sábado, 30 de março de 2013

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte I)


Uma vez que Igreja, biblicamente falando, é um conjunto de pessoas, é correto afirmar que em todas elas, em seus manuais, em sua teologia (quer seja a popular ou a teórica), e nas práticas de seus membros, pode-se encontrar contradições e inverdades mesmo usando como referência comparativa o próprio credo ou a própria teologia escolhida pela congregação local e pela religião representada! Motivo – onde há pecador, há pecado. E onde há pecador e pecado existem falhas, erros e divergências mesmo com a todo-poderosa influência de Deus atuando! Não que Deus seja mais fraco que o pecado, mas, certamente, Sua visão de liberdade e Sua lei da causa e do efeito também estão em atuação.

A seguir, listo algumas dessas inverdades as quais chamo de crendices ou superstições. Meu objetivo é oportunizar uma comparação e, consequentemente, a escolha pelo que está mais próximo da Verdade, ou seja, do Senhor Jesus Cristo, conforme revelado na Bíblia.

“Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” Eu não tenho a menor dúvida de que você já ouviu algo parecido ou mesmo já falou e ensinou assim! No cristianismo atual (católicos, evangélicos e miscelânea) a superstição supracitada está presente desde que eu me entendo de gente, pelo menos. É bem verdade que o cristão que crê assim não tem a intenção de acreditar literalmente na frase “Jesus voltou”, mas afirmar o fim das oportunidades de salvação de quem morreu ou o selamento do destino da alma em questão. No entanto, mesmo com isso em mente, a metáfora dá espaço para interpretações tão erradas quanto seu entendimento literal!

Exemplo 1 “Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” = “Quem morre se encontra com Jesus imediatamente”.
Exemplo 2 “Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” = “Quem morre, morre fisicamente, mas continua vivo espiritualmente”.
Exemplo 3 “Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” = “Jesus Se encontra com quem morre imediatamente”.


Segundo a Bíblia, embora as oportunidades de quem morre também morrerem, Jesus continua no Santuário celestial (cf. Hb 8:1,2) preparando lugar para os Seus (cf. Jo 14:1-3) e administrando o universo (cf. Rm 14:8,9 e I Pe 3:22). Desta posição o Senhor Jesus só sairá quando concluir a primeira etapa de Seu trabalho como Juiz (cf. Jo 5:22, At 17:31 e 10:42, Ap 19:11-16) e retornar cumprindo a Sua promessa da segunda vinda (cf. Tt 2:13). Além disso, o destino de todos passa pela vistoria de Deus. Quero dizer, quando eu morrer (ou se eu morrer, Jesus decide) meu destino não é necessariamente aquele que eu quis ter, mas aquele que Deus decidir me dar, pois somente assim pode haver justiça e honestidade para cada ser humano – o perverso não vai ser salvo só porque quis isso no findar de sua vida, nem o aborto de uma mulher obstinada e carregada de pecados vai para o lago de fogo só porque sua mãe irá ou porque a herança genética dessa criança foi demasiadamente má! Não! O destino não é uma etiqueta que cada um recebe assim que morre, de acordo com aquilo que achamos que foi a vida da pessoa; não é um selo invisível colocado mecanicamente sobre o caixão da vítima da morte! “— Escutem! — diz Jesus. — Eu venho logo! Vou trazer comigo as minhas recompensas, para dá-las a cada um de acordo com o que tem feito” (Ap 22:12, NTLH). “— Não fiquem admirados por causa disso, pois está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho do Homem e sairão das suas sepulturas. Aqueles que fizeram o bem vão ressuscitar e viver, e aqueles que fizeram o mal vão ressuscitar e ser condenados” (Jo 5:28,29, NTLH). A morte é o hiato entre o cessar da vida e a ressurreição para a vida eterna ou para a morte eterna, ressurreição realizada pelo próprio Criador! Não haverá um encontro intermediário entre quem morreu e Jesus antes da ressurreição assim como não existe vida entre a morte e a ressurreição (cf. Jó 7:9,10). Biblicamente o espiritismo e a vida após a morte imediatamente (imortalidade da alma) não são verdades; são filosofias mentirosas não ensinadas, antes rejeitadas por Deus e Seus profetas por virem dos anjos maus ou demônios (cf. Dt 18:9-14, Is 8:19,20, Ap 9:20, II Rs 17:17, I Co 10:20,21 e Sl 106:28,37,38)! Hendrickson Rogers


Esta é mais uma pesquisa bíblica que posto aqui no blog para análise e reflexão! Estude as partes já construídas: 2ª Parte,
3ª Parte,
4ª Parte
5ª Parte e
6ª Parte (é só clicar).

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