sexta-feira, 19 de abril de 2013

Quase tudo sobre o Dilúvio bíblico-histórico - 1ª parte


Introdução Desde a publicação da obra “The Genesis Flood” (O Dilúvio de Gênesis), sobre o dilúvio global, de John C. Withcomb e Henry M. Morris, em 1961, viu-se pela primeira vez após o surgimento do darwinismo, uma possibilidade clara de defender o relato do dilúvio bíblico, com evidências geológicas sólidas. Esta foi uma obra que teve uma influência marcante. Diante de tantas evidências esmagadoras, não há como dizer que não houve um dilúvio em nosso planeta. E por não aceitarem o relato bíblico, críticos, até mesmo no meio científico, a partir do relato mesopotâmico do dilúvio lançaram uma teoria de que o dilúvio bíblico teria sido apenas uma inundação local, na região da Mesopotâmia. Mas tal teoria desaba quando examinamos a fundo TODAS (não apenas algumas) evidências. Os críticos escolheram o relato mesopotâmico apenas por conveniência, pois os antropólogos sabem que existem mais de 270 relatos diferentes acerca do dilúvio espalhados pelo mundo, (e não apenas o bíblico e o mesopotâmico). Além disso, os relatos mesopotâmicos não narram nenhuma 'inundação regional' na Mesopotâmia, mas um dilúvio global, o que faz com que a crítica entre em contradição. A ciência não nos fala sobre Noé e nem sobre sua arca, mas ela fala sobre “o dilúvio e suas conseqüências”. Ela pode apenas mostrar evidências deste evento, e tentar explicar como seria possível a Noé sobreviver a este, com os exemplares das espécies animais. As escrituras falam sobre Noé e relatam alguns detalhes do dilúvio. Por isso, faremos uma abordagem teológica e científica das questões fundamentais sobre o dilúvio.

• Um surpreendente acontecimento tem sido o ressurgimento da interpretação catastrófica na geologia (catastrofismo). Por muito tempo, a principal interpretação geológica fora que os fósseis e as alterações geográficas da Terra haviam sido causadas pelo dilúvio. Mas com o surgimento do darwinismo, os fósseis e as alterações geológicas passaram a ser interpretadas por geólogos modernos como evidências da evolução ao longo milhões de anos.

Com o tempo, porém, mais provas que apoiaram o catastrofismo foram encontradas, e ressurgiu a interpretação geológica catastrófica, de que a Terra passou por uma grande catástrofe, que gerou os fósseis e várias alterações no planeta. Os registros fósseis dão testemunho de um dilúvio Universal e testemunham que a Terra passou por uma grande catástrofe.



Catastrofismo e algumas evidências do dilúvio Um acontecimento como o dilúvio deixaria suas marcas no planeta. Muito daquilo que se chama de 'evidências da evolução', são na verdade, evidências deixadas pelo dilúvio. Os dados geológicos e o registro fóssil são os mesmos para evolucionistas e para criacionistas. Muda-se apenas a interpretação. Para o Criacionismo, os fatos atestam que o dilúvio de Noé teve um forte impacto geológico, deslocando continentes, criando rochas, erodindo e redepositando sedimentos, elevando montanhas e inundando vales. Os vastos depósitos de sedimentos e fósseis, espalhados por toda Terra, desprovidos de evidências concretas de evolução, constituem exatamente o que seria de esperar de um dilúvio global: bilhões de espécies animais sepultados em camadas de rochas. Outra evidência são os fósseis. Fósseis comumente são formados por 'soterramento'; sob condições normais não surgem fósseis. Em condições normais, os organismos apenas se decompõem. O que teria causado a soterração de tão grande massa e número de seres, senão uma grande catástrofe? E é exatamente uma “grande catástrofe geológica” o significado do termo hebraico "Mabbul", que é traduzido por dilúvio. Em TODAS as grandes cadeias de montanhas do mundo existem fósseis de seres marinhos, inclusive, moluscos e conchas do mar, o que evidencia que elas já estiveram debaixo de água. Cerca da metade dos sedimentos sobre os continentes vieram do mar. Por que tanto material marinho se depositou sobre os continentes? Em todo o mundo existem florestas “fossilizadas”, como era de se esperar de um dilúvio global. Algumas destas florestas abrangem áreas enormes, de dezenas e até centenas de quilômetros quadrados. Elas testemunham que houve um sepultamento catastrófico, que fossilizou até florestas.



