Os gregos consideravam a individualidade um valor supremo e praticamente inegociável. Os hebreus, por sua vez, tinham uma “personalidade corporativa” e enfatizavam a vida em comunidade. Na cosmovisão hebraica, havia uma ligação inseparável entre o indivíduo e o grupo. A vitória de um era a vitória de todos, e o fracasso de um representava o de todos. Por isso, para os cristãos, se, por um lado, a falha de Adão lá no Éden representou nossa queda, por outro lado, a morte de Cristo na cruz dá a todos a oportunidade de salvação (1Co 15:22; Jo 3:16). 

Amor: decisão x emoção

No mundo grego, o amor, em suas várias formas, se resumia muitas vezes a um mero sentimento. Na visão hebraica, porém, amor é mais que isso: é uma escolha (em Ml 1:2, 3 e Rm 9:13, “amar” e “odiar” são sinônimos de “escolher” e “rejeitar”). É algo prático, traduzido em ações – a Deus e ao próximo (Mt 22:35-40).

Paz: presença x ausência

No pensamento ocidental, paz depende das circunstâncias. É a ausência de guerras, problemas e perturbações. Mas para os hebreus, paz não implicava, necessariamente, ausência, e sim presença. Só a presença de Deus pode trazer bem-estar, segurança e felicidade – que são ideias contidas na palavra shalom (Jz 6:24).

Integral x dualista

Os gregos tinham uma visão dualista da realidade. Com base nos ensinamentos de Platão, acreditavam que havia dois mundos: o das ideias (ou do espírito) e o mundo real. De acordo com essa visão, o ser humano era formado por duas partes: espírito (ou alma) e corpo. Para eles, o corpo e as coisas materiais eram ruins, e apenas o “espírito” e as coisas do “além” podiam ser considerados bons. Assim, a morte, na verdade, seria a libertação da alma, que, enquanto estivesse no corpo, estaria presa ao mundo material.

Já os hebreus tinham uma visão integral da vida. Para eles, o ser humano era completo, indivisível. Na mentalidade hebraica, alma se refere ao indivíduo como um todo (corpo, mente e emoções). De acordo com Gênesis 2:7, nós não temos uma alma, nós somos uma alma, ou seja, seres vivos (nefesh hayyah, em hebraico). Ao contrário dos gregos, que criam na imortalidade do espírito, os hebreus acreditavam na mortalidade da alma e na ressurreição (Ez 18:4; Dn 12:1, 2).

Espiritualidade x misticismo

Para os gregos, espiritualidade era algo místico. Ser espiritual significava desprezar totalmente a matéria e se conectar ao “outro mundo”. Esse desprezo das coisas materiais variava entre dois extremos. Alguns, por exemplo, renunciavam completamente os prazeres físicos, tais como a alimentação e o sexo, a ponto de mutilar seus órgãos genitais. Outros, por outro lado, se entregavam a todo tipo de sensualidade e orgia. Ambos os comportamentos tinham como base a ideia de que o corpo é mau, e que, no fim das contas, o que importa mesmo é a “alma”.

Mas para a cosmovisão hebraica, o corpo foi criado por Deus, e por isso é sagrado. A Bíblia diz que “do Senhor é a Terra” (Sl 24:1). E enquanto criava o mundo, Deus viu que este “era bom” (Gn 1:10, 12, 18, 21) – e não mau, como acreditavam os gregos. Deus fez o mundo (as coisas materiais), e deu ao ser humano a responsabilidade de cuidar dele.

Para os hebreus, portanto, espiritualidade tinha que ver, sim, com esta vida. Na cosmovisão bíblica, não é preciso se isolar em um monastério, recorrer à meditação transcendental ou entrar num estado de transe para atingir “o mundo superior”. É possível ser “santo” e desenvolver a espiritualidade no dia a dia, nas situações comuns da vida e no trato diário com as pessoas (Lv 20:7; 1Pe 1:16).

Conclusão

Embora devamos muito aos gregos como herdeiros de sua cultura, é fundamental que adotemos uma perspectiva hebraica ao estudar as Escrituras, a fim de que nossa hermenêutica se aproxime ao máximo do modo de pensar dos autores bíblicos, bem como do sentido original do texto.  

(Eduardo Rueda é bacharel em Teologia e editor associado na Casa Publicadora Brasileira)

Fontes: Thorleif Boman, Hebrew thought compared with greek (Norton, 1970); Marvin R. Wilson, Our Father Abraham (Eerdmans, 1989); _________, “Hebrew thought in the life of the church”, The living and active word of God (Eisenbrauns, 1983); Jacques Doukhan, Hebrew for Theologians (University Press, 1993); Ferdinand O. Regalado, Hebrew thought: its implications for adventist education (Universidade Adventista das Filipinas, 2000); Daniel Lopez, doutorando em linguística pela UFF-RJ e professor de Filosofia da Educação na UFRJ; Rodrigo P. Silva, graduado em filosofia, arqueólogo e doutor em Teologia; site.

