segunda-feira, 6 de junho de 2011

Deus vai destruir a Terra ou não?

 "O que foi que Ele disse a Noé em Gênesis 8:21 e 22?” O contexto desses texto é o seguinte: Noé, como bom “pregador da justiça” (II Pedro 2:5), cria na vinda de Deus a Terra para resolver o problema do pecado e oferecia o sacrifício no altar (veja o verso 20). Daí, JAVÉ falou pra ele: “não vou destruir a Terra porque as pessoas são más desde pequenas”. Podemos nos perguntar, mas a Bíblia não diz que um dia Deus vai destruir a Terra? A resposta é não, como Deus falou a Noé. O que Ele vai destruir é o pecado na Terra, não o planeta. E mais – não será com água novamente, mas com fogo! Leia o restante da conversa entre Deus e Noé em Gênesis 9:8-11. O fogo da parte de Deus acabará com a nojeira do pecado; agora, quem estiver agarrado ao pecado, ou seja, preferir a maldade, a desobediência também será destruído juntamente com o autor do pecado (Apocalipse 20:10 e 15). Isto não contradiz o que JAVÉ conversou com Noé, pois, ali, Ele prometeu não destruir ou ferir os homens com água, mas não falou nada sobre o fogo, só em Gênesis 19, na destruição de Sodoma e Gomorra que Deus deu uma palhinha do que acontecerá no final do pecado, aqui em nosso planeta. A propósito, você se lembra a causa mortis dos habitantes dessas duas cidades? Vou citar algumas: homossexualismo, pedofilia e outras "criatividades" perversas que estão sendo normatizadas aqui em nosso Brasil também... "Direitos Humanos", alguns dizem. E os "Direitos Divinos" sobre o planeta e Suas criaturas, onde ficam?  (Hendrickson Rogers)

Deus Insiste e Você?

Desde que os filhos ou criaturas de Deus pecaram, o Pai trabalha pela salvação deles. Leia Isaías 64:4 e João 5:17. A Trindade não ficou quieta esperando os seres humanos. Não! Primeiro: Eles Três, JAVÉ Pai, Anjo de JAVÉ (como Jesus era conhecido no Antigo Testamento) e Espírito de JAVÉ já sabiam que Seus filhos iriam escolher desobedecer e viver longe dEles (Isaías 29:15 e 16; e João 6:64). Segundo, Eles já sabiam o que fazer! Amar e ponto final. O segredo da Trindade é o Seu amor fantástico, dedicado, mesmo sem receber, muitas vezes, nada em troca!! Deus ama e dá liberdade. Os anjos maus odeiam e escravizam, e ainda fazem com que os homens culpem a Trindade pelo que os anjos rebeldes causam aqui no mundo! Mas, Jesus não só ama e dá liberdade, Ele insiste e insiste e insiste... Toda a nossa vida está repleta da insistência linda de Jesus! A Bíblia é o livro do amor insistente de Deus pelo pecador bruto, ingrato e cego. No fim, se nos perdermos, não será porque Deus não fez o suficiente, mas porque teimamos o suficiente! E se formos ao Céu com Cristo, quando Ele vier nas nuvens, não será porque fomos bonzinhos ou obedientes, mas sim porque Deus insistiu, lutou por nós, morreu por nós e vive por nós!!! E todos os que crêem nisto devem ajudar outros a crerem também. (Hendrickson Rogers)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Verdadeira Pré-História

Mesmo sem existir a escrita, organizada, como a conhecemos, Deus fez com que a notícia da Sua primeira vinda fosse espalhada de boca a boca! Após Adão e Eva e Abel, Sete continuou o sacrifício de cordeiros espalhando as boas-novas de salvação aqui em nosso planeta (Gênesis 4:26). Abraão, um descendente de Sete e Noé, foi um homem dedicado em pregar a vinda de Jesus Cristo, inclusive ele chegou a vê-la, veja em João 8:56!! E assim, por todo o Antigo Testamento, de Gênesis a Malaquias, o Evangelho foi espalhado e muitos creram, obedeceram a Deus e foram salvos pela fé nAquele que viria pagar pelos pecados dos homens – Jesus, JAVÉ feito em carne! (Hendrickson Rogers)

Nossa liberdade é um presente de Deus!

