quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quem são os vinte e quatro anciãos em Apocalipse 4?

Esta questão me faz “pairar” sobre assuntos que me fazem desejar ainda mais estar logo no Lar dos remidos, para ver com meus próprios olhos, não mais com os olhos da fé, o conteúdo físico do Céu e a sua população! Após ver o meu trino Deus salvador e mantenedor, será transcendental ver os funcionários da fábrica da sabedoria e do amor!! Apresento algumas tentativas razoáveis de explicação sobre os 24 anciãos:





(1)   Se as cenas da visão que João recebeu em Ap 4 eram “ao vivo” ou pelo menos atuais, esses 24 seres humanos (já que o termo ancião sempre é usado na Bíblia para discriminar a função de um ser humano! Êx 18:13-26, Rt 4:2, At 14:23) já estavam no céu, naquela época (95 ou 96 d.C.), literalmente “ao redor do trono” de Deus!
(2)   A IASD (Igreja Adventista do Sétimo Dia) crê que esse grupo distinto seja formado pelos “santos que se levantaram de suas tumbas quando Cristo ressuscitou (Mt 27:52,53, comp. Ef 4:8), pois esse é um grupo cuja ressurreição é um fato” [Comentário Bíblico Adventista em espanhol].
(3)   Em I Cr 24 vemos os sacerdotes divididos em 24 turnos “segundo os seus deveres no seu ministério”, v.3. Podemos comparar esses oficiantes do Santuário terrestre (veja v.19) com os 24 anciãos, como sendo estes também oficiantes do Santuário, no caso, Santuário celestial!
(4)   “Outros sugerem que os 24 anciãos simbolizam a Israel em seu sentido mais amplo (veja Ap 7:4): dois anciãos por cada tribo – um que simboliza o Israel literal, o povo de Deus antes da cruz; e o outro o Israel espiritual, a Igreja cristã, o povo de Deus depois da cruz. Desta maneira pode-se compará-los com os 12 patriarcas e os 12 apóstolos” [Comentário Bíblico Adventista em espanhol]. No caso desta interpretação, João viu símbolos e não seres e cargos literais!
(5)   “Alguns intérpretes vêem os 24 anciãos como anjos e não seres humanos. Põem ênfase na atividade desses seres descrita em Ap 5:8, onde ministram as orações dos santos; uma obra – dizem eles – que dificilmente seria atribuída a seres humanos!”[Idem]
    
Minha humilde opinião está contida apenas nos 3 primeiros comentários acima. Não consigo enxergar simbolismos no registro de João sobre os 24 anciãos! E a Bíblia está repleta de intercessores humanos que literalmente ofereceram a Deus as orações de outros pecadores! Por exemplo: Abraão intercedendo por Ló e os seus (Gn 18:23-33); Abraão orando pela vida de Abimeleque, rei de Gerar (Gn 20:1-7). E neste texto aparece a idéia de que seria “necessária” a intercessão de Abraão para que Deus “ouvisse” Abimeleque! Algo semelhante aconteceu com Elifaz, Bildade e Zofar: Jó literalmente levou as orações deles a Deus, para que Ele pudesse aceitá-las(Jó 42:7-9)! Bom, mas tudo isto antecedeu o ministério no Santuário terrestre! E quem eram os oficiantes, os quais tornavam propícios os pecadores a Deus? Quem eram os intercessores de nossos irmãos do passado que tipificavam a Jesus? Eram anjos do Senhor? Não, absolutamente! Deus sempre foi “auxiliado” por pecadores para a redenção de outros pecadores! É nosso, privilégio e dever, apelar a Deus por nossos companheiros de existência! “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”, diz Tiago, mesmo após a morte sacrifical e a ressurreição típica do Salvador Jesus; mesmo após Sua ida ao Santuário celestial para interceder por nós (veja Tg 5:15,16)! Portanto, acredito que os 24 anciãos são “justos” vestidos da “justiça de Cristo”(veja Ap 3:18), que trabalham ao lado do Todo-poderoso Rei do Universo! Lembremo-nos que o bom Pai recebe Seus filhinhos de outros lugares extra-terrenos em Sua habitação (Veja Jó 1:6, 2:1, 38:7)! Não chamaria Ele também Seus filhos terrenos, mesmo antes do grande Dia, para acompanharem de perto e até assistirem-nO em Seu honesto governo universal? (Perguntas & Respostas volume I, pp. 25 e 26)
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