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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Marcelo Gleiser, crenças e uma visão razoável do método científico (enfim...)

por Marcelo Gleiser [meus comentários estão entre colchetes]
RESUMO O tema das relações entre ciência e religião continua gerando debates. O autor elenca diferentes posições assumidas por cientistas diante da questão. "O que pode surpreender a muitos", escreve ele, "é que essa atração pelo mistério, em essência uma atração espiritual pela natureza, inspira o cientista em seu trabalho [é importante definir o espiritual. Como veremos, Gleiser o define dentro do materialismo, limitando e em certo sentido contradizendo o significado do termo]."
Ao discutirmos a complexa relação entre ciência e religião, com frequência nos deparamos com posições polarizadas: ou se afirma "acredito" ou se afirma "não acredito", com convicção semelhante em ambos os casos.
Com frequência ainda maior, se perguntarmos no que, exatamente, se acredita, ou de onde vem a necessidade individual da fé, nos deparamos com respostas vagas que incluem "tradição", "comunidade", "mortalidade", passando pelos que, de fato, têm sua fé examinada, questionada e reavaliada regularmente [e esses podem ser encontrados nos dois lados: na religião e na ciência].
Nossas convicções mudam com a idade e, entre elas muda, também, nossa relação com a fé [indício de Gleiser retrocedendo em seu ateísmo?].
Nessa polarização milenar, muita animosidade desnecessária vem da convicção infundada de que os que têm opinião diferente da nossa em relação à fé, ou os que acreditam de forma diferente, estão profundamente equivocados, ou são simplesmente tolos ou, pior, são infiéis que não merecem viver [ou não merecem estar na academia, não merecem publicar suas pesquisas, etc.].
Deixando de lado a óbvia radicalização dos muçulmanos de organizações terroristas como Estado Islâmico ou Al Qaeda, um exemplo mais ameno, mas não menos sintomático do radicalismo entre ateus e cristãos vem ocorrendo nos debates presidenciais americanos, nos quais os ateus são considerados os candidatos menos elegíveis. É impensável que se eleja um presidente ateu nos EUA.
Na realidade, existe todo um espectro de modalidades da fé humana que ocupa um rico espaço entre o radicalismo dos dois polos. Por exemplo, Francis Collins, diretor do Instituto Nacional da Saúde nos EUA –o órgão governamental que administra o maior número de bolsas de pesquisa nas áreas da medicina e da biologia– não vê conflito algum entre ser cristão e ser cientista.
Como ele, muitos cientistas veem a prática científica como mais um meio de admirar a obra divina, como uma forma de devoção religiosa. Essa é uma tradição antiga, que inclui, por exemplo, alguns dos patriarcas da ciência moderna, como Copérnico, Newton, Kepler e Descartes. A ruptura veio mais tarde, com o Iluminismo do século 18 [com os "iluminados" do iluminismo apenas, diga-se de passagem! O cristão que faz jus ao nome possui em si um espírito investigador e cético, ao mesmo tempo em que estuda o máximo que pode para ser útil e servidor, como Jesus foi cético e servidor em Seu contexto!].
LEIS
Para ateus conhecidos do público, como Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens (1949-2011), esse tipo de posição intermediária é inconsistente com os fundamentos da ciência: a natureza é material, e a matéria é organizada segundo leis quantitativas. O objetivo da ciência é descobrir essas leis; não existe espaço para mais nada [na cabeça fechada de quem a possui...].
Segundo eles, essa posição metafísica conciliatória cria uma série de problemas filosóficos. Embora atraente, ela força a coexistência incompatível do natural com o sobrenatural. Como a natureza pode ser tanto natural quanto sobrenatural? [Um exemplo simples: a vida existe, mas não se pode reproduzi-la em laboratório! A vida é naturalmente sobrenatural!]
Por definição, chamar um evento que ocorre e é percebido por alguém como sendo um "fenômeno sobrenatural" cria uma inconsistência básica: para que o fenômeno tenha sido observado, teve que emitir algum tipo de radiação eletromagnética (luz visível, radiação infravermelha etc.), que foi detectada por algum observador ou aparelho –"Eu vi um fantasma!".
Em outras palavras, para que um fenômeno seja detectado, tem que trocar energia com quem (ou com o que) o observa. Um fenômeno chamado de sobrenatural, uma vez observado, passa a ser perfeitamente natural, mesmo se misterioso ou aparentemente inexplicável. Um fantasma que é visto não é mais uma entidade sobrenatural [aqui Gleiser confunde realidade com materialidade, talvez por seus subsunçores evolucionistas uniformitarianistas, que creem que o presente é a chave para entender o passado! Veja, a vida é real, mas esse fato não a torna necessariamente produto de processos naturais e, portanto, materialistas. A realidade é onde o sobrenatural é percebido tanto quanto o que é material. A origem, a manutenção e o futuro do que é material implicam/podem implicar o sobrenatural. Sem falar na existência natural de fenômenos sobrenaturais, milagres, entidades, e outros tão presentes dentro e fora da religião. Por exemplo: por que um cadáver e um corpo vivo são fisiologicamente idênticos, mas só um está vivo? Quem decide?].
Alguns adotam a posição que o biólogo americano Stephen Jay Gould (1941-2002) chamou de Noma (do inglês "Non-overlapping magisteria", magistérios que não se superpõem) e compartimentam a ciência e a religião em esferas limitadas de influência, afirmando algo como "a religião começa onde a ciência termina".
Apesar de cômoda, essa posição não vai muito longe [tão longe quanto se queira!].
À medida que a ciência avança, a fronteira entre os dois magistérios vai migrando, refletindo a posição conhecida como "Deus dos Vãos", a religião tapando os buracos da nossa ignorância científica [e o naturalismo metafísico tentando arduamente tapar as evidências naturais de uma origem e manutenção sobrenaturais].
Por outro lado, afirmar categoricamente que o sobrenatural tem uma existência intangível e imensurável posiciona sua natureza além do discurso científico, anulando qualquer possibilidade de troca construtiva de ideias [mas isso é pura filosofia grega amigo! A boa religião tanto quanto a boa ciência não são fideístas].
