quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"Eu, porém, vos digo" e o costume de jurar


“Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt 5:33-37).

O que significava jurar para um judeu nas décadas de Cristo? Paulo explica: “Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo. Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda. Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento” (Hb 6:13,16 e 17). Com essa explicação paulina ganhamos também o seguinte: Deus jurou no Antigo Testamento (Gn 22:16; mesmo sem pronunciar as expressões “eu juro” ou “juramento”, se alguém afirmasse ou prometesse usando o nome de alguém ou algo superior, isso era juramento do mesmo jeito! Confira o juramento que JAVÈ fez em Nm 14:21-23 e compare com Sl 95:10,11 e Hb 4:3)! Sendo que JAVÉ Deus trino é imutável, devemos encontrar Seus juramentos no Novo Testamento também e entender o que Ele, na Pessoa de Jesus, quis dizer com a ordem “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis”!

“Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão... Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas” (Ap 10:1-3, 5-7). O Senhor Jesus Cristo profere esse juramento no Apocalipse! Vou lhe ajudar a reconhecer Jesus na Pessoa desse “anjo” distinto. O profeta Daniel viu e ouviu Miguel numa situação idêntica a que o profeta João viu e ouviu esse “anjo”: “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão” (Dn 12:7).

Para que não reste alguma dúvida em sua mente, querido(a) leitor(a), observe esta sequência de textos e perceba que o “homem vestido de linho” é Miguel: “Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou diante uma como aparência de homem. E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu à borda do grande rio Tigre, levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra. Mas eu [Gabriel] te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.” (Dn 8:15,16 e 10:4-6,9,21). (Compare com a descrição que João fez do Senhor Jesus em Ap 1:13-17).


A Bíblia informa ainda que o arcanjo Miguel (Jd 9) é o Senhor Jesus Cristo: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão” (Jo 5:25). “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (I Ts 4:16, VARC). E que Jesus assumiu o papel de Anjo JAVÉ (ou de JAVÉ) há muito tempo (cf. Zc 12:8, Gn 31:11-13, Êx 23:20,21, Os 12:4,5 e Gn 28:13)! Para um estudo completo das funções de Jesus como Deus, Anjo e Homem, leia o artigo: “Jesus Cristo: JAVÉ, Anjo, Arcanjo, Miguel e Príncipe”.


Assim sendo, o mesmo Jesus que proibiu o juramento em Mateus 5, jurou em Apocalipse 10! Mas, será que é isso mesmo? NÃO! Deus não Se contradiz, Deus não muda! O juramento para o qual o Senhor ordenou “nunca jureis” é este: “Ai de vós, guias cegos, que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou! Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar fica obrigado pelo que jurou. Cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está. Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado” (Mt 23:16-22). Era assim que o juramento ensinado e praticado por Deus no AT estava sendo realizado por “Seu povo” no NT! O Mestre divino ensinou conforme o AT que “melhor é que não votes do que votes e não cumpras” (Ec 5:5). Jesus não foi contra o jurar, mas contra o perjurar! Jesus não proibiu a promessa veraz, mas a mentira descarada!

Outra evidência disso ocorreu anos depois quando o Cordeiro de Deus estava para ser morto. “Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Mt 26:63). Conhecedor do AT como Ele era, o Senhor Jesus não ficou calado perante esta intimação de Caifás devido o que Ele mesmo como JAVÉ em Levítico ordenou ao povo: “Quando alguém pecar nisto: tendo ouvido a voz da imprecação, sendo testemunha de um fato, por ter visto ou sabido e, contudo, não o revelar, levará a sua iniqüidade” (Lv 5:1). Jesus não transgrediu o AT, não mais “guardou silêncio” e respondeu ao juramento do sumo sacerdote: “Eu sou” (Mc 14:62), evidenciando Sua divindade e Seu respeito ao juramento!

