sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Igreja Adventista divulga documento sobre a observância do sábado


A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus (Êx 20:8-11; 31:13-17; Ez 20:12, 20), cuja observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares (Is 56:1-7; Mc 2:27). Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia (Gn 2:2, 3), separando-o para uso sagrado e transformando-o em um canal de bênçãos para a humanidade. Aceitando o convite para deixar de lado seus “próprios interesses” durante o sábado (Is 58:13), os filhos de Deus observam esse dia como uma importante expressão da justificação pela fé em Cristo (Hb 4:4-11).

A observância do sábado é enunciada em Isaías 58:13, 14 nos seguintes termos: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Com base nesses princípios, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma neste documento seu compromisso com a fidelidade à observância do sábado.

Vida de santificação. A verdadeira observância do sábado se fundamenta em uma vida santificada pela graça de Cristo (Ez 20:12, 20); pois, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser santos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

Crescimento espiritual. Como “um elo de ouro que nos une a Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 352), o sábado provê um contato mais próximo de Deus. Como tal, não devemos permitir que outras atividades, por mais nobres que sejam, enfraqueçam nossa comunhão com Deus nesse dia.

Preparação para o sábado. Antes do pôr do sol da sexta-feira (cf. Lv 23:32; Dt 16:6; Ne 13:19), as atividades seculares devem ser interrompidas (cf. Ne 13:13-22); a casa deve estar limpa e arrumada; as roupas, lavadas e passadas; os alimentos, devidamente providenciados (cf. Êx 16:22-30); e os membros da família, já prontos.

Início e término do sábado. O sábado é um dia de especial comunhão com Deus, e deve ser iniciado e terminado com breves e atrativos cultos de pôr do sol, com a participação dos membros da família. Nessas ocasiões, é oportuno cantar alguns hinos, ler uma passagem bíblica, seguida de comentários pertinentes, e expressar gratidão a Deus em oração. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 356-359.)

Pessoas sob nossa influência. O quarto mandamento do Decálogo orienta que, no sábado, todas as pessoas sob nossa influência devem ser dispensadas das atividades seculares (Êx 20:10). Isso implica os demais membros da família, bem como os empregados e hóspedes; que também sejam estimulados a observar o sábado.

Espírito de comunhão. Como dia por excelência de comunhão com Deus (Ez 20:12, 20), o sábado deve se caracterizar por um prazeroso e alegre compromisso com as prioridades espirituais, com momentos especiais de leitura da Bíblia, oração e, se possível, de contato com a natureza (cf. At 16:13). Esse compromisso deverá ser mantido na escolha dos assuntos abordados também em nossos diálogos informais com familiares e amigos.

Reuniões da igreja. Somos admoestados a não deixar “de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10:25). Portanto, as programações e atividades regulares da igreja aos sábados devem ter precedência sobre outros compromissos pessoais e sociais, mesmo que estes sejam pertinentes para o sábado.

Casamentos e festas. O convite para deixar de lado nossos “próprios interesses” no sábado (Is 58:13) indica que casamentos e festas, incluindo seus devidos preparativos, devem ser realizados fora desse período sagrado. Casamentos e algumas festas mais suntuosas não devem ser planejados para os sábados à noite, pois seus preparativos envolvem expectativas e atividades não condizentes com o espírito de comunhão com Deus.

Mídia secular. A mídia secular, em todas as suas formas, deve ser deixada de lado durante as horas do sábado, para que este, rompendo com a rotina da vida, possa ser um dia “deleitoso e santo” (Is 58:13).

Esportes e lazer. Muitas atividades esportivas e de lazer, aceitáveis durante a semana, não são condizentes com a observância do sábado, pois desviam a mente das questões espirituais (Is 58:13).

Horas de sono. A Bíblia define o sábado como dia de “repouso solene” (Êx 31:15), e não como dia de recuperar o sono atrasado da semana. Ricas bênçãos advirão de levantar cedo no sábado, dedicando esse dia ao serviço do Senhor. (Ver Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 170.)

Viagens. A realização de viagens por questões de trabalho ou interesses particulares é imprópria para o sábado. Existem, porém, ocasiões excepcionais em que se torna necessário viajar no sábado para atender a algum compromisso religioso ou situações emergenciais. Sempre que possível, os devidos preparativos, incluindo a compra de passagens e o abastecimento de combustível, devem ser feitos com a devida antecedência. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 359, 360.)

Excursões e acampamentos. A realização de excursões e acampamentos pode promover a socialização cristã (cf. Sl 42:4). Mas seus organizadores e demais participantes devem chegar ao devido local antes do início do sábado e montar sua estrutura, incluindo suas barracas, de modo que o santo dia possa ser observado segundo o mandamento. Além disso, as atividades durante as horas do sábado devem ser condizentes com o espírito sagrado desse dia.