O fato é que a ciência e a religião claramente se superpõem na cabeça das pessoas [ou se aliam; cada cabeça é única, mas as evidências são as mesmas para todos], nas escolhas que fazemos na vida, nos desafios morais que a sociedade moderna enfrenta. É por demais ingênuo negar o poder da religião no mundo, com bilhões de pessoas declarando-se seguidores de algum tipo de fé, mesmo que muitos deles definam sua fé de forma vaga.
Além disso, a posição dos ateus radicais também é inconsistente com os parâmetros do método científico, algo que talvez surpreenda muita gente [quem te viu, quem te vê hein?!]. Basta ver que o ateísmo é a crença na não crença, já que a possibilidade da existência de qualquer tipo de divindade é negada categoricamente. Ora, a ciência não pode negar a existência de algo categoricamente, apenas após observações absolutamente conclusivas. E como podemos ter certeza do que ainda não medimos?
AGNÓSTICO
A posição mais consistente com o método científico é a do agnóstico, como haviam já percebido Thomas Huxley e Bertrand Russell, entre muitos outros: não vejo qualquer razão para crer, mas, com base no que sei não posso negar absolutamente a possibilidade de que alguma entidade divina exista. Como escreveu Huxley, criador do termo "agnóstico": "É errôneo afirmar que se tem certeza da verdade objetiva de uma proposição, a menos que seja fornecida evidência que justifique logicamente esta certeza".
Em vista da diversidade de posições, a questão essencial é a origem dessa necessidade de acreditar que identificamos na maioria absoluta das culturas do passado e do presente. O que a crença oferece que é tão necessário a tantos?
Pertencer a um grupo religioso confere um senso de comunidade imediato. Ao encontrar outros membros de sua comunidade na igreja ou templo, a pessoa vê sua crença justificada, dado que é compartilhada por tantos outros. Mais do que a crença em si, a pessoa se vê integrada num grupo com valores afins.
Isso é tanto verdade para as pessoas de fé quanto para aquelas seculares, sejam elas ateias ou agnósticas. Seres humanos são criaturas tribais, e tribos definem-se a partir de certos símbolos, mitos ou código moral [esta é uma maneira de crer; outra é supor que a moralidade é anterior a humanidade, sendo por esta percebida e obedecida!].
Não há dúvida de que nossos ancestrais entenderam que existe uma enorme vantagem em pertencer a um grupo. Fazer parte de uma tribo oferecia uma proteção que aumentava as chances de sobrevivência num ambiente extremamente hostil: unidos venceremos. Tanto no passado quanto no presente, fazer parte duma tribo confere legitimidade social imediata [que tribo? E só existiam indígenas no passado? E as civilizações tão cheias de engenharias? E os fósseis "humanoides" e suas tecnologias avançadas? Bom, mas cada um escolhe suas crenças ou a conjuntura histórica da vida de um indivíduo lhe facilita certas (des)crenças, não é mesmo?].
Para muita gente, a fé pode ser a justificativa oferecida para participar de um grupo religioso, mas é o senso de comunidade, de valores compartilhados pelo grupo, o que está por trás da devoção [ou chamados sobrenaturais como vêm ocorrendo no Estado Islâmico e países intolerantes ao cristianismo: confira aqui!].
Existe, no entanto, um outro aspecto da fé, bem mais subjetivo do que tribal. Como descreveu o psicólogo americano William James em sua obra-prima "As Variedades da Experiência Religiosa", a experiência religiosa atinge seu clímax na subjetividade da experiência individual, na comunhão da pessoa com o desconhecido, na percepção de transcendência dos limites da existência humana, delineada pelas barreiras do espaço e do tempo.
As visões e revelações dos profetas e dos santos, a experiência emocional do divino ocorre no indivíduo, mesmo quando induzida pelo grupo –por exemplo, através de rituais. Existe muito mais no mundo do que o que percebemos ou podemos medir, e essas características "ocultas" são igualmente importantes na nossa construção do que definimos como realidade [a realidade é pura filosofia? Revelação e profecias cumpridas com exatidão também?].
Como escreveu James, "toda a sua vida subconsciente, seus impulsos, suas crenças, suas necessidades são a premissa da sua existência consciente; existe algo dentro de você que sabe de forma absoluta que o resultado disso tudo deve ser mais verdadeiro do que qualquer tipo de argumento lógico, por mais articulado que seja, que tente contradizer essas convicções subconscientes" [outra maneira de dizer o que disse mais acima sobre a conjuntura histórica do indivíduo].
Mesmo que o filósofo George Santayana (1863-1952) e outros tenham criticado James por "encorajar a superstição", ninguém pode negar que a razão tem alcance limitado. A ciência, se vista como expressão da razão humana, espalha-se por todos os cantos do conhecimento de forma magnífica, mas seu alcance não é ilimitado [apostatar do cientificismo é sempre uma decisão inteligente! Será que ela é sempre tomada naturalmente?].
Existe outra dimensão da fé, separada dos rituais tribais, da religião organizada, que dá expressão a uma necessidade primária que temos de comunhão com o desconhecido. Esse é o aspecto mais universal da necessidade humana de crer, que transcende as divisões arbitrárias da fé criadas no decorrer da história; as religiões, as tradições, os cultos, as tribos e suas regras. Não existe aqui qualquer menção a uma supersticiosidade irracional ou mística. O que identificamos é a necessidade individual da crença, expressa por cada um de forma variada.
Quando Einstein menciona sua "emoção religiosa cósmica" para descrever sua conexão espiritual com a natureza, está tentando expressar precisamente essa atração humana pelo mistério, pelo desconhecido. "Espiritual" não implica a crença numa dimensão não material [é verdade, depende da definição que se escolhe e da situação que se aborda].
O que pode surpreender a muitos –especialmente aos que veem cientistas através do estereótipo do racionalista frio– é que essa atração pelo mistério, em essência uma atração espiritual pela natureza, inspire o cientista em seu trabalho. Não é Deus que se busca no questionamento científico, mas a transcendência do humano, a busca por uma dimensão além do cotidiano que dá sentido à nossa busca por sentido [no método científico não enviesado pelo naturalismo e na boa religião também!].
Mesmo o cientista secular quando estende sua curiosidade ao oceano do desconhecido está praticando essa crença, expressando a necessidade que temos de conhecer nossa história e de explorar o novo, estendendo nossa visão da realidade.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Sondagem Biopsicossociológica e Matemática