Não deixa de ser significativo também o fato de que as mais antigas civilizações conhecidas surgiram cerca de trezentos anos após o dilúvio de Noé. Os registros históricos mais antigos que se conhecem têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas. As primeiras civilizações surgiram cronologicamente próximas do dilúvio e também, com nomes e línguas (toponimologia) baseadas nos filhos e netos de Noé. Isto é evidenciado nas línguas e civilizações mais antigas, todas relacionadas aos descendentes de Noé, - como as línguas semíticas, camíticas e jafetitas. Assim sendo, a principal razão pela qual muitos rejeitam o dilúvio, não é por falta de evidências empíricas, mas apenas pela sua adesão aos postulados da geologia uniformitarista, mesmo que as evidências favoreçam ao catastrofismo.



Relatos de povos e culturas diferentes sobre o dilúvio como "UM FATO" histórico Há quem pense que além da Bíblia, o dilúvio é descrito apenas nos contos mesopotâmicos (na “Epopéia de Gilgamés” e na “Epopéia de Athasis”). Estas histórias também falam de um dilúvio global, mas diferem do relato bíblico. Trata-se de um desconhecimento, pois relatos de um dilúvio são encontrados em TODOS os continentes e entre quase todos os povos da Terra, na cultura de diferentes povos, principalmente nas civilizações mais antigas. A existência de histórias sobre o dilúvio, algumas bastante paralelas ao relato bíblico, é impressionante. Em 1963, o arqueólogo americano Howard F. Wos publicou o livro "Gênesis e Arqueologia", onde ele descreve com detalhes estes registros. Até agora, os "antropologistas" já reuniram mais de 270 histórias acerca do dilúvio, que chegam a quase 300 narrativas diferentes do dilúvio vindas de todas as partes do mundo. Esses relatos se referem a um dilúvio destrutivo ocorrendo logo no início de suas respectivas histórias, (em quase todos estes, o dilúvio ocorreu no início destas civilizações). Em cada caso, somente um ou poucos indivíduos foram salvos, e encarregados de repovoar a Terra. Não se pode dizer que o dilúvio foi um mito, enquanto temos o testemunho de mais de 250 povos dizendo que não foi. Isto seria ignorar as evidências. Há relatos do dilúvio em contextos culturais tão diferentes como mexicanos, algonquinos, havaianos, sumerianos, guatemaltecos, Babilônia, Pérsia, Síria, Turquia, Grécia, Roma, Rússia, China, Índia, Ilhas Fiji, os Aborígines na Austrália, algumas civilizações das Américas do Norte, Centro e Sul, e muitos outros povos. Um cientista que tem trabalhado em analisar e comparar estes relatos é o Doutor Henry Morris, do "Institute Research for Creation " (Instituto de Investigação para a Criação) – um instituto científico criacionista dos EUA. Ele diz que embora hajam quase 300 histórias sobre o dilúvio, nenhuma delas contém a beleza, clareza e os detalhes dados na Bíblia. Mas cada uma é significativa para sua própria cultura. E embora existam diferenças comuns entre estas, o Doutor Henry Morris lista várias semelhanças entre estas narrativas e o relato bíblico:

• em cerca de 95 % das narrativas, o dilúvio foi GLOBAL, atingiu o mundo inteiro (apenas 5 % narram um dilúvio local). Entre estas, incluem-se os famosos relatos mesopotâmicos, que também narram um dilúvio de escala global.
• em cerca de 95% dos relatos, o dilúvio não foi apenas uma chuva, foi uma grande catástrofe;
• em cerca de 88%, houve uma família que foi favorecida;
• em cerca de 66%, eles foram avisados;
• em cerca de 66%, o dilúvio foi enviado devido à abominação do homem;
• em cerca de 70 %, sobreviveram por meio de um barco;
• cerca de 67% dos relatos dizem que os animais também foram salvos;
• cerca de 35% dizem que as aves foram soltas, para ver se a superfície estava seca;
• cerca de 13% dizem que os sobreviventes ofereceram sacrifícios após saírem do barco;
• e em cerca de 9%, exatas oito pessoas foram salvas. Mas há aqueles que dizem que apenas um sobreviveu, como a “Epopéia de Gilgamés”, que tem Utnapishtim como o herói sobrevivente do dilúvio. Contudo, na maioria dos relatos o número de sobreviventes é próximo a oito.