Fonte: Criacionismo.

Os 10 mandamentos católico-romanos e os 10 Mandamentos bíblico-cristãos!

Caminhado hoje por uma rua da cidade em que moro, percebi esse muro (foto acima) onde estão escritos os "Mandamentos da Lei de Deus", em frente a uma Igreja Católica. Bom, será que esses mandamentos correspondem mesmo ao que está na Bíblia? Inclusive, na própria Bíblia Católica Ave Maria? Confira você mesmo(a), em Êxodo 20 (link abaixo) ou na sua própria Bíblia.

Tem coisa errada aí, meu amigo e amiga. Não foi isso que Deus ordenou. Isso está só no Catecismo (livro escrito segundo a tradição católica). Mudaram a verdadeira Lei de Deus, excluindo o mandamento que ordena não adorar imagens (versículos 4-6), fazendo o décimo se tornar dois mandamentos para voltar a conter dez mandamentos; trocaram o quarto mandamento, que ordena guardar o sétimo dia da semana, o sábado, pelo domingo (versículos 8-11). Ou seja, adulteraram a Lei do SENHOR, conforme profetizado (Daniel 7:25).

Publiquei isso não para afrontar você e sua religião (caso seja católico), mas para que haja uma oportunidade de reflexão sobre isso. A Lei de Deus é importante? Sem dúvidas. Porém, saber a Sua verdadeira Lei eterna e imutável é também de suma importância. Lembre-se: Para Deus, guardar nove mandamentos e deixar de guardar um é o mesmo que se não tivesse guardado nenhum (Tiago 2:10).

Tanto no "Velho" como no "Novo" Testamentos da Bíblia a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, continuam sendo os mesmos, pois foram escritos pelo próprio dedo de Deus, e Deus não muda.

Com qual ficaremos? Com o Catecismo ou com a Bíblia? Eu já tomei a minha decisão há cinco anos. Fiquei com a Bíblia, a minha única regra de fé e prática, conforme a Bíblia mesma nos orienta.

Que o Espírito Santo de Deus possa lhe auxiliar nesta reflexão e decisão! A paz de Jesus!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

(Desenho) Evolution x Creation


A Revelação e a Ciência

“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” Salmo 14:1


“Há homens que pensam ter feito maravilhosas descobertas na ciência. Eles citam as opiniões de eruditos como se as considerassem infalíveis, e ensinam as deduções da ciência como verdades que não podem ser contestadas. E a Palavra de Deus, que é dada como lâmpada para os pés do viajante enfastiado do mundo, é julgada por esse padrão e achada em falta.

“A pesquisa científica em que esses homens se acham empenhados demonstrou ser um laço para eles. Obscureceu-lhes a mente, e eles se desviaram para o ceticismo. Têm uma sensação de poder e, em vez de olhar para a Fonte de toda sabedoria, eles se gloriam no conhecimento superficial que talvez tenham obtido. Exaltaram sua sabedoria humana em oposição à sabedoria do grande e poderoso Deus, e ousaram entrar em conflito com Ele. A Palavra inspirada declara que esses homens são ‘insensatos’.

“Deus tem permitido que uma torrente de luz irradie sobre o mundo nas descobertas na ciência e na arte; quando, porém, supostos cientistas falam e escrevem sobre esses assuntos meramente do ponto de vista humano, certamente chegam a conclusões erradas. Os maiores intelectos, se não forem guiados pela Palavra de Deus em suas pesquisas, ficarão desnorteados em suas tentativas para descobrir as relações da ciência e da revelação. O Criador e Suas obras estão além da compreensão deles; e como não conseguem explicá-los pelas leis naturais, a história bíblica é considerada duvidosa. Os que duvidam da veracidade dos relatos do Antigo e do Novo Testamentos serão levados um passo além e duvidarão da existência de Deus; e então, tendo abandonado sua âncora, irão de encontro às rochas da incredulidade. Moisés escreveu sob a orientação do Espírito de Deus, e as teorias geológicas corretas jamais alegarão terem sido feitas descobertas que não podem ser harmonizadas com as declarações dele. A ideia em que muitos tropeçam, a saber, que Deus não criou a matéria quando trouxe o mundo à existência, limita o poder do Santo de Israel.

“Muitos, quando são incapazes de medir o Criador e Suas obras por seu imperfeito conhecimento da ciência, duvidam da existência de Deus e atribuem infinito poder à natureza. [...] A Bíblia não deve ser provada pelas ideias dos homens de ciência, mas a ciência é que deve ser submetida à prova desse padrão infalível”, Ellen G. White, Signs of the Times, 13 de março de 1884.

Fonte: Criacionismo.

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