E aí, beleza?! Fica tranquilo(a), pois, apesar do "palavrão" que está no título deste questionário, meu objetivo com as perguntas que logo irão aparecer aqui pra você é criar uma imagem prévia, razoavelmente precisa sobre meu aluno/minha aluna! Em outras palavras, suas respostas me trarão uma ideia sobre seu conteúdo, sobre sua personalidade, sobre sua família, sobre suas crenças, medos, traumas, alegrias e sobre seus desafios com a Matemática! Com base nisso, tentarei encontrar métodos personalizados para ensinar matemática pra você e lhe educar também. Bom, já "falei" demais, agora, com a palavra... VOCÊ! Um abraço e seja sincero em suas respostas, tá joia? (Algumas questões só aceitam uma resposta. Já em outras, você DEVE marcar todas as opções que julgar necessário; fique atento/atenta!) Para começarmos, clique AQUI.

sábado, 18 de janeiro de 2014

"A Bíblia proíbe o casamento entre pessoas do mesmo se­xo. Ao mesmo tempo, reconheço que, ten­do membros gays em nossa comunida­de, preciso dar auxilio pastoral a eles, mesmo quando casais" (Jo­nathan Sacks).

O mundo está se secularizando
Até setembro do ano passado, Jo­nathan Sacks, 65 anos, foi o rabi­no-chefe da Commonwealth, que congrega a Inglaterra e várias de suas antigas colônias. A aposenta­doria do cargo que ocupou por mais de vinte anos deu-se meses depois da renúncia do papa Bento XVI ao pon­tificado. “A preocupação então foi com o Dalai-Lama”, diz Sacks. A tira­da é representativa do humor com que ele trata dos temas de sua fé. Sua mensagem, porém, é séria e funda­mentada: o rabino é também um filó­sofo, com sólida formação acadêmica nas universidades de Cambridge e Oxford. Nesta entrevista [publicada na íntegra na revista Veja desta semana], ele fala do papel fundamental do judaísmo na ci­vilização [entre outros assuntos]:

Qual é a relevância do judaísmo para a cultura moderna? 

O Ocidente nasceu do encontro de duas civilizações anti­gas: Atenas e Jerusalém. O cristianis­mo herdou sua religião do judaísmo e sua filosofia da Grécia. O judaísmo, portanto, entra na cultura ocidental pela via do cristianismo. Teve um tre­mendo impacto, sobretudo, depois da Reforma, quando os cristãos começa­ram a ler a Bíblia por conta própria. Foi isso que propiciou o nascimento do mundo moderno na Europa. Os puritanos, que leram a Bíblia hebraica com muito cuidado, fundaram os Es­tados Unidos. As fontes judaicas tive­ram muito impacto na Europa no sé­culo XVII e têm um impacto forte nos Estados Unidos ainda hoje. Um exem­plo foi o discurso inaugural do segun­do mandato do presidente Barack Obama (em janeiro de 2013).

Por quê?

A expressão-chave do discurso, que Obama usou repetidas vezes, foi “nós, o povo”. É a expressão que inicia o texto da Constituição dos Estados Unidos. Ela tem raízes na Aliança de que a Bíblia fala, nos livros do Êxodo e do Deuteronômio: a ideia de que somos todos coletivamente responsáveis uns pelos outros, e de que essa responsabilidade não recai apenas sobre o chefe de Estado. Essa é uma ideia especificamente judaica, que não se encontra, por exemplo, em Platão, Aristóteles ou Hobbes. O judaísmo, então, teve uma grande importância para a cultura ocidental. Os Estados Unidos mantêm esse legado, do qual a Europa está se afastando.

Por que a Europa estaria mais distante do judaísmo?

A Europa hoje é muito se­cular. A cultura europeia está perden­do sua porção de Jerusalém e se apro­ximando mais da herança grega. Práti­cas como aborto e eutanásia eram co­muns na Grécia antiga e agora estão de volta na Europa. A ideia de que a vida é sagrada é, afinal, muito religiosa. Já nos Estados Unidos há uma divisão: as elites litorâneas tendem a ser mais gre­gas, enquanto o interior do país seria mais judaico.

O senhor diz que Jerusalém é a cultura da esperança, e Atenas, a cultura da tra­gédia. Não há, portanto, tragédia na Bí­blia hebraica?

Não existe “tragédia” em hebraico antigo. A palavra empregada hoje em Israel é importada do grego. A tragédia está fundada na ideia grega de que existe um destino, a Moira, e que aquilo que o Oráculo de Delfos predis­ser acontecerá, não importa quanto você tente evitá-lo. Se o decreto foi baixado, tudo o que se tentar para anu­lá-lo terminará em tragédia. No judaís­mo, porém, dizemos que arrependi­mento, oração e caridade revogam qualquer decreto.

O senhor é critico do que vê como relati­vismo moral da Europa. Como define o relativismo?

É a crença de que não exis­te ordem moral objetiva, de que a mo­ralidade é o que decidimos fazer dela. A Bíblia tem um modo de defini-la, na última frase de Juízes: “Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.” É o abandono de um código compartilhado de valores, que é o que liga uma pessoa à outra. Em uma so­ciedade moralmente relativista, por­tanto, os relacionamentos não se sus­tentam: as pessoas não se casam, ou, se chegam a se casar, a união não dura. Elas não têm um relacionamento sóli­do com os filhos. Banqueiros e finan­cistas não veem razão para renunciar aos salários mais exorbitantes e traba­lhar para o bem comum. A sociedade, aos poucos, começa a se dissolver, e o primeiro sinal disso é a dissolução da família. Na Inglaterra, hoje, 50% das crianças nascem fora do casamento. Muitas estão em situação de desvanta­gem. As crianças pagam o preço da nossa perda de um sentido de lealdade e responsabilidade.

A propósito, qual é a posição judaica sobre o casamento [sic] entre pessoas do mes­mo sexo?

Nossa posição é muito pare­cida com a católica: a Bíblia proíbe o casamento entre pessoas do mesmo se­xo. Portanto, não podemos admiti-lo. Ao mesmo tempo, reconheço que, ten­do membros gays em nossa comunida­de, preciso dar auxilio pastoral a eles, mesmo quando casais. Eles me procu­ram sabendo dos limites das minhas crenças, dizendo: “Sabemos que você não pode abençoar nosso casamento, mas precisamos de sua ajuda.” Eu tento ajudar. Todos os anos, no dia interna­cional da Memória do Holocausto, 27 de janeiro, lembro a todos que os homossexuais também foram mandados para os campos de concentração. E importante recordar esse fato.

Qual é sua posição sobre o chamado “novo ateísmo” de autores como o biólo­go Richard Dawkins e o filósofo Sam Nar­ris?

Conheci ateus muito mais qualifi­cados. (O filósofo) Bernard Williams, que foi meu professor, era um ateu que sabia do que falava. Nenhum dos no­vos ateus chega perto de um Russell, de um Hume, de um Nietzsche. Os ateus contemporâneos são levados a sério, mas não são sérios.