Restaurantes e alimentação. A recomendação de que o alimento deve ser provido com a devida antecedência (Êx 16:4, 5; 22-30) significa que ele deve ser comprado fora das horas do sábado, e que a frequência a restaurantes comerciais nesse dia deve ser evitada.

Medicamentos. A compra de medicamentos durante o sábado é aceitável em situações emergenciais (cf. Lc 14:5), e imprópria quando a pessoa já os necessitava, e acabou postergando sua compra para esse dia.

Estágios e práticas escolares. O quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11) desabona a realização de atividades seculares no sábado, que gerem lucro ou benefício material. Envolvidos em tais atividades estão os programas de planejamento e preparo para a vida profissional, incluindo a frequência às aulas e a participação em estágios, simpósios, seminários e palestras de cunho profissional, concursos públicos e exames seletivos. Em caso de confinamento para a prestação de exames após o término do sábado, as horas desse dia devem ser gastas em atividades espirituais.

Escolha e exercício da profissão. A estrutura da sociedade em geral nem sempre favorece a observância do sábado, e acaba disponibilizando profissões e atividades que, embora sejam dignas, dificultam essa prática. Os adventistas do sétimo dia devem escolher e exercer profissões condizentes com a devida observância do sábado. Somos advertidos de que, se alguém, “por amor ao lucro, consente em que o negócio em que tem interesses seja atendido no sábado pelo sócio incrédulo, esse alguém é tão culpado quanto o incrédulo; e tem o dever de dissolver a sociedade, por mais que perca por assim proceder” (Evangelismo, p. 245).

Instituições de serviços básicos. A orientação de não fazer “nenhum trabalho” durante o sábado (Êx 20:10) indica que os observadores do sábado devem se abster de trabalhar nesse dia, mesmo em instituições seculares de serviços básicos. Instituições denominacionais que não podem fechar aos sábados (cf. Jo 5:17), incluindo os internatos adventistas, devem ser operadas nesse dia por um grupo reduzido e em forma de rodízio.

Atividades médicas e de saúde. Existem situações emergenciais que os profissionais da saúde devem atender, com base no princípio de que “é lícito curar no sábado” (Lc 14:3). Os hospitais adventistas necessitam dos préstimos de uma equipe médica, de enfermagem e de outros serviços básicos para o funcionamento nas horas do sábado. Mas os plantões rotineiros, tanto médicos quanto de enfermagem, em hospitais não adventistas, são impróprios para as horas do sábado. (Ver Ellen G. White Estate, “Conselhos de Ellen G. White Sobre o Trabalho aos Sábados em Instituições Médicas Adventistas e Não Adventistas”, em www.centrowhite.org.br.)

Projetos assistenciais. Cristo disse que “é licito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12:12). Isso significa que “toda atividade secular deve ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estão em harmonia com o propósito do Senhor. Elas não devem ser limitadas a tempo ou lugar. Aliviar os aflitos, confortar os tristes, é um trabalho de amor que faz honra ao dia de Deus” (Beneficência Social, p. 77). Portanto, é lícito nas horas sagradas do sábado visitar enfermos, viúvas e órfãos, encarcerados e compartilhar uma refeição. Ações sociais que podem ser realizadas em outro dia não devem tomar as sagradas horas do sábado.

Atividades missionárias. O apóstolo Paulo usava o sábado para persuadir “tanto judeus como gregos” acerca do evangelho (At 18:4, 11; cf. 17:2), demonstrando a importância de se reservar um tempo especial nesse dia para atividades missionárias. Sempre que possível, os membros da família devem participar juntos dessas atividades, para desfrutar a socialização cristã e desenvolver o gosto pelo cumprimento da missão evangelística.

Como adventistas do sétimo dia, somos convidados a seguir o exemplo de Deus ao descansar no sétimo dia da semana da criação (Gn 2:2-3; Êx 20:8-11; 31:13-17; Hb 4:4-11), de modo que o sábado seja, para cada um de nós, um sinal exterior da graça de Deus e um canal de Suas incontáveis bênçãos. 

Fonte: Equipe ASN.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Com uma grande quantidade de tempo, o impossível torna-se possível, o possível, provável, e o provável, praticamente certo"


Os evolucionistas dependem excessivamente de longos períodos de tempo para explicar os eventos extremamente improváveis propostos em seu modelo. Essa confiança é muito bem ilustrada pela famosa citação de George Wald, ganhador do prêmio Nobel, ao referir-se a dois bilhões de anos para a origem da vida. Ele afirma:
“Com uma grande quantidade de tempo, o impossível torna-se possível, o possível, provável, e o provável, praticamente certo. Tudo o que se tem a fazer é esperar: o tempo se encarrega de realizar os milagres”.[1]
Infelizmente, para o modelo evolucionista, eras de tempo que chegam a 15 bilhões de anos, a suposta idade do Universo, simplesmente não são de nenhuma ajuda quando avaliadas a partir do conhecimento que temos a respeito da química da vida e das probabilidades matemáticas. A probabilidade de se formar uma única proteína ou uma pequena célula a partir de um evento acidental único é extremamente baixa.