Paulo assimilou bem essa ideia do correto juramento: “Conjuro-vos, pelo Senhor, que esta epístola seja lida a todos os irmãos” (I Ts 5:27). “Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade” (I Tm 5:21). “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino” (II Tm 4:1). Ao mesmo tempo, o ex-fariseu e apóstolo estudioso do Antigo Testamento abominava o costume judeu de perjurar: “impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina” (I Tm 1:10). Aliás, esse costume era tão arraigado a cultura do povo que Pedro o usou como garantia de que sua mentira fosse aceita, para que seus acusadores o deixassem em paz! “E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo” (Mt 26:72,74). E o próprio Paulo foi vítima desse ato criminoso de jurar contrariamente aos ensinos do AT. “Estes, indo ter com os principais sacerdotes e os anciãos, disseram: Juramos, sob pena de anátema, não comer coisa alguma, enquanto não matarmos Paulo” (At 23:14). Esse vício era praticado por não judeus também, talvez pelo mal exemplo dos judeus! Herodes Antipas, descendente de Esaú, não voltou atrás em sua promessa feita a sua encantadora sobrinha por ter jurado! “Entristeceu-se o rei, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, determinou que lha dessem” (Mt 14:9). Pelo menos o juramento para Antipas foi realizado de acordo com o AT, embora para algo contrário ao AT! Terrível, não?!

Por isso o “Emanuel” asseverou “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis”. Por isso que Tiago reiterou o ensinamento do Antigo Testamento ratificado (não retificado!) por Cristo em sua carta e apontou para o destino dos que juram falsamente, dos que prometem, mas não cumprem, dos que usam a mentira como estratégia para usurpar o que é do próximo ou como escudo para evitar consequências imediatas! “Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo” (Tg 5:12), isto é, “em condenação” (NVI). Tiago parafraseou as palavras de JAVÉ em carne: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt 5:37), sem mudar o significado delas. O mesmo fez Cristo com Suas próprias palavras ditas no Antigo Testamento e comentadas no Novo Testamento, isto porque, em verdade, a Palavra de Deus não possui dois períodos, dois testamentos. Ela é uma só, do jeitinho que Ele nos ensinou! (Hendrickson Rogers)

Estude os outros artigos desta série: 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Eu, porém, vos digo" e o Divórcio


“Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5:31,32). Alguns fariseus, os contemporâneos a Cristo e os hodiernos, perguntam: “Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar?” (Mt 19:7). Em Deuteronômio 24:1 encontramos o texto para o qual esses religiosos estão apontando. “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa”. Note os “se” contidos nos três primeiros versinhos deste capítulo. É baseado nos “se” que os fariseus afirmam que “Moisés mandou dar carta de divórcio”! Quanta deturpação, não acha? Não obstante, o Mestre divino pacientemente conversa com aqueles homens, respondendo sua pergunta propositalmente mal formulada: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]” (Mt 19:8,9).

Note que, uma vez mais, o “Eu, porém, vos digo” não é dirigido ao Antigo Testamento, mas a interpretação errada que estavam fazendo dele! Jesus enfatiza que Moisés apenas tolerou ou “permitiu” e chama a atenção de Seus inquiridores para o AT novamente ao mencionar que “não foi assim desde o princípio”! A fé no e a submissão de Cristo ao AT é algo exemplar. “Como foi no princípio, deveria continuar sendo hoje”. Ou seja, o próprio AT foi o manual de princípio de Jesus Cristo! E neste manual o princípio para o matrimônio é a vitaliciedade da união efetuada por Deus (cf. Gn 2:24 e Mt 19:6).

No entanto, há um princípio para o divórcio no AT repetido pelo JAVÉ encarnado no NT. Se for “achado coisa indecente nela” (Dt 24:1) ou nele, ou seja, “em caso de relações sexuais ilícitas” (Mt 5:32), Deus tolera ou permite o divórcio. A abrangência desse princípio é do tamanho do alcance do sétimo mandamento da Lei eterna: “[Adultério] no hebraico ni'uf, no grego moijéia. Ambas as línguas descrevem a relação sexual de uma pessoa casada com outra que não é seu cônjuge. Segundo a lei levítica, tal pecado devia ser castigado com a morte, veja Levítico 20:10. Agora, no sétimo Mandamento, é como se o Senhor desejasse incluir a impureza sexual de qualquer tipo: traição, fornicação no sentido de relação pré-marital, incesto, homossexualismo, pedofilia, zoofilia (e o que mais satanás e   o pecador sem Deus puderem inventar, como a violência e o abuso sexuais), tanto em atos    quanto em pensamentos! [cf. Dt 22:26]” (Perguntas&Respostas, v. 3, p. 11).