Alguns relatos também mencionam o arco-íris, e que repousaram sobre uma montanha, e dali repovoaram a Terra. (+ informações, no site do “Institute for Creation Research” (traduzido))

Definições de Dilúvio A palavra hebraica usada em Gênesis para dilúvio é o termo hebraico "Mabbul", que indica "uma grande catástrofe, uma catástrofe sísmica que causa transformação geológica". A palavra "Dilúvio" vem do termo latim "Diluviu", (que foi usado na Vulgata). O termo latim ‘Diluviu’ significa "uma grande inundação, cataclismo". Já na Septuaginta grega, a expressão hebraica "Mabbul" foi traduzida por "Kataklysmós", (de onde vem a palavra Cataclisma). Kataklysmós significa "catástrofe, efeito sísmico, transformação geológica". Esta é exatamente a mesma definição que o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa dá para a palavra cataclisma: "Transformação brusca e de grande amplitude da crosta terrestre".
Todas essas expressões (kataklysmós, diluviu) têm suas origens na expressão hebraica "Mabbul", que também possui os mesmos significados acima: "Uma catástrofe sísmica que causa transformação geológica".
Portanto, é errado pensar que o Dilúvio se resumiu a uma simples chuva. Ao contrário do que muitos pensam, o dilúvio bíblico não foi apenas uma chuva, e não durou apenas 40 dias. O dilúvio também foi um processo de transformações continentais e alterações geológicas que ocorreram na Terra enquanto Noé esteve na arca.

Tamanho e dimensões da Arca de Noé A arca tinha "300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 côvados de altura". O côvado era a unidade de medida da antiguidade, correspondendo aprox. do cotovelo de um homem até a ponta de seus dedos. Há quem acredite que Moisés tenha usado o côvado egípcio, mas a maioria acredita que ele usou o côvado de seu país, o hebraico. Os hebreus e os egípcios usaram dois tipos de côvados: um maior e outro menor. Dos côvados egípcios, o maior tinha cerca de 52 centímetros e o MENOR, 45 cm. O côvado hebreu MAIOR tinha cerca de 53 centímetros, e o côvado hebreu menor tinha entre 45,7 e 43 centímetros. Com base no 'côvado hebreu menor', a arca teria aproximadamente 135 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e cerca de treze metros de altura, (considerando-o como 45 cm). Considerando o 'côvado hebreu maior', teríamos a arca com dimensões maiores: - cerca de 159 metros de comprimento, 26,5 m de largura e cerca de 15,9 m de altura. As dimensões do côvado hebreu menor, (135 m comprimento x 22,5 m largura x 13 m de altura) se tornaram as 'dimensões padrões' aceita por judeus, cristãos e críticos.

A ARCA NÃO ERA TÃO PEQUENA. Tinha aproximadamente 150x25x15 metros.Ela teria então cerca de 40.500 metros cúbicos. Caberia um prédio de 63 andares dentro dela; e teria capacidade para levar 120 mil animais do tamanho de uma ovelha nela, (e ainda sobraria espaço). Precisamos lembrar também que a palavra hebraica traduzida por "espécie' significa "Tipos básicos". Até poucos séculos atrás, a palavra espécie não tinha o mesmo significado que possui hoje. Lembrando TAMBÉM que, Noé não levaria animais adultos, mas filhotes (e/ou até ovos) consigo dos referentes "tipos básicos" das espécies originalmente criadas, - sendo estes, seres multigenes ( seres com potencial, capacidade genética de gerar a diversificação) - que logo após o dilúvio produziriam a diversificação de espécies no mundo. A arca tinha o volume de aproximadamente 41 mil metros cúbicos (m³). É preciso lembrar que a arca de Noé tinha 03 andares, o que 'triplicava' sua capacidade. A área total do piso nos três andares da arca era de 30 a 40 mil metros quadrados (m²). De acordo com Gênesis 6:16, a arca tinha, também, uma abertura, que servia como janela; mas a localização exata desta abertura não é clara no texto. Duas traduções são possíveis:

1ª) O texto pode ser traduzido como "uma abertura para a luz no topo da arca"
(Gen. 6.16) ..."Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás EM CIMA; e a porta da arca porás ao seu lado” – (Almeida Corrigida)POSSÍVEL TAMANHO DA ARCA - 3 ANDARES PARA CONTER OS "TIPOS BÁSICOS". O texto hebraico também pode significar que a abertura ficava ao lado. Sendo assim, a abertura poderia estar abaixo do beiral, (bem acima da porta), e conteria um beiral que protegeria a entrada da água. 