No entando, se acrescentássemos muito tempo, o que permitiria muitas tentativas, a possibilidade de um processo evolutivo aparentemente aumentaria de modo drástico. Contudo, quando se trata da origem da vida, as probabilidades são tão ínfimas, e o tempo exigido tão extenso, que mal se pode perceber os efeitos dos bilhões de anos do tempo geológico. O tempo, deixado a si mesmo, não realiza os milagres que os evolucionistas esperam. Se avaliarmos com cuidado, constataremos que a evolução dispõe de muito pouco tempo em comparação com o que é realmente necessário. Como ilustração, basta considerar o longo tempo que seria necessário para formar pelo menos duas moléculas.

Quando eu estava na faculdade, uma das minhas preciosidades era o livro Human Destiny [Destino Humano], escrito pelo biofísico francês Lecomte du Noüy. Essa obra apresenta muitos questionamentos relevantes que contestam as concepções tradicionais sobre a origem da vida e apresenta alguns cálculos sobre a quantidade média de tempo que seria necessário para produzir determinada molécula de proteína. Adotando uma abordagem conservadora, ele até foi muito benevolente com os evolucionistas na maneira como trabalhou com os números.

Levando em conta uma quantidade de átomos equivalente à que existe em nosso planeta, sua estimativa é de que teriam sido necessários 10^242 bilhões de anos para produzir uma única molécula de proteína.[2] Atualmente, supõe-se que a Terra tenha menos de cinco bilhões de anos (5x10^9). Vale lembrar que cada dígito do expoente “242” em “10^242” multiplica o tempo dez vezes. Mesmo que tivéssemos à nossa disposição um tempo infinito, conseguiríamos, em média, apenas um único tipo de molécula de proteína para cada 10^242 bilhões de anos. Contudo, considerando a natureza frágil das moléculas de proteínas e a dificuldade que teriam  para se conservar por longos períodos de tempo em condições primitivas, seria praticamente impossível acumular a enorme quantidade necessária de moléculas.

Precisa-se de muita proteína para produzir a vida. Vale relembrar que o minúsculo micróbioEscherichia coli tem 4.288 diferentes tipos de moléculas de proteínas que se replicam muitas vezes, chegando a um total de 2.400.000 moléculas de proteínas em um único micróbio. Além disso, sua existência depende também de uma quantidade muitas vezes maior de outros tipos de moléculas orgânicas. Embora esse micróbio não seja o menor organismo conhecido, é o que mais conhecemos. Se para produzir a menor forma de vida de que se tem conhecimento precisamos de pelo menos centenas de diferentes tipos de moléculas de proteínas, podemos então concluir que um período infinito de tempo com tentativas para acumular frágeis moléculas de proteínas não nos parece uma solução plausível. Além do mais, vale lembrar que essas moléculas precisam estar todas juntas no mesmo lugar. Para ilustrar, se todas as partes de um carro estiverem estiverem espalhadas por toda a Terra, após bilhões de anos elevados à infinita potência, elas não se terão ajuntado no mesmo lugar para fabricar um carro.

Alguns evolucionistas ressaltam que, visto os organismos terem tantos tipos diferentes de proteínas, qualquer uma delas, entre as muitas, poderia servir como a primeira molécula de proteína, tornando, assim, desnecessário que essa primeira molécula tenha sido tão específica. Contudo, há dois problemas com essa proposta. Em primeiro lugar, ela funcionaria apenas por um curto espaço de tempo no início da vida, pois, mal iniciado o processo de organização da vida, uma molécula de proteína específica seria necessária para agir juntamente com a primeira a fim de fornecer um sistema que funcione. Em segundo lugar, as proteínas são elementos muito complexos.

A quantidade[3] total de tipos possíveis de moléculas de proteínas é 10e130, um número tão imenso que a probabilidade de se produzir uma única sequer, dentre as centenas de diferentes tipos de proteínas específicas encontradas nos mais simples micro-organismos, é uma verdadeira impossibilidade. Lembre-se de que existem apenas 10^78 de átomos em todo o Universo conhecido.