  Sem dúvida, podemos não ter os pais que gostaríamos, os filhos que pretendíamos e até o cônjuge que pensávamos ter encontrado. No entanto, nossas decisões, nossas escolhas, a maneira como usamos a liberdade que Deus nos concedeu é de responsabilidade apenas nossa! Não seremos culpados diante dEle pelo que fizeram conosco. Seremos responsabilizados por Ele pela maneira que reagimos e pelo que fizemos ou deixamos de fazer! Portanto, o mais sábio a fazer é pedir a companhia do Espírito de Deus para nos iluminar, guiar nossos passos e nos ajudar a construirmos nosso destino, já que o destino de cada ser humano está em suas próprias mãos! Não nas de Deus, nem nas do pai, do filho, do cônjuge ou do professor! Essa é a cosmovisão mais acertada que existe. Pode usá-la! (Hendrickson Rogers)

Lúcifer e sua cambada se manifestam de diversas formas

Já vimos que os anjos rebeldes não se apresentam como são (a não ser nos filmes de terror!). No Éden, Lúcifer se escondeu por detrás de uma linda serpente que voava (Gênesis 3:14, esse animal só passou a rastejar após a maldição divina). Os anjos maus gostam de intermediários ou, no latim, médiuns! No espiritismo eles se disfarçam em espíritos de pessoas falecidas (pessoas falecidas só voltam a viver após a ressurreição, a Bíblia ensina, Eclesiastes 9:5 e 6; Isaías 26:14. Na macumbaria os anjos maus criam rituais e cerimônias com animais, não imitando a Deus, mas deturpando as cerimônias divinas, com o objetivo de enfeitiçar o pecador e afastá-lo da atuação de Deus. (Hendrickson Rogers)

Elias foi ao Céu com este corpo de pecado?

A resposta da Bíblia é sim e não! Sim, pois Elias ascendeu ao Céu assim como o Senhor Jesus. Compare II Reis 2:11 e Atos 1:9-11. Por outro lado, Não com o mesmo corpo. Paulo diz que os salvos, ou seja, os pecadores arrependidos que irão para o Céu no retorno de Jesus, serão transformados fisicamente: I coríntios 15:51 e 52. E é de sJe esperar isso, pois, a glória de Deus fulmina o pecado e quem estiver junto, veja Êxodo 33:20. Até o Senhor Jesus como Humano teve que se revestir de glória para conversar com Elias num monte – Elias, então, já possuía uma natureza física diferente, tanto que Jesus teve que Se transfigurar para não sofrer danos físicos! Leia Mateus 17:1-8. No entanto, esse novo corpo não mudará nossa identidade fisionômica. Veja Filipenses 3:21 e Lucas 24:36-43. E, da mesma forma, nos lembraremos de muita coisa aqui da Terra; Jesus não vai passar nenhuma borracha em nossa mente, a não ser em nosso pecado! (Hendrickson Rogers)

Outros Planetas Habitados



Podemos crer que existem outros mundos, semelhantes ao nosso planeta, habitados, mas sem pecado e desobediência, através do seguinte raciocínio bíblico: Em Lucas 3:38 Adão é chamado “filho de Deus”. Em Jó 1:6 e 2:1 a Bíblia menciona que “os filhos de Deus” foram se apresentar perante o Todo-poderoso. Ora, será que seres humanos podem viajar da Terra ao Céu e depois retornar ao seu planeta? A Bíblia diz que não. Leia João 6:46 e Provérbios 30:4. Por outro lado, se esses “filhos de Deus” não vieram daqui da Terra, de onde eles vinham? Será que eram anjos? Possivelmente não já que os anjos vêem incessantemente a Deus (Mateus 18:6), e os textos de Jó dão a ideia de apresentação, inclusive Satanás estava no meio daqueles que viajaram para se apresentar diante de Deus, ou seja, era uma apresentação de criaturas extra-celestes – que viviam fora do Céu! Provavelmente criaturas que habitam o Universo e possuem acesso ao Céu, isto é, podem viajar de seus planetas até a presença de Deus!