No entanto, o senhor participou de deba­tes públicos com Dawkins. Isso não é le­vá-lo a sério?

Ele é um cientista sério, mas não um ateu sério. Eu tenho for­mação em filosofia, ele não. Tive dois debates com ele. Em um, Dawkins leu o texto de uma carta que ele escreveu à filha quando ela tinha 10 anos. Dizia, entre outras coisas, que ela não acei­tasse nada sem provas. Deixei passar uns dez minutos na conversa e pergun­tei: “Richard, você é um otimista?” Ele respondeu: “É claro que sim.” De­volvi: “Mas, Richard, onde estão as provas para isso?” Muitas coisas em que acreditamos sem base em provas não são triviais. Mas tratei Richard Dawkins como um amigo. No judaís­mo, estamos acostumados à discussão. Somos uma religião de debatedores. Só porque discutimos não quer dizer que não possamos ser amigos. [...]

A oração funciona até para quem não acredita?

Sim. A oração é a nossa conexão bluetooth com Deus. Funciona, pois Ele está sempre pensando em nós, e nós, mesmo que inconscientemente, estamos sempre pensando nEle. [...]

Fonte: Criacionismo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

A hipótese da evolução é aceita pela maioria dos cientistas por ser provável ou ... ???


Sabe o porquê? Vou lhe explicar, porque sou cientista há muitos anos e conheço bem a questão... A ciência hoje é megafragmentada. Ninguém entende bem toda uma área. Ninguém sabe Química em toda a sua “vastidão”. Ninguém entende bem biologia em sua abrangência toda. E como a evolução é um processo que, para entendê-lo, você precisa saber Química, Bioquímica, Genética, Biologia, e até Matemática, para fazer as contas de probabilidade, e Computação, para entender as estratégias do código, e um pouco mais ainda de quase tudo em ciência, ninguém entende bem a evolução. E aí tem um monte de cientistas com “c” que se acha, e se achando diz que a evolução – que eles conhecem muito bem, obrigado – tá mais “provada” que a gravidade, e como ninguém tem coragem de falar o contrário, pois não tem conhecimento suficiente para perceber as falhas da argumentação, e se percebe não tem coragem de confrontar, pois a tarefa é com certeza tremenda, pois além de requerer muito conhecimento você vai ter que enfrentar toda uma legião de “discípulos”, de “inquisidores seculares”, os “bulldogs de Darwin”, os meus colegas fazem então, infelizmente, coro com a blablação da evolução. Meio sem escolha todos vão no embalo e se juntam ao bloco.

Mas quando alguém que sabe um pouco de Química e Bioquímica, e Genética, e Matemática, como eu sei um pouco, decide se aprofundar ao máximo no assunto, e se dedica com afinco a entender a “coisa horrorosa” em nível molecular, que vai a fundo e investiga o DNA e os diversos códigos da Vida, e decide não aceitar provas a la bico de passarinho, mas estuda o que o fez o bico mudar -genética e bioquimicamente - descobre o quê? Que a evolução é uma farsa científica monstruosa que se perpetua na Ciência e é “aceita” por boa parcela dos cientistas por conta não de suas evidências científicas, mas da ignorância da maioria dos cientistas quanto à própria teoria, e à incapacidade desses cientistas de entender as falácias da evolução, e a confiança então que depositam em seus “colegas”, que lhes afirmam ser a “defunta” verdade absoluta, provada por uma “avalanche de dados”...

Evolução, ópio da ciência, trevas da ignorância, que só sobrevive pela força de um paradigma imenso, mas falido! Pela propaganda dos “bispos de Darwin”. Pela exclusão da concorrência com definições espúrias do que é e não é ciência, pela difamação - e não refutação - de teorias concorrentes.


Fonte: Criacionismo.

O Deus Criador e a Homoquiralidade - por Marcos N. Eberlin


Marcos N. Eberlin é, desde 1982, professor doutor titular da Universidade Estadual de Campinas. Realizou pós-doutorado na Purdue University, Estados Unidos, e orientou diversos mestres, doutores e pós-doutores. Entre as pesquisas realizadas por seu grupo, destacam-se os estudos de reatividade de íons na fase gasosa, que levaram à descoberta de vários novos íons e novas reações com diferentes aplicações analíticas e sintéticas. Uma dessas reações hoje leva seu nome: Reação de Eberlin.

Membro da Academia Brasileira de Ciências, o Dr. Eberlin é comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e autor de mais de 300 artigos científicos com mais de três mil citações.

Nascido em Campinas, SP, é casado com Elisabeth Eberlin e tem duas filhas: Thaís e Lívia.

Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, o Dr. Eberlin, que é batista, fala de suas pesquisas e de sua fé no Criador.

Ao recomendar um livro criacionista, o senhor escreveu: “Como químico, percebo a assinatura do Criador em tudo, nos átomos e nas moléculas, na periodicidade dos elementos, na singularidade da água e do carbono, nos aminoácidos, proteínas e enzimas, nas máquinas moleculares e na obra-prima maior, a molécula de DNA.” Poderia falar um pouco sobre como cada um desses detalhes corresponde à “assinatura de Deus”?

A vida, quando observada “mais de longe”, superficialmente, já se mostra extremamente bela, complexa, simétrica, sincronizada, uma obra de arte, um esplendor absoluto. Veja as flores, os pássaros, a Lua e as estrelas, o homem e os animais, um espetáculo indefinível que nos apresenta, através da criação, um pouco de beleza, inteligência, engenhosidade; atributos inigualáveis de nosso Deus. Mas como cientista e mais particularmente como químico, tenho a oportunidade de observar a obra de Deus de um ponto de vista mais próximo, mais detalhado, em nível molecular. 

Como químico, estudo a arquitetura da matéria, como foram formados os átomos, as moléculas, quais são as leis que regem o mundo atômico e molecular e suas transformações. Percebo, então, em uma dimensão atômica e molecular, como Deus é realmente um Ser de suprema inteligência e elegância, o Arquiteto, o Artista sem-par. Nessa dimensão, percebo uma riqueza extraordinária de detalhes, uma arquitetura constituída das mais diferentes formas geométricas, lindas, harmônicas, periódicas, perfeitas. Como a água, com sua estrutura angular simples, mas única, que rege suas propriedades também únicas, impressionantes, e que forma lindos cristais de gelo, de um designsem igual. 