2ª) Ou uma abertura 'entre o teto e o corpo da arca'; uma abertura acompanhando o cumprimento total do barco, que estaria situada abaixo do beiral. (Gen. 6:16) ... “Farás 'ao seu redor' uma abertura de um côvado de altura; a porta da arca colocarás lateralmente”. – (Tradução adotada pela versão Almeida Atualizada).
Com base nesta tradução, alguns comentaristas sugerem que esta abertura 'AO SEU REDOR', seria uma fresta de aprox. 45 cm, acompanhando o comprimento total do barco, abaixo de um beiral. Isto facilitaria a ventilação no ambiente e traria certa iluminação para dentro da arca, e ainda impediria a entrada de chuva, pela proteção do beiral.

De onde veio e para onde foi toda a água do dilúvio Antes do dilúvio, havia água suficiente para cobrir todo o Planeta. Uma "resposta simples" para esta pergunta, é que as águas do dilúvio hoje estão acomodadas nos oceanos, e que a maior parte delas vieram do subterrâneo. Também, há muita água congelada, mais do que se imagina: apenas na Antártida (Pólo Sul), há tanta água congelada, que se ela descongelasse e fosse para os oceanos, o nível do mar subiria 60 metros em TODO O PLANETA, inundando a maior parte das cidades litorâneas do mundo. Antes do dilúvio, os oceanos não eram tão fundos, e consequentemente, eram mais rasos. Uma grande parte das águas dos oceanos atuais estavam nas fontes subterrâneas. Por que a maior parte das águas veio do subterrâneo? As águas subterrâneas hoje, representam cerca de um terço do volume total das águas continentais. Antes, deveria representar uma proporção muito maior. Estima-se também que, pelo menos 30 % de toda a água doce do Planeta estão nas camadas inferiores, abaixo do subsolo. Abaixo da superfície, de 9 a 12 km de profundidade, pesquisadores encontraram na península de Kola, entre camadas de granito e basalto uma enorme quantidade de água. No mundo inteiro, inclusive no Brasil, se encontra água no subterrâneo, em alguns lugares, há mais de oito quilômetros de profundidade. Porém, nem todos os locais do planeta possuem a mesma quantidade de água subterrânea, e nem a mesma profundidade; em alguns lugares, a água é salgada, enquanto em outros, doce.
Há regiões que são mais rasas que outras, enquanto outras são mais profundas; isto varia de lugar para lugar, no mundo inteiro. Mas o fato de haverem fontes subterrâneas rasas e outras profundas evidencia que, durante o dilúvio, alguns lugares "cederam" quando a água era jorrada para a superfície: afundaram, e aprofundaram os oceanos, que hoje acomodam as águas que anteriormente estavam abaixo. Talvez seja este mais um motivo pelo qual o fundo dos oceanos e mares são verdadeiros abismos profundos. Durante muito tempo sustentou-se a idéia de que o fundo dos oceanos fosse perfeitamente plano. Mas além de verdadeiros abismos, há cadeias de montanhas, uma variedade de relevo no fundo dos oceanos. As “fossas abissais” – que são áreas deprimidas (rebaixadas), encontram-se abaixo de 5 mil metros de profundidade, podendo atingir mais de 10 mil metros de abismos, como a “fossa das Marianas” (em torno das ilhas das Marianas), no oceano Pacífico, com 11.034 m de profundidade. É significativo o fato de que 75% da superfície terrestre se encontra coberta de água. Em alguns poços na Bavária, Alemanha, encontrou-se rachaduras com água salgada a 9 km de profundidade, enquanto na Península de Kola, Rússia, foi encontrado fluxo de água mineral muito quente a 12 km abaixo da superfície entre as rochas de granito e de basalto. Antes, as montanhas não eram tão altas, e os oceanos e vales não eram tão profundos. Portanto, as águas do dilúvio, não tiveram que cobrir o Everest e as altas montanhas que vemos hoje, porque elas ainda não existiam. A bíblia testifica isso quando diz que as águas ultrapassaram 7 metros (15 côvados) acima dos cumes dos montes.