Outras evidências dessa realidade, de mundos extra-terrenos habitados antes mesmo de existirem os seres humanos na Terra, criaturas que podem ver a Deus, ou seja, que não possuem pecado como nós, aparecem nos escritos de Paulo, um apóstolo do Senhor Jesus que dEle recebeu várias visões. Em Hebreus 11:3 nos é dito “foi formado o universo pela palavra de Deus”. Nas versões bíblicas Viva e Revista e Corrigida, respectivamente, aparece o seguinte: “entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus” e “entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados”. Lembrando-nos de que o Senhor Jesus é a “Palavra” ou “o Verbo” de Deus (João 1:1 e 14) e que Ele é o Autor da Vida (Atos 3:15), podemos concluir que há uma possibilidade de que Paulo esteja afirmando a existência de mundos habitados e perfeitos!


Em I Coríntios 4:9, Paulo ainda afirma: “nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens”. Se a palavra mundo aqui se referir ao Universo também, então, mais uma vez Paulo demonstra sua crença na existência de criaturas inteligentes e perfeitas além dos anjos! Na Bíblia de Jerusalém e na versão Corrigida lemos assim: “somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”.                                                                                                                                     (Hendrickson Rogers)

E a Ciência o que diz a respeito? Leia "Super-Terras habitadas fora do Sistema solar?"

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobre a Origem do Universo

“No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Que o Deus trino Pai, Jesus e Espírito são os Criadores, eu não tenho a menor dúvida. Porém, dizer que Eles criaram o universo implica em algo ilógico – Deus passou um tempo infinito sem céu para habitar, ou seja, Deus e o nada co-existiram infinitamente! Nesse período incontável de anos o Senhor Jesus não poderia afirmar: “Pai nosso que estás nos céus” (Mateus 6:9) e nem “na casa de meu Pai há muitos quartos” (João 14:2)!

A partir daí a investigação humana se torna ainda mais difícil: dizer que o Senhor e o nada existiram por um tempo infinito é o mesmo que dizer que Deus não era onipresente, pois não havia aonde ir nem estar! Ele não era onisciente, pois não existia nada para saber e perscrutar além dEles Três! Por fim, Deus não era onipotente posto que nada criava e nada fazia por infinitos anos!

É óbvio que o erro está nesta investigação. Eu não creio que meu Senhor Jesus, por exemplo, fosse equivalente ao nada, ao vazio em algum momento de Sua existência eterna!

O erro possivelmente está no fato de nossa Matemática não conseguir explicar o que havia antes de ela ser criada por Deus. Entendemos palidamente o universo até aproximadamente 13 bilhões de anos atrás (segundo os astrônomos)! Essa seria a idade dele. Mas, é impossível usarmos mossa Matemática no tempo anterior a esse, pois, como vimos, os resultados são contraditórios ou simplesmente não os conseguimos! Tudo fica truncado!

Outra hipótese seria Deus e o universo co-existem infinitamente. Essa parece melhor e menos difícil de ser entendida. Mas, só parece! Podemos não investigar o fato de Deus não ter origem (Ele é “Pai da eternidade”, Isaías 9:6; o grande e único “Eu Sou o Que Sou”, Êxodo 3:14). Entretanto, como um local poderia ter a mesma idade que Deus?

Tentando diminuir essa complexidade poderíamos aumentá-la se pensássemos “o universo é uma parte de Deus”!  Mas, como assim “uma parte”? Seria uma parte física ou uma parte da mente do Senhor? É bem verdade que esta tentativa de desvendar o passado resolve o problema da ausência da onipotência divina, porém gera outros problemas insolúveis para nossa Bíblia e nossa Matemática!!!

Se pudéssemos voltar no tempo por meio de uma máquina, certamente só poderíamos voltar até o dia da construção dela ou um pouco mais adiante, mas ainda assim, não poderíamos retroceder para antes da construção desta super-máquina, a despeito dos teóricos! Bem assim é com esse assunto sobre a origem do universo – não conseguimos entender porque Deus ainda não nos deu uma ferramenta que possamos usar para investigar todas as partes da infinita linha do tempo; na verdade Deus é o tempo.