Outro estudo recente realizado pelo biólogo molecular Hubert Yockey[4], da Universidade da Califórnia, campus de Berkeley, não nos fornece resultados mais animadores do que os apresentados acima, com base em Noüy. Yockey, de certa forma, retoma a mesma discussão relacionada com a quantidade de tempo exigida para se formar uma molécula de proteína específica. Ele inclui informações e concepções matemáticas mais avançadas, mas, em vez de iniciar com os átomos, como o fez Noüy, aborda apenas o problema relacionado com o tempo exigido para se compor uma proteína a partir de aminoácidos que supostamente já estivessem presentes. Sendo assim, como é de se esperar, ele propõe um tempo mais curto, apesar de ainda ser extremamente longo.

O quadro apresentado por Noüy reflete mais o que se esperaria numa Terra primitiva. Yockey propõe que a sopa[5] original, pressuposta no modelo evolucionista, tinha as dimensões dos oceanos atuais e continham 10^44 moléculas de aminoácidos[6]. Seus cálculos indicam que nessa sopa seriam necessários, em média, 10^23 anos para se formar uma molécula de proteína específica. Considerando que a suposta idade da Terra é menor que cinco bilhões de anos (10e10 anos), essa idade se mostra 10.000 bilhões de vezes menor que o tempo necessário para se formar uma molécula de proteína específica. Supondo-se que essa proteína necessária tenha se formado por mero acaso no início desse extenso período de tempo, mesmo assim, teríamos apenas uma molécula, e, como vimos, um tipo específico de molécula se formaria apenas uma vez a cada 10e23 anos. O tempo geológico é, sem sombra de dúvidas, muito curto!

Naturalmente, fica bem evidente que os 5 bilhões de anos mencionados acima não são suficientes nem mesmo para formar a primeira proteína, muito menos para dar origem à vida na Terra. O panorama científico atual propõe que a Terra tem 4,6 bilhões de anos, e, em seus primórdios, tinha uma temperatura tão elevada que precisaria se esfriar por mais de 600 milhões de anos antes que a vida pudesse se iniciar[7]. De acordo com alguns cientistas, admite-se que a vida tenha se iniciado há 3,85 bilhões de anos[8], embora essa evidência seja controversa. Contudo, muitos cientistas estão de acordo que, com base na evidência que o isótopo de carbono fornece para a origem da vida e nos questionáveis registros fósseis encontrados, a vida originou-se na Terra pelo menos 3,5 bilhões de anos. A evidência do isótopo de carbono baseia-se no fato de que os seres vivos tendem, até certo ponto, a selecionar as formas mais leves de carbono (C-12) em maior quantidade que as formas mais pesadas (C-13 ou C-14), o que é evidente nas rochas.

Contudo, esses resultados poderiam ter sido causados pela contaminação de carbono proveniente de vida de outros locais. Sendo generosos com o modelo evolucionista, podemos afirmar que, segundo suas teorias, a primeira vida deveria ter se iniciado no decorrer de um período inferior a meio bilhão de anos, entre 4 e 3,5 bilhões de anos atrás. Esse tempo corresponde a apenas um décimo dos 5 bilhões de anos mencionados em nossos cálculos acima. No entanto, se levarmos em conta as excessivas improbabilidades consideradas, esses ajustes de somenos importância dificilmente fariam qualquer diferença. O fato é que não há tempo suficiente.

Nesses estudos relacionados com probabilidades, é sempre possível fazer outras conjecturas e sugerir novas condições na tentativa de melhorar as possibilidades; no entanto, quando temos diante de nós probabilidades efetivamente impossíveis, fica difícil não concluir que temos aí um problema concreto e que outras alternativas precisam ser consideradas.

Muitos cientistas já se deram a esse trabalho e sugeriram outros modelos que visam explicar a origem da vida na Terra[9]. Todas essas propostas se mostraram insatisfatórias pelo fato de não proverem nenhuma solução para o mesmo problema relacionado com as moléculas de proteínas, a saber, os complexos requisitos integrados e específicos. Além disso, não são simplesmente as proteínas que precisam ser consideradas; há que se levar em conta as gorduras (lipídios) e os carboidratos, os quais, diga-se de passagem, são elementos relativamente simples, se comparados com o DNA e sua complexa função de fornecer as informações essenciais para a vida.

Em relação ao problema da origem da vida, há algumas discussões recentes sobre a identificação da vida primitiva. Grandes ícones das formas mais primitivas de vida na Terra perderam seu impacto devido a discussões polêmicas sobre o assunto em muitas revistas científicas[10] e em outras fontes. O que a ciência, em dado momento, considerava como fato mostrou ser algo bem diferente. Um influente pesquisador nessa área comenta com propriedade que “para cada interpretação corresponde  uma interpretação contrária” [11]. O que ficou demonstrado é que algumas das rochas mais relevantes em que a vida teria ocorrido não representam os tipos de rochas originalmente classificados.

