sábado, 21 de setembro de 2013

Pesquisas científicas com crianças afirmam: ateísmo é antinatural!

O Dr. Justin Barrett, um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind, da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em Deus. Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.”

Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”. Outra experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada. O Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.

O Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.

O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais suscetíveis à criação divina e ao design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente difícil de acreditar.

Fonte: The Telegraph.

Nota: "Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos. Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e imutável. O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é cientificamente falso." (Darwinismo).

Evidências de um Criador - o complexo mecanismo celular das plantas para com estímulos externos

A dormideira ou sensitiva também conhecida como dorme-dorme (Mimosa pudica L.) é um pequeno arbusto perene da América tropical, pertencente à família das ervilhas. Este nome é devido à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor (sismonastia). Essa sensibilidade e movimento das folhas da planta também ocorrem em outras espécies dentro da família das ervilhas.


Sismonastia ou tigmonastia é uma nastia provocada pela ação de um golpe ou sacudidela, como se observa na dormideira, cujas folhas se fecham imediatamente após uma batida. Dessa forma, a cada toque que a planta recebe (que seria recebido como ameaça) ela se fecha pois algumas células, localizadas na base de cada folha consegue perder água rapidamente. O cálcio e o potássio, elementos que estão presentes nesta planta - são responsáveis por direcionar a água para alguns espaços entre as células, causando o tal fechamento, ou encolhimento. Este processo dura pouco tempo, depois as folhas abrem novamente.

Sismonastia ou tigmonastia é uma modalidade de nastia ou nastismo (respostas não-direcionais a estímulos exógenos) causada pela ação de um estímulo mecânico, como se observa na dormideira, cujas folhas se fecham imediatamente após um toque. Desta forma, a cada estímulo mecânico (toque, vento, chuva) que a planta recebe ela se fecha, pois algumas células especializadas (pulvino), localizadas na base do pecíolo de cada folha ou folíolo, perdem água rapidamente. Isto ocorre quando um potencial de ação, gerado pelo estímulo (toque), atinge os pulvinos e causa rápida liberação de potássio e açúcar no apoplasto; assim há perda de água pelas células motoras e o consequente curvamento das folhas. As folhas permanecem fechadas por pouco tempo, depois se abrem novamente.


Quando estimuladas mecanicamente por um toque, as células da parte superior dos pulvinos li­beram íons de potássio, isso acarreta diminuição em sua pressão osmótica com consequente perda de água para as células vizinhas. A diminuição de turgor dessas célu­las provoca o fechamento dos folíolos. A reação de do­bramento das folhas da sensitiva propaga-se rapidamen­te da região estimulada para as folhas vizinhas, fazendo com que elas também se dobrem. A propagação do es­tímulo deve-se à despolarização das membranas celu­lares, provavelmente de modo semelhante ao que acon­tece na propagação do impulso nervoso nos neurónios dos animais, mas com velocidade bem menor.

Nastismos ou nastias são movimentos vegetais que ocorrem em resposta a estímulos ambientais não direcionais, ou seja, a resposta não é determinada pela direção do estímulo. Os nastismos podem envolver mudanças elásticas ou plásticas nas paredes celulares dos tecidos em movimento na planta. Mudanças plásticas são constituídas pelo crescimento diferencial e irreversível, e as mudanças elásticas são alterações reversíveis em células especializadas. A frequência destes movimentos aumenta proporcionalmente com o aumento da intensidade dos estímulos. Um exemplo de nastismo é a abertura e fechamento das flores (resposta fotonástica). Os nastismos são classificados em relação ao movimento por crescimento diferencial ou por alterações de turgor. Os tipos são:
  • Epinastia: corresponde ao movimento de curvatura para baixo de algum órgão da planta, causada por uma taxa de desenvolvimento maior do lado superior do que do lado inferior. Isso ocorre pelo fluxo desigual de auxina pela superior e inferior do pecíolo, e não pela gravidade.
  • Hiponastia: é resposta contrária a epinastia, ocorre com menor frequência e pode ser induzido pelo hormônio giberelina.
  • Termonastia: é o nastismo acionado por diferenças de temperatura. Embora repetitivo, este tipo tem caráter permanente e é resultado da alternância de crescimento diferencial nas duas superfícies dos órgãos envolvidos.
  • Hidronastia: corresponde ao dobramento e enrolamento de folhas em resposta ao estresse hídrico. Este nastismo pode ser utilizado como um complemento ao papel do fechamento dos estômatos em condições de transpiração foliar.
  • Nictinastia: refere-se as folhas que mudam de posição entre o dia e a noite. Geralmente apresentam-se “abertas” durante o dia e “fechadas” a noite.
  • Tigmonastia: é o movimento em resposta a estímulos mecânicos (exemplo: dorme-dorme).
  • Fotonastia: resposta à luz.
  • Quimionastia: resposta a químicos ou nutrientes.
  • Hidronastia: resposta à água.
  • Gravinastia ou geonastia: resposta à gravidade.

Veja abaixo um vídeo da planta dorme-dorme realizando tigmonastia.