E, ao que parece, Deus não tem em mente dar essa ferramenta aqui na Terra, antes de Seu retorno para buscar Seus filhinhos fiéis. Quando alguns perguntaram a Cristo sobre o tempo da restauração do reino de Israel, Sua resposta firme e que não deixou dúvidas até hoje foi: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (Atos 1:7)! O Pai decide sobre quando está na hora de Seus filhos saberem mais do passado e do futuro. O presente é-nos dado para o aproveitarmos. Se desperdiçarmos essa dádiva do Tempo, como almejar saber mais sobre outras épocas?! É incoerente.

Vou ficar, então, com o sábio conselho de Moisés, a despeito de minha precoce sede por esse assunto: “As coisas encobertas pertencem a JAVÉ, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29).

Lhe aconselho, caro leitor, a fazer o mesmo. Vamos ter sede pelo que nos foi revelado para sermos achados dignos de novas descobertas fantásticas, possivelmente lá na própria habitação de Deus (nos “céus” que contêm a casa do Pai!) e aqui mesmo, no futuro período conhecido por “novo céu e nova terra” (Apocalipse 21:1)!

“Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11:3). Ou seja, possivelmente o universo tem começo e sua idade pode ser medida em quantidade de dias: “e sejam tão numerosos como os dias do céu acima da terra” (Deuteronômio 11:21), caso esse texto se refira aos céus siderais em vez do céu atmosférico.
                                                                                                                               
                                                                                                                               por Hendrickson Rogers

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Curto Diálogo sobre a Escolha do Homossexualismo e a Adoção de Crianças por Duplas Homossexuais

                                                                                                                 (Por C.J*. e Hendrickson Rogers)

[C.J.] Em primeiro lugar, gostaria de reafirmar a minha posição de simpatia diante dos cenários atuais de conquistas jurídicas que os homossexuais vivem. E, nesse sentido, quero continuar minha colocação problematizando o argumento recorrente nos tópicos do curso de que não seria necessário esse tipo de posição do judiciário em relação aos homossexuais, tendo em vista que os direitos que lhes estão sendo positivados, na verdade, já seriam um direito de todos. Há até quem questione se o caminho que estamos seguindo não iria transbordar na configuração de sujeitos de direitos especiais.

Nessa perspectiva, é oportuno situarmos que se "inicialmente os direitos humanos foi marcado pela tônica da proteção geral, que expressava o temor da diferença (que no nazismo havia sido orientada para o extermínio), com base na igualdade formal" (PIOVESAN, 2006, p. 11); atualmente não faz mais sentido "tratar o indivíduo de forma genérica, geral, abstrata" (PIOVESAN, op. cit).

“No mundo em que vivemos, os direitos humanos parecem somente ter significado quando servem para proteger os direitos daqueles sujeitos que são os mais prováveis de terem seus direitos negados ou violados. É por isso, entre outras coisas, que ganha cada dia mais força o entendimento de que se faz necessário tratarmos os sujeitos de direitos em suas particularidades; de maneira que tenhamos sempre em mente que "determinados sujeitos de direitos, ou determinadas violações de direitos, exigem uma resposta específica e diferenciada" (PIOVESAN, op. cit.). E este é o caso dos homossexuais, mas também é o caso das mulheres, dos deficientes, dos negros, dos migrantes, entre outras categorias socialmente vulneráveis.

Dessa forma, compreendo que as conquistas jurídicas dos homossexuais representam, na verdade, a positivação de direitos que por sua vez se mostra necessária em decorrência do contexto social de violação de direitos que essas pessoas sofrem em seu cotidiano. Afinal de contas, por que negar o direito básico de constituir família a quem quer que seja?”