Portanto, a Palavra de Deus permanece inalterada nesse tema também. A Palavra de Deus é uma só e é atemporal; independente dos elementos apóstatas presentes nas culturas humanas espalhadas pela face da Terra, independente do tempo! Mesmo antes da existência do matrimônio, o raciocínio divino, que é o princípio eterno por trás de todos os mandamentos, já preexistia, legislava e permeava todo o universo, desde o começo deste! O comportamento pecaminoso do homem muda. O comportamento perfeito de Deus é imutável! É o que vejo ao comparar o Antigo e o Novo Testamentos. (Hendrickson Rogers)

Todo este estudo está disponível num pequeno livro em PDF AQUI (clique).
E ainda aqui no Blog na seguinte sequência de capítulos:

Capítulo 3: "Eu, porém, vos digo" e o Divórcio (que é este artigo!).
Capítulo 7: "Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem". 

Se desejar um artigo com tema semelhante ao que você acabou de estudar, "Definição Bíblica do Divórcio" é uma opção!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Planetas habitados em nosso Sistema Solar?

O primeiro planeta azul habitável e orbitante de uma estrela semelhante ao sol é descoberto pelos astrônomos da NASA. 
Kepler, missão da Nasa incumbida de encontrar vida em novos mundos, faz sua primeira descoberta fantástica. O planeta Kleper-22b é considerado uma super-Terra, por ser um grande planeta rochoso, com uma temperatura semelhante a um dia de primavera  terrestre, o que permite o desenvolvimento de vida.
  Uma equipe de pesquisadores do Instituto Carnegie, fez a descoberta que será publicada no jornal mais importante do mundo da Astrofísica. Um planeta com tamanho equivalente ao da Terra cuja órbita é alinhada à sua estrela anfitriã e o faz parecer um ponto minúsculo e escuro que só pode ser mensurado por um telescópio altamente especializado, como Kepler.
Esta descoberta é a primeira detecção de planetas habitáveis em órbita de uma estrela tipo o Sol, que no caso, encontra-se cerca de 600 anos luz de distância da Terra.
A estrela anfitriã tem sua massa e raio um pouco menor que o nosso Sol, logo ela é 25% menos luminosa. Kleper-22b orbita cerca de 290 dias sua estrela chamada G5, em comparação aos 365 terrestres em uma distância que chega a 15% mais próximo de sua estrela do que a Terra em relação ao Sol resultando em uma temperatura agradável ao planeta.
Chamado de “azul” por ser considerado propício a abrigar água em estado líquido em sua superfície, líquido este precioso que propicia o aparecimento de vida. Os cientistas acreditam que o planeta pode não ser apenas habitável, mas sim habitado.
Planetas gigantes de gás têm sido detectados anteriormente em zonas habitáveis, em torno de estrelas tipo solar, mas gigantes gasosos não são preparados para suportar a vida.
Este novo exoplaneta é o menor planeta descoberto em uma zona habitável a um curto raio de sua estrela. É cerca de 2,4 vezes maior do que a Terra e foi categorizado como super-Terra.
  Enquanto os cientistas não conhecem sua massa, que deve ser inferior ao equilavente a 36 vezes a massa terrestre, baseada na ausência de uma oscilação mensurável Doppler (velocidade radial) na estrela-mãe.
Catálogo de exoplanetas e exoluas habitáveis é a primeira tentativa de organizá-los. São categorizados pelo seu tamanho, pela proximidade de suas estrelas e pelo tipo de planeta. Foto: Divulgação

As massas das outras super-Terras foram medidas e constataram estar na faixa de 5 a 10 vezes a da Terra. Alguns parecem ser rochosos, enquanto outros têm grande proporção de gelo e água. De qualquer forma, a nova descoberta parece possuir características habitáveis.