• O evolucionismo tem uma interpretação similar à criacionista sobre o processo da formação de montanhas: segundo o evolucionismo, as grandes cadeias de montanhas se formaram através de “violentas transformações na crosta terrestre (litosfera)”.

As pessoas geralmente imaginam que as águas do dilúvio teriam que cobrir montanhas gigantescas, como o Everest, que tem mais de oito mil metros de altura. É claro que não há água suficiente para cobrir montanhas tão gigantes como o Everest, isso é

verdade; para cobrir uma montanha tão alta como o Everest, a mais alta do mundo, seria preciso 4,4 bilhões de metros cúbicos (m³) de água; só que antes do dilúvio, as montanhas não eram tão altas. Não precisaríamos ter 4,4 bilhões de m³ de água, porque as formações geológicas antediluvianas eram totalmente diferentes.

Assim, quem disse que não haveria água suficiente para cobrir o planeta? Se a superfície da Terra fosse plana, sem montanhas ou bacias oceânicas, ela seria coberta por uma camada de água com 3 km de profundidade; ou seja: as águas do dilúvio atingiriam até três quilômetros acima da superfície terrestre. Visto que as águas do dilúvio alcançaram 15 côvados [cerca de 7 metros] de altura acima de TODOS os montes, isto significa que as montanhas antediluvianas mais altas, teriam menos de três quilômetros de altura (uma média de 2,5 km). Antes do Dilúvio, certa quantidade de água estava nos mares (não tão vastos como os de hoje), na atmosfera, e uma quantidade desconhecida de água estaria no subterrâneo do planeta. Durante o Dilúvio, acredita-se que a área onde agora está o Monte Everest era uma bacia, na qual sedimentos estavam se acumulando. Isso é evidenciado pela presença de fósseis marinhos no Monte. A montanha Everest foi formada durante ou depois do dilúvio - ela não estava em vigor (na sua forma atual) antes deste. Sabemos isso porque sua maior parte contém fósseis de criaturas marinhas e conchas do mar, mostrando que ela, hoje a maior do mundo, já esteve debaixo das águas dos mares. Após o soterramento dos fósseis, atividades catastróficas elevaram os sedimentos a uma altura bem acima de sua posição anterior, formando as altas montanhas, como as do Himalaia. Isso sugere que o mundo antediluviano não possuía topografia tão acidentada (com montanhas tão altas) como a que vemos hoje. Após o Dilúvio, essa terra relativamente plana deu lugar a um planeta com grandes cadeias de montanhas e abismos cuja profundidade chega a vários quilômetros, e que acomodaram as águas diluviais. A profundidade média dos oceanos é de 4 mil metros. Talvez a idéia de que seria preciso milhões de anos para se formarem as cordilheiras, chame a atenção de alguns. Mas existem exemplos de transformações topográficas rápidas:

• Em 1950, na Índia, um terremoto transformou a configuração de cordilheiras inteiras na região do Himalaia. Em questão de horas e até minutos, muita coisa pode ser transformada por catástrofes naturais locais; imagine do que seria capaz um cataclismo mundial como o Dilúvio de Gênesis! Cordilheiras como a dos Andes e mesmo o Everest AINDA ESTÃO EM MOVIMENTO, e TUDO evidencia que tinham altitude bem inferior há alguns milhares de anos.
Na própria montanha Ararate se encontrou várias evidências de alterações geológicas; esta, mais do que qualquer outra, vem sofrendo alterações. E o que falar do monte Santa Helena, nos Estados Unidos, e do vulcão Kilauewa, que têm demonstrado ao mundo que em poucos dias e horas é possível ocorrer grandes mudanças topográficas, - que não são necessários milhões de anos para ocorrerem estas transformações. O que não faria então, uma grande catástrofe sísmica, como um dilúvio de escala global?