Os fósseis, por sua vez, muitas vezes parecem fósseis, sendo, no entanto, coisas totalmente diferentes. Esse último problema tem infestado boa parte dos estudos sobre fósseis pré-cambrianos. Alguns achados apenas são definidamente irrefutáveis; quanto aos demais, um pesquisador chega a mencionar quase 300 variedades de fósseis catalogados de natureza dúbia ou simplesmente falsos[12]. Na verdade, trata-se de um campo de estudo que não oferece muita credibilidade, não podendo ser investigado superficialmente ou aceito só pelo fato de se encontrar na literatura científica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  1. WALD, G. The origin of life. Scientific American, v. 191, n. 2, p.45-53, 1954.
  2. du Noüy, L. Human destiny. Nova York, Longmans, Green, p. 33-35, 1947.
  3. MEYER, SC. The explanatory power of design: DNA and the origin of information. In: DEMBSKI, WA, editor. Mere creation: science, faith & intelligent design. Downers Grove: InterVarsity, p. 113-147, 1998.
  4. YOCKEY, HP. Information theory and molecular biology. Cambridge University Press, p. 248-255, 1992.
  5. Vide capítulo 3 do livro onde esta parte foi extraída.
  6. Trata-se de um número bem aceito. Por exemplo: EIGEN, M. Self-organization of matter and the evolution of biological macromolecules. Die Naturwissenschften, v. 58, p. 465-523, 1971.
  7. MOROWITZ, HJ. Beginnings of cellular life: metabolism recapitulates biogenesis. New Haven: Yale University Press, p. 31, 1992.
  8. (a) HAYES, JM. The earliest memories of life on earth. Nature, v. 384, p. 21-22, 1996. (b) MOJZSIS, SJ; HARRISON, TM. Vestiges of a beginning: clues to the emergent biosphere recorded in the oldest sedimentary rocks. GSA Today, v. 10, n. 4, p. 1-6, 2000.
  9. Vide capítulo 3 do livro onde esta parte foi extraída.
  10. Para alguns comentários críticos gerais e referências, ver: (a) COPLEY, J. Proof of life. New scientist, v. 177, p. 28-31, 2003. (b) KERR, RA. Reversals reveal pitfalls in spotting ancient and E.T. life. Science, v. 296, p. 1384-1385, 2002. (c) SIMPSON, S. Questioning the oldest signs of life. Scientific American, v. 288, n. 4, p. 70-77, 2003.
  11. COPLEY, p. 28-31.
  12. HOFFMANN, HJ. Proterozoic and selected Cambrian megascopic dubiofossils and pseudofossils. In: SCHOPF, WJ; KLEIN, C, editors. The Proterozoic biosphere: a multidisciplinary study. Cambridge University Press, p. 1035-1053, 1992.
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Extraído na íntegra de Ariel A. Roth em “A Ciência Descobre Deus: Evidências convincentes de que o Criador existe” (Casa Publicadora Brasileira, p. 150-154, 2010).

Fonte: Ciência da Criação. Edição e alterações na simbologia matemática por Hendrickson Rogers. 