Esta descoberta suporta a crença crescente de que vivemos em um universo repleto de vida” afirma Boss. “Kepler está próximo de determinar a abundância de planetas habitáveis em nossa galáxia”, em declaração ao britânico Daily Mail. Enquanto isso, os cientistas iniciaram uma classificação de planetas habitáveis, até agora foram descobertos 47 planetas e luas com potencial de abrigar vida.
O Laboratório de Habitabilidade Planetárias (PHL), da Universidade de Puerto Rico em Arecibo, classificam os tipos de planetas. A maioria dos 700 planetas detectados estão em zonas proibidas e aguardam confirmação de missões da Nasa, como Kleper. São semelhantes a Júpiter e Netuno, mas orbitam perigosamente suas estrelas. Os cientistas consideram a ideia dos 47 planetas com possibilidade de vida, promissora.
Abel Méndez , diretor investigativo do PHL e atuante principal do projeto comentou: “Um resultado importante dos rankings é a possibilidade de comparar os exoplanetas afim de classifica-los como melhor e pior para abrigar vida”.
Os catálogos avaliam os planetas novos de acordo com o Índice de Similaridade Terrestres (ESI), a Distância de Zonas Habitáveis (HZD), a Habitabilidade Global Primária (GPH) e as comparações com o nosso planeta no passado e no presente.
De acordo com Méndez “nos próximos anos milhares de exoplanetas serão descobertos por meio de observatórios terrestres e missões espaciais. Esperamos que o nosso catálogo auxilie, organize e compare o potencial de vida dessas descobertas”.
As classificações dividem os exoplanetas em 18 categorias de massa e temperatura, criando uma tabela semelhante à periódica da Química. Recursos adicionais do catálogo incluirão visualizações científicas e mapas estelares de exoplanetas.
Um projeto de discussão da NASA, Terrestrial Planet Finder, irá ajudar a identificar mundos potencialmente habitáveis. Foto: Reprodução/NASA

Apenas dois exoplanetas correspondem até agora com os critérios de habitabilidade no catálogo, Gliese 581d e HD 85512b, ambos são semelhantes à Terra. No entanto, há 15 exoplanetas e 30 exoluas considerados potencialmente habitáveis.

A proposta Terrestrial Planet Finder fará observações futuras com novos instrumentos, o que será necessário para a confirmação de aptidão de vida para estes candidatos.
Espero que esse banco de dados ajude a aumentar o interesse na construção de um telescópio espacial para observar grandes exoplanetas e procurar possibilidade de vida” diz Jim Kasting, especialista em habitabilidade planetária da Penn State. 

Fonte: Jornal Ciência.


Nota: Sugiro-lhe uma outra leitura científica a respeito desse tema: "Super-Terras habitadas fora do Sistema Solar?" e uma leitura bíblica: "Outros planetas habitados". 

Pastor ou anjo caído?


Bactérias "vidradas"!


O artista britânico Luke Jerram iniciou sua carreira prfissional em 1997 e já criou inúmeros projetos artísticos. Em seu trabalho com vidro chamado Glass Microbiology ele apresenta esculturas de seres microscópicos feitos em vidro.
Para criar suas esculturas, Jerram consulta virologistas da Universidade de Bristol e usa uma combinação de fotografias e modelos, com a colaboração de mestres vidreiros experientes. O artista explica que por razões científicas ou estéticas, livros, revistas e vídeos sempre trazem os vírus coloridos quando, na realidade, eles não possuem cor alguma, pois são menores que o comprimento de onda de luz. Ele acredita que extraindo-se a cor e transformando os vírus em belas  esculturas de vidro parecidas com jóias, é possível criar uma tensão complexa entre a beleza das peças e as enfermidades que elas representam.
Fonte: Bocaberta. Edição e correção ortográfica por Hendrickson Rogers.

Os anjos maus para a Rede Globo nada mais são que... doenças mentais!


No livro A Filosofia como Medicina da Alma, o professor Paulo Ghiraldelli Jr. argumenta que a Globo apresenta uma visão simplória da maldade em suas novelas e “não consegue admitir a existência do mal”. Lançado pela editora Manole, o livro é o último de uma trilogia sobre filosofia voltada para o cotidiano. Como a Filosofia Pode Explicar o Amor e Filosofia, Amores & Companhia são os outros dois títulos da série. Com dezenas de livros publicados, Ghiraldelli divulga estudos de filosofia e pedagogia em seu blog e disponibiliza textos e e-books gratuitamente. O acadêmico também é o editor responsável pela coleção “Filosofia em Pílulas”.


Leia o trecho que reflete sobre a posição da emissora. O texto foi extraído do exemplar:

“A Rede Globo de TV não consegue admitir a existência do mal. Não se pode dizer se é ou não uma maneira de autodissimulação. O que se constata é que, em suas novelas, que são bem representativas da visão de mundo daquele aparato midiático, é claro que há a apresentação de personagens maldosos, mas, ao fim e ao cabo, quase sempre, eles são apresentados como psicopatas. ‘Falta-lhes um parafuso’, por isso cometem crimes bárbaros. O prazer que sentem com o mal de outros pode até ter lá, no meio da história, uma gênese mais ou menos cabível em termos literários. Mas, ao final, o destino do malfeitor é se apresentar maluco. A cadeia ou a morte do personagem maldoso não valem se este não se mostrar, em algum aspecto, como um exemplar de alguma patologia.