Veja os átomos e o balé sincronizado de seus elétrons em orbitais. As proteínas, outro espetáculo, uma arquitetura química tridimensional e com pontos de encaixe engenhosamente posicionados que confere a essas moléculas propriedades diversas, uma eficiência extraordinária como aceleradores de reações jamais igualada por qualquer outra espécie química. Beleza, simetria, design, engenhosidade, sincronismo, ordem, linguagem e periodicidade, quantização, tridimensionalidade – são assinaturas inquestionáveis de um Deus em tudo absolutamente espetacular! Evidências que nos tornam a todos, cientistas ou não, inescusáveis. 

É um delírio duvidar desse Deus e questionar Sua existência. É um devaneio não admitir Sua majestade; uma insanidade zombar de Seu poder e glória. 

O senhor e sua equipe do Laboratório Thomson, do Instituto de Química da Unicamp, têm se destacado por suas pesquisas sobre homoquiralidade. Do que se trata isso?

Algumas moléculas, como os aminoácidos e os açúcares, que são constituintes básicos de todos os seres vivos, podem se apresentar na forma de isômeros chamados de isômeros óticos ou enantiômeros. Esses isômeros diferem apenas pelo posicionamento de seus átomos em um espaço tridimensional (um Deus trino e um espaço tridimensional!). Em um desses isômeros, por exemplo, um átomo X está à direita e outro átomo Y à esquerda. No outro isômero, as posições estão trocadas, invertidas. Essas moléculas são “quase” idênticas, e pela lei das probabilidades em um sistema não controlado, teriam a mesma chance de se formar em uma reação química. Mas, por decisão do Criador, que em nós quis adicionar uma “assinatura química” que autenticaria Sua obra, todos os aminoácidos do corpo humano são de um único tipo, do tipo L, sem exceção, e 100% puros. E, para confundir ainda mais os “sábios deste mundo”, todos os açúcares também são de um único tipo, sem exceção, mas do tipo oposto, ou seja, D. Somos, portanto, seres únicos, enantiomericamente puros, homoquirais! Escolhidos pelo nosso Criador a dedo, entre alternativas muito mais prováveis, mas menos interessantes, para assim sermos. Entre a possibilidade maior, a possibilidade caótica de sermos metade L e metade D (racêmicos), ou entre as quatro improváveis LL, DD, LD ou DL, Ele escolheu que seríamos todos LD, e 100%! Pelo poder de Sua Palavra! Um enigma e tanto que estonteia os naturalistas e que cala os céticos!

Por que o senhor vê, especialmente nas moléculas quirais, as digitais do Criador? 

Em todas as moléculas vemos “a mão e a mente” de nosso Criador. Mas as moléculas quirais são especiais, pois o acaso, o tempo, o caos, os “deuses naturalistas” nenhuma possibilidade teriam de criar seres 100% puros, homoquirais, especificamente seres exclusivamente LD. Os seres criados pelos “deuses naturalistas” seriam, no máximo, racêmicos (misturas 1:1 de L e D), ou talvez um pouquinho mais pra L ou mais pra D, ou misturas de LD e LL. Mas 100% LD, para todos os aminoácidos e açúcares? Por isso, sabemos que não há no Céu e não há na Terra Deus como o Senhor! 

Quando Charles Darwin elaborou e publicou sua teoria, a bioquímica ainda ensaiava seus primeiros passos, já que a descoberta da primeira enzima ocorreu em 1833. De lá para cá, tanto a bioquímica quanto a biologia molecular se desenvolveram muito e foram feitas descobertas que mostraram que a vida é muito mais complexa do que Darwin poderia sequer supor. Em sua opinião, por que, a despeito disso, a idéia da origem espontânea da vida ainda persiste?

Na época de Darwin, o “equipamento científico” mais utilizado era a cadeira de balanço, onde Darwin e outros pensadores e filósofos elaboraram as teorias naturalistas sobre a origem da vida. Porém, o trabalho árduo e sério de muitos cientistas utilizando métodos modernos, equipamentos científicos cada vez mais poderosos, desvendou uma vida muitíssimas e muitíssimas vezes mais complexa, organizada, sincronizada e elaborada do que os “vaivéns” das cadeiras de balanço ou as viagens de barco poderiam revelar. Mas a evolução foi contada com tanto entusiasmo por mais de 150 anos, foi pregada com tanto fervor, foi catequizada com tanta veemência, está estampada e detalhada em tantos livros científicos com tanta pompa, deu tantos prêmios a tantos, serviu de alívio a tantos que tentam escapar da iminência de um encontro face a face com Deus, foi apregoada por céus e mares como cientificamente provada em todos os seus aspectos, foi apresentada como a verdade mais cristalina frente à ignorância dos religiosos, foi adotada como o evangelho-mor dos naturalistas, está permeada em tantos conceitos e projetos científicos, que seria uma catástrofe sem precedência na história científica admitir sua falha, sua total inconsistência frente à química e a bioquímica modernas. Mas, quando a caixa preta de Darwin foi aberta, quando foram desvendados os segredos da máquina mais complexa e espetacular deste planeta (a célula), a verdade foi, pouco a pouco, sendo revelada. 

Deus “deu corda”, mas hoje Ele está dirigindo o processo de desmontagem do castelo naturalista, imenso, gigante, monstruoso, mas que precisa e vai cair. 

Por que o senhor acha que teorias como a panspermia cósmica (origem espacial) têm conquistado espaço no meio científico, a despeito de todas as improbabilidades com que elas têm que lidar?

Qualquer explicação para a vida e o Universo que não inclua a intervenção de nosso Criador, de Deus, será assim mesmo um delírio. Mesmo assim, homens acreditarão nelas e com elas se embriagarão, pois muitos se recusam a admitir que Ele existe e que comanda o Universo. 

O senhor declarou a um jornal que sua grande motivação para fazer ciência é entender como Deus cria as coisas, usando as próprias leis da química e da física. Esse tipo de postura não lhe causa problemas no meio acadêmico? Como seus colegas cientistas encaram sua postura religiosa?

Até hoje não tem causado, não. Deus tem me livrado pela Sua misericórdia e poder. Ao contrário, tenho tido o privilégio único de fazer amigos que, apesar de se declararem ateus ou descrentes, têm com sinceridade encontrado em mim uma voz com um discurso diferente, um discurso de esperança, um discurso de alegria, de reconciliação, que fala do amor sublime do Criador Supremo pelos Seus filhos, que mostra nossa importância como seres criados à semelhança de Deus, para Seu louvor e glória; seres com propósito, com destino, um destino de glória e honra, ao lado dEle. 