Ilustração: Argumentos (não) evolutivos na visão de uma pulga


Imagine uma colônia de pulgas vivendo dentro do motor de um carro – o único “mundo” que elas já haviam conhecido. Duas delas – vamos chamá-las C e E – começaram a investigar cientificamente o seu mundo. Através do estudo de processos que ocorriam no carro, elas descobriram todas as leis básicas da química e da física – movimento, gravidade, eletromagnetismo, termodinâmica, mecânica quântica e assim por diante.
Tudo o que elas aprenderam poderia ser provado por experimentos reproduzíveis, então elas acabaram por concordar em suas conclusões. Finalmente, uma jovem larva perguntou-lhes uma questão fatal: “Professores, como foi que este carro surgiu?”
C: “Isso é óbvio – foi construído há algum tempo atrás por um projetista inteligente.”
E: “O quêêêê? Nunca ouvi você falando assim antes… Oh, já sei! Você é um daqueles religiosos insistentes que creem em um livro no porta-luvas, o Manual, supostamente escrito por esse “projetista”. Você não sabe que nossos melhores estudiosos de pulgaico da atualidade concordam que ele é um monte de mitos, escritos por pulgas nômades do deserto, em uma era pré-científica?”
C: “Então como você explica o carro, sem um criador?”
E: “Por favor, não me leve a mal – você pode acreditar em um criador se quiser, mas precisa ver que não podemos ensinar isso às nossas larvas nas aulas de ciências. Obviamente, as leis e processos científicos que temos estudado construíram este carro, lenta e gradualmente, a partir de substâncias simples.”
C: “Você deve estar ciente de algumas das tremendas dificuldades científicas de uma ideia como essa que você está defendendo, não?”
E: “Todas as ideias científicas têm dificuldades, e estou trabalhando nelas. Mas tenho a mente aberta para mudar minhas ideias sobre como este carro evoluiu, assim que surgirem os resultados de mais pesquisas.”
C: “Você mudaria suas ideias sobre se este carro evoluiu?”
E: “Ora, como poderia fazer isso? A única alternativa à evolução deste carro é a criação, e isso seria uma ideia religiosa, não científica. Seria confiar em um processo (criação) que não pode mais ser observado, e em um criador que não podemos ver. Estou surpreso de ver um cientista como você sustentar ideias místicas como essas!”
C: “Na verdade, foi a ciência que me ajudou a concluir que deve haver um criador. Você sabe que também não pode realizar um experimento que prove suas ideias, E.”
E: “Ah, mas agora você foi injusta, C! Você sabe quão lentamente o pó de ferro se deposita no cárter – levaria centenas de milhões de anos para os grãozinhos de pó de ferro aderirem um ao outro e formarem um novo virabrequim. Mas pelo menos nós podemos ver algo acontecendo agora.”
C: “Sua filosofia parece te impedir até mesmo de considerar a possiblidade de que realmente haja um construtor-de-carros. Se houvesse, você esperaria ser capaz de estudar os processos (passados) do construtor-de-carros, isto é, do criador? Na verdade, acho que a ideia de que há um criador é, cientificamente, muito mais válida que a sua.”
E: “O que você quer dizer?”
C: “Bem, as coisas que observamos acontecendo no carro se encaixam melhor na ideia de que um dia ele foi feito, e agora está se desgastando. Você se lembra da segunda lei da termodinâmica, que nós descobrimos? De um modo geral, tudo neste carro está se desgastando.  Nenhum dos processos científicos que estudamos tem a habilidade de construir este carro. Acho que essa é uma boa evidência para a criação. E essa evidência é consistente com o livro que afirma ser o manual do construtor, por isso faz sentido acreditar no que ele diz.”
“Outra importante evidência da criação é a organização dos componentes deste carro – isto é, a relação entre suas partes. Veja, uma bobina não tem a tendência natural de se alinhar com um distribuidor e uma vela de ignição do modo necessário para fazer uma faísca – quando essas três partes funcionam juntas, elas estão todas obedecendo às leis da ciência – nenhum processo misterioso está acontecendo.”
“Mesmo assim, tudo o que sabemos a respeito delas nos força a concluir que elas devem ter tido essa ordem, essa relação, esse propósito, se você preferir, impostos a elas, originalmente, por alguém externo. [Nesse momento, E sentiu um arrepio no exoesqueleto.] Você mesmo reconhece evidências da criação – se vir uma bela pintura, digamos… de Vincent van Pulg, você a reconhece como o resultado de uma inteligência criativa. Você conclui isso porque conhece aquela tela e sabe que as tintas não têm a tendência natural de se juntar daquele modo. Você a reconhece como criação embora nunca tenha visto o criador ou o ato da criação.”
E: “Hum, entendo seu argumento, mas… Mas… Me recuso a acreditar que há alguém lá fora…”
Artigo traduzido de: Creation 29(2):12–15 Março 2007. Título original: “A tale of two fleas”. Copyright Creation Ministries International Ltda, . Usado com permissão. Tradução de Daniel Ruy Pereira. Revisão de Thiago Borges.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Falso Protestantismo, o Papado, os EUA e o Remanescente Fiel no Armagedom


[Esta é a última parte de um estudo motivado pelas indagações: "Como calibrar biblicamente a frase: 'numa hora salvo e na outra perdido'? É um extremo tanto quanto 'uma vez salvo, salvo para sempre' ou não?' Sugiro a você, querido(a) leitor(a), que examine os artigos anteriores na ordem em que foram publicados no site para compreender o contexto em que os parágrafos que seguem estão inseridos. Para ler o artigo anterior clique aqui!]

O Armagedom é a última perseguição contra os guardadores do sábado em todas as partes do planeta! “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.) Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16:13-16). “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra. Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada” (Ap 11:18,19). (Só para lembrar: qual a função da arca da Aliança? “E porás na arca o Testemunho, que eu te darei” (Êx 25:16). Que “Testemunho” era esse? “Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho” (Êx 34:29). Se os Dez Mandamentos estão presentes no Tribunal do julgamento de Jesus; se eles estarão presentes no “grande Dia do Deus Todo-poderoso”, no Armagedom, por que não se preocupar com eles hoje?) O mundo religioso rejeita já há vários séculos os Dez Mandamentos divinos. Em verdade, as religiões até concordam com 90% deles. O sábado é que “não é um mandamento moral”, elas alegam. “O sábado era só para os ex-escravos do Egito”. “Jesus ressuscitou no domingo. Este é o novo dia de descanso”. “A Igreja mudou o sábado do sétimo dia para o primeiro dia da semana”. Esta última alegação é a única verdadeira, pois já havia sido profetizada por Daniel centenas de anos antes de o papado realizar essa mudança, e o falso protestantismo herdar da Igreja Romana essa transgressão! “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dn 7:25). “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra” (Ap 17:5).