Realmente se a gente for olhar "a sociedade" no geral, de fato, a maioria das pessoas ainda apresenta uma certa resistência diante da realidade atual de conquistas de direitos civis pelos homossexuais. Contudo, também enxergo nessa mesma sociedade núcleos vivos como Universidades, artistas, ONGs, políticos, juízes, entre outros, que já avançaram nessa discussão e acreditam que este é o momento de transpor a fronteira do preconceito velado que ainda impera no Brasil. Nesse sentido, acredito mesmo que a luta pelos direitos humanos de todos é um caminho sem volta que será trilhado nesse século XXI, caminho este que é inegociável nas palavras de Obama; dessa forma, é urgente que a sociedade como um todo seja envolvida nessa (r)evolução da melhor maneira possível.

Quanto ao impacto psicológico que filhos de casais homossexuais teriam, eu não seria hipócrita de vir aqui dizer que não haveria, agora a gente não pode esquecer que ninguém parece muito inclinado a discutir esses mesmos impactos causados por casais heterossexuais em seus filhos quando eles se separam, brigam, um dos pais é alcoolátra, quando há violência doméstica, machismo, etc... Ou seja, porque andamos naturalizando certas práticas (vindas de casais heterossexuais) e sempre problematizando outras (que viriam a acontecer com casais homossexuais)? Será que por trás disso está uma lente heteronormativa européia cristã que nos faz enxergar o mundo através do filtro composto por Deus, pelos homens casados brancos e por aqueles que são bens sucedidos economicamente?

Eu acredito que o mundo civil precisa ser visto por outro prisma, qual seja? Exatamente o dos direitos humanos...

P.S.: Nos fóruns das outras turmas vejo muito uma argumentação religiosa contra os direitos civis dos homossexuais. No Brasil, infelizmente, parece que a gente anda caminhando para uma espécie de fundamentalismo religioso evangélico, uma pena... Na minha opinião, e é o que consta na nossa Constituição, no âmbito civil deve prevalecer a cosmovisão laica... Religião é assunto de foro íntimo, que possamos praticá-la livremente em nossas casas, igrejas e tal... Mas daí querer negar direitos a outras pessoas com base em preceitos religiosos parece demais para mim... Queria registrar isso aqui.

[Pergunta] União civil homossexual. Por que negar um direito de cidadão? Qual o impacto psicológico para os filhos?

[Prof. H] Será que é um “direito de cidadão”? Cidadania é a qualidade de cidadão, e cidadão é aquele que habita em uma cidade, e para se viver numa cidade é necessário haver uma moralidade comum e não a moralidade do tipo “o que é bom pra mim é direito meu”! E qual seria essa moralidade consensual? Eu não encontro uma fonte da moral mais confiável e legal além da Bíblia Sagrada. Seria isto preconceito meu ou dogmatismo religioso? A História responde por mim! Todas as vezes que uma cidade ou sociedade abandonou a moral bíblica, os resultados foram nefastos. Exemplos: A Inquisição Católica, a França (Revolução Francesa) e, um exemplo mais atual, os países mulçumanos. Em todos esses casos, os princípios bíblicos foram não apenas rejeitados como abolidos! Por outro lado, a Reforma trouxe para a Europa a Revolução Industrial, assim como a submissão á Bíblia tornou os habitantes da cidade norte americana de Loma Linda mais longevos que os das demais cidades atuais!


[C.J.] Afinal, o que você quer dizer com isso tudo? Não ficou claro para mim. Por acaso deveríamos rasgar a Constituição e seguir a Bíblia? Você acredita mesmo que a Bíblia é um fator de consenso? Veja todos os conflitos que ainda hoje assistimos em nome de Deus... Exemplo vivo, Judeus e Palestinos, povos profundamente religiosos. Por outro lado, concordo que se o cristianismo fosse praticado de fato, o mundo seria outro. Mas a cada dia que se passa, concordo mais e mais com Nietzsche quando ele disse que o único cristão que houve no mundo morreu na cruz.