“Essa visão simplória tanto da loucura quanto do mal serve para produzir algum efeito tranquilizador ao final. Que não se preocupem os telespectadores, o mal - o demônio em pessoa - não está aí a solta, dando sopa. O que vemos como sua obra é, na verdade, não algo do mundo normal, do próprio mundo, mas o que foge da normalidade e, escapando da razão, livra-se esporadicamente de toda e qualquer forma de organização social no seu cotidiano. Trata-se da desrazão tomada como algo bem pontual. A inteligência e o mal se unem para que exista a trama da telenovela, pois sem essa união, um escritor de novelas sabe que história alguma é possível. No entanto, ao final, é necessário castrar a ideia desestabilizadora, subversiva porque filosófica: como o mal ziguezagueia por aí? Não! Não pode. O mal não é mau, é louco.”

Fonte: Folha.com.

Nota de MB: Não bastasse essa visão distorcida do mal, veja os “valores” comportamentais que as novelas da Globo ajudam a transmitir. Depois, a mesma emissora hipocritamente divulga campanhas de prevenção ao HIV e se espanta com o aumento do número de adolescentes grávidas.[Michelson Borges]


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"Eu, porém, vos digo" e o 7° Mandamento


O Sétimo Mandamento “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5:27,28). A ideia de que o adultério começa antes do sexo também não é uma inovação de Jesus no Novo Testamento! JAVÉ sempre considerou o “olhar para uma mulher com intenção impura”, bem como todo o olhar para algo que Ele proibira, como fornicação, prostituição ou adultério, literal ou espiritual, desde o Gênesis; de modo que, mesmo antes da consumação da transgressão do 7° mandamento, o pecado, para Deus, já existia independente de haver a realização da vontade ou não! Eva “viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar” (Gn 3:6, Tradução do Novo Mundo – TNM). JAVÉ raciocina assim: “não seguireis os desejos do vosso coração, nem os dos vossos olhos, após os quais andais adulterando” (Nm 15:39), ou se prostituindo (NVI). Na Almeida Século 21 lemos: “que o vosso coração ou os vossos olhos não vos arrastem para a infidelidade, como já tem acontecido”! Eva conhecia muito bem esse raciocínio e confessou que foi enganada (Gn 3:13), iludida (I Tm 2:14) e seduzida (II Co 11:3, TNM) pela serpente antes da transgressão (I Tm 2:14); certamente, Satanás hipnotizou Eva quando ela escolheu olhar para a árvore proibida (Gn 2:17)! O mesmo se deu com a mulher de Ló, a qual também foi advertida para “não olhar para trás” (Gn 19:17). Contudo, “a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal” (Gn 19:26). Ela nem chegou a fazer o retorno de volta a cidade, nem mesmo concluiu seus pensamentos; mas, para “o Juiz de toda a terra” (Gn 18:25), o olhar revela a intenção e esta última já é transgressão! O Senhor Jesus não precisava contar essa história toda, pois os judeus a conheciam muito bem. Ele apenas enfatizou: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17:32), e isto dentro do contexto dos últimos dias antes da vinda do Filho do homem! Portanto, não somente os homens judeus contemporâneos ao Cristo, mas suas mulheres judias e todos os que vivem no “tempo do fim” (Dn 12:4) devem saber que os olhos do ser humano, ou seja, suas intenções apontam para seu destino! Embora o Senhor Jesus tenha advertido os homens para não olharem com intenção impura para uma mulher, pelo fato de o cérebro do homem ser bastante visual, sexualmente falando, Ele incluiu as mulheres que colocam seus olhos (seus pensamentos e intenções) nos Josés alheios (cf. Gn 39:7)!