"Quem não entende por todas estas coisas que a mão do SENHOR fez isto, que está na sua mão a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana?" (Jó 12:9-10 ARC)

Beijo de lésbicas, "cultos" gospel e liberdades de expressão!

Muito já se falou sobre as lésbicas que protagonizaram um beijo escandaloso durante culto em que o pregador foi o polêmico deputado e pastor Marco Feliciano. Até postei aqui um texto do Luciano Ayan analisando as ações nem um pouco inocentes dos chamados “gayzistas” (confira). Mas há ainda uma faceta em tudo isso que eu gostaria de destacar neste post. Antes, porém, leia alguns trechos da matéria publicada no site G1, da Globo, claramente favorável à atitude das moças: “Após acionar a segurança, Feliciano afirmou que elas ‘não têm respeito ao pai, à mãe e à mulher’. ‘A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus’, disse Feliciano para o fiéis presentes. [...]

“De acordo com a estudante Yunka Mihura, de 20 anos, também havia casais heterossexuais se beijando no local sem problema algum. [...] O advogado das jovens, Daniel Galani, disse que vai abrir uma ação para apurar os responsáveis pela agressão. ‘A gente vê que foi uma situação que fugiu completamente ao controle. A gente sabe que existiam dois direitos em conflito: um é a liberdade de expressão e o outro a liberdade do ato religioso. Os dois direitos são constitucionais e estão previstos para que as pessoas possam fazê-los’, disse.

“Marco Feliciano disse que a atitude das jovens é um desrespeito ao culto religioso, ministrado por ele. ‘Aquilo é desrespeito. Com isso eles me fortalecem e se enfraquecem, porque qualquer pessoa de bem sabe que em um ambiente religioso não é lugar de fazer o que aquelas pessoas fizeram. [...]”

Deixando de lado a polêmica dos dois direitos constitucionais em conflito (qual deles prevalecerá no futuro?), quero chamar atenção para um detalhe apenas: Aquilo era culto oushow? Assisti ao vídeo postado na internet e fiquei, como direi?, estarrecido com a “música” apresentada antes da entrada de Feliciano no palco. Um cantor (não o conheço) vociferava ao microfone (se quiser ver o vídeo, clique aqui. Note como o portal Terra também se posiciona ao chamar de "meninas" as mulheres de 18 e 20 anos). Com a voz estridente, o cantor animava a plateia a gritar, erguer as mãos e aplaudir. Exatamente como num culto pagão, as emoções sobrepujavam a razão. Era um clima de balada, de rave, de sei-lá-o-que. Tava mais para adoração ao bezerro de ouro do que para culto a Deus. Leia a Bíblia de capa a capa e você não vai encontrar entre o povo de Deus (quando estava com Ele) esse tipo de algazarra. Há, sim, menção de alegria, júbilo e música no louvor, mas não de gritaria e explosão descontrolada de emoções sem um pingo de reverência.

Uma das "meninas" é retirada do culto-show pela polícia

Aquilo podia não ser a casa da mãe Joana, mas que parecia um show de rock, parecia. As pessoas pulavam, erguiam os braços, gritavam e dançavam. Naquele contexto, sinceramente, beijos nem pareciam algo tão estranho... Fosse um culto ordeiro, racional e decente (como orienta o apóstolo Paulo em Romanos 12:1 e em 1 Coríntios 14:40), a atitude das moças (e de outros) ficaria em gritante contraste. Fosse outro o ambiente, talvez elas nem tivessem coragem de fazer o que fizeram. Talvez até fossem “tocadas” pela pregação da Palavra, pela música apropriada, com mensagem. Mas, com aquele barulho, a gritaria e a agitação toda, sem a solenidade que deve caracterizar o culto, as duas se sentiram motivadas – não a entregar a vida a Jesus. E deu no que deu.

Com todo o respeito aos irmãos sinceros que tomam parte nesse tipo de culto, não posso deixar de falar sobre essa incoerência que vem ganhando força nos últimos anos no mundogospel. As igrejas estão imitando estilos profanos de música com o intuito de “ganhar” os jovens, mas o que conseguem com isso? Perdem o respeito. São alvo de chacota e mantêm em seus rebanhos uma juventude que está ali mais pelo show, pelo entretenimento do que pelo comprometimento com a Palavra de Deus. Exatamente como os baladeiros, recebem doses de adrenalina e dopamina. Ficam viciados nesses cultos-show. E para por aí.

As duas consequências de acontecimentos como esse protagonizado pelo pastor, pela polícia e pelas "meninas" lésbicas, são, de qualquer modo, negativas: (1) os evangélicos são perseguidos, criticados e debochados pelo motivo errado (não pela fidelidade a Deus) e (2) os gayzistas ganham força ao demonizar e desumanizar o opositor e posar de vítimas dos “fundamentalistas” fanáticos. Basta notar como a Globo e o Terra, por exemplo, já escolheram seu lado na história.

E que Deus nos livre dos dois lados!

Fonte: Criacionismo.

domingo, 15 de setembro de 2013

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte VIII)

Caso você esteja a perguntar, após este estudo, ‘Provérbios 28:13 é um versículo simbólico e não literal? Para que serve então os Dez Mandamentos e os princípios que eles estabelecem se a coisa é tão relativa assim? Quem são, então, os adúlteros que não herdarão o reino de Deus?’