Água doce e água salgada Freqüentemente, críticos costumam nos perguntar: “Como a água doce não se misturou com a salgada no dilúvio? Como os peixes de água doce sobreviveram ao dilúvio?”

Primeiro, podemos dizer que houveram bolsões de água doce que não se misturaram com água salgada; (quando a água doce entra em contato com as águas salgadas dos mares ou oceanos e elas não se misturam, dizemos que se formaram “bolsões” de água doce em meio à água salgada). Este, porém, é um fenômeno raro. Por exemplo, o Rio Amazonas, - o maior do mundo em volume de água, no norte do Brasil, permanece 70 km adentro do oceano, sem que as suas águas se misturem. É possível encontrar peixes de água doce nadando nesta extensão de 70 km, dentro do próprio oceano Pacífico. Podemos provar que estes bolsões se formaram durante o dilúvio? Sim, e a prova existe até hoje: o MAR NEGRO, onde encontra-se água salgada por cima da água doce, no fundo deste. Explorando o fundo do Mar Negro, encontrou-se a margem do lago a 80-110 metros abaixo do atual litoral, com areia e dunas. Estas teriam se preservado por terem sido recobertas por uma gigantesca massa de água em pouco tempo. Há milênios, desde a época do dilúvio que elas não se misturam. Por coincidência, cientistas (até mesmo evolucionistas) dizem que o Mar Negro deve ter se originado no dilúvio, e que antes, este mar teria sido “um lago de água doce”.



• Mas isto significa que toda a água doce não tenha se misturado com a salgada no dilúvio? Claro que não! Isto mostra apenas que em DETERMINADOS LOCAIS e REGIÕES, tais águas não se misturaram. Houve lugares em que elas não se misturaram, mas também houve lugares em que elas se misturaram.



• Alguns críticos citam a experiência feita com um copo d’água, onde se enche um copo de água doce, depois se acrescenta a água salgada do mar, e então toda a água do copo fica salgada – para dizerem que seria impossível que no dilúvio a água salgada não tenha se misturado com a água doce. Mas os próprios cientistas (evolucionistas ou não) pensavam o mesmo, até que descobriram este fenômeno raro e impressionante no Mar Negro. Nem eles sabem explicar exatamente a causa deste fenômeno. A explicação científica, é que isto aconteceu porque a água salgada deve ter sido lançada com muita "velocidade e violência" por cima da água doce, e devido a isto, ambas não se misturaram.
Podemos então, dizer que o fundo Mar Negro é um verdadeiro “aquário gigante de água doce” em nossos dias – com uma enorme quantidade de água salgada em cima, fazendo pressão, mas elas não se misturam.
Como poderiam estes “bolsões de água doce” não se misturarem durante todo o ano em que durou o dilúvio? - Basta ver o Mar Negro, onde há mais de 4.500 anos, água doce e salgada não se misturam...

• Isto talvez explique, porque APENAS cerca de 3% de toda a água do planeta não ser salgada: o fato de grande parte delas terem se misturado no dilúvio, e de após este, os oceanos se tornarem “mais salgados”
Durante o processo de “enxugamento”, após o dilúvio, o processo de evaporação deve ter colaborado muito para recuperar boa parte da água doce que se misturou com as salgadas, e depois, devolvê-las aos rios e lagos em forma de chuva. Embora nem toda a água doce tenha ficado em bolsões, também é preciso dizer que antes do dilúvio não havia tanto sal nos oceanos. Para entender isso, é preciso saber como se forma o sal.