[Prof. H] Boa noite Carlos. Nossa Constituição é uma vitória. Não se desvaloriza as vitórias a menos que se esteja do outro lado do campo, no time perdedor, certo?! Se você fizer uma comparação (mesmo superficial) entre a Bíblia e a Constituição de nossa República (1988), perceberá que esta última seguiu a primeira! Creio que você deve saber: judeus e palestinos (bem como a tirania libanesa “profundamente religiosa”, os muçulmanos que extrapolam sua religião, etc. ) negligenciam os princípios bíblicos. O mundo não precisa de religiosos sinceros, mas de religiosos honestos! Quanto ao “Nietzsche”, que se proclamou ateu, imagine se eu usar o mesmo raciocínio que ele e você usaram nessa frase generalizadora e tendenciosa. Então, eu concluiria que todos os ateus são assassinos, pois os regimes comunistas ateus mataram muito mais pessoas que a Inquisição e as Cruzadas juntas!! Mas isso não faz dos ateus assassinos, obviamente. (Lhe aconselho a procurar cristãos de verdade; você vai achá-los! É melhor do que tomar a parte pelo todo.)

[C.J.] Segundo sua opinião, um homossexual não é um cidadão devido ao fato dele supostamente não atender à moralidade bíblica? Enfim, sua colocação despertou esses questionamentos em mim... Ficarei feliz em tê-los esclarecidos por você.

[Prof. H] O que escrevi respondeu a pergunta: “Por que negar um direito de cidadão?”. Todos os que moramos na cidade de Maceió, por exemplo, somos cidadãos maceioenses. Agora, uma coisa é ser um cidadão e outra coisa é querer para si direitos jurídicos que não passam de “gostos pessoais, escolhas de afinidade voluntária”!

Imagine se o vizinho do som alto usasse o seu livre-arbítrio achando que era um direito seu escutar o que quisesse, com os decibéis que bem entendesse! Jaz aí a necessidade de leis que regulem a liberdade dos cidadãos para que não haja extrapolação ou libertinagem.

Agora, reflitamos juntos, colega: que liberdade uma criança terá para escolher se permanecerá heterossexual (como nasceu) ou não, se ela for adotada por homossexuais?! Será que tal criança terá a mesma liberdade de outra que foi adotada por um casal? É certo desrespeitar o direito legítimo (biológico!) de uma criança (ou o reduzirmos) por causa do “gosto pessoal” de uma dupla homossexual que escolheu ser diferente (embora deseje continuar com um direito dos que escolheram continuar iguais!)? Será que é necessário ser um cristão bíblico para responder essas perguntas com o mínimo de parcialidade possível? Parece que sim.

Falar de direitos humanos só para os homossexuais e ignorar as crianças é mais um passo na senda da negação de tais direitos! É fundamentalismo dos que escolhem voluntariamente ser diferentes! É querer deixar de cumprir os deveres e ainda impor seu pensamento àqueles que estão começando a construir o seu...

Ah, apontar para os maus exemplos de “casais heteros” que maltratam seus filhos como evidência da necessidade de se permitir a adoção de filhos pelos homossexuais, é no mínimo erro de raciocínio (para não dizer conveniente!). Por que não se aponta para os belos exemplos de casais que criam seus filhos com a consciência de que um dia prestarão contas Áquele que os deu, oportunizando a esses mesmos filhos uma vida adulta saudável e verdadeiramente livre, geração após geração??

Falar assim é ser preconceituoso, fundamentalista religioso? Talvez não! “O que o homem vê depende tanto daquilo que ele olha como daquilo que sua experiência visual-conceitual prévia o ensinou a ver” (Thomas Kuhn)!!! “A visão de mundo faz um mundo de diferença” (Norman Geisler). “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (DEUS, em Lucas 6:45).

Um erro gera outros, mas ele mesmo não é consertado por outro erro, senão por uma borracha, que o apaga. Querer mudar o imutável, a biologia humana, fazendo com que inocentes paguem o preço (em vez de se arcar com as consequências de suas escolhas) e achar que isso é um assunto puramente político, que não afeta toda uma sociedade... isso se parece com fundamentalismo anárquico! É a ditadura do “eu”, pseudos direitos humanos e Neonazismo!

Mais uma vez recorro a História. Nela, independente da cosmovisão de cada um, o homem não pode ver só o que quer, senão o que realmente aconteceu. Ali não há conveniências! Só acertos e erros.

*C.J. é pós-graduando em Direitos Humanos.

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