Primeiro, a Bíblia não relativiza os mandamentos de Deus. O que ocorre é que, em muitos casos, nosso certo é convenientemente certo em nosso favor. O raciocínio bíblico é:

Zelo de Deus
Bom zelo dos homens ou Zelo de Deus nos homens
Mau zelo dos homens ou zelo que Deus não deu aos homens
“porque eu sou JAVÉ, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êx 20:5).
“Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; [...] E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.” (Nm 25:11,13).
“e se ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e JAVÉ está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação de JAVÉ? Procedente de JAVÉ saiu fogo e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso” (Nm 16:3,35).
“Porque JAVÉ, teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso” (Dt 4:24).
“Ele [Elias] respondeu: Tenho sido zeloso por JAVÉ, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (I Rs 19:10).
“Porque a ira do louco o destrói, e o zelo do tolo o mata” (Jó 5:2).
“porque JAVÉ, teu Deus, é Deus zeloso no meio de ti, para que a ira de JAVÉ, teu Deus, se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra” (Dt 6:15).
“Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (Jo 2:17).
“JAVÉ Deus diz: [...] ‘Grite alto, como se você fosse trombeta! Anuncie ao meu povo, os descendentes de Jacó, os seus pecados e as suas maldades. De fato, eles me adoram todos os dias e dizem que querem saber qual é a minha vontade, como se fossem um povo que faz o que é direito e que não desobedece às minhas leis. Pedem que eu lhes dê leis justas e estão sempre prontos para me adorar’” (Is 58:1,2, NTLH).
“JAVÉ não lhe quererá perdoar [cf. os vv. 18 e 19]; antes, fumegará a ira de JAVÉ e o seu zelo sobre tal homem, e toda maldição escrita neste livro jazerá sobre ele; e o SENHOR lhe apagará o nome de debaixo do céu” (Dt 29:20).
“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12:11).
“Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho?” (Mt 7:4, NTLH).

“Fez Judá o que era mau perante JAVÉ; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo, mais do que fizeram os seus pais” (I Rs 14:22).
“porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a muitíssimos” (II Co 9:2).
“João disse: — Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo” (Lc 9:49, NTLH).
“O fragor da tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a injustiça” (Jó 36:33).
“Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (II Co 11:2).
“Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?” (Lc 9:54).
“para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo de JAVÉ dos Exércitos fará isto” (Is 9:7).
“É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco” (Gl 4:18).
“Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje” (At 22:3).
“JAVÉ, a tua mão está levantada, mas nem por isso a veem; porém verão o teu zelo pelo povo e se envergonharão; e o teu furor, por causa dos teus adversários, que os consuma” (Is 26:11).
“o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:14).
“Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm 10:2).
“JAVÉ é Deus zeloso e vingador, JAVÉ é vingador e cheio de ira; JAVÉ toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos” (Na 1:2).
“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3:19).
“quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível” (Fp 3:6).

Meu objetivo com esta tabela é mostrar como a Bíblia apresenta as funções de Deus e de Seu povo, e o que Ele não deu à Igreja como função, respondendo assim as três indagações imediatamente anteriores a tabela. (As células vizinhas dessa tabela não tem necessariamente relação umas com as outras. A análise deve ser feita assim: Qual o zelo, o cuidado de Deus em realizar Suas funções, descrito na 1ª coluna da tabela? 2ª coluna: O que Ele deu à Sua Igreja ou ao Seu povo, nas épocas bíblicas, para desempenhar com zelo? 3ª coluna: Que maus exemplos as Escrituras registram de funções que a Igreja, ou parte dela, tomou para si, mas que Deus não deu a ela?).

A coluna da esquerda deixa claro que Deus e seu zelo pela justiça, pela paz, pela vida, consideram Provérbios 28:13 como um texto literal e não simbólico, quero dizer, encobrir as transgressões é errado e Deus não abençoa o pecador que assim procede; muito pelo contrário, Ele não concede Seu perdão (cf. Dt 29:20)! Por outro lado, pecadores que, advertidos, confessaram seu pecado e abandonaram sua rebelião contra a Lei de Deus, alcançaram Sua misericórdia (Paulo, Arão, etc.).

A coluna do meio nos revela que Deus pode manifestar o Seu próprio zelo ou preocupação, diligência pela verdade e pela vida dos Seus, através de agentes humanos que foram levantados para esse fim! “JAVÉ Deus mandou que o profeta Natã fosse falar com Davi” (II Sm 12:1). Na história do pecado de Davi, perceba, Deus viu e interviu! Natã não foi por sua conta e risco, até porque ele também era um pecador. Mas, o profeta foi enviado e fez bem feito, com zelo do próprio Deus, seu importante papel de cuidador do seu irmão e da igreja israelita.