• Um dos segredos que os oceanos guardam escondido consigo, até de cientistas, é quanto à origem de sua salinidade. O cloreto de sódio (NaCl) sozinho, representa 30% do total de sais dissolvidos na água do mar (segundo alguns, pode representar uma proporção maior). No entanto, ninguém sabe ao certo de onde ele veio. Há duas teorias. A mais antiga surgiu com Edmond Halley, em 1715. Halley notou que os lagos que não têm saídas para o oceano (como o Mar Morto e o Mar Cáspio) possuem alto teor de sais. A teoria mais antiga supõe que os sais e outros minerais foram transportados para o mar pelos rios, e que ele provenha da dissolução de rochas terrestres pela água das chuvas e dos rios que desembocam nos mares. Então, os rios levariam os compostos do sal aos mares, oceanos e lagos salgados. Mas essa teoria não explica a origem de todos os compostos do sal, pois ao se comparar a composição das substâncias presentes na água do mar, verifica-se ser impossível que todo o sal presente nos oceanos tenha sido originado de rochas da superfície terrestre. Os oceanógrafos formularam a hipótese de alguns compostos terem surgido também por meio de processos vulcânicos no assoalho submarino. Lavas originárias da camada chamada de manto, teriam levado diretamente ao oceano um tipo de água pura, quimicamente derivada do magma; essa água nunca circulara na superfície e é constituída por vários elementos químicos, como cloretos, sulfatos, brometos, iodetos, carbono, cloro, boro, nitrogênio, entre outras substâncias. O sódio e o cloreto então se combinaram e formaram o cloreto de sódio (NaCl). Mas ainda ficam perguntas como: Não seriam estes, minerais de rochas derretidos pelo magma, e levados por esta “água pura” aos oceanos, tal como as águas dos rios? Independente de qual a teoria correta sobre a origem do sal, após o dilúvio, a maior catástrofe sísmica do planeta, a taxa de salinidade dos oceanos deve ter aumentado muito. O dilúvio “lavou” todo o planeta, as rochas foram gastas pela queda contínua de chuva e pelas bruscas mudanças geológicas que a superfície passava; e acredita-se que centenas de vulcões submarinos entraram em erupção durante o ano em que durou o dilúvio, a partir de quando as fontes subterrâneas se romperam, e as placas continentais começaram a se partir, formando o que chamamos hoje de “anel de fogo dos oceanos”. Isto teria liberado muita lava nos oceanos, e colaborado para um grande aumento do sal.

• Não se pode afirmar que no período Antediluviano os peixes seriam adaptados apenas à água doce. Acreditamos que os peixes tiveram que se adaptarem a apenas um tipo de água (doce ou salgada, ou a ambas) só após o dilúvio, já que antes do dilúvio os oceanos não continham a mesma densidade de sal. Devido a isolamentos de habitat as novas espécies de peixes e seres aquáticos foram se tornando menos adaptadas à água salgada ou à doce. Peixes como o salmão podem viver tanto em água doce como em água salgada; esta capacidade de viver tanto em águas salgadas como em águas doces deve ter existido antes da inundação global. Com o aumento da salinidade após o dilúvio, os peixes que não encontraram água doce, tiveram que lutar para se adaptar; os que não conseguiram se adaptar ao novo ambiente, foram extintos. Isto talvez explique o alto número de espécies marinhas extintas: os seres aquáticos são os mais numerosos e os mais extintos do reino animal. Porém, a capacidade de se adaptar à mudança de ambiente é uma característica natural de todos os seres vivos. Acredita-se que todos os peixes possam se adaptarem a uma certa variação de salinidade, assim alguns indivíduos seriam capazes de sobreviver à mescla gradual das águas, e a troca gradual de salinidade durante e após o Dilúvio. Peixes como o bagre, se adaptaram à água doce, e outros, como a anchova, à água salgada. Já peixes como o salmão, conseguiram se adaptar aos dois tipos de água. O fato de os salmões poderem viver tanto em água doce como em água salgada, pode ser sinal de que, na luta para se adaptar, eles conseguiram se adaptarem a ambos os tipos de água.