Novamente Jesus não muda nada do Antigo Testamento. Pelo contrário, por meio de Sua dedicação no estudo das Escrituras e Sua comunhão com o Deus trino, Ele manifestou uma hermenêutica perfeita! Até aqui Ele nem acrescentou às palavras do AT nem retirou algum dos mandamentos divinos ali presentes! Como profeta verdadeiro (Dt 18:18) Jesus não trouxe uma luz que conflitasse com a Palavra de Deus (em Seu tempo, o AT!) nem a acrescentou algo; e como Deus-Homem, Jesus assinou abaixo, reiterou que “Céu e terra passarão, mas as minhas palavras nunca” (Mt 24:35, Almeida Século 21). Só Deus poderia falar assim (Is 40:8)! Hendrickson Rogers

Todo este estudo está disponível num pequeno livro em PDF AQUI (clique).
E ainda aqui no Blog na seguinte sequência de capítulos:

Capítulo 2: "Eu, porém, vos digo" e o 7° Mandamento (que é este artigo!).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

“Eu, porém, vos digo” e o Sexto Mandamento



“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hb 13:8, NVI). “Porque eu, JAVÉ, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Ml 3:6). Essas afirmações divinas parecem encontrar dificuldades diante do “Eu, porém, vos digo”, dito várias vezes pelo Senhor Jesus! Sendo Jesus uma parte do JAVÉ bastante mencionado do Antigo Testamento, como Ele poderia usar antíteses ao explicar Seus preceitos, séculos mais tarde, no Novo Testamento?

As Escrituras deixam claro como as ordens e o raciocínio de Deus foram, ao longo de toda a história do povo hebreu, interpretados erroneamente e até completamente rejeitados por eles! Mesmo após tanto tempo e caminhando juntos com JAVÉ em tantas experiências, o povo não conhecia seu Deus! “O meu povo não entende” (Is 1:3). “Israel é uma nação que perdeu o bom senso, é um povo sem entendimento” (Dt 32:28, Nova Bíblia Viva – NBV). “O meu povo é destruído porque não me conhece” (Os 4:6, NBV). Além disso, após o primeiro amor, quando o povo escolheu ser dedicado, agradecido, leal e obediente a Deus, em seguida a essas fases maravilhosas, havia a apostasia deliberada, o deturpar os preceitos divinos e usá-los em favor da maldade! “Escutem, líderes e autoridades de Israel! Vocês odeiam o que é bom e torcem a justiça” (Mq 3:9, NTLH). “Vai ser muito triste o destino das pessoas que amarram os seus pecados com cordas de mentiras, que arrastam a sua maldade com cordas como quem puxa com cordas uma carroça e ainda fazem pouco caso do Santo de Israel, desafiando JAVÉ, dizendo: ‘Ande logo, Deus! Que o Santo de Israel realize depressa os seus planos, para que o conheçamos!’ Ai dos que chamam o mal de bem e o bem de mal; que dizem que as trevas são luz e a luz, trevas; que afirmam que o amargo é doce e o doce é amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e dos que se consideram inteligentes e sensatos! Ai dos que são heróis em beber vinho e são mestres em misturar bebidas alcoólicas; gente que aceita dinheiro para torcer a justiça, dando liberdade ao culpado e negando a justiça ao inocente” (Is 5:18-23, NVB). E se você tem alguma dúvida quanto ao público de Jesus, se eram melhores do que os mencionados pelos profetas do AT, por favor, leia a avaliação feita pelo próprio JAVÉ em carne: não conheciam a Deus (Jo 8:55), eram seguidores convenientemente de tradições humanas contrárias aos mandamentos divinos (Mc 7:8), eram “insensatos e cegos” (Mt 23:17), exibidos (Mt 6:1), hipócritas (:5 e :16), mentirosos (Jo 8:55), desobedientes conscientes e teimosos (Jo 9:41 e Mt 21:45), criminosos e invejosos (Jo 12:10,11) e eram rejeitadores do “desígnio de Deus” (Lc 7:30).

Daí o Mestre divino fazer uma revisão, não da validade e aplicabilidade de Seus mandamentos para os judeus; o objetivo de Cristo foi confrontar a interpretação judaica dos escritos de Moisés com a visão do próprio Deus, o Autor dos preceitos dados a Seu povo por meio de Moisés e dos outros profetas! “Não entendam de modo errado a razão da minha vinda. Não vim abolir a Lei de Moisés e as advertências dos profetas. Eu vim para cumprir a Lei. Eu afirmo a vocês: enquanto existirem céus e terra, a menor letra ou o menor traço da Lei continuará de pé até que o seu objetivo seja alcançado. Porém eu advirto a todos: a menos que vocês tenham justiça melhor que a dos fariseus e mestres da lei, não poderão de maneira alguma entrar no Reino dos céus” (Mt 5:17,18 e 20). Vamos verificar isto ao estudar alguns paralelismos que o JAVÉ-Homem fez com as palavras de JAVÉ Deus, isto é, com as Suas próprias, ditas anteriormente!

