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sábado, 28 de março de 2015

Posso até ficar cego, mas Deus vê e cuida! (#HistóriasPraMudarSuaHistória)

Meu nome é Victor Vergara. Eu nasci em uma família muito pobre numa pequena cidade ao norte de Medelín, na Colômbia. Nossa pobreza esculpia uma vida muito difícil para nós. Nossa cidade não possui abastecimento adequado de água, nem eletricidade, nem telefone. Nossas casas são feitas de barro prensado sobre varas de bambu, pois não temos outros materiais de construção. Quando viajantes passam por lá eles se perguntam como conseguimos sobreviver! Todo mundo olha com fome. Nossos cães são apenas pele e ossos. Minha aldeia conhece apenas a fome, o trabalho duro e a doença.

Quando eu era pequeno, meus pais me deixavam brincar nas colinas ao redor de nossa casa. Mas, quando completei 11 anos comecei a ajudar no trabalho da família. Colhemos batatas doce e plantamos um tipo de bananeira. Eu também arrebanhava vacas.

Alguns anos atrás, uma doença se espalhou por toda a nossa vila. A doença era tão contagiante que os médicos não vieram nos tratar. Fiquei doente, mas me recuperei. No entanto, notei uma mudança na minha visão - tudo parecia amarelo; em seguida tudo ficou embaçado. Finalmente, eu perdi minha visão completamente.

Os sons se tornaram minha maneira de "ver". Eu escutava a televisão movida a bateria do meu tio e aprendi que a vida não era tão difícil em outros lugares. Essa realidade me fazia ainda mais enraivecido! Eu senti pena de mim mesmo e odiava minha vida de angústia e dor.

Felizmente, minha mãe era uma cristã e sua fé era forte. Quando eu gradualmente perdi minha visão, sua fé tornou-se a minha força! Ela me ensinou a confiar em Deus. Aos 15 anos, dois anos depois que fiquei cego, fui batizado numa igreja cristã.

Me matriculei em uma escola para alunos cegos por seis meses e depois voltei para minha escola regular. Por causa da minha cegueira, levei mais tempo para terminar meus estudos, mas eu não desisti.

Durante o verão, eu trabalhei como evangelista de literatura. Meu primo me guiava de porta em porta e eu conversava com as pessoas sobre a esperança que podiam encontrar em Jesus! Escolhi trabalhar nos bairros pobres, porque eu pensei que haveria muitas pessoas que precisavam de Deus e Sua esperança! Eles queriam meus livros e ficavam felizes em saber que eles também estavam me ajudando!


Quando eu era mais novo, eu ficava irritado e amargurado por causa da fome da minha família e da pobreza. E quando fiquei cego, me tornei ainda mais irritado e amargo, sempre perguntando por que todas essas coisas ruins estavam acontecendo comigo! Vários médicos examinaram meus olhos, me submeti a cirurgia; mas eles não puderam restaurar a minha visão. Agora eu vejo pela fé. Quando aprendi a confiar em Deus, eu percebi que Ele não garante uma vida fácil. Mas, Ele promete caminhar conosco durante a nossa vida terrena, e se formos fiéis, Ele garante uma vida eterna!

Várias pessoas já pediram para estudar a Bíblia comigo. Eles querem conhecer Jesus e compartilhar Seu poder, assim como eu! Se me tornei cego para ganhar outros para Jesus Cristo, então eu quero ser um bom exemplo para que outros possam enxergar Jesus através da minha fé!

Fonte: Sabath School Net.
Tradução e alterações a partir do original por Hendrickson Rogers.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

As tragédias em Auschwitz e Santa Maria. Nossos pés e a morte!


Uma curta observação que a Globo, a Record e as demais emissoras possivelmente não fizeram: todas aquelas pessoas foram até a boate Kiss em Santa Maria com seus próprios pés (até onde se sabe!). Na tragédia de Auschwitz não foi assim!

Vamos refletir um pouco sobre nossas escolhas, nossos costumes e compará-los com as escolhas e os costumes de Deus. "JAVÉ Deus diz: “Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos, e eu não ajo como vocês. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os meus pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus" (Is 55:8,9, NTLH). Na tragédia do meu próximo eu encontro uma oportunidade para me examinar, enxergar a minha vida (não conjecturar sobre a vida do meu próximo) e conversar com Jesus, pedir consolo sobre os enlutados e feridos, e rogar a Deus que me tome e aos meus, pois a Bíblia deixa claro que "preciosa é aos olhos de JAVÉ a morte dos seus santos" (Sl 116:15). Ou seja, na jornada de um filho de Deus, a morte não chega a hora que quer, mas no tempo determinado e permitido pelo Senhor da vida! 