O Falso Protestantismo, o Papado, os EUA e o Remanescente Fiel As igreja filhas do papado, também representadas na profecia apocalíptica como o “falso profeta” dos “grandes sinais” (Ap 13:13,14 e 19:20), em conjunto com o ex-país modelo de liberdade e cristianismo genuíno, do republicanismo e do protestantismo (a besta dos “dois chifres”, Ap 13:11), os Estados Unidos da América, decretarão o domingo como dia do Senhor Jesus e impedirão que o remanescente fiel que procura obedecer 100% da Lei eterna (Ap 14:12), como o Senhor Jesus obedeceu (Jo 15:10), pelo poder do Senhor Espírito (Mt 12:28), compre e venda, pois esse grupo de cristãos não possui a marca da rebeldia em seu caráter, a marca da ilegalidade, o sábado espúrio! (Cf. Ap 12:17 e 13:11-18) Pelo contrário, a marca ou o selo ou o sinal presente no estilo de vida desse pessoal é santidade ou separação do mundo, pois JAVÉ os santificou na Pessoa do Espírito Santo; é o caráter bíblico e obediente à Lei; é o sábado do sétimo dia! Essa separação visível entre salvos e perdidos ficará gradualmente mais clara na saída do decreto dominical (Ap 13:14) que coincidirá com o selamento dos salvos e o fim do juízo pré-advento (Ap 7:1-3), posto que, ao desobedecer um poder o ser humano estará automaticamente obedecendo ao outro, Deus ou o dragão, sábado ou domingo, Bíblia ou ecumenismo; na saída do decreto de morte (:15) iniciando pelos EUA, na queda das pragas, no Armagedom e, por fim, na volta de Jesus! “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18). “Como nos dias de Noé”, como nos sete dias dentro da arca (Gn 7:10), serão dias angustiosos para a Igreja de Cristo na Terra. “Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela” (Jr 30:7). “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12:1-3).

Riscados ou Inscritos? Salvação ou Perdição? As nossas obras dirão! Sim, a promessa é fiel! Os salvos são reais e a salvação não demora, pois tudo está no cronograma do Onisciente JAVÉ! E quão importante é que a Igreja de Cristo, ligada continuamente a Ele (Jo 15:1-8), possua o Seu caráter, a Sua Verdade e os Seus frutos! “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?” (Tg 2:14). Os que permanecerem inscritos no Livro da Vida do Cordeiro sem dúvida alcançarão essa graça pelos méritos e pelas obras de Jesus, mas não estarão sem as suas obras, as quais, em verdade, são as obras do Senhor Espírito Santo através do pecador resgatado! “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19:7,8); “as suas obras os acompanham” (Ap 14:13)! “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:8-10). “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente” (Tg 2:24). Talvez por isso também que o Salvador indagou: “Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8).

Apelo Você, amigo(a), que estudou todo este assunto tremendo, por meio do amor de Jesus você possui seu nome escrito em Seu Livro precioso. Ele morreu para que todos pudessem viver e ter a opção da salvação e fazer escolha por essa opção! Não atrapalhe o Ajudador Espírito Santo (Jo 14:16), pois, como estudamos, Ele também julga! Não atrapalhe o Pai, nem Jesus. Os Três trabalham por Sua salvação (Is 64:4). Não cometa o “pecado eterno” nem caminhe nessa direção! Coopere com cada Um dEles em Suas funções salvíficas e você terá seu caráter selado, não pelos entretenimentos do dragão, não pela religião da besta ou pelos sinais do falso profeta, mas pelo Espírito Santo, o mesmo que inspirou os escritores bíblicos! Lembre-se, caráter não se recebe de graça e é intransferível (Mt 25:8,9). Decida hoje fazer aliança com o Cordeiro, pois, com a experiência humana que Ele tem, Ele pode lhe compreender; e com a eterna experiência divina que Ele possui, pode sim completar a salvação em sua vida, a qual Ele começou “desde antes da fundação do mundo”! “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6). “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém” (Jd 24,25) Por favor, Senhor Jesus, conclua Seu fantástico julgamento e venha buscar Seus filhinhos! (Hendrickson Rogers)                      

 Lista de todos os capítulos desta odisseia soterio-escatológica:


     D) O Juízo Final.