A coluna da direita, porém, pode explicar o porquê desta pesquisa e sua complexidade – a Igreja, ou parte dela, assumindo um papel que não lhe cabe e atrapalhando Deus em Sua obra de educação e salvação, em vez de cooperar com Ele! Deus pode usar Provérbios 28:13 sem errar. Alguém enviado por Ele pode usar Provérbios 28:13 (bem como qualquer outra parte da Bíblia) sem errar. Mas, se Deus não me enviar, em vez de ajudar meu irmão estarei cumprindo Mateus 7:4 e 5, que adverte: “Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão’. Deus e Seus enviados podem considerar alguém como beberrão, adúltero, etc., sem estarem enganados (cf. Jr 3:8; 9:2;... ). Hendrickson Rogers

Esta pesquisa está em construção. Aguarde seu desfecho estudando todas as suas partes anteriores:  1ª Parte2ª Parte3ª Parte4ª Parte5ª Parte6ª Parte e 7ª Parte (é só clicar).

domingo, 8 de setembro de 2013

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte VII)

“O adultério gerado por um novo casamento é, necessariamente, um pecado cometido diariamente pelos novos cônjuges, isto é, enquanto durar o novo casamento” Me parece que boa parte dos cristãos pensa desse jeito: toda vez que um casal constituído por um (ou dois) cônjuge(s) que já foi (foram) anteriormente casado(s) se relaciona sexualmente, os dois cometem adultério! Mesmo sem perceber (e outros cristãos mesmo percebendo), quem crê nisso está afirmando que tal pecado é contínuo e, portanto, o casal em questão está prestes a cometer o “pecado eterno” (Mc 3:29), o pecado sem perdão, o pecado contra o Espírito Santo, a menos que se separe, concluem eles. Sem dúvida, o adultério (palavra usada por JAVÉ em Seu “7°” mandamento para: a traição conjugal, o sexo fora do casamento, o segundo casamento sem a presença do adultério no primeiro, o homossexualismo, a pedofilia, a zoofilia, o abuso sexual e a violência doméstica, e etc., confira o artigo Adultério) é um pecado e é dever do cristão seguir os ensinamentos de seu Cristo neste assunto também. Por certo os adúlteros e os que cometem imoralidade sexual não herdarão o reino de Deus como Paulo e João enfatizaram (cf. I Co 6:9, Ap 21:8  e 22:15). Precisamos, simplesmente, entender o que Deus (não os homens) considera adultério, o que é um caso particular do que Ele considera como pecado passível da condenação eterna.

Quero começar sugerindo que as fórmulas eclesiásticas para definir e classificar o pecado, embora possam até ter a intenção de proteger e educar o membro (na verdade protegem mais a instituição do que o membro), tanto quanto o julgamento que um pecador faz sobre o pecado de outro, são costumes humanos que podem diferir drasticamente do que realmente acontece no Santuário ou Tribunal de Deus, lá no Céu, no que diz respeito a como Deus avalia o caso de cada indivíduo. Mais objetivamente – não existe essa de que líderes religiosos ou quaisquer outros pecadores tenham a capacidade de avaliar um pecador como Deus o faz, seja para a absolvição ou condenação daquele! Isto é bíblico: “JAVÉ não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém JAVÉ, o coração” (I Sm 16:7). “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7:3-5).  Alguém pode até ficar magoado com o rótulo “hipócrita”, mas é precisamente assim que o Senhor Jesus (simplesmente o “Juiz de toda a terra”, Gn 18:25 e At 17:31) classifica o pecador que olha para o pecado do outro ignorando o seu próprio!

Igualmente a Bíblia não contém fórmulas matemáticas ou judiciárias que possamos usar para avaliar o caso de um adúltero (bem como o de qualquer outro pecador) e absolve-lo ou condená-lo. Alguns cristãos acreditam que as Escrituras possuem tais fórmulas e usam histórias e versos bíblicos para sustentarem sua visão. Pois bem. Vamos aos fatos.

#Fórmula A “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13). Como afirmei, alguns usam esse verso como uma fórmula capaz de medir a sinceridade e a espiritualidade de um pecador! A Bíblia nos provará que quem age assim comete estúpidos erros de julgamento.