• Assim, Noé não precisou levar nenhum aquário gigante com peixinhos de água doce na arca. O site inglês "creationscience" trás uma excelente explicação sobre esta questão. Como caberiam tantos animais na arca de Noé? Uma outra questão que deixa muitas dúvidas na mente de muitos é: "Como poderiam caber todas as espécies existentes na arca de Noé". Uma simples resposta a isso é que, nem todas as espécies atuais eram presentes naquela época, até porque a classificação biológica do passado não era a mesma classificação biológica moderna (aquilo que Noé descrevia como espécie não era o mesmo que a ciência do século XXI classifica como espécie). As "espécies originalmente criadas" não são o mesmo que as "diversificações", que hoje a biologia dá o nome de "espécie". Por exemplo, existem várias espécies de cães, gatos, samambaias, mas todos são cães, gatos ou samambaias... Um primeiro problema com esta questão, é que a biologia moderna classifica os seres vivos de uma forma diferente do que fora classificado inicialmente por Deus como “espécies”. Embora não seja possível determinar com precisão quais e como seriam as espécies originalmente criadas, sabemos que não eram iguais às classificações biológicas modernas. Há quem pense que as espécies levadas por Noé na arca fossem idênticas ao que se chama de espécies atualmente. Mas Moisés, em sua época, nem sequer fazia idéia de que haveria este tipo de classificação biológica no futuro, e muito menos Noé. Noé nem fazia idéia que tais classificações taxonômicas existiriam. A arca não seria capaz de comportar tudo o que atualmente se chama de espécies. Seria um erro nosso pensar que as espécies que Noé colocou na arca seriam iguais às classificações biológicas atuais. Até poucos séculos atrás, a própria palavra espécie não tinha o mesmo significado de hoje. Precisamos lembrar também que a palavra hebraica “Myin”, traduzida nas escrituras por "espécie”, significa "Tipos ou Formas básicas”. As espécies bíblicas são os “tipos básicos”, equivalentes aproximadamente ao nível de Famílias e Gêneros, na classificação taxonômica. Uma outra expressão hebraica usada é “Mishpachah”, um termo que pode significar famílias, tribo, tipo ou espécie. Em Gênesis 8:19, “Mishpachah” é traduzido por famílias (segundo as suas “Famílias”), e algumas vezes, por espécie. Portanto, as espécies que Noé colocou na arca eram diferentes das espécies classificadas pela ciência moderna. A arca foi projetada para incluir apenas vertebrados terrestres - aqueles que caminham sobre o chão e não são capazes de sobreviver na água. Isso não inclui animais marinhos, anfíbios, vermes, insetos e plantas. Um segundo problema, está relacionado com a quantidade de espécies existentes no mundo. Podemos afirmar com certeza que existem menos de dois milhões de espécies no mundo (cerca de 1,5 milhão), - todas estas, de acordo com o sentido de espécie da biologia moderna; mas especula-se, considerando os milhões de anos da evolução, que deve ter havido um número muito mais alto de espécies, indo para além de 10 e até 50 milhões de espécies (o que não se evidência no registro fóssil). Entre as diversas declarações que li sobre o número de espécies, esta declaração sobre a biodiversidade (diversidade dos seres vivos) foi uma que me chamou a atenção: “Não se sabe quantas espécies existem atualmente no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões. Mas até agora os cientistas deram nome a apenas cerca de 1,5 milhão de espécies de seres vivos”...

• É certo que deveriam serem encontradas tantos milhões de espécies, segundo a evolução, (o número de espécies e de fósseis deveria ser muito maior, se considerarmos os milhões de anos da evolução); mas menos de dois milhões de espécies são o total das espécies classificadas. Alguns cientistas e classificadores, consideram, sem exageros, que existem um milhão e trezentas mil espécies animais. Deste total, haveria cerca de 300 mil espécies animais, e cerca de um milhão de espécies só de insetos (invertebrados) e seres aquáticos. Há também, quem diga que o número das espécies de terrestres possa chegar a 750 mil. Conforme os cálculos, excluindo as formas e espécies de insetos, artrópodes, animais aquáticos e anfíbios (que vivem na água e na terra), calcula-se que pode ter entrado na arca um número estimado entre 35.000 e 60.000 animais, (incluindo os seis pares adicionais de limpos). Tendo isto presente, alguns pesquisadores têm dito que, caso houvesse tão poucos exemplares na arca, quanto quarenta e três “tipos básicos” de mamíferos, setenta e quatro “tipos básicos” de aves, e dez tipos básicos de répteis na arca, eles poderiam produzir a variedade de espécies, gêneros e famílias que conhecemos atualmente. Se considerarmos que os tipos Básicos (as espécies originalmente criadas) eram semelhantes ao nível de família ou gêneros em alguns casos, até mesmo um número de 750.000 espécies de animais que vivem somente em terra seca poderia ser reduzido a poucas “espécies” de famílias — a espécie cavalar e a espécie bovina, para se mencionar apenas duas. Isto porque há menos de 350 “famílias” de vertebrados terrestres vivos.

Continua! Analise a segunda parte desta pesquisa AQUI.

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