É possível harmonizar ciência e religião? Como cada uma delas pode contribuir na busca da verdade?

Sem dúvida. A ciência é uma dádiva de Deus. Ela existe para minimizar os males causados pela queda do homem, e que se agravam a cada dia. A ciência pura e verdadeira deve ser exercida para o bem do homem e a preservação da obra de nosso Criador. Deve ser usada também para que o homem, imagem e semelhança de Deus, tenha a oportunidade de criar, de influenciar, de mudar um pouco o curso deste mundo. A ciência mostra que Deus existe, mas as religiões nos apresentam formas de nos relacionarmos com deuses ou com o Deus verdadeiro. Cabe a nós, cientistas, remover da ciência a religião naturalista que dela se apoderou e exercer uma ciência desvinculada de amarras religiosas de qualquer tipo. E cabe aos religiosos a busca pelo Deus verdadeiro e a observância de Seus mandamentos. 

Por que o naturalismo filosófico tem tanta força no meio científico hoje, quando sabemos que os fundadores do método científico tiveram boa convivência com a fé?

Em determinado momento do desenvolvimento da ciência, baseado em informações imprecisas e incompletas, percebeu-se que a ciência poderia ser o berço do nascimento de uma religião conhecida hoje como naturalismo. Essa “religião” prega que a vida é obra de um “deus trino” (o acaso, o tempo e as mutações) e teve sua gênese em uma explosão cósmica, o Big Bang. Infelizmente, isso ocorreu de uma forma intensa, e muitos têm se convertido a essa crença. Mas Deus, que até hoje “deu corda”, que com ela confundiu os sábios deste mundo, Se cansou dessa situação e está revertendo tudo e restabelecendo a verdade, livrando a ciência ¬– que tanto bem tem trazido a todos nós – desse empecilho que prejudica um avanço científico ainda maior.

A controvérsia entre criacionismo e evolucionismo está crescendo e ganhando cada vez mais espaço na mídia. A que o senhor atribui essa tendência e onde isso vai parar?

Deus, que por 150 anos “deu corda”, resolveu dar um basta! O vento está soprando, e o castelo de areia naturalista vai cair.

Fonte: Criacionismo.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Judeus babilonizados!

Em janeiro de 2008, a arqueóloga Eilat Mazar, da Hebrew University, em Jerusalém, anunciou a descoberta de mais um objeto envolvendo personagens bíblicos. Trata-se de um anel ou sinete utilizado pela família Temech ou Tama. Se você conhece um pouco da história bíblica deve se lembrar de alguns personagens que receberam um sinete em momentos importantes, como José, no Egito, e o filho pródigo, quando encontrou o pai. Diversos sinetes de personagens bíblicos foram encontrados nas últimas três décadas. A família Tama é mencionada no livro de Neemias, capítulo 7, verso 55. Mas quem eram eles? Qual a importância deles para a história bíblica? O texto abaixo procura responder essas perguntas.

De acordo com o mesmo livro de Neemias, no capítulo 7, verso 6, eles faziam parte do grupo de judeus que estava voltando da cidade de Babilônia, onde eles haviam ficado por 70 anos. Lá, o antigo povo de Deus teve contato com uma cultura totalmente diferente daquela que lemos nas Escrituras. Ao invés de adorarem ao Criador, Babel estava impregnada de adoração a criaturas. 

No sinete dessa família, que estava deixando Babilônia e retornando para Jerusalém, duas pessoas estão diante de um altar com as mãos erguidas, um costume comum para expressar reverência, no Antigo Oriente Médio. Acima deles pode se ver o que está sendo adorado: o deus babilônico Sin, o deus lua, filho dos deuses Enlil e Ninlil, de acordo com a mitologia mesopotâmica. Há algumas evidências que sugerem um reavivamento do culto ao deus Sin, em Babilônia, no período em que os judeus estiveram lá.

Há uma poderosa lição para cada um de nós nesse achado arqueológico. Este mundo, que se parece muito com uma Babilônia moderna, oferece constantemente uma vida de pecado e desobediência a Deus e à Sua Palavra. Somos "judeus" saindo deste antro de perdição e indo para a Nova Jerusalém, o local que Deus preparou para Seus filhos. E, assim como os membros da família Tama, queremos ir para Jerusalém com hábitos contrários ao caráter de Deus! Soa irônico.

Creio que o conselho do autor de Hebreus seja válido nesta hora: "Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta" (Hebreus 12:1). Que você e eu não sejamos membros da família Tama, no dia do encontro com Cristo.

Fonte: Outra Leitura.

sábado, 26 de outubro de 2013

Carlos Orsi e mais uma ficção científica: Evolução das espécies!

Está em andamento, aqui no Brasil, mais uma tentativa de dar um verniz de respeitabilidade científica ao velho criacionismo, a ideia de que os seres vivos da Terra não evoluíram de forma natural, mas foram magicamente criados pelo Deus judaico-cristão-islâmico. Nas redes sociais, volta e meia pipocam convites para eventos, em escolas e universidades, com palestrantes comprometidos com a tese. Para evitar confronto direto, no caso de instituições públicas, com as leis que proíbem o uso de recursos do Estado para a promoção de ideias religiosas – e, também, para mais facilmente seduzir os incautos – os organizadores costumam evitar menções explícitas ao criacionismo, a Deus ou à religião em seu material de divulgação, mas as entrelinhas sempre revelam o verdadeiro objetivo: promover o ideário criacionista como uma “alternativa científica” à Teoria da Evolução.

Em termos espirituais, é claro que cada um é livre para crer no que quiser. Mas quando ideias religiosas tentam se passar por ciência, um pouco de ceticismo vem a calhar. Em ciência, uma “teoria” é um conjunto articulado de explicações bem testadas que dá conta de uma ampla série de fenômenos. Por exemplo, a Teoria da Relatividade Geral explica coisas como o movimento dos planetas em torno do Sol e a expansão do universo.

No parágrafo acima, é importante dar ênfase especial à expressão “bem testadas”: toda teoria nasce como hipótese – uma proposta de explicação para algum fato conhecido – e se consolida à medida que permite entender coisas que, para as hipóteses concorrentes, são mistérios; e também à medida que faz previsões que se confirmam.

A Evolução das Espécies é um caso clássico de teoria bem consolidada: ela não só dá conta dos fatos tal como eram conhecidos no tempo de seus autores, Darwin e Wallace – por exemplo, a adaptação das espécies a seus ambientes – como ainda permitiu entender fenômenos sem explicação clara naquela época, como extinções. E previu, certeira, não só que a Terra deveria ser muito mais velha do que se imaginava no século 19, como também que todos os seres vivos têm um ancestral comum, algo magistralmente confirmado mais de cem anos depois, graças aos avanços da biologia molecular no século 20.

Em comparação, o criacionismo, quaisquer que sejam seus méritos como doutrina religiosa, funciona muito mal como hipótese científica: ou ele não prevê nada (afinal, supõe-se que Deus pode fazer o que quiser do jeito que quiser, enquanto que a ciência, para prever,pressupõe causas naturais amarradas por leis e limitações) ou só faz previsões fracassadas (como a de que a Terra teria surgido há poucos milhares de anos).

A vacuidade científica da tese criacionista leva seus cultores a atacar a evolução. É uma manobra típica de quem, sabendo que não tem nada a oferecer, tenta dar a impressão de que o adversário também é vazio, estabelecendo, assim, uma falsa equivalência.

Mas a evolução não é uma hipótese vazia: é uma teoria bem consolidada, que sobreviveu a inúmeros testes e que, se estivesse errada, teria sido desmentida, nos últimos 150 anos, pela geologia, pelo registro fóssil, pela biologia molecular. Só que não foi.

Fonte: Carlos Orsi, Galileu.

Nota: Carlos Orsi é conhecido entre os leitores de ficção científica (lembro-me dele dos tempos da Isaac Asimov Magazine) e contos de terror. Os anos se passaram e, pelo jeito, ele continua ligado à ficção – o texto acima parece exatamente isto: uma peça de ficção científica. É impressionante como, em tão poucos parágrafos, ele consegue escrever tantas impropriedades e reforçar estereótipos repetidos ad nauseam pelos evolucionistas mal informados. Vamos por partes:

1. Dizer que o Universo e a vida teriam surgido de forma “natural” (informação a partir do nada, vida da não vida, matéria da ausência de matéria, etc.) não equivale a dizer que tudo surgiu de forma “mágica”? Sinceramente, não vejo diferença.

2. Orsi pinta um quadro sombrio (ao estilo “terror”) dos criacionistas, como “agentes obscuros” defensores de ideias medievais e que procuram se infiltrar aqui e ali para disseminar suas crendices e fazer discípulos. Sinceramente, não me vejo dessa maneira (será que sou tão míope a ponto de não perceber?). Orsi caricaturiza os criacionistas e, mesmo que um ou outro por aí seja meio “doido” (e “doidos” há em todos os lugares, sob todas as “bandeiras”), ele erra ao tomar o todo pela parte. Os criacionistas que eu conheço e com os quais convivo são amantes da ciência, do conhecimento e da verdade. Tudo o que querem é ser respeitados, não a despeito de suas crenças, mas exatamente porque creem de forma racional e razoável, e essa sua subjetividade não os impede de fazer boa ciência, muito pelo contrário, os motiva – como aconteceu com os “pais da ciência” Newton, Galileu, Copérnico e outros.

3. Os criacionistas não estão preocupados em “promover o ideário criacionista como uma ‘alternativa científica’ à Teoria da Evolução”. Isso não existe. Já disse aqui e repito: a Sociedade Criacionista Brasileira não defende que se ensine criacionismo nas escolas públicas. Por quê? Porque dificilmente se poderiam conseguir professores capacitados a expor devidamente (e equilibradamente) as ideias dos dois modelos, e porque o criacionismo é um modelo científico-teológico (se posso dizer assim), portanto, não adequado para ser ensinado em escolas laicas. O que se deseja é que o evolucionismo seja ensinado de forma crítica e não como uma verdade incontestável, como vem sendo apresentado a alunos incapazes ainda de enxergar a realidade por si mesmos.

4. Orsi diz que, “quando ideias religiosas tentam se passar por ciência, um pouco de ceticismo vem a calhar”. Um pouco de ceticismo sempre vem a calhar, até mesmo – e principalmente – quando alguém tenta dizer que uma coisa é de um jeito que não é. Não conheço nenhum criacionista bem esclarecido que confunda ciência com “ideias religiosas”. Conheço, sim, muitos evolucionistas – como Orsi – que confundem ciência com cientificismo e com naturalismo filosófico. É com esse tipo de confusão que surgem as “peças de ficção científica”. O naturalismo é uma cosmovisão que não pode ser submetida ao método científico, no entanto, os evolucionistas (especialmente os ateus) a priori a abraçam avidamente como se fosse a única “explicação” possível para a origem de tudo.

5. O ficcionista explica que teoria “é um conjunto articulado de explicações bem testadas que dá conta de uma ampla série de fenômenos”, e então menciona a Teoria da Relatividade Geral (curiosamente, ele não mencionou a gravidade, como é mais comum), que explica coisas como o movimento dos planetas em torno do Sol. Ok, mas o que isso tem a ver com o conceito de macroevolução? O movimento dos planetas nós podemos observar todos os dias,in loco (pois moramos no sistema solar), mas e a origem da vida? E o processo de “transformação” de uma barbatana em pata ou do surgimento de novos órgãos complexos, cujo processo nem consta no registro fóssil? Comparar a Relatividade Geral e a gravidade com a macroevolução é um absurdo total; é mais “forçação de barra” do que muitas ficções por aí.

6. Num único parágrafo, Orsi transita de um conceito a outro, numa confusão típica entre evolucionistas (por má intenção ou desconhecimento?). Ele diz que “a Evolução das Espécies é um caso clássico de teoria bem consolidada”, depois menciona “a adaptação das espécies a seus ambientes” e o “fato” de “que todos os seres vivos têm um ancestral comum”. É mais uma evidência de que o termo “evolução” pode ser usado a torto e a direito, dependendo do interesse de seu usuário. Quando fala em “evolução das espécies”, Orsi não esclarece a que está se referindo. Depois ele muda o discurso para tratar especificamente da diversificação de baixo nível (chamada por alguns de “microevolução”), sim, porque “adaptação das espécies a seus ambientes” se trata exatamente disso. E todo mundo sabe (ou deveria saber, se os evolucionistas deixassem) que adaptações (assim como mutações) não “criam” informação necessária para que houvesse o surgimento de novos planos corporais e/ou órgãos complexos. Adaptações são apenas isto: adaptações. Em seguida, o ficcionista muda de novo o discurso para transformar a palavra “evolução” em macroevolução, ao dizer que “todos os seres vivos têm um ancestral comum”. Cadê as provas disso? Aliás, novas pesquisas parecem mostrar que a realidade é bem outra (confira).

7. Ao contrário do que Orsi quer, “os avanços da biologia molecular no século 20” têm é mostrado que a ideia de complexidade irredutível de Behe é fato, e que se Darwin dispusesse dos equipamentos (como o microscópio) e dos conhecimentos de hoje, talvez a história de sua teoria fosse outra.

8. Orsi diz que o criacionismo ou não prevê nada ou só faz previsões fracassadas. Falso. Os criacionistas previram que o registro fóssil apresentaria lacunas e não transições graduais às milhares. Confirmado. Previram que os organismos do passado seriam maiores, mais fortes e complexos que seus descendentes. Confirmado. Previram que quanto mais a ciência avançasse, mais se perceberia que a complexidade da vida aponta para um designinteligente. Confirmado (a menos que se neguem os fatos). Previram que seriam encontradas evidências de uma grande catástrofe hídrica que extinguiu quase que completamente as formas de vida do mundo de então (incluindo aí os dinossauros). Confirmado. Etc. Etc.

9. Muito mais poderia ser dito sobre esse “conto” de Orsi, mas concluo com esta pérola dele: “A vacuidade científica da tese criacionista leva seus cultores a atacar a evolução.” Negativo. O que leva a maioria dos criacionistas (pelo menos os que eu conheço) a “atacar” a evolução é a doutrinação materialista que procura forçar os estudantes a aceitar um pacote ideológico (filosófico) como se fosse ciência empírica. O que leva os criacionistas a “atacar” a evolução é o desejo de que se compreenda o que é ciência e o que é naturalismo filosófico; que se perceba que há um grupo de ateus tentando usar essa “teoria” como alavanca para mover Deus para o lado e defender sua descrença; que se evidencie o fato de que o evolucionismo se transformou numa verdadeira religião e que seus defensores são tão fanáticos quanto o estereótipo de criacionista que eles criaram.

De qualquer forma, é bom saber que a revista Galileu agora também publica contos de ficção científica travestidos de ciência. Não faltava mais nada mesmo... (Michelson Borges)

sábado, 28 de setembro de 2013

Foi a teoria da evolução a base ideológica para o Holocausto?

Charles Darwin e os seus discípulos não só eram pseudo-cientistas como eram racistas radicais e fanáticos. Ernst Haeckel, biólogo Alemão e contemporâneo de Darwin, estabeleceu as bases sobre as quais o racismo e o imperialismo assentou, resultando no regime nacional-socialista de Hitler. Edward Simon, a biólogo Judeu da Universidade de Purdue
Não alego que Darwin e a sua teoria da evolução causaram o Holocausto  mas não posso negar que a teoria da evolução, e o ateísmo que a mesma gerou, levaram ao clima moral que tornou possível o Holocausto.
Seria interessante saber que tipo de “clima” os estudantes das escolas públicas enfrentam actualmente à medida que eles são ensinados que vieram (evoluíram) dum animal, e que a sua vida não tem qualquet tipo de propósito. Será que o incrível número de mortes e problemas sociais actuais são o resultado do Darwinismo? Estou convencido que sim, visto que se alguém acredita que a vida não tem qualquer tipo de propósito, e que o homem se originou num animal, então a dignidade, a bondade, a honestidade, a fidelidade e a justiça não têm qualquer tipo de relevância ou importância.
Sir Arthur Keith, um evolucionista bem conhecido,
O que nós vemos é Hitler profundamente convencido de que a evolução gera a única base real para a política nacional. A forma que ele encontrou para assegurar os destinos da sua raça foi uma matança organizada que inundou a Europa com sangue.
A irracional, anti-bíblica e não-científica filosofia de Darwin e dos seus colegas estabeleceu a base para centenas de anos de ódio, barbarismo e descrença, algo que vai impactar milhões de vidas inocentes. Se Darwin estivesse vivo nos dias de hoje, ele seria vaiado para fora da comunidade científica porque não era um cientista qualificado, e também devido à sua chocante visão dos Negros. Darwin era de opinião de que, em termos evolutivos, os Negros estavam mais próximos dos “antepassados macacos” do que da raça Branca. Seria interessante saber o que os líderes Negros esquerdistas, sempre muito vocais contra o racismo (real ou não) pensam disto.
O discípulo de Darwin T. H. Huxley escreveu:
Pode ser bem verdade que alguns Negros sejam melhores que alguns Brancos, mas nenhum homem racional, conhecedor dos factos, acredita que o Negro comum é igual ou ainda superior ao Branco comum. . . . . O lugar mais elevado da hierarquia civilizacional não se encontrará certamente ao alcance dos nossos primos mais escuros.
Como é que a “National Association for the Advancement of Colored People” receberia o termo “Primos Escuros”?
Mas as coisas só pioram: Henry Osborne, que foi um professor de Biologia e Zoologia na “Columbia University”, afirmou que os Negros se encontravam bem mais atrás na escada evolutiva (mais perto dos macacos) do que os Brancos, e que “o padrão de inteligência do Negro adulto comum era semelhante ao duma criança Homo Sapiens de 11 anos.” Ou seja, os Negros nem humanos são, algo que o mais fervoroso membro do KKK não defende. Edwin Conklin, professor de Biologia na “Princeton University” e presidente da “American Association for the Advancement of Science”, afirmou que os Negros ainda não haviam evoluído tanto como o Brancos, e que “Todas as considerações deveriam levar aqueles que defendem a superioridade da raça branca a lutar para preservar a sua pureza, e estabelecer (e manter) a segregação das raças, uma vez que quanto mais ela for mantida, maior será a preponderância da raça branca." Os maiores odiadores dos últimos 100 anos eram evolucionistas. Homens como Nietzsche (que frequentemente dizia que Deus estava Morto, apelou para reprodução da raça superior e para a aniquilação dos desajustados) Hitler, Mussolini, Marx, Engels, e Stalin eram todos evolucionistas, e todos eles foram responsáveis pela matança de milhões de pessoas, e responsáveis pela destruição da liberdade um pouco por todo o mundo. É incrível como tantos esquerdistas, radicais, fascistas, comunistas e os facilmente impressionáveis adora no santuário de Darwin.
Conclusão: Respondendo à pergunta que serve de título ao posto, sim, as bases do racismo moderno, do ódio e da violência levada a cabo nos últimos encontram-se no ensino da teoria da evolução.
Fonte: Darwinismo.

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