Exemplo 1 (I Sm 12) O povo de Israel, no tempo do profeta-juiz-sacerdote Samuel, trocou seu Rei divino, JAVÉ, por um rei mortal (v.12), só para imitar as nações pagãs ao seu redor. Samuel ficou extremamente chateado, ameaçou deixar seus ofícios e falou com firmeza. O povo demonstrou se arrepender de seu pecado. Segundo a fórmula era de se esperar que Deus exigisse a mudança de atitude do povo e O recebesse novamente como seu único e insubstituível Rei. Mas, Deus não seguiu essa fórmula inventada por alguns cristãos, porque Ele não trabalha com sentenças previamente estipuladas! (Não estou afirmando que Deus não segue Sua própria Palavra. Estou escancarando que Ele não segue a interpretação equivocada que os homens fazem de Sua Revelação!) “Todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor, teu Deus, para que não venhamos a morrer; porque a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir para nós um rei. Então, disse Samuel ao povo: Não temais; tendes cometido todo este mal; no entanto, não vos desvieis de seguir o Senhor, mas servi ao Senhor de todo o vosso coração. Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são. Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo, porque aprouve ao Senhor fazer-vos o seu povo. Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito. Tão-somente, pois, temei ao Senhor e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez. Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei” (I Sm 12:19-25). Pode procurar em todos os 66 livros canônicos e você não achará sequer uma insinuação de que Deus pediu que o povo desistisse da ideia de um rei mortal, embora a Bíblia claramente apresente o impasse que essa decisão israelita trouxe para aquela nação! Perceba: (1) Deus, por meio de Samuel, pediu “temei ao Senhor e servi-o fielmente de todo o vosso coração”, ou seja, Israel pecou em trocar Deus, se arrependeu (ou pelo menos demonstrou certa tristeza por seu pecado como lemos logo acima), Deus não manifestou nenhuma outra reprovação além da de Samuel, perdoou Israel, caso contrário não faria sentido pedir fidelidade e integridade antes de verdadeiro arrependimento e confissão, e ainda não exigiu a destituição de Saul, o que corresponderia à parte “o que as confessa e deixa” da fórmula eclesiástica para o pecado do adultério, que estamos analisando à luz da mesma Bíblia que contém Provérbios 28:13, I Samuel 12, mas não contém a invencionice da Fórmula A! Resumindo: o povo pecou, se arrependeu (até Samuel de não querer mais ser profeta para o povo!), recebeu perdão, permaneceu no “pecado” e Deus não pediu que “deixasse” aquele “pecado”. (2) A preocupação de Deus e de seu profeta foi “Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei”. Vemos aqui algo que explica por que eu coloquei o “pecado” mencionado de Israel entre aspas – o pecado dos que escolheram para si outro rei possivelmente foi o “mal” do verso 25. Talvez idolatria, talvez ausência de verdadeira comunhão com Deus, talvez a ausência do “temor ao Senhor”, da fidelidade e da integridade citados no verso 24. Ou seja, a demonstração exterior do “mal” cometido por Israel foi a escolha por outro rei. Talvez eles pudessem num contexto sem esse “mal” pedir um rei mortal e Deus prontamente lhes atender. Talvez num contexto sem esse “mal” eles nunca sentissem sequer a falta de um rei mortal... O fato é que Deus considerou o pecado do povo o “mal” que eles cometeram e não apenas a escolha de um rei mortal, prometendo até mesmo abençoar o povo e seu novo rei (cf. v. 14)!

Exemplo 2 Davi pecou, desprezou a “palavra de JAVÉ” (II Sm 12:9), se arrependeu, Deus o perdoou e ainda não lhe exigiu que deixasse Bate-Seba, nem mesmo o destituiu do cargo de rei israelita.

Exemplo 3 O rei Saul fez menos que Davi, aparentemente, mas Deus não o perdoou (cf. II Sm 7:15 e I Cr 17:13) e de quebra o destituiu de seu reinado!

Obviamente existe muito mais informação não relatada nas Escrituras sobre esses três exemplos supracitados e não ignoro isto. No entanto, querido(a) estudante, meu desejo é lhe mostrar que, de acordo com o que Deus quis nos revelar na Bíblia, os homens não podemos achar que somos capazes de entender toda e qualquer situação pecaminosa  entre professos cristãos e nem julgar que aqueles que mantém-se na situação pecaminosa estão em aberto desafio à Palavra de Deus, pois, como vimos, pode ser que Deus não os considere assim!

Caso você esteja a perguntar, após este estudo, ‘para que serve então os Dez Mandamentos e os princípios que eles estabelecem se a coisa é tão relativa assim e quem são, então, os adúlteros que não herdarão o reino de Deus?’. Primeiro, a Bíblia não relativiza os mandamentos de Deus. O que ocorre é que, em muitos casos, nosso certo é convenientemente certo em nosso favor. O raciocínio bíblico é: (Hendrickson Rogers)

Esta pesquisa está em construção. Aguarde seu desfecho estudando todas as suas partes anteriores:  1ª Parte2ª Parte3ª Parte4ª Parte5ª Parte e 6ª Parte (é só clicar).

sábado, 31 de agosto de 2013

Raciocínio lógico sobre o dia sagrado bíblico, o sábado, em 2 minutos!


Sexo anal é natural?!


Merchandising pró-aborto na novela “Amor à Vida”, da Globo, mente, mistifica, doutrina e demoniza a religião.

Merchandising pró-aborto na novela “Amor à Vida”, da Globo, mente, mistifica, doutrina e demoniza a religião. É um atentado ao bom senso, aos fatos e à educação dos telespectadores. Em uma palavra: vergonhoso!