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O Papado, a Marca da Besta, o Sábado e o Caráter


O Papado e os Dez Mandamentos “Nos dias de Noé” embora não existisse o papado, já havia o “dragão” e sua marca era a rebeldia estampada no estilo de vida dos ímpios ante-diluvianos, era o próprio caráter deles! Por exemplo, Caim recebeu uma marca de Deus, um “sinal” (Gn 4:15) por sua rebelião contra Deus e Suas ordens. Caim idolatrou a si, colocou-se acima de JAVÉ criando seu próprio sistema de adoração e culto, e ainda matou – transgressões prescritas na Lei dos Dez Mandamentos (Êx 20) que já vigorava mesmo centenas de anos antes do Sinai! De igual modo, os adoradores da besta ou seguidores do papado já pisam e pisarão (Dn 8:13) a autoridade de Deus por meio da transgressão de Sua lei! “Que ninguém vos seduza, de maneira alguma, porque [“o Dia do Senhor”, II Ts 2:2] não virá a menos que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que é contra a lei, o filho da destruição. Ele se coloca em oposição e se ergue acima de todo aquele que se chame ‘deus’ ou objeto de reverência, de modo que se assenta no templo de Deus, exibindo-se publicamente como sendo deus. Verdadeiramente, o mistério daquilo que é contra lei já está operando; mas apenas até que aquele que agora mesmo age como restrição esteja fora do caminho. Então, deveras, será revelado aquele que é contra a lei, a quem o Senhor Jesus eliminará com o espírito de sua boca e reduzirá a nada pela manifestação de sua presença. Mas a presença daquele que é contra a lei é segundo a operação de Satanás, com toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos” (II Ts 2:3, 4 e 6-9, Tradução do Novo Mundo). O caráter dessas pessoas (marca “sobre a fronte” ou “testa”, Ap 13:16), suas obras e seu estilo de vida (“marca sobre a mão direita”) evidenciam sua escolha pelo papado em vez da Bíblia!

A Marca da Besta e o Caráter Veja também que nesse tempo pós-juízo, “a todos” (Ap 13:16), independente da religião (inclusive os muçulmanos) o papado e os EUA carimbam com sua “marca” ou “sinal”, obviamente com exceção dos selados com o “selo do Deus vivo” (Ap 7:2). Como “nos dias de Noé”, salvos e condenados embora estejam “juntos” (Mt 13:30; cf. Mt 24:40,41), seus caracteres e estilos de vida são antônimos como o dia e a noite! O Espírito Santo terá concluído Sua obra terrena de selar (Ef 4:30) os salvos vivos após o fim do julgamento no Céu, ou seja, fazê-los produzir Seu fruto (Gl 5:22,23), tornar seus caracteres resplendentes e puros (cf. Ap 19:7,8 e Ef 5:26,27) e torná-los “primícias para Deus e para o Cordeiro” (Ap 14:4)! Assim sendo, mesmo que o Senhor Espírito ainda esteja atuando sobre os selados pelo papado, pelos EUA e pelo dragão, seus caracteres estão programados para a rebeldia contumaz e imutável, programados por escolha deles mesmos, obviamente, pois, assim como os salvos escolheram Deus e lutaram contra suas tendências pecaminosas com a força da Palavra, da oração e da presença do Espírito Santo, os adoradores do dragão (Ap 13:4) escolheram voluntariamente seu presente e futuro, as mentiras de Satanás e do papado e os resultados previstos pela Bíblia! “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça” (II Ts 2:9-12). Portanto, mesmo com seus nomes riscados já há dias, semanas, meses, mesmo com o fim do julgamento no Céu, mesmo com a presença atuante dAquele que convence do pecado (os que permitem), os que estiverem sofrendo as pragas, os selados pelo dragão, jamais se converterão de suas práticas e confirmarão o veredito divino de “pecado eterno”.

O Sábado e o Caráter Deus permitirá que Satanás os use um pouco mais, talvez a partir da sexta praga, quando ocorrerá o “Armagedom” ou a global concentração político, religiosa e militar contra os selados pelo Espírito Santo. E aí se cumpre completamente algumas passagens bíblicas concernentes a santificação do ser humano e do sábado! “Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou JAVÉ, que vos santifica” (Êx 31:13). “Porque assim diz JAVÉ: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. Aos estrangeiros que se chegam a JAVÉ, para o servirem e para amarem o nome de JAVÉ, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. Assim diz JAVÉ Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos” (Is 56: 4-8). “Dei-lhes os meus estatutos e lhes fiz conhecer os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles. Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou JAVÉ que os santifica. Eu sou JAVÉ, vosso Deus; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e praticai-os; santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou JAVÉ, vosso Deus” (Ez 20:11,12,19 e 20). Nesse tempo, o sábado será como a terra de Gósen e como a arca de Noé em nosso planeta! (Hendrickson Rogers) 

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