O Sexto Mandamento “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno [Geena] de fogo” (Mt 5:21,22). Esse mandamento eterno fora deturpado pelos judeus da seguinte maneira: não era transgressão matar um estrangeiro ou mesmo um judeu que parecesse com um, se essa pessoa não seguisse as tradições judias! Se os judeus julgassem que um indivíduo estava desonrando a Deus, procuravam prejudicá-lo e/ou matá-lo! (Cf. Jo 9:22; 8:40, 48 e 59) E o absurdo é ainda maior quando nos lembramos de que, como nação subjugada pelos romanos, o povo judeu não possuía poderes civis para condenar alguém. Ou seja, sua cegueira espiritual afetava diretamente sua cidadania! Eles desobedeciam a Deus e às autoridades romanas. Que péssimo testemunho esse dos descendentes de Abraão para o mundo!

O raciocínio de JAVÉ, se é que posso chamar essa imensurável capacidade divina com o mesmo nome que chamamos a nossa limitada capacidade, me encanta e extasia! Todos os que procuram compreender a Bíblia (e isto só se faz por meio de um relacionamento comprometido com o Autor divino dela, cf. I Co 2:14-16) sabem que, mesmo antes da promulgação dos Dez Mandamentos no Sinai ao povo israelita, os princípios por de trás desse decreto divino já haviam sido colocados no coração do ser humano pelo Criador. Por exemplo, antes de Caim transgredir o sexto mandamento, JAVÉ conversou com ele e o alertou nos seguintes termos: “Por que você está com raiva? Por que anda carrancudo? Se tivesse feito o que é certo, você estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, à sua espera. Ele quer dominá-lo, mas você precisa vencê-lo” (Gn 4:6,7, NTLH). Perceba como Deus já enxergava “o pecado” de Caim olhando para o rosto dele! Antes mesmo de assassinar Abel, Caim já havia começado esse pecado pela “raiva”. Logo, as implicações do 6° mandamento alcançam a subjetividade do pensamento humano, das intenções da mente e as manifestações do humor. “Não matarás” (Êx 20:13), portanto, também quer dizer não guarde rancor, não se ire contra o próximo e estes significados eram acessíveis aos hebreus e muito mais o são para os que possuem a Palavra de Deus em seus lares. Jesus Cristo repetiu a mesmíssima ideia que JAVÉ apresentou a Caim e que o Anjo de JAVÉ ensinou aos recém libertos israelitas no Sinai! Os rancorosos fariseus tiveram a oportunidade de reconhecer sua interpretação equivocada e criminosa do sexto mandamento, bem como todos os demais judeus e não judeus até nossos dias. A visão de Deus com esse mandamento é completamente preventiva. A Lei toda é preventiva e não somente punitiva. Ao respeitá-la e obedecê-la o ser humano tem tempo e condições morais para impedir que suas mãos e seus pensamentos sejam contaminados com sangue! O judeu que interpretava o 6° mandamento conforme o AT ensinava, jamais descarregava seu aborrecimento contra o próximo, quer por palavras ou ações, ainda que provocado; e o inimigo bem tratado por tal judeu obediente ao mandamento era julgado por JAVÉ (como Jesus explicou; Mt 5:22) e já recebia uma porção do fogo do Geena sobre sua cabeça – isto não é invenção minha e muito menos mudança da Lei por Jesus; isto é o que JAVÉ  ensinou no AT e ratificou no NT: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e JAVÉ recompensará você” (Pv 25:21,22, NVI). Não estou afirmando com esse raciocínio bíblico que o “lago de fogo” (Ap 20:10) começa quando o pecador transgride o sexto mandamento; a NTLH transmite muito bem a ideia das “brasas vivas sobre a cabeça” – “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha, e o Senhor Deus recompensará você”! E esse sentimento os pecadores não salvos certamente sofrerão no “Geena de fogo” (Mt 5:22); mas, Jesus e Salomão advertem de que, é melhor senti-lo agora, se arrepender e começar a tratar bem o próximo do que “queimar” de verdade! (Hendrickson Rogers)


Todo este estudo está disponível num pequeno livro em PDF AQUI (clique).
E ainda aqui no Blog na seguinte sequência de capítulos:

Capítulo 1:  “Eu, porém, vos digo” e o Sexto Mandamento (que é este artigo!).

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