Estava programada para esta quinta uma manifestação de militantes de esquerda no Congresso Nacional em defesa do controle da mídia. Nem sei se aconteceu. Acompanhei depois o julgamento do mensalão, fiquei estudando o caso da saúde, li sobre as barbaridades na Síria e deixei de lado os pterodáctilos. Escrevi no começo da tarde um post a respeito. Perguntei, então, por que as esquerdas querem tanto controlar essa tal mídia se controlada ela já está. E citei o caso da Globo. Indaguei se havia como a emissora ser mais de esquerda — em qualquer área que se escolha, incluindo as novelas. Vi há pouco uma cena chocante de “Amor à Vida”. Está inaugurado o merchandising militante pró-aborto. Nunca houve antes nada parecido. Como há no enredo um hospital, lugar preferencial paras as maldades de Félix, o vilão que caiu no gosto popular, eis que, do nada, chega uma paciente com hemorragia. Mobiliza-se o socorro de emergência. Um médico então diz: “Eu não posso atender!”. A equipe tenta salvar a moça, mas em vão. Ela morre. E começa a discurseira. O médico mais velho diz que ela fez um aborto ilegal, que o procedimento foi malfeito e que a mulher morreu por isso. Vai mais longe: “Infelizmente, essa é uma das principais causas da morte de mulheres no Brasil”. É mentira! É mentira escandalosa! Já chego lá. A enfermeira, com o cadáver ainda à sua frente, quentinho, dispara: “Morte de mulheres pobres, né? Porque as ricas fazem aborto em segurança” (se a fala não é exata, tratou-se de algo ainda mais primitivo). Foi mais longe, dizendo que essas mulheres também são vítimas da miséria e da ignorância. Ainda era pouco. O médico mais velho vai, então, procurar o outro, que havia dito que não poderia fazer o atendimento.

— Por que você não quis atender a paciente?
— Porque ela fez aborto. Isso é contra as leis divinas.
O chefe lhe dá uma carraspana. O rapaz, então, reproduzindo uma caricatura do discurso religioso, emenda:
— Me recuso a atender uma pecadora!
— Você está fora do corpo de residentes deste hospital!

Vergonha.
Fiquei com vergonha de assistir à cena.  As peças didáticas de Padre Anchieta para convencer os índios de que sua cultura original estava cheia de demônios eram mais complexas, mais sofisticadas, com  mais nuances. Estou lendo “Sussurros”, de Orlando Figes, sobre a vida cotidiana na URSS de Stálin. O didatismo brucutu dos comunas, nas escolas, contra os reacionários, era mais sutil e nuançado. Prometi a mim mesmo que não vejo a novela nunca mais, nem excepcionalmente, como hoje. Como vocês sabem, de hábito, estou trabalhando a essa hora. E nunca mais verei não porque ofenda as minhas convicções, mas porque ofende a minha inteligência. O merchandising social — a morte de fetos se insere nessa categoria? — tem um compromisso com a verdade.

Principal causa de mortes? 
Eu não sei, ou sei, por que os abortistas precisam mentir tanto. Qual é o problema dessa gente com os fatos e os fetos? Até outro dia, os mentirosos contumazes diziam que 200 mil mulheres morriam, por ano, vítimas de aborto. Eleonora Menicucci, a abortista e ex-aborteira que é ministra das Mulheres, chegou a levar esses números a uma reunião da ONU. Em fevereiro de 2012, fiz uma conta com os dados disponíveis, todos oficiais.

Acompanhem. 
Em 2010, o Censo do IBGE passou a investigar a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradoras no domicílio pesquisado. ATENÇÃO! Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas 1.034.418 mortes, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). Houve, pois, 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos de mulheres.

Vocês começam a se dar conta da estupidez fantasiosa daquele número? Segundo o Mapa da Violência, dos 49.932 homicídios havidos no país em 2010, 4.273 eram mulheres. Muito bem: dados oficiais demonstram que as doenças circulatórias respondem por 27,9% das mortes no Brasil — 123.643 mulheres. Em seguida, vem o câncer, com 13,7% (no caso das mulheres, 60.713). Adiante. Em 2009, morreram no trânsito 37.594 brasileiros — 6.496 eram mulheres. As doenças do aparelho respiratório matam 9,3% dos brasileiros — 41.214 mulheres. As infecciosas e parasitárias levam outros 4,7% (20.828). A lista seria extensa.

Agora eu os convido a um exercício aritmético elementar. Peguemos aquele grupo de 443.166 óbitos de mulheres e subtraiamos as que morreram assassinadas, de doenças circulatórias, câncer, acidentes de trânsito, doenças do aparelho respiratório, infecções (e olhem que não esgotei as causas). Chegamos a este número: 185.999!!!

Já começou a faltar mulher. Ora, para que pudessem morrer 200 mil mulheres vítimas de abortos de risco, é forçoso reconhecer, então, que essas mortes teriam se dado na chamada idade reprodutiva — entre 15 e 49 anos. É mesmo? Ocorre que, segundo o IBGE, 43,9% dos óbitos são de idosos, e 3,4% de crianças com menos de um ano. Então vejam que fabuloso:

Total de mortes de mulheres – 443.166
Idosas mortas – 194.549
Meninas mortas com menos de um ano – 15.067
Sobra – 233.550

Dessas, segundo os delirantes de então, 200 mil teriam morrido em decorrência do aborto — e necessariamente na faixa dos 15 aos 49 anos!!!

Cessou a mentira
Quando desmoralizei, COM NÚMEROS OFICIAIS, a mentira das 200 mil mortes, essa bobagem parou de ser veiculada no país. O doutor que disse aquela besteira na novela, fosse de verdade, seria um mentiroso, um mistificador, um vigarista. Vejam acima as principais causas da morte de mulheres no Brasil, ricas ou pobres. Se a enfermeira histérica faz seu trabalho tão bem quanto pensa, coitados dos pacientes!

Os números reais
O número de mortes maternas, no Brasil, está abaixo de 2.000 por ano! Atenção! Estou me referindo à morte de mulheres em decorrência da gravidez. O aborto, segundo dados do DataSUS, corresponde a 5% dessas mortes, entenderam? Ocorre que esse número inclui tanto o aborto espontâneo como o provocado. Assim:
a: o aborto não é a principal causa da morte de mulheres;
b: o aborto não é nem mesmo a principal causa de morte materna.

Não gosto de merchandising, de nenhuma natureza, comercial, social ou, como é o caso, ideológico. Repugna-me a ideia de que se deve pegar o telespectador distraído para, então, “pimba!”. Sabem por que jamais defenderia a sua proibição? Porque a engenharia legal para isso resultaria, com certeza, em algo ainda pior. Então que permaneça o mal menor — mas que chamo de “mal” ainda assim.

Demonização da religião
Aquele médico que se negou a atender a paciente que chegou morrendo, exibido na novela, não existe. Criou-se uma caricatura para, no fundo, demonizar o discurso religioso. Os índios caracterizados como diabos nas peças de Anchieta, no século XVI, eram personagens mais complexas e verossímeis. Imaginem se alguém formado em medicina se referiria a uma paciente terminal como “pecadora”; se diria a seu chefe que o aborto atenta “contra as leis divinas”. Usa-se, então, o discurso ridículo de um médico para ridicularizar os que se opõem ao aborto por motivos religiosos, o que é um direito num país em que há liberdade de crença.

Há um outro nível de falsificação nessa história. Existem médicos às pencas que são agnósticos, mas que se recusam a praticar o aborto mesmo nos casos em que ele é legalmente permitido. O Código de Ética Médica lhes assegura o direito de alegar objeção de consciência. Nesse caso, sua obrigação é informar a paciente dos seus direitos e encaminhá-la para um colega. “E no caso de não haver quem faça, num rincão do Brasil qualquer?” Assegurado um direito a ser conferido pelo poder público, o estado tem a obrigação de prover os meios. Que se crie, sei lá, uma central nacional, com um número de telefone, para ocorrências dessa natureza e garantia de atendimento. Uma coisa é certa: obrigar um médico a fazer um procedimento que viola a sua consciência seria um absurdo. Mas há uma pressão nesse sentido. Que eu saiba, nem os cubanos poderão se encarregar da tarefa…  A novela entrou de forma grosseira nessa questão. “Amor à Vida” faz proselitismo em favor da adoção de crianças por gays e levou ao ar, nesta quinta, essa cena patética, mentirosa e patrulheira, sobre aborto. No Globo Repórter, a gente aprendeu que só uma família deve ser chata: a que tem papai e mamãe. Dia desses, um programa discutia a descriminação das drogas na base de quatro (a favor) a um (contra). Certamente não reproduz os percentuais que estão na sociedade. E os pterodáctilos ainda querem fazer o controle social da mídia, muito especialmente da Globo, acusando-a, imaginem só!, de ser conservadora, reacionária. Pois é! Com todo o suposto conservadorismo e reacionarismo, um “médico” foi demitido. Deus nos livre da versão progressista. O coitado teria sido fuzilado em nome do povo e da vida. Pode não parecer, eu sei, mas o que se viu em “Amor à Vida” foi uma manifestação absurda de intolerância. Intolerância com a divergência (os que se opõem ao aborto — e que, curiosamente, são maioria absoluta no Brasil) e intolerância com a religião, reduzida a uma patética caricatura. Deus nos livre da intolerância dos tolerantes! Sabem ser obscurantistas em nome das luzes.

Finalmente
A militância pró-aborto não tente tomar de assalto a área de comentários. Será inútil. E não porque eu me oponha à descriminação, mas porque este texto não propõe um debate de mérito. Admito, sim, uma contestação: quero que provem que os dados com os quais trabalho são falsos. Mas têm de provar. Não basta apenas repudiá-los porque eles desmontam as teses pró-aborto. Eu estou é contestando uma mentira transmitida a milhões de brasileiros.

Caso do Novo México: Sodoma e Gomorra cuspindo fogo para destruir a liberdade dos heterossexuais!

Quem ainda duvida que a normalização da homossexualidade e a legalização do casamento homossexual irão representar uma mudança radical na cultura em geral só precisa olhar para o Novo México para ver que nada menos do que a liberdade religiosa está sob ameaça. Jonathan e Elaine Huguenin são os proprietários de Elane Photography, uma empresa que opera como um estúdio fotográfico comercial. Elaine [foto ao lado] é a fotógrafa-chefe e os Huguenin “tocam” juntos o negócio. Em 2006, o casal se recusou a fotografar a cerimônia de compromisso de um casal do mesmo sexo e foi processado. Na semana passada, a Suprema Corte do Novo México decidiu que os Huguenin violaram os direitos humanos do casal do mesmo sexo e que a Primeira Emenda não permite que a Elane Photography se recuse a fotografar uniões do mesmo sexo. A decisão do tribunal foi unânime, mantendo a decisão de 2012 por um tribunal de apelações. A decisão do tribunal declarou que os Huguenins agiram ilegalmente em se recusar a fotografar o “casamento” do mesmo sexo, ainda que Elaine Huguenin tenha argumentado que obrigá-la a fotografar a celebração de uma cerimônia do mesmo sexo seria obrigá-la a “funcionar” como um celebrante e assim violaria a sua própria consciência. Essa última parte do argumento dos Huguenin tem a ver com o fato de que a fotografia é “expressiva”, como uma forma de arte. Não há nenhuma forma em que fotografar uma cerimônia de pessoas do mesmo sexo não exigiria do fotógrafo profissional organizar e construir fotografias em ordem para celebrar artisticamente a união do mesmo sexo.


O tribunal concluiu: “Ao a Elane Photography recusar fotografar a cerimônia de compromisso do mesmo sexo, ela violou a NMHRA [New Mexico Human Rights Act], da mesma forma como se tivesse se recusando a fotografar um casamento entre pessoas de raças diferentes.” O tribunal posteriormente concluiu: “Ainda que os serviços que ela oferece sejam criativos ou expressivos, a Elane Photography deveria oferecer seus serviços aos clientes, sem distinção de raça dos clientes, sexo, orientação sexual, ou outra classificação protegida.” Jonathan e Elaine Huguenin são cristãos que acreditam que o casamento é a união exclusiva de um homem e uma mulher. Eles também acreditam que são responsáveis e fiéis somente se evitam qualquer endosso explícito ou implícito do casamento homossexual. Eles insistiram que não discriminaram com base na orientação sexual do potencial cliente, mas somente com base na cerimônia que eles foram convidados a fotografar.

O Supremo Tribunal do Novo México rejeitou todos os argumentos apresentados em nome dos Huguenins - argumentos que têm um precedente muito claro nas decisões de outros tribunais, incluindo o Supremo Tribunal dos Estados Unidos. A decisão, neste caso, por esse tribunal é ao mesmo tempo forte e estridente...

A decisão do tribunal estabelece um precedente muito perigoso: “Se uma empresa de fotografia comercial acredita que o [New Mexico Human Rights Act] sufoca sua criatividade, ela pode permanecer no negócio, mas pode deixar de oferecer seus serviços ao público em geral. A escolha de Elane Photography de oferecer seus serviços ao público é uma decisão de negócio, não uma decisão sobre a sua liberdade de expressão.” A decisão de negócio, mas não é uma decisão sobre a liberdade de expressão? ... A adição da orientação sexual como um denominador de uma classe protegida foi suficiente para levar os Huguenin perante um tribunal de um Estado que não reconhece legalmente o casamento do mesmo sexo. A linguagem mais surpreendente na decisão do tribunal do Novo México não é, na opinião principal, mas na opinião “especialmente concorrente” do juiz Richard C. Bosson. Apesar de o juiz Bosson concordoar com a decisão contra eles, ele pareceu entender a situação dos Huguenin:

“Como devotos, cristãos praticantes, eles acreditam, por uma questão de fé, que certos mandamentos da Bíblia não estão abertos à interpretação secular, pois eles são feitos para serem obedecidos. Entre esses mandamentos, de acordo com os Huguenin, há uma determinação contra o casamento do mesmo sexo. No registro antes de nós, ninguém questionou [sic] a devoção dos Huguenin ou sua sinceridade; suas convicções religiosas merecem o nosso respeito... Se honrando o casamento do mesmo sexo seria tão conflituoso com seus princípios religiosos fundamentais... Como, então, perguntam eles, pode o Estado do Novo México obrigá-los a ‘desobedecer a Deus’ nesse caso? Como, de fato?”

Depois de fazer exatamente a pergunta certa, o juiz Bosson então passou a dar exatamente a resposta errada... Uma vez que a Elane Photography é uma empresa que oferece serviços ao público, não pode operar com base nos sinceros princípios cristãos dos Huguenin. De acordo com Bosson, o New Mexico Human Rights Act prevalece sobre os direitos de liberdade religiosa quando os dois entram em colisão. A linguagem é de tirar o fôlego. Portanto, o preço da cidadania é a negação da liberdade religiosa, quando as convicções cristãs desse casal correm em colisão frontal com os “valores contrastantes” dos outros. Esse é um “compromisso” que exige que os Huguenin desistam de suas convicções ou saiam do negócio... O “casal” do mesmo sexo, nesse caso, não contestou o fato de que havia muitos outros fotógrafos profissionais disponíveis para eles. Na verdade, eles contrataram outro fotógrafo após Elane Photography recusar. Mas eles ainda pressionaram por força de lei para exigir que todos os fotógrafos comerciais forneçam serviços para as cerimônias do mesmo sexo. E eles conseguiram o que exigiram.

Essa é a verdadeira natureza do “compromisso” que o juiz Bosson argumenta, é “o preço da cidadania”. A decisão em si é uma negação da liberdade religiosa e das garantias constitucionais de expressão religiosa e liberdade de expressão. O juiz Bosson afirma que “há um preço, que todos nós temos que pagar algures em nossa vida cívica”. O Supremo Tribunal Federal do Novo México já deixou claro que o preço a ser pago por muitos é a perda de sua liberdade religiosa.

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