Portanto, vamos reconhecer que Jesus é o doador de nossa existência, entregar nossa vida frágil nas mãos toda-poderosas dEle, cumprir os pensamentos e propósitos de Deus e descansar em Sua onipotência. Nenhum filhinho de Jesus morre em vão assim como Ele mesmo não morreu em vão! Mas, posso dizer o mesmo se minha vida não é de Deus (pelo menos não reconheço este fato)? O que dizer se os planos de Deus e os meus planos não são os mesmos? O que esperar se não estou me preparando para encontrar-me com o meu Criador na "breve" volta de Jesus? Meus pés sempre apontam na  direção de onde quero chegar e sempre, sempre ao lado de um par de pés existe um dos donos dos dois únicos destinos possíveis (vida eterna e morte eterna) - Jesus ou Satanás. 

Oxalá os meus e os teus pés estejam ao lado dos pés marcados do Senhor Jesus. Marcados pelo amor. Amor por mim e por ti. Marcados com muita dor, para que não precisássemos passar pela dor da morte eterna. Nossos pés foram dados por Deus. Vamos permitir que eles sejam marcados pelo serviço aos semelhantes, não por tatuagens inúteis. Que nossos pés sigam a estrada que Deus apontar e não a que escolhemos por conta própria! E ao nos depararmos com alguma tragédia, confiantemente teremos a certeza de que Aquele que guiou nossos pés até ali, não permitirá que nossa caminhada no chão da vida tenha sido em vão! "Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus" (Fp 1:6, NTLH). "Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham" (Ap 14:13). Hendrickson Rogers

A tragédia em Santa Maria e a minha reação!


Eu particularmente não vi, mas muitos relataram que alguns evangélicos estavam postando nas redes sociais bobagens sobre a tragédia na boate Kiss de Santa Maria (RS). Uns diziam que se os jovens tivessem na igreja eles estariam vivos. Outros diziam que a tragédia é a manifestação da ira de Deus sobre a sociedade permissiva. É caso para chorar!
Deus sabe o quanto fiquei triste com essa tragédia. Cada rosto despertou em mim um sentimento de luto. Aquele jovem poderia ser um parente meu, quem sabe um irmão ou um primo. Ora, poderia ser um grande amigo ou um colega de faculdade. Números em tragédias são impessoais, mas rostos não! Dei graças a Deus que a minha congregação levantou um clamor pelo consolo das famílias. Infelizmente, em muitas tragédias a igreja esquece de orar, enquanto se apressa em explicar.
…
Se você abriu a boca para falar “se eles tivessem na igreja estariam vivos” lembre, também, os templos sem manutenção provocam acidentes. A maioria de nós congregamos em templos sem nenhuma segurança. Sim, talvez você e eu corramos o mesmo perigo daqueles jovens… Já pensou nisso?
O pecado da moralização Todas as vezes que uso a expressão “eu avisei” ou “bem feito”, logo me sinto em pecado.  Jogar na cara de alguém o erro com certo prazer de “arauto eficaz” é iniquidade. Sim, é transgressão quando você diz “eu avisei” para jogar ao desobediente o seu prazer mórbido no desastre dele. Isso se chama vaidade. É orgulho, o orgulho dos fariseus. É o pecado da moralização.
Vamos falar do pecado alheio? Sim, é claro, mas com dor no coração. Quando Jesus profere um longo discurso sobre os pecados dos fariseus Ele encerra dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” [Mateus 23.37]. Observe bem quanta lamentação, quanta dor no coração de Jesus com a incredulidade de Jerusalém. Se eu falo de pecado sem dor, eu peco. Motivo? Ora, estamos falando de seres humanos dos quais Cristo deu a Sua própria vida.
Portanto, nada dessas lições de moralismo. Sejamos prudentes. Paulo disse a Tito: “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados”. [Tt 2.6 ARF], mas alguns versículos antes ele também exortou: “Ensine os homens mais velhos a serem sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança” [Tt 2.2]. Será sobriedade, sensatez, fé sadia falar “bem feito” para jovens mortos em uma tragédia? Será amor e respeito mostrar o seu poder moralizador no calor da tragédia?
Tragédia não é para moralizar, é para chorar, ajudar. Ah, mas foi juízo divino, diriam alguns. Bom, você sabe? Você conhece todos os caminhos de Deus? O pastor que morre de bala perdida dentro da igreja foi fulminado pelo juízo? Ou você pensa que quando pecas continuamente e nada acontece se isso não é uma forma terrível de juízo divino?
…
Sinceramente, é triste ter que escrever um texto como esse diante de tanta bobagem dita por evangélicos na instrumentalização de uma tragédia. Encerro com as sábias palavras de Jesus:
“Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.Jesus respondeu: “Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”. [Lucas 13.1-5